sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Estrelado Hexágono nos céus!


Olá!

Caro Leitor,
nestes tempos em que a Lua vem minguando
nos céus da madrugada morna
de nosso verão no hemisfério sul,
por que não aproveitarmos
o final de semana
para bem observarmos
um Hexágono Estrelado
formado pelas estrelas
Capella, estrela-alpha Aurigae,
Pollux, estrela-beta Geminorum,
Procyon, estrela-alpha Canis Minoris,
Sirius, estrela-alpha Canis Majoris,
Rigel, estrela-beta Orionis
e Aldebaran, estrela-alpha Tauri!

E você também irá observar
que a belíssima estrela-alpha Orionis,
Betelgeuse,
encontra-se bem ao centro
dessa figura de Hexágono Estrelado.

A estrela Betelgeuse 
nos atrai a atenção em função de sua cor intensamente alaranjada
- o que a diferencia imensamente das demais estrelas da constelação.

Betelgeuse é a Alpha Orionis, sim,
embora sempre me parece que Rigel, um dos pés do Gigante
e estrela Beta Orionis, é que deveria ocupar esse primeiro posto.
A bem da verdade, Betelgeuse é a segunda estrela mais brilhante
da constelação Orion porque a primeira mais brilhante é realmente Rigel!

Da mesma forma,
é sempre interessante observarmos o fato de que 
Castor é considerada a estrela-alpha Geminorum, sim, 
porém é a estrela-beta Geminorum, Pollux, que é mais luminosa!

Penso que você poderá visualizar
todas estas estrelas e suas constelações,
Caro Leitor,
mesmo estando você sob céus urbanos 
e com poluição luminosa imperando.

É claro, porém, 
que sempre em lugares 
de céus mais escuros e transparentes,
tudo fica bem mais simpático, 
encantador mesmo!

Nesta Postagem,
encontre algumas informações
sobre as estrelas que formam o Hexagono Estrelado.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium


Stellarium







http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania07.jpg


CAPELLA



Capella.  Alpha Aurigae. Estrela Dupla
  Ascensão Reta 05h15,2m - Declinação +45o 59’
Magnitude visual 0,21 - Distância 45 anos-luz
A sexta estrela mais brilhante dos céus. 
Uma estrela branca situada no corpo da Cabra nos braços de Auriga.  
Capella significa jovem cabra. 

Algumas vezes, esta estrela é chamada de Amalthea, a cabra, 
em honra ao seu aleitamento ao jovem Júpiter.
Suas componentes possuem 4.3 e 3.3 massas solares e um período de 104 dias.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



http://www.atlasoftheuniverse.com/50lys.html     This website belongs to Richard Powell

The star Capella is revealed as a pair of yellow giant stars in close contact with each other in this high-resolution image from the Cambridge Optical Aperture Synthesis Telescope. The orbital period of the two stars is 104 days.

A estrela Capella é revelada como um par de estrelas gigantes-amarelas em contato próximo uma à outra - nesta imagem de alta-resolução realizada por Cambridge Optical Aperture Synthesis Telescope.  O período orbital das duas estrelas é de 104 dias.
 (tradução literal de Janine)




Alpha Aurigae, também denominada Capella ou 13 Aurigae, é a estrela mais brilhante da constelação de Auriga e a sexta mais brilhante do céu. Seu nome advém do latimcapella que significa "cabra". Capella é uma gigante amarela com dimensões maiores que o Sol e com um espectro semelhante a este. Encontra-se a 44,6794 a.l. do Sol.
É na verdade uma estrela quádrupla. Sua condição de estrela dupla foi reconhecida primeiro através de espectrógrafo e medida posteriormente em 1919 com uminterferómetro; a separação dos componentes não supera os 0"05 e o período de revolução é de 104 dias.1 Estão separadas aproximadamente por 120 milhões de km e têm duas companheiras acopladas entre si, separadas visualmente, cuja distância alcança os 12' de arco. São duas anãs vermelhas de pouca intensidade (magnitude 10 e 12). O modelo de Capella pode assemelhar-se a duas esferas de 35 e 20 centímetros de diâmetro, separadas por 3 metros e acompanhadas de duas outras esferas de 2 centímetros a 120 metros uma da outra e separadas 40 km do par principal.
O par binário mais brilhante de Capella consiste de duas estrelas gigantes da classe G. A estrela primária tem uma temperatura de superfície de aproximadamente 4.900 K, um raio 12 vezes o raio solarmassa de aproximadamente 2,7 a massa do Sol e luminosidade medida em todos os comprimentos de onda de aproximadamente 79 vezes a do Sol. A estrela secundária tem temperatura de superfície de aproximadamente 5.700 K, raio de 9 vezes o raio solar, massa de 2,6 vezes a massa do Sol e sua luminosidade, também medida em todo o espectro, é cerca de 78 vezes a do Sol.










POLLUX


Pollux - Beta Geminorum
Ascensão Reta 07h44,1m - Declinação +28o.05
Magnitude visual 1,21 - Distância 35 anos-luz

Uma estrela alaranjada situada na cabeça do Gêmeo ao Sul.  Representa Pollux, filho de Júpiter e Leda, e é o imortal entre os gêmeos,  famoso por sua habilidade no boxe.  Muitas vezes chamado de Hercules e simbolicamente nomeado como um Juiz sem Coração.

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




Pólux ou Pollux (Beta Geminorum, β Gem, β Geminorum) é a estrela mais brilhante da constelação de Gemini e a 17ª mais brilhante de todo o céu,10 com umamagnitude aparente de 1,14.2 Junto com Castor, é um dos gêmeos representados no contorno da constelação. Com base em sua paralaxe, está a aproximadamente 33,78 anos-luz (10,36 parsecs) da Terra.1 Em 2006, foi confirmada a existência de planeta extrassolar orbitando-a.6 Pólux é a estrela mais brilhante com um planeta conhecido.10
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Propriedades

Pólux é maior que o Sol, com cerca de duas vezes sua massa e quase nove vezes seu raio.5 6 No passado uma estrela de classe A da sequência principal,5 Pólux já consumiu todo o hidrogênio de seu núcleo e evoluiu tornando-se uma estrela gigante com uma classificação estelar de K0 III.3 Irradia 43 vezes mais luminosidade que o Sol7 de sua atmosfera externa a uma temperatura efetiva de 4 666 K,6 o que dá a ela o brilho alaranjado típico de estrelas de classe K.11...........................
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Nomenclatura

As estrelas Castor e Pollux refere-se especificamente aos personagens mitológicos gregos Castor e Pólux,10 os filhos de Leda.

Pólux era antigamente conhecida como Abrachaléus.14 15
No catálogo de estrelas no Calendarium of Al Achsasi Al Mouakket, esta estrela era designada Muekher al Dzira, o que foi traduzido em latim como Posterior Brachii, significando o fim na pata.16
Em chinês北河 (Běi Hé), significando Rio do Norte, refere-se a um asterismo consistindo de Pólux, ρ Geminorum e Castor.17 Pólux em si é conhecida como 北河三(Běi Hé sān, a Terceira Estrela do Rio do Norte.)18
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Procyon.  Alpha Canis Minoris.  Estrela dupla
Ascensão Reta 07h 38,2m - Declinação +5o 17’
Magnitude visual 0,48 - Distância 11 anos-luz
Uma estrela binária amarelada esbranquiçada situada no corpo do Cão Menor. De Prokuon, Antes do Cão, Aquela que Precede Sirius em alusão ao fato de nascer antes de Sirius (em algumas latitudes, somente).  Esta é considerada a oitava estrela em brilho no céu.  É uma estrela dupla e sua companheira, Procyon B é uma anã branca de magnitude 11.
- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Prócion (Procyon, α CMi, α Canis Minoris, Alpha Canis Minoris) é a estrela mais brilhante da constelação de Cão Menor e a nona estrela mais brilhante do firmamento.
Atualmente, Procyon é orbitada por uma anã branca, denominada Prócion B (Procyon B).








http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania30.jpg



SÍRIUS


Sirius.  Alpha Canis Majoris.  Estrela Dupla
Ascensão Reta 06h 44,2m - Declinação -16o 42’
Magnitude visual - 1,58 e 7,6  -  Distância 8 anos-luz
Distância entre estrelas 11”,16

O Ardente, nome latino da estrela mais brilhante, segundo os antigos gregos. 
Uma estrela binária, branco brilhante e amarelo, situada na boca do Cão Maior.  
De Seirios, possivelmente do deus egípcio Osíris. 
Entre os egípcios também era considerada como Thoth e Sothis.  
Os chinêses conheciam como Tseen Lang, o Lobo dos Céus, 
e diziam que quando estava muitíssimo brilhante é porque os ladrões iriam atacar.

Sirius B, a outra componente, foi a primeira estrela branca anã a ser descoberta.
Sirius, em função de sua proximidade, 
é conhecida como a estrela mais brilhante.  
A bem da verdade, muitíssimas outras estrelas são mais brilhantes do que Sirius 
porém situando-se extremamente mais distanciadas 
e portando parecendo bem mais pálidas do que esta estrela tão próxima a nós.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986

File:Sirius A and B Hubble photo.jpg

Author
NASA, ESA
Credit: H. Bond (STScI) and M. Barstow (University of Leicester)

The image of Sirius A and Sirius B taken by the 
Hubble Space Telescope. The white dwarf can be seen to the lower left.[64] 
Thediffraction spikes and concentric rings areinstrumental effects.


Sírio (Sirius, α CMa, α Canis Majoris, Alpha Canis Majoris) é a estrela mais brilhante no céu noturno, com uma magnitude aparente de −1,46, localizada na constelação de Canis Major. Pode ser vista a partir de qualquer ponto na Terra, sendo que, no Hemisfério Norte faz parte do Hexágono do Inverno.
Dista 2,6 parsecs (ou 8,57 anos-luz) da Terra, sendo por isso uma das estrelas mais próximas do nosso planeta. A sua estrela vizinha mais próxima é Procyon, à distância de 1,61 pc ou 5,24 anos-luz, com um espectro de tipo A0 ou A1 e uma massa cerca de 2,4 vezes maior que a massa do Sol.
A melhor época do ano para observação situa-se em meados do mês de janeiro, quando atinge o meridiano à meia-noite.

Observação

X1
N14
M44
Hieróglifo de
Sírius/Sopdet
Sirius era conhecida no antigo Egito como Spodet (do gregoSothis), está registrada nos registros astronômicos mais antigos. Durante o Médio Império, os egípcios tomaram como base de seu calendário o nascer helíaco de Sírus, ou seja, o dia em que ele torna-se visível pouco antes do nascer do Sol e estando suficientemente afastado do brilho dele. Este evento ocorria antes da inundação anual do rio Nilo e do solstício de verão[1], após estar ausente do céu por setenta dias. O hieróglifo para Sothis é uma estrela e um triângulo. Sothis era relacionada com a deusa Ísis, enquanto o período de setenta dias com a passagem de Ísis e Osíris pelo tuat, o submundo egípcio.
Os gregos da antiguidade observaram que a aparência de Sírius poderia anunciar um verão quente e seco, e temeram que isso fizesse as plantas murcharem, enfraquecesse os homens e estimulasse o desejo nas mulheres. Por causa de seu brilho, foi observado que Sírius cintila mais nas condições meteorológicas instáveis do início do verão. Para os observadores gregos isto eram emanações de influência maligna e pessoas que sofressem de seus efeitos eram ditos astroboletos (αστροβολητος) ou atingidos pela estrela. A estação seguindo a aparição da estrela foi chamada de Dias de Cão do verão. Os habitantes da ilha de Ceos no Mar Egeu ofereciam sacrifícios a Sírius e a Zeus para trazerem brisas refrescantes enquanto aguardavam a aparência com que a estrela reapareceria no próximo verão. Se aparecesse fraca então emanaria pestes, do contrário traria boa sorte. As moedas recuperadas do século III antes de Cristo mostravam cães ou estrelas cercados de raios, ressaltando a importância de Sírius. Os romanos celebravam o poente helíaco de Sírius por volta do dia 25 de abril, sacrificando um cão com incensovinho e um carneiro para a deusa Robigalia para que as emanações não trouxessem a ferrugem do trigo para as plantações[2].
Ptolomeu de Alexandria mapeou as estrelas nos livros VII e VIII do Almagesto, no qual utilizou Sírius como a localização para o meridiano central. Curiosamente ele a descreveu como uma das seis estrelas vermelhas. Entre as outras estão Arcturus e Betelgeuse.
Estrelas brilhantes eram importantes para os antigos polinésios para navegação entre as várias ilhas e atois no Oceano Pacífico. Quando estão baixas no horizonte, elas agiam como bússolas estelares para ajudar navegantes a traçar cursos para alguns destinos. Também serviram como marcadores de latitude: A declinação de Sírius coincide com a latitude do arquipélago de Fiji a 17°S e passa diretamente sobre as ilhas todas a noites. Sírus serviu como o corpo de uma constelação de um "Grande Pássaro" chamado Manu, com a ponta da asa sul em Canopus e da asa norte em Procyon, dividindo o céu noturno em dois hemisférios. Assim como a aparição de Sírius marcava o verão na Grécia, marcava o início de um inverno frio para os Maori, cujo nome Takurua servia tanto para a estrela quanto para a estação. A culminação no solstício de inverno era marcada por uma celebração no Havaí, onde era conhecida por Ka'ulua ou "Rainha do Céu". Outros povos polinésios também atribuíram-lhe os nomes Tau-ua nas ilhas MarquesasRehua na Nova Zelândia e Aa ou Hoku-Kauopae no Havaí.

Etimologia

O termo Sirius deriva do latim sīrius e do grego σείριος (seirios, "brilhante").
Sendo a principal estrela da constelação do “Cão Maior”, é muitas vezes apelidada de “Estrela do Cão” ou “Estrela Canina”.
Também é conhecida pelo nome latino “Canicula” (“pequeno cachorro”) e como الشعرى aš-ši’rā, em árabe, donde deriva o nome alternativo “Ascherre”.

Sistema binário

Sírius é uma estrela binária de duas estrelas brancas orbitando entre si a uma distância de 20 unidades astronômicas, aproximadamente a distância entre o Sol e Urano, com um período de 50,1 anos. A estrela mais brilhante denominada Sírius A é uma estrela de sequência principal do tipo espectral A1V, com uma temperatura na superfície de 9940 K. Sua companheira, Sírius B, é uma estrela que já saiu da sequência principal e se tornou uma anã branca. Atualmente é dez mil vezes menos luminosa no espectro visível. Anteriormente Sírius B era a mais massiva das duas estrelas. A idade do sistema foi estimada em 230 milhões de anos. Acredita-se que no início de sua formação, o sistema tinha duas estrelas azuis orbitando uma a outra em uma órbita elíptica de 9,1 anos. O sistema emite uma quantidade maior que a esperada de radiação infra-vermelha, medido pelo observatório espacial IRAS. Isto pode ser uma indicação de poeira no sistema, o que é não é usual para uma estrela binária. Uma imagem do observatório de raios-X Chandra mostra Sírius B brilhando mais que sua companheira pois e uma fonte mais intensa de raios-X.

História e mitologia

Do ponto de vista histórico, Sirius sempre foi o centro das atenções, fruto de um significado muito especial dado pelas mais diversas culturas.
Foi alvo de adoração sob a alcunha de Sothis no Vale do Nilo do Egipto, muito antes de Roma ter sido fundada, tendo sido construídos diversos templos de forma a permitir que a luz de Sirius penetrasse em seus altares internos. Crê-se que o calendário egípcio seria baseado na ascensão helíaca de Sirius, a qual ocorre um pouco antes das cheias anuais do rio Nilo e do solstício de verão.
Na mitologia grega, consta que os cães caçadores de Órion teriam sido elevados ao céu, pelas mãos de Zeus, na forma da estrela de Sirius ou do conjunto de constelações de Cão Maior e Cão Menor. Os antigos gregos também associavam Sirius ao calor do verão, apelidando-a de Σείριος (Seirios), geralmente traduzido como o escaldador, o que explicaria, por exemplo, a expressão calor do cão.
Na astrologia da Idade Média Sirius era a estrela fixa de Behenia, associada ao berilo e ao junípero, com o símbolo cabalístico listado por Heinrich Cornelius Agrippa.
Em 1909, Ejnar Hertzsprung sugeriu que Sirius fizesse parte de Ursa Major, contudo, pesquisas mais recentes realizadas por Jeremy King e outros na Universidade Clemson em 2003 questionam a veracidade dessa hipótese, visto que os dois componentes de Sirius aparentam ser muito jovens.

Sistema binário

Em 1844Friedrich Wilhelm Bessel deduzira que Sirius era na verdade um sistema binário e em 1862 Alvan Graham Clark identificara a estrela companheira, apelidando-a de Sirius B ou, carinhosamente, “o cachorrinho”, sendo que as duas estrelas orbitam entre si separadas por 20 unidades astronômicas aproximadamente. A estrela visível a olho nu é actualmente referida como Sirius A.
Em 1915 astrônomos do Observatório de Monte Wilson determinaram que Sirius B era uma anã branca, a primeira a ser descoberta. Curiosamente, isso significa que Sirius B terá tido originalmente uma massa muito superior à de Sirius A.








Rigel.  Beta Orionis - Estrela Dupla
Ascensão Reta 05h13,6m - Declinação -08o 13’
Magnitude visual 0,34 e 7,0 - Distância 900 anos-luz

Distância entre estrelas 9”,46
Uma estrela supergigante dupla branca azulada situada no pé esquerdo de Orion. 
 De Rijl, o Pé.  É a sétima estrela mais brilhante do céu.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Por CWitte - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2887329



Rígel (Rigel, β Ori, β Orionis, Beta Orionis) é a estrela mais brilhante da constelação de Orion, e a sétima mais brilhante do céu,[3] com magnitude aparente 0,12. Apesar de ter a designação de Bayer "beta", ela quase sempre é mais brilhante que Betelgeuse (Alpha Orionis).

Etimologia

O nome de Rígel vem da sua posição no "pé esquerdo" de Orionte. Ele é uma contracção de Riǧl Ǧawza al-Yusraárabe para "pé esquerdo de algo central". Outro nome árabe é رجل الجبار riǧl al-ǧabbār, "o pé de algo maior", que também é a origem do outro nome Algebar. Rígel também é chamada de Algebar ou Elgebar, porém esses nomes raramente são usados.
Rígel é conhecida como 参宿七 (Shēnxiù Qī, "a sétima das três estrelas") em chinês. O nome se deve ao fato que o asterismo das três estrelas era originalmente composto por apenas três estrelas, todas elas do cinturão de Orion. Mais tarde, outras quatro estrelas foram adicionadas a esse asterismo, mas o nome continuou igual.
No Japão, Rígel era chamada de Genji-boshi (源氏星) (devido ao Clã Genji),[4][5] "a estrela do Clã Genji" ou Gin-waki, (銀脇).

Características físicas

Rígel está além do alcance atual de medidas precisas de paralaxe. Estudos espectroscópicos estimam uma distância entre 700 e 900 anos-luz (210 a 280 parsecs), enquanto o "melhor palpite" da sonda Hipparcos é 773 anos-luz (237 parsecs), com uma margem de erro de 19%. Rígel é uma supergigante azul de 18 massas solares, e tem cerca de 85 000 vezes a luminosidade solar.[3] Rígel é a estrela mais luminosa na região do Sol na Via Láctea, e é tão luminosa que se fosse vista a uma distância de uma UA, ela teria um diâmetro angular de 35° e a sua magnitude aparente seria -38.
Como Rígel é uma estrela luminosa e está em uma região de nebulosidade, ilumina várias nuvens de poeira na sua proximidade, a mais notável sendo IC 2118.[6] Rígel também está associado com a Nebulosa de Orionte, que está duas vezes mais distante da Terra. Apesar da distância, projetando o caminho de Rígel pelo espaço pela sua idade estimada, a estrela é levada para perto da nebulosa. Como resultado, às vezes Rígel é classificado como um membro distante da associação Orion OB1, assim como algumas outras estrelas daquela região do espaço.[6]
Rígel é uma estrela variável irregular, algo comum entre supergigantes. Rígel varia a sua magnitude aparente em até 0,3, em cerca de 22 a 25 dias. Sabe-se que o sistema de Rígel é composto por três estrelas. Às vezes uma quarta estrela é proposta, mas é considerada uma interpretação errada da variabilidade da estrela principal, que pode ser causada por pulsações na superfície.[7]

Sistema

Rigel foi considerada uma estrela binária visual desde 1831, quando foi medida por Friedrich Georg Wilhelm Struve. Embora Rígel B não seja muito fraca, tendo magnitude aparente 6,7, a sua proximidade com Rígel A, que é 500 vezes mais brilhante, faz dela um alvo difícil para telescópios menores que 150 mm.[7] Na distância estimada de Rigel, Rigel B é separada da estrela primária por 2 200 UA, o que não é estranho, já que não há sinais de movimento orbital entre as estrelas, embora elas compartilhem o mesmo movimento próprio.[6][7]
Rígel B é em si um sistema de binárias espectroscópicas, consistindo de duas estrelas da sequência principal que orbitam seu centro de massa comum a cada 9,8 dias. O tipo espectral das duas estrelas é B9V. Com 2,5 massas solares, Rígel B é mais massivo que a outra estrela, que tem 1,9 massas solares.[6][7]
Houve uma grande controvérsia entre os séculos XIX e XX sobre a visibilidade da companheira de Rígel B. Alguns observadores afirmaram ter visto ela, porém outros não. Observações recentes já descartaram a possibilidade de uma companheira visível de Rígel B.[6][7]








http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania17.jpg


Aldebaran.  Alpha Tauri. 
Ascensão Reta 04h34,8m - Declinação +16o 28’
Magnitude visual 1,06 - Distância 68 anos-luz

Uma estrela gigante alaranjada marcando o olho esquerdo e sul do Touro.  

Seu nome advém de Al Dabaran, Aquela que Segue. Aquela que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Pleiades. 

Formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus entre os persas cerca de 3.000 anos a.C, quando, enquanto Guardiã do leste, marcava o Equinócio Vernal - as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut.



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Alpha Tauri (α Tau) conhecida como Aldebarã ou Aldebaran é uma estrela de primeira magnitude, e a estrela mais brilhante da constelação Taurus.1 É também designada pelos nomes de Cor TauriParilicium ou ainda, pelos códigos HR 1457 e HD 29139.
Na Grécia antiga era conhecida como "tocha" ou "facho".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3#mediaviewer/Ficheiro:Aldebaran_e_sol.JPG
Comparação do tamanho relativo de Aldebaran e do Sol

Descrição 

Se imaginarmos a imagem sugerida para a constelação, a estrela ocupará sensivelmente a posição do olho esquerdo do Touro mítico.
O seu nome provém da palavra árabe الدبران al-dabarān que significa "aquela que segue" ou "olho do Touro" – referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado estelar das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu nocturno.
Quase parece que Aldebarã pertence ao mais disperso dos enxames estelares (as Híades) que constitui, também, o aglomerado mais próximo da Terra. Contudo, a maior parte dos autores crê que, na verdade, está apenas localizada na mesma direcção da linha de visão entre a Terra e as Híades – sendo, portanto, uma estrela independente.
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Actualmente, a sua energia provém apenas da fusão de hélio, da qual resultam cinzas de Carbono e Oxigénio.Aldebarã é uma estrela de tipo espectral K5 III (é uma gigante vermelha), o que significa que tem cor alaranjada; tem grandes dimensões, e saiu da sequência principal doDiagrama de Hertzsprung-Russell depois de ter gasto todo o hidrogénio que constituía o seu “combustível”. Tem uma companheira menor (uma estrela mais pálida, tipo M2 anã que orbita a várias centenas de UA).
O corpo principal desta estrela expandiu-se para um diâmetro de aproximadamente 5,3 × 107 km, ou seja, cerca de 38 vezes maior que o Sol (outras fontes referem que é 50 vezes maior). As medições efectuadas pelo satélite Hipparcos localizam a estrela a 65,1 anos-luz da Terra, e permitem saber que a sua luminosidade é 150 vezes superior à doSol, o que a torna a décima terceira estrela mais brilhante do céu (0,9 de magnitude). É ligeiramente variável, do tipo variável pulsante, apresentando uma variação de cerca de 0.2 de magnitude.



Stellarium



Os desenhos formados pelas estrelas 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra 
bem como percebendo que o caos, vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  
Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto o Cosmos é infinito.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward