quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Júpiter visitando Spica e planejando seu andamento ao longo de 2017


Olá!

Estes momentos iniciais do ano de 2017
e nas madrugadas sonolentas do gostoso verão
do hemisfério sul,
Caro Leitor,
vêm acontecendo em grande estilo
com a doce e maravilhosa visão 
de Júpiter, o gigante gasoso,
conjugando-se à encantadora

estrela-alpha Virginis,Spica, 
a Espiga de Trigo
que a Virgem carrega em uma de suas mãos

voltada para a passagem da Linha da Eclíptica.

Certamente, sempre esta visão
de algum Planeta conjugado à Spica
é um momento ímpar para o fazimento
de belas imagens
e para a comparação interessante
em termos das cores do Planeta e da Estrela,
quer dizer, em termos de Júpiter e de Spica
estaremos encontrando 

o branco absolutamente luminoso

o azul cativante e generoso.


Sobre Spica, Ronaldo Rogério  Mourão,
em seu Atlas Celeste, nos diz:



Spica.  Alpha Virginis. 
Ascensão Reta 13h 24,1m  Declinação -11o 03’
Magnitude visual 1,21 - Distância 220 anos-luz

Uma estrela binária branco brilhante no ramo de trigo  que a Virgem carrega em sua mão voltada para o sul. 
Freqüentemente chamada de Arista (nome também usado para designar esta constelação) e também conhecida como Azimech.
 Os hindus a conheciam como Citrã, a 12a. Nakshatra, como se fosse uma Lâmpada ou uma Pérola.

Na Babilônia e representando toda a constelação, era personifica como a Esposa de Bel ou a Guirlanda da Virgem.

Para os chineses, Spica significava a grande favorita, Kió, a estrela da primavera.

Era conhecida no Egito como Repã, o Senhor, e em tempos 3200 AC, um templo em Tebas foi erigido orientada através o poente de Spica.

Da mesma forma, já em 2000 AC, assim aconteceu para o templo do Sol.  Também assim aconteceu para dois templos na Grécia construídos quase tocando um ao outro, erigidos em 1092 e 747 AC.  Outros templos na Grécia antiga apresentaram a mesma orientação.

Foi através da observação desta estrela bem como de Regulus em cerca de 300 AC, anotada pelo alexandrino Timochares, que, após comparação com seus próprios apontamentos 150 anos mais tarde, Hiparchos trouxe para si o crédito de sua grande descoberta acerca a precessão dos equinócios - mesmo que os apontamentos da Babilônia e as orientações de construção dos templos no Egito e na Grécia, indicaram um conhecimento prático sobre esta questão.


Stellarium

Stellarium





A bem da verdade,
Júpiter vem encantando
nossas madrugadas ao encontrar-se
mais e mais próximo a Spica
ao longo de todo esse mês de janeiro de 2017
- quando também estará chegando
no horizonte leste por volta da meia-noite
e ainda antes e antes e antes...

Porém, já em fevereiro de 2017
e sempre bem colado à Spica,
Júpiter estará entrando em seu 
aparente movimento de retrogradação
e retornando alguns bons graus
junto ao braço da Virgem
para então encontrar seu aparente
movimento direto em junho.

Eu penso ser sempre muitíssimo interessante
irmos acompanhando o andamento de Júpiter
contra o pano de fundo dos céus estrelados,
reconhecendo seu passo
e conhecendo estrelas e objetos celestes
que vão sendo cumprimentados pelo caminho.


Stellarium




E sempre que observamos a estrela Spica,
é certo que podemos nos recordar
que entre esta doce estrela azulada
e o voo do Corvo,
existe um objeto celeste
dos mais conhecidos e comentados 
e realizado em belíssimas imagens:
a Galáxia Sombrero!


Stellarium



Stellarium





Em começo de abril,
encontraremos o Sol
fazendo sua oposição anual
a Júpiter
e sempre este momento 
é bem oportuno
para todos aqueles que apreciam
fazer belíssimas imagens em fotos e em vídeos
bem como observar e estudar melhor o Planeta
através seus simpáticos telescópios.

Observe o fato de que
este momento marca a presença de Júpiter
nos céus estrelados
desde o cair da noite
até o final da madrugada!

A partir de seu momento ímpar
de oposição ao Sol,
Júpiter estará aparecendo nos céus estrelados
a cada noite distanciando-se mais e mais
do horizonte leste quando do cair da noite.

Ou seja, ao longo de alguns meses, Caro Leitor,
teremos a excelente oportunidade de irmos
acompanhando o suave e vagaroso 
aparente andamento do planeta Júpiter
concluindo o longo e sinuoso corpo da Virgem.



Stellarium




Quando Júpiter novamente encontrar-se
com a belíssima estrela-alpha Virginis, Spica,
já estaremos em começo do mês de setembro
e este maravilhoso evento
acontecerá em horizonte oeste
não tão alto e não tão baixo.

No entanto, Júpiter já estará avisando
que desaparecerá brevemente
atrás do horizonte oeste
para encontrar-se com o Sol
ao final do mês de outubro de 2017.




Stellarium





Júpiter estará retornando 
aos céus estrelados
das madrugadas sonolentas da primavera
no hemisfério sul
bem ao final do mês de novembro
e nos trazendo
a conclusão do ano de 2017
realizando uma belíssima conjunção 
com Marte,
o Planeta Vermelho,
ambos já iniciando suas visitas,
em seu próprios andamentos,
à constelação da Balança, Libra.
(E ainda sendo ambos esses planetas observados, 
mesmo que um tanto de longe
e em horizonte leste baixíssimo,
por Mercúrio roçando
as pernas de Ophiucus,
o Serpentário).



Stellarium



Jupiter





Jupiter: In Depth

Color image of Jupiter.
A true color mosaic of Jupiter taken by the Cassini spacecraft in 2000.
Quick Facts
  • Day: 9.92496 Hours
  • Year: 4,333 Earth days
  • Radius: 43,440.7 miles | 69,911 kilometers
  • Planet Type: Gas giant
  • Moons: 53 confirmed | 14 provisional (for a possible total of 67 moons)
Jupiter is the fifth planet from our sun and the largest planet in the solar system. Jupiter's stripes and swirls are cold, windy clouds of ammonia and water. The atmosphere is mostly hydrogen and helium, and its iconic Great Red Spot is a giant storm bigger than Earth that has raged for hundreds of years.
Jupiter is surrounded by 53 confirmed moons, as well as 14 provisional ones — for a possible total of 67 moons. Scientists are most interested in the "Galilean satellites" — the four largest moons discovered by Galileo Galilei in 1610: Europa, Callisto, Ganymede and Io. Jupiter also has three rings, but they are very hard to see and not nearly as intricate as Saturn's.
Jupiter is named for the king of ancient Roman gods.

Illustration showing Jupiter is much larger than Earth.
Jupiter compared to Earth.
Size and Distance
With a radius of 43,440.7 miles (69,911 kilometers), Jupiter is 11 times wider than Earth. If Earth were the size of a nickel, Jupiter would be about as big as a basketball.
From an average distance of 484 million miles (778 million kilometers), Jupiter is 5.2 astronomical units away from the sun. One astronomical unit (abbreviated as AU), is the distance from the sun to Earth. From this distance, it takes sunlight 43 minutes to travel from the sun to Jupiter.
Orbit and Rotation
Jupiter has the shortest day in the solar system. One day on Jupiter takes only about 10 hours (the time it takes for Jupiter to rotate or spin around once), and Jupiter makes a complete orbit around the sun (a year in Jovian time) in about 12 Earth years (4,333 Earth days).
Its equator is tilted with respect to its orbital path around the sun by just 3 degrees. This means Jupiter spins nearly upright and does not have seasons as extreme as other planets do.
Formation
Jupiter took shape when the rest of the solar system formed about 4.5 billion years ago, when gravity pulled swirling gas and dust in to become this gas giant. Jupiter took most of the mass left over after the formation of the sun, ending up with more than twice the combined material of the other bodies in the solar system. In fact, Jupiter has the same ingredients as a star, but it did not grow massive enough to ignite.
About 4 billion years ago, Jupiter settled into its current position in the outer solar system, where it is the fifth planet from the sun.
Structure
The composition of Jupiter is similar to that of the sun — mostly hydrogen and helium. Deep in the atmosphere, pressure and temperature increase, compressing the hydrogen gas into a liquid. This gives Jupiter the largest ocean in the solar system — an ocean made of hydrogen instead of water. Scientists think that, at depths perhaps halfway to the planet's center, the pressure becomes so great that electrons are squeezed off the hydrogen atoms, making the liquid electrically conducting like metal. Jupiter's fast rotation is thought to drive electrical currents in this region, generating the planet's powerful magnetic field. It is still unclear if, deeper down, Jupiter has a central core of solid material or if it may be a thick, super-hot and dense soup. It could be up to 90,032 degrees Fahrenheit (50,000 degrees Celsius) down there, made mostly of iron and silicate minerals (similar to quartz).
Surface
As a gas giant, Jupiter doesn't have a true surface. The planet is mostly swirling gases and liquids. While a spacecraft would have nowhere to land on Jupiter, it wouldn't be able to fly through unscathed either. The extreme pressures and temperatures deep inside the planet crush, melt and vaporize spacecraft trying to fly into the planet.
Atmosphere
Color image showing cloud swirls and Jupiter's Great Red Spot.
Jupiter's Great Red Spot trapped between two powerful jet streams.
Jupiter's appearance is a tapestry of colorful cloud bands and spots. The gas planet likely has three distinct cloud layers in its "skies" that, taken together, span about 44 miles (71 kilometers). The top cloud is probably made of ammonia ice, while the middle layer is likely made of ammonium hydrosulfide crystals. The innermost layer may be made of water ice and vapor.
The vivid colors you see in thick bands across Jupiter may be plumes of sulfur and phosphorus-containing gases rising from the planet's warmer interior. Jupiter's fast rotation — spinning once every 10 hours — creates strong jet streams, separating its clouds into dark belts and bright zones across long stretches.
With no solid surface to slow them down, Jupiter's spots can persist for many years. Stormy Jupiter is swept by over a dozen prevailing winds, some reaching up to 335 miles per hour (539 kilometers per hour) at the equator. The Great Red Spot, a swirling oval of clouds twice as wide as Earth, has been observed on the giant planet for more than 300 years. More recently, three smaller ovals merged to form the Little Red Spot, about half the size of its larger cousin. Scientists do not yet know if these ovals and planet-circling bands are shallow or deeply rooted to the interior.
Potential for Life
Jupiter's environment is probably not conducive to life as we know it. The temperatures, pressures and materials that characterize this planet are most likely too extreme and volatile for organisms to adapt to.
While planet Jupiter is an unlikely place for living things to take hold, the same is not true of some of its many moons. Europa is one of the likeliest places to find life elsewhere in our solar system. There is evidence of a vast ocean just beneath its icy crust, where life could possibly be supported.
Moons
With four large moons and many smaller moons, Jupiter forms a kind of miniature solar system. Jupiter has 53 confirmed moons, as well as 14 provisional ones — for a possible total of 67 moons. These newly discovered, provisional moons are reported by astronomers and acknowledged with a temporary designation by the International Astronomical Union. Once their orbits are confirmed, they are included in Jupiter's confirmed moon count.
Jupiter's four largest moons — Io, Europa, Ganymede and Callisto — were first observed by the astronomer Galileo Galilei in 1610 using an early version of the telescope. These four moons are known today as the Galilean satellites, and they're some of the most fascinating destinations in our solar system. Io is the most volcanically active body in the solar system. Ganymede is the largest moon in the solar system (even bigger than the planet Mercury). Callisto's very few small craters indicate a small degree of current surface activity. A liquid-water ocean with the ingredients for life may lie beneath the frozen crust of Europa, making it a tempting place to explore.
Rings
Discovered in 1979 by NASA's Voyager 1 spacecraft, Jupiter's rings were a surprise, as they are composed of small, dark particles and are difficult to see except when backlit by the sun. Data from the Galileo spacecraft indicate that Jupiter's ring system may be formed by dust kicked up as interplanetary meteoroids smash into the giant planet's small innermost moons.
Magnetosphere
The Jovian magnetosphere is the region of space influenced by Jupiter's powerful magnetic field. It balloons 600,000 to 2 million miles (1 to 3 million kilometers) toward the sun (seven to 21 times the diameter or Jupiter itself) and tapers into a tadpole-shaped tail extending more than 600 million miles (1 billion kilometers) behind Jupiter, as far as Saturn's orbit. Jupiter's enormous magnetic field is 16 to 54 times as powerful as that of the Earth. It rotates with the planet and sweeps up particles that have an electric charge. Near the planet, the magnetic field traps swarms of charged particles and accelerates them to very high energies, creating intense radiation that bombards the innermost moons and can damage spacecraft.
Jupiter's magnetic field also causes some of the solar system's most spectacular aurorae at the planet's poles.
Exploration
While Jupiter has been known since ancient times, the first detailed observations of this planet were made by Galileo Galilei in 1610 with a small telescope. More recently, this planet has been visited by passing spacecraft, orbiters and probes.
Pioneer 10 and 11 and Voyager 1 and 2 were the first to fly by Jupiter in the 1970s, and since then we've sent Galileo to orbit the gas giant and drop a probe into its atmosphere. Cassini took detailed photos of Jupiter on its way to neighboring Saturn, as did New Horizons on its quest for Pluto and the Kuiper Belt. The next mission is Juno, which arrived in the Jovian system in July 2016.
Significant Dates:
  • 1610: Galileo Galilei makes the first detailed observations of Jupiter.
  • 1973: Pioneer 10 becomes the first spacecraft to cross the asteroid belt and fly past Jupiter.
  • 1979: Voyager 1 and 2 discover Jupiter's faint rings, several new moons and volcanic activity on Io's surface.
  • 1992: Ulysses swung by Jupiter on Feb. 8, 1992. The giant planet's gravity bent the spacecraft's flight path southward and away from the ecliptic plane, putting the probe into a final orbit that would take it over the sun's south and north poles.
  • 1994: Astronomers observe as pieces of comet Shoemaker-Levy 9 collide with Jupiter's southern hemisphere.
  • 1995-2003: The Galileo spacecraft drops a probe into Jupiter's atmosphere and conducts extended observations of Jupiter and its moons and rings.
  • 2000: Cassini makes its closest approach to Jupiter at a distance of approximately 6.2 million miles (10 million kilometers), taking a highly detailed true color mosaic photo of the gas giant.
  • 2007: Images taken by NASA's New Horizons spacecraft, on the way to Pluto, show new perspectives on Jupiter's atmospheric storms, the rings, volcanic Io, and icy Europa.
  • 2009: On 20 July, almost exactly 15 years after fragments of comet Shoemaker-Levy slammed into Jupiter, a comet or asteroid crashes into the giant planet's southern hemisphere.
  • 2011: Juno launches to examine Jupiter's chemistry, atmosphere, interior structure and magnetosphere.
  • 2016: NASA's Juno spacecraft arrives at Jupiter, conducting an in-depth investigation of the planet's atmosphere, deep structure and magnetosphere for clues to its origin and evolution.






Einführung des Ganymed in den Olymp (van Loo)
Quadro representativo da introdução de Ganimedes no Olimpo





O texto abaixo é sintetizado por Janine 
e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, 
publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.


“No começo era o Caos”, conta o poeta Hesíodo. 

Stellarium


O Caos torna-se Cosmos.

Stellarium


De repente, surge a primeira realidade sólida: Gaia, a Terra. 

Nasa
http://time.com/3651601/earth-new-years-day-picture/


Gaia deu ao Caos um sentido: limitou-o,  instalou nele o chão, o palco da maravilha e da miséria da vida.  Restava ainda um espaço vazio, sobre Gaia.  Para preenchê-lo, ela “criou um ser igual a si mesma, capaz de cobri-la inteira”. 


 Gaia Criou, sozinha, Urano, o Céu Estrelado.  













Gaia uniu-se a Urano, seu primogênito e apaixonado amante, gerando com ele muitos e muitos filhos.  


Bright Clouds on Uranus
http://hubblesite.org/gallery/album/solar_system/uranus/pr1998035a/web/
 Bright Clouds on Uranus


Elementos devastadores, os primeiros filhos de Gaia fazem os vulcões entrarem em erupção, e criam terremotos, tempestades e furacões.  No entanto, Urano, pai e irmão dessas forças, revolta-se contra elas e as atira no Tártaro, uma das regiões do Erebo subterrâneo.  Mas Gaia, mãe-Terra, liberta seus filhos - porque é a própria Natureza e não pode impedir que os fenômenos naturais sigam seus próprios cursos.


Entra em cena Cronos, Saturno, filho de Gaia e de Urano, que se revolta contra seu pai que não pára de fecundar sua mãe, incessantemente.  E também Cronos, Saturno, revolta-se contra seus outros irmãos que estão sempre devastando a Terra.

Saturn's Rings in Ultraviolet Light
http://hubblesite.org/gallery/album/solar_system/pr2003023b/web/
 Saturn's Rings in Ultraviolet Light


Para que Urano não continue fecundando sua mãe e trazendo mais e mais filhos, Cronos, Saturno, corta os testículos de seu pai, castra-o, lhe traz o limite da criação e da procriação, usando uma foice.  Ao cair sobre a Terra, o sangue de Urano gerou as Eríneas (símbolos da culpa de Cronos, Saturno) , os Gigantes e as Melíades, ninfas das Arvores.  Ao caírem no mar, os testículos do deus formam uma branca espuma da qual nasce Afrodite, Vênus, a deusa do amor e da beleza.

Juntamente com Rea, Cibele, sua esposa e irmã, Saturno estabelece um reinado que se assemelha à era pré-consciente da humanidade.  Nesse período, o Tempo ainda está cego.  A vida não compreende a si mesma, e parece mais um simples fervilhar de elementos confusos do que propriamente uma evolução.

Cronos é insaciável; o Tempo devora tudo: seres, momentos, destinos, sem piedade, sem apego ao que passou.  O que importa é construir o futuro.  Porém, Cronos, Saturno, teme que lhe aconteça a mesma coisa que fez acontecer ao seu pai, o fato de ser destronado por um dos seus filhos.  Aliás, sua mãe-Terra, Gaia, já lhe havia profetizado essa verdade.  E por isso mesmo, Saturno vai devorando cada um dos seus filhos, ao nascerem.



Quadro de Francisco Goya

Apenas um dos filhosde Saturno, o Tempo, escapou-lhe à voracidade  e o destronou do centro do mundo: Zeus, Júpiter, o poderoso deus dos deuses. 


Rea, Cibele deu à luz seu filho Júpiter numa distante caverna e entregou-o para ser cuidado por Gaia enquanto voltava ao lar e entregava a Cronos uma pedra embrulhada por um pano, como se fosse o filho recém-nascido.  Cronos, Saturno, rapidamente engoliu a pedra.  Rea havia salvado seus filhos mas ao mesmo tempo havia selado a profecia: em dia próximo, o ultimo filho de Cronos tomaria das armas para encerrar o sombrio reinado de sangue.  E para sempre se instalaria no mundo.

Júpiter, ao crescer, aliou-se aos irmãos e aos monstros, e destronou Saturno, Cronos, venceu os Titãs e os Gigantes.  Com a tríplice vitória, firmou-se como senhor absoluto do mundo e encerrou o ciclo das divindades tenebrosas, das forças desordenadas, que como Cronos - o Tempo - tudo corrompem e destroem.  É a vitória da Ordem e da Razão sobre os instintos e as emoções desenfreadas.

Quando Júpiter destronou seu pai, entregou-lhe uma poção mágica que fez com que Saturno vomitasse todos os filhos que havia engolido, um a um.  



Reunidos os três irmãos, Júpiter, Netuno e Plutão, tramaram então um plano para destituir do poder o pai temível.  Armas lhes foram fabricadas: a Júpiter, couberam o raio e o trovão.  Para Plutão, coube o capacete que o tornava invisível.  Para Netuno, coube o poderoso tridente, a cujo toque terra e mar estremeciam desde as profundezas.     

Os vencedores reuniram-se e dividiram entre si o domínio do mundo, cada qual com seu quinhão de honraria: Netuno ganhou a soberania dos mares; Plutão assumiu o reino dos mortos.  E Júpiter subiu ao Olimpo, para de lá comandar, altíssimo e absoluto, a terra e o céu, os homens e todos os demais deuses.  


Em termos de descendência, Júpiter gerou filhos heróis e dignos - entre eles, Marte e Vulcano, com sua mulher Juno; Mercúrio, com a ninfa Maia, Apolo e Diana, com Latona; Minerva (que nasceu de sua cabeça); Perséfone ou Prosérpina, com Ceres.  Netuno gerou monstros e bandidos.  Plutão não teve filhos.

Júpiter

Jupiter - March 25, 2007 (Full Field)
 http://hubblesite.org/gallery/album/solar_system/pr2007025d/web/
Jupiter - March 25, 2007 (Full Field)

Giove, I sec dc, con parti simulanti il bronzo moderne 02.JPG
By I, Sailko, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16480594
Giove, I sec dc, con parti simulanti il bronzo moderne


Júpiter é filho de Cronos e Rea, Saturno e Cibele.  Saturno sabia que seria destronado por um dos seus filhos.  E passou a engolir um a um, logo após seus nascimentos.  Entretanto, sua mulher traçou um plano junto a Gaia, a Mãe-Terra: quando estava prestes a dar luz ao próximo rebento, ocultou-se em uma caverna e lá Júpiter veio ao mundo.  Gaia recolheu o menino em seus braços e Cibele retornou ao lar e lá apanhou uma pedra, envolveu em panos e entregou a Saturno que, imediatamente, a devorou.

Cibele salvara seu filhos mas havia, ao mesmo tempo, selado a profecia: em dia próximo, o último filho de Cronos tomaria das armas para encerrar o sombrio reinado de sangue.  E para sempre se instalaria no trono do mundo.

Ao crescer, Júpiter se aliou aos irmãos e aos monstros, destronou Saturno e venceu os Titãs e os Gigantes.  Com a tríplice vitória, firmou-se como senhor absoluto do mundo e encerrou o ciclo de divindades tenebrosas, das forças desordenadas, que, como Cronos, o Tempo, a tudo corrompem e destroem.  Sua vitória pode ser compreendida como a vitória da Ordem e da Razão sobre os instintos e as emoções desenfreadas.  É Júpiter quem abre aos homens o caminho da razão e ensina-lhes que o verdadeiro conhecimento só é obtido a partir da dor.  Mas não assiste impassível aos sofrimentos humanos, ao contrário, compadece-se... apenas não se deixa levar pelas emoções, pis é a imagem da justiça e da razão.  Sabe que não pode intervir nas descobertas pessoais: cada qual  tem de viver sozinho sua própria experiência.  Limita-se a premiar os esforços honestos e a punir as impiedades.

Por todos esses atributos, Homero chamou-o de ‘pai dos deuses e dos homens’.    Como rei, Júpiter comanda o Olimpo e os homens.  Como rei e pai, Júpiter alcançou regiões imensas pois teve vários filhos e com várias mulheres e todos estes filhos espalharam-se mundo afora, tanto na terra, quanto nos mares e até nos mundos ínferos (como é o caso de Perséfone, filha que teve com Ceres e que foi raptada por Plutão, para ser sua esposa).  As Graças, as Musas, as Horas, as Moiras, Apolo e Diana, Perseu, Hércules, Baco, Helena e Pólux... todos são seus filhos e alguns outros mais. 

O texto acima é sintetizado por Janine
 e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, 

publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.




Zeus (em grego antigo: Ζεύς; transl. Zeús;[2] em grego moderno: Δίας, transl. Días), é o pai dos deuses e dos homens (πατὴρ ἀνδρῶν τε θεῶν τε, patēr andrōn te theōn te),[3]que exercia a autoridade sobre os deuses olímpicos na antiga religião grega. É o deus dos céus, raiosrelâmpago que mantêm a ordem e justiça na mitologia grega. Seu equivalente romano é Júpiter, enquanto seu equivalente etrusco é Tinia; alguns autores estabeleceram seu equivalente hindu como sendo Indra.
Filho do titã Cronos e de Reia, Zeus é o mais novo de seus irmãos; na maior parte das tradições é casado, primeiro com Métis, engendrando a deusa Atena e, depois, com Hera, embora no oráculo de Dodona, sua esposa seja Dione, com quem, de acordo com a Ilíada, ele teria gerado Afrodite.[4] É conhecido por suas aventuras eróticas, que frequentemente resultavam em descendentes divinos e heroicos, como Atena, Apolo e ÁrtemisHermesPerséfone (com Deméter), DionisoPerseuHéraclesHelena de TroiaMinos, e as Musas (de Mnemosine); com Hera, teria tido AresÊnioIlítiaÉrisHebe e Hefesto.[5]
Como ressaltou o acadêmico alemão em seu livro Religião Grega, "mesmo os deuses que não são filhos naturais de Zeus dirigem-se a ele como Pai, e todos os deuses se põem de pé diante de sua presença."[6] Para os gregos, era o Rei dos Deuses, que supervisionava o universo. Nas palavras do geógrafo antigo Pausânias, "que Zeus é rei nos céus é um dito comum a todos os homens."[7] Na Teogonia, de Hesíodo, Zeus é responsável por delegar a cada um dos deuses suas devidas funções. Nos Hinos Homéricos ele é referido como o "chefe dos deuses".
Seus símbolos são o raio, a águia, o touro e o carvalho. Além de sua clara herança indo-europeia, sua clássica descrição como "ajuntador de nuvens" também deriva certos traços iconográficos das culturas do Antigo Oriente Médio, tais como o cetro. Zeus frequentemente foi representado pelos antigos artistas gregos em duas poses diferentes: numa, em pé, apoiado para a frente, empunhando um raio na altura de sua mão direita, erguida; na outra sentado, numa pose majestosa. Havia muitas estátuas erguidas em sua honra, das quais a mais magnífica era a sua estátua em Olímpia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Originalmente, os Jogos Olímpicos eram realizados em sua honra.

Etimologia

Carruagem de Zeus
De Histórias dos Tragedistas Gregos, 1879, de Alfred Church
Em grego, o nome do deus é Ζεύς, ZeúsIPA[zdeús] (nominativo : Ζεύς, Zeúsvocativo : Ζεῦ, Zeûacusativo: Δία, Díagenitivo: Διός, Diósdativo: Διί, Dií). Na Civilização Minoica, Zeus não era cultuado pela população geral, mas apenas em pequenos cultos minoritários que o viam como um semideus que acabara sendo morto.[8] Os primeiros registros de seu nome estão no grego micênico, nas formas di-we e di-wo, escritas no silabário Linear B.[9]
Zeus, referido poeticamente pelo vocativo Zeu pater ("Ó, pai Zeus"), é uma continuação de *Di̯ēus, o deus proto-indo-europeu do céu diurno, também chamado de *Dyeus ph2tēr ("Pai Céu").[10] Este mesmo deus é conhecido por este nome em sânscrito (Dyaus/Dyaus Pita), latim (Júpiter, de Iuppiter, do vocativo proto-indo-europeu *dyeu-ph2tēr[11]), que é derivado da forma básica *dyeu- ("brilhar", e em seus diversos derivados - "céu", "deus").[8] Já na mitologia germânica o paralelo pode ser encontrado em *Tīwaz > alto germânico antigo Ziunórdico antigo Týr, enquanto o latim também apresenta as formas deusdīvus e Dis (uma variação de dīves[12]), do substantivo relacionado *deiwos.[12] Para os gregos e romanos, o deus do céu também era o deus supremo. Zeus é a única divindade do panteão olímpico cujo nome tem uma etimologia tão evidentemente indo-europeia.[13]

Epítetos e títulos

Zeus
Cabeça colossal de mármore, romana,século IIMuseu Britânico[14]
Zeus desempenhava um papel dominante, presidindo sobre o panteão olímpico da Grécia Antiga. Foi pai de muitos heróis, e fazia parte de diversos cultos locais. Embora o "ajuntador de nuvens" homérico fosse um deus do céu e do trovão, como seus equivalentes orientais, também era o supremo artefato cultural; de certa maneira, era a encarnação das crenças religiosas gregas, e o arquétipo da divindade grega.
No neoplatonismo, a figura de Zeus familiar à mitologia grega é associada ao Demiurgo, ou Mente (nous) Divina. Especificamente dentro da obra de PlotinoEnéadas,[15] e na Teologia Platônica, de Proclo.
Além dos epítetos locais, que simplesmente designavam que a divindade havia feito algo em determinado lugar, os epítetos ou títulos aplicados a Zeus enfatizavam diferentes aspectos de sua ampla autoridade:
  • Zeus Olímpio, enfatizava a realeza de Zeus e seu domínio sobre os deuses, bem como sua presença específica no Festival Pan-Helênico de Olímpia.
  • Zeus Pan-Helênio ("Zeus de todos os Helenos"), a quem o célebre templo de Éaco em Egina foi dedicado.
  • Zeus XênioFilóxeno ou Hóspites: Zeus que era o padroeiro da hospitalidade e dos convidados, pronto para vingar qualquer mal cometido a um estrangeiro.
  • Zeus Órquio: Zeus protetor dos juramentos. Mentirosos que haviam sido expostos eram forçados a dedicar uma estátua a Zeus, muitas vezes no santuário de Olímpia.
  • Zeus Agoreu: Zeus que cuidava dos negócios na ágora e punia os comerciantes desonestos.
  • Zeus Egíoco: Zeus que portava a égide, com a qual ele infundia o terror nos ímpios e em seus inimigos.[16][17][18] Outros autores derivaram este epíteto de αἴξ ("cabra") e οχή, interpretando-o como uma alusão à lenda segundo a qual Zeus teria sido amamentado por Amalteia.[19][20]
Entre outros nomes e epítetos dados a Zeus estão:
  • Zeus Meilíquio (Meilichios, "facilmente acessível"): Zeus assimilou um daimon ctônico arcaico, propiciado em Atenas, o Meilíquio.
  • Zeus Taleu (Zeus Tallaios, "Zeus solar"): o Zeus que era cultuado em Creta.
  • Zeus Labraindo (Labrandos): venerado na Cária, seu local de culto era em Labraunda, e era representado empunhando um machado de ponta dupla (labrys). Estava associado ao deus hurrita do céu e da tempestade, Teshub.
  • Zeus Naio (Naos) e Zeus Buleio (Bouleus): formas de Zeus cultuadas em Dodona, o oráculo mais antigo. Alguns autores acreditam que os nomes de seus sacerdotes, os selos, teriam dado origem ao nome de helenos, dado ao povo grego desde a Antiguidade.
  • Zeus Cásio: o Zeus de Jebel Aqra, vale de montanhas entre a Síria e Turquia.
  • Zeus Itômio ou Itomeu (Ithomatas): o Zeus do monte Itome, na Messênia.
  • Zeus Astrápeo (Astrapios, "relampejante")
  • Zeus BrôntioBrôncio ou Bronteu ("trovejante")

Mito

Zeus
Na Villa Getty, entre 1 e 100 d.C., autor desconhecido

Nascimento

Cronos teve diversos filhos com Reia: Héstia, Deméter, Hera, Hades e Posídon, porém engoliu-os todos (menos Posídon e Hades) assim que nasceram, após ouvir de Gaia e Urano que ele estava destinado a ser deposto por seu filho, da mesma maneira que ele havia deposto seu próprio pai - um oráculo do qual Reia tomou conhecimento e pôde evitar.

Quando Zeus estava prestes a nascer, Reia procurou Gaia e concebeu um plano para salvá-lo, para que Cronos fosse punido por suas ações contra Urano e seus próprios filhos. Reia deu à luz Zeus na ilha de Creta, e entregou a Cronos uma pedra enrolada em roupas de bebê, que ele prontamente engoliu.

Infância

Reia teria escondido Zeus numa caverna dos montes Dícti, em Creta. De acordo com as diversas versões da história, ele teria sido criado:
  • por Gaia;
  • por uma cabra chamada Amalteia, enquanto um pelotão de curetes — soldados ou deuses menores — dançavam, gritavam e batiam suas lanças contra seus escudos para que Cronos não ouvisse o choro do bebê (ver cornucópia);
  • por uma ninfa chamada Adamanteia; como Cronos era senhor da Terra, dos céus e do mar, ela o escondeu pendurado por uma corda de uma árvore, de modo que ele, não estando nem na terra, nem no céu e nem no mar, teria ficado invisível para seu pai.
  • por uma ninfa chamada Cinosura; como agradecimento, Zeus a teria colocado em meio às estrelas.
  • por Melissa, que o amamentou com leite de cabra e mel.

Rei dos deuses

Marnas colossal sentado, retratado ao estilo de Zeus, período romano. Era a divindade principal de Gaza
(Museu Arqueológico de Istambul).[21]
Após chegar à idade adulta, Zeus forçou Cronos a vomitar primeiro a pedra que lhe havia sido dada em seu lugar - em Pito, sob os vales do monte Parnaso, como um sinal para os mortais: o Ônfalo, "umbigo" - e em seguida seus irmãos, de acordo com a ordem em que haviam sido engolidos. Em algumas versões, Métis deu a Cronos um emético para forçá-lo a vomitar os bebês, enquanto noutra o próprio Zeus teria aberto com um corte a barriga de Cronos. Em seguida, Zeus libertou os irmãos de Crono, os gigantes, os hecatônquiros e os ciclopes, que estavam aprisionados num calabouço no Tártaro, após matar Campe, o monstro que os vigiava.
Para mostrar seu agradecimento, os ciclopes lhe presentearam com o trovão e o raio, que haviam sido escondidos anteriormente por Gaia. Zeus então, juntamente com seus irmãos e irmãs, os gigantes, hecatônquiros e ciclopes, depuseram Cronos e os outros titãs, durante a batalha conhecida como Titanomaquia. Os titãs, após serem derrotados, foram despachados para o Tártaro, enquanto um deles, Atlas, foi condenado a segurar permanentemente o céu.
Após a batalha contra os titãs, Zeus dividiu o mundo com seus irmãos mais velhos, Posidão e Hades: Zeus ficou com o céu e o ar, Posidão com as águas e Hades com o mundo dos mortos (o mundo inferior). A antiga Terra, Gaia, não podia ser dividida, e portanto ficou para todos os três, de acordo com suas habilidades - o que explica porque Posidão era o "sacudidor da terra" (o deus dos terremotos), e Hades ficava com os humanos que morreram (ver Pentos).
Gaia, no entanto, não aprovou a maneira com que Zeus tratou os titãs, seus filhos; logo após assumir o trono como rei dos deuses, Zeus teve de combater outros filhos de Gaia: o monstro Tifão e a Equidna. Zeus derrotou Tifão, aprisionando-o sob o monte Etna, porém poupou a vida de Equidna e seus filhos.

Zeus e Hera

Ver artigo principal: Hera
Zeus era irmão e consorte de Hera. Com ela teve três filhos: AresHebe e Hefesto, embora alguns relatos afirmem que Hera tê-los-ia tido sozinha. Algumas versões também descrevem Ilitia e Éris como filhas do casal. As conquistas amorosas de Zeus, no entanto, entre ninfas e as mitológicas progenitoras mortais das dinastias helênicas são célebres. A mitografia olímpica lhe credita com uniões com LetoDeméterDione e Maia. Entre as mortais com quem ele teria se relacionado estavam SêmeleIoEuropa e Leda e o jovem menino Ganímedes, porém Zeus o presenteou com a eterna juventude e imortalidade.
Diversos mitos mencionam o sofrimento de Hera com o ciúme gerado por estas conquistas amorosas, e a descrevem como uma inimiga consistente das amantes de Zeus e de seus filhos. Por algum tempo uma ninfa chamada Eco foi encarregada de distrair Hera falando incessantemente, afastando assim sua atenção dos casos amorosos de seu marido; quando Hera descobriu o estratagema, condenou Eco a repetir permanentemente as palavras de outras pessoas.

Consorte e filhos

Os principais mitos relacionados a Zeus são sobre sua vida amorosa e enorme descendência:

Descendentes divinos

Mãe
Filhos
Ananque ou Têmis
  1. Átropos
  2. Cloto
  3. Láquesis
Deméter
  1. Perséfone
  2. Zagreu
Dione ou TálassaAfrodite*
Ege
Eos
  1. Ersa
  2. Caras
Éris
Eurínome/Eurídome/
Eurimedusa/Evante
Graças2
  1. Aglaia
  2. Eufrosina
  3. Tália
Gaia
  1. Órion
  2. Manes
Hera
  1. Ares3
  2. Ilitia
  3. Éris
  4. Hebe3
  5. Hefesto3
  6. Ângelo
Leto
  1. Apolo
  2. Ártemis
Maia
Métis
Mnemosine
  1. Musas (três originais)
    1. Aede
    2. Mélete
    3. Mneme
  2. Musas (nove posteriores)
    1. Calíope
    2. Clio
    3. Erato
    4. Euterpe
    5. Melpômene
    6. Polimnia
    7. Terpsícore
    8. Tália
    9. Urânia
NêmesisHelena de Troia (possivelmente)
Perséfone
  1. Zagreu
  2. Melinoe
Selene
  1. Ersa
  2. Leão da Nemeia
  3. Pandia
TáliaPalicos
Têmis
  1. Astreia
  2. Ninfas de Eridanos
  3. Nêmesis
  4. Horas
    1. Primeira geração
      1. Auxo
      2. Carpo
      3. Talo
    2. Segunda geração
      1. Dice
      2. Irene
      3. Eunomia
    3. Terceira geração
      1. Ferusa
      2. Eupória
      3. Ortósia
Mãe desconhecidaAleteia
Mãe desconhecidaAté
Mãe desconhecidaCero
Mãe desconhecidaLitas
Mãe desconhecidaTique

Descendentes semi-divinos e mortais[editar | editar código-fonte]

Mãe
Filhos
AlcmenaHéracles
Antíope
  1. Ânfion
  2. Zeto
AnaxiteiaOleno
Astérope, OceânideÁcragas
CalistoArcas
CáliceEtlio (possivelmente)
Calírroe (filha de Aqueloo)sem descendentes conhecidos
CarmeBritomártis
CassiopeiaAtínio
Caldene
  1. Sólimo
  2. Mílias
DânaePerseu
HemeraPerito
Égina
  1. Éaco
  2. Damocrácia[23]
Elara
  1. Tício
Electra
  1. Dardano
  2. Iásio
  3. Harmonia
Europa
  1. Minos
  2. Radamanto
  3. Sarpedão
  4. Alagônia
  5. Carno
  6. Dodona[24]
EurimedusaMirmidão
EuriodeiaArcésio
Ftia (filha de Foroneu)Aqueu (possivelmente)
Himália
  1. Crônio
  2. Esparteu
  3. Cito
Ideia, ninfaCrés
IodameTeba
Io
  1. Épafo
  2. Ceróesa
IsonoeOrcômeno
Lâmia
  1. Áquilos
  2. Herófila
LaodâmiaSarpedão
Leda
  1. Pólux
  2. Castor
  3. Helena de Troia5
MeraLocro
Níobe
  1. Argos
  2. Pelasgo
Ótris(Meliteu)
Pandora
  1. Greco
  2. Latino
PlutoTântalo
Podarge
  1. Bálio
  2. Xanto
Protogênia
  1. Etlio (possivelmente)
  2. Ópus
PirraHélen
SêmeleDioniso
TaigeteLacedémon
Tia
  1. Magnes
  2. Mácedon
TorrébiaCário
Ninfa africanaIarbas
Ninfa samotráciaSáon (possivelmente)
Ninfa sítnideMégaro
Mãe desconhecida
  1. Calabro
  2. Geresto
  3. Ténaro
Mãe desconhecidaCorinto
Mãe desconhecidaCrínaco
1Os gregos alegavam tanto que as moiras eram filhas de Zeus e da titânide Têmis quanto de seres primordiais como o CaosNix ou Ananque.
2As graças eram consideradas filhas de Zeus e Eurínome, porém também foram citadas como filhas de Dioniso, ou de Hélio e da náidade Egle.
3Alguns relatos contam que Ares, Hebe e Hefesto teriam nascido partenogeneticamente.
4De acordo com uma versão, Atena teria nascido por meio de partenogênese.
5Helena de Troia seria filha de Leda ou Nêmesis.
* De acordo com Hesíodo e outros autores, Afrodite seria filha de Urano e Tálassa, sendo tia de Zeus.

Cultos

Cultos pan-helênicos[editar | editar código-fonte]

O principal centro de culto de Zeus, para onde todos os gregos se dirigiam quando queriam prestar homenagem ao seu principal deus, era Olímpia. A cada quatro anos realizava-se um festival, cujo ponto máximo eram os célebres Jogos Olímpicos. Havia na cidade um altar a Zeus, feito não de pedra mas sim de cinzas, obtidas a partir dos restos de sacrifícios animais realizados ali ao longo de séculos.
Fora dos santuários que se encontravam nas principais pólis, não havia uma maneira específica de culto a Zeus partilhada por todo o mundo grego. A maior parte dos títulos listados abaixo, por exemplo, podiam ser encontrados em numerosos templos gregos da Ásia Menor à Sicília. Certos rituais eram igualmente comuns: o sacrifício de um animal de cor branca sobre um altar elevado, por exemplo.

Zeus Velcano

Com apenas uma exceção, os gregos eram unânimes em reconhecer o local de nascimento de Zeus como sendo a ilha de Creta. A Civilização Minoica contribuiu com diversos aspectos essenciais da religião grega antiga: "através de cem canais a antiga civilização se esvaziou na nova", observou o historiador americano Will Durant,[25] e o Zeus cretense manteve suas feições jovens originais. Velcano (Velchanos), versão helenizada do nome minoico do filho local de uma deusa-mãe, "uma divindade pequena e inferior que assumiu os papéis de filho e consorte",[26] foi adotado como um epíteto para Zeus, cujo culto espalhou-se para diversos outros locais.
Em Creta, Zeus era venerado em diversas cavernas (em CnossosIda e Palecastro). Durante o período helenístico um pequeno santuário dedicado a Zeus Velcano foi fundado nas proximidades da cidade moderna de Aghia Triada, sobre as ruínas de um antigo palácio minoico. Moedas do período originárias de Festo mostram a forma com a qual o deus era cultuado: um jovem sentado entre os galhos de uma árvore, com um galo sobre seus joelhos.[27] Noutras moedas cretenses Velcano foi representado na forma de uma águia, e era associado com uma deusa que celebrava um casamento místico.[28] Inscrições em Gortina e Lito registraram um festival referido como Velcânia (Velchania), o que mostra quanto seu culto ainda era difundido na Creta helenística.[29]
As histórias de Minos e Epimênides sugerem que estas cavernas haviam sido usadas anteriormente para adivinhações incubatórias por reis e sacerdotes. A ambientação dramática da peça Leis, de Platão, se passa ao longo de uma rota de peregrinação a um destes sítios, enfatizando o conhecimento cretense arcaico. Na arte da ilha, Zeus era representado como um jovem de cabelos longos, e não como, no resto da Grécia, um adulto maduro; a ele eram entoados hinos que o descreviam como ho megas kouros, "o grande jovem". Estatuetas de marfim do "Garoto Divino" foram desenterradas nas proximidades do Labirinto de Cnossos, por Arthur Evans.[30] Juntamente com os curetes (kouretes), um grupo de dançarinos extáticos armados, ele presidia sobre os rituais secretos e rigorosos de treinamento atlético-militar da paideia cretense.
O mito da morte do Zeus cretense, encontrado em diversos sítios montanhosos, porém mencionado apenas numa fonte comparativamente tardia - Calímaco[31] - juntamente com a afirmação do gramático Antonino Liberal de que um fogo se acendia anualmente na caverna onde o jovem havia nascido e que ele havia compartilhado com um mítico enxame de abelhas, sugere que Velcano teria sido uma divindade anual associada à vegetação.[32] O autor helenístico Evêmero aparentemente teria proposto uma teoria segundo a qual Zeus teria sido um grande rei de Creta, e que, postumamente, sua glória teria o transformado aos poucos numa divindade. As obras de Evêmero não sobreviveram aos dias de hoje, porém foram mencionadas por autores cristãos posteriores.

Zeus Liceu

Ver também: Liceias
Zeus
Cabeça com coroa de louros, num stater de ouro. Lâmpsaco, c. 360-340 a.C., Cabinet des Médailles
O epíteto Zeus Liceu (Zeus Lykaios, "Zeus-lobo") era atribuído a Zeus apenas quando associado ao festival arcaico das Liceias, na localidade de Liceia, nas encostas do Monte Liceu, o pico mais alto da Arcádia. Zeus tinha uma associação apenas formal[33] com os rituais e mitos deste rito de passagem que envolviam a ameaça antiga de canibalismo e a possibilidade de uma transformação em licantropo para os efebos que dele participavam.[34] Nas proximidades da antiga pilha de cinzas sobre a qual eram efetuados os sacrifícios,[35] se encontrava um recinto proibido no qual, supostamente, nenhuma sombra jamais era projetada.[36]
De acordo com Platão,[37] um clã específico se reuniria na montanha para fazer um sacrifício a Zeus Liceu, a cada nove anos, e uma pequena quantidade de entranhas humanas era acrescentada às entranhas do animal sacrificado; aquele que consumisse o pedaço de carne humana supostamente se transformaria num lobo, e voltaria à forma humana apenas se não voltasse a consumir carne humana até o fim do próximo ciclo de nove anos. Haviam jogos associados com o festival das Liceias, que foram interrompidos no século IV a.C. com a urbanização da Arcádia (Megalópole); lá, o principal templo era dedicado a Zeus Liceu.
Apolo também tinha uma antiga forma lupina, Apolo Liceu (Apollo Lycaeus), venerado em Atenas no Liceu (Lykeion), célebre por ser um dos locais frequentados por Aristóteles, onde ele costumava lecionar.

Outros cultos

Embora a etimologia indique que Zeus era originalmente um deus celestial, diversas cidades gregas prestavam homenagem a uma versão local de Zeus, que vivia sob a terra. Os atenienses e sicilianos cultuavam Zeus Melíquio (Zeus Meilichios, "bondoso" ou "melífluo"), enquanto outras cidades tinham Zeus Ctônio (Zeus Chthonios, "terreno"), Zeus Catactônio (Zeus Katachthonios, "sob a terra") e Zeus Plúteo (Zeus Plousios, "trazedor de riquezas"). Estas divindades podiam ser representadas nas artes plásticas na forma de serpentes, ou em forma humana, ou até mesmo como ambas, na mesma imagem. Também recebiam oferendas da carne de animais negros sacrificados em poços no solo, da mesma forma como era feito para divindades ctônicas, como Perséfone e Deméter, ou como as homenagens dedicadas aos heróis em suas sepulturas - enquanto os deuses olímpicos costumavam receber vítimas brancas, sacrificadas em altares elevados.
Em alguns casos, as cidades não determinavam com precisão se o daimon a quem eles estavam dedicando o sacrifício era um herói ou um Zeus subterrâneo; assim, o santuário de Lebadeia, na Beócia, pertencia tanto ao herói Trofônio quanto ao Zeus Trofônio (Zeus Trophonius, "aquele que nutre"), de acordo com a versão apresentada por Pausânias ou Estrabão. O herói Anfiarau era cultuado como Zeus Anfiarau (Zeus Amphiaraus), em Oropo, nos arredores de Tebas, e os espartanos tinham até mesmo um santuáriio dedicado a Zeus Agamemnon.

Cultos não-pan-helênicos

Além dos títulos e conceitos pan-helênicos mencionados acima, diversos cultos locais mantinham suas próprias ideias idiossincráticas sobre o rei dos deuses e homens. Com o epíteto de Zeus Etneu (Zeus Aetnaeus), era venerado no Monte Etna, onde existia uma estátua sua, e era realizado um festival chamado de Etnéia em sua homenagem.[38] Outros exemplos é o Zeus Ênio ou Enésio (Zeus Aeneius ou Aenesius), forma com a qual era venerado na ilha de Cefalônia, onde existia um templo dedicado a si no monte Eno.[39]

Oráculos

Júpiter Amon (Jupiter Ammon)
Molde em terracota docom chifres decarneiro. Século I d.C., Museo Barracco,Roma
Embora a maior parte dos oráculos fossem dedicados a Apolo, a herois, ou a diversas deusas, como Têmis, alguns oráculos foram dedicados a Zeus.

Oráculo de Dodona

O culto a Zeus em Dodona, no |Epiro, onde existem evidências de atividades religiosas desde o segundo milênio a.C., estava centrado num carvalho sagrado. Quando a Odisseia foi composta (por volta de 750 a.C.), a adivinhação era feita ali por sacerdotes descalços, conhecidos como selos (selloi), que observavam o movimento e os ruídos feitos pelas folhas e galhos da árvore com o vento.[40] Quando Heródoto escreveu sobre Dodona, séculos depois, sacerdotisas chamadas de pelêiades ("pombas") haviam substituído os antigos sacerdotes.
A consorte de Zeus em Dodona não era Hera, porém sim a deusa Dione - cujo nome é uma forma feminina de "Zeus". Seu status como uma das titãs indica que ela pode ter sido uma divindade pré-helênica mais poderosa, e talvez a ocupante original daquele oráculo.

Oráculo de Siwa

O oráculo de Amon no Oásis de Siwa, situado na região do Deserto Ocidental, no Egito, não se encontrava dentro dos confins do mundo grego antes da época de Alexandre, o Grande, porém já pairava sobre o imaginário grego durante o período arcaico; Heródoto menciona consultas com o oráculo de Zeus Amon em seus relatos das Guerras Persas. Zeus Amon era especialmente cultuado em Esparta, onde existia um templo dedicado a ele na época da Guerra do Peloponeso.[41]
Após a viagem de Alexandre ao deserto, para consultar-se com o oráculo em Siwa, este passou a figurar no imaginário helenístico, especialmente com a figura da sibila líbica.

Zeus e deuses estrangeiros

Zeus foi identificado com o deus romano Júpiter, e associado no imaginário sincrético clássico (ver interpretatio graeca) com diversas outras divindades, tais como o egípcio Amon e o etrusco Tinia. Juntamente com Dioniso, absorveu o papel do principal deus frígio Sabázio. O governante sírio Antíoco Epifânio IV ergueu uma estátua de Zeus Olímpio no templo judaico em Jerusalém;[42] os judeus helenizados referiam-se a esta estátua como Baal Shamen ("Senhor do Céu").[43]
Alguns mitólogos comparativos modernos também o alinharam com a divindade hindu Indra.


https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus#/media/File:Statue_of_Zeus.jpg
Zeus Reconstrução da estátua em Fídias, num desenho de Maarten van Heemskerck

Crescent Jupiter with the Great Red Spot


Caro Leitor,
eu penso que a astronomia a olho nú
é realmente adorável,
por várias razões:
a primeira delas é pensarmos que,
afinal de contas,
planetas visíveis estão nos céus estrelados
exatamente para nos trazerem esse nosso prazer
de bem observá-los
e de bem acompanhá-los em seus andamentos,
seus escondimentos e surgimentos,
seus movimentos para trás e para frente...;
e, ao mesmo tempo que assim fazemos,
vamos conhecendo as constelações do zodíaco 
que vão sendo visitadas
bem como as estrelas e os objetos celestes 
que moram nessas direções.

Outras tantas razões existem,
Caro Leitor,
e convido você a pensar
e a enumerar
quantas delas você pensar, trabalhar e encontrar!



Com um abraço estrelado,
Janine Milward