quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Marte, o Planeta Vermelho, e seu Andamento ao longo do ano de 2017

Olá!

Nestes últimos meses,
viemos observando Marte posicionando-se
desde o zênite e já caindo em direção ao horizonte oeste.

No entanto,
o Planeta Vermelho vem se mantendo
bem vigoroso em seu andamento
e, por esta razão,
as constelações do zodíaco
vão sendo "engolidas"
e desaparecendo um tantinho 
a cada começo de noite...,
enquanto Marte continua firme e forte
nos céus estrelados.

Mais recentemente,
Marte vem sendo "buscado",
digamos assim,
por Vênus, a Bela da Tarde,
que também vem se mostrando
iluminadamente querendo galgar mais e mais e mais alto....

Porém, Vênus não conseguirá alcançar Marte
- pelo menos não por estes tempos... -,
porque o Planeta Vermelho continuará avançando
em seu caminho,
enquanto Vênus estará começando
a se sentir  vagarosamente "içada", 
digamos assim,
pelo horizonte oeste
(mesmo porque seu momento highlight
- sua maior elongação -
aconteceu em 12 de janeiro p.p.).

De qualquer forma, Caro Leitor,
penso que de tédio nosso horizonte oeste
não nos deixará cairmos em sonolência,
bem ao contrário,
penso que estaremos diante
de uma espetacular disputa
no tempo e no espaço,
com os dois amantes míticos,
Vênus e Marte,
querendo porque querendo encontrar-se,
mas não sendo bem-sucedidos
(pelo menos não nesse momento).

O mais próximo 
que os famosos amantes do Olimpo
estarão um do outro
será de cerca de 5 graus,
neste momento do ano
e no horizonte oeste.

Porém, o horizonte leste bem baixo
e em começo de outubro
(literalmente na madrugada de 06 de outubro)
nos apresentará,
 finalmente!,
os amantes sonolentos
acordando abraçados, acasalados
 e bem conjugados
 e surgindo
ainda antes da chegada do Sol.
Será uma visão realmente inesquecível!

Neste momento de meses iniciais de 2017,
Marte estará realizando um andamento bem intenso
e para frente, sempre para frente
(mesmo que já bem voltado para o horizonte oeste),
enquanto Vênus não conseguirá acompanhá-lo
porque seu andamento 
haverá de mostrar-se bem mais vagaroso,
mais e mais vagaroso
- ao mesmo tempo em que vai estar
sendo "engolida" pelo horizonte oeste.



Stellarium

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_%28mitologia%29#mediaviewer/File:Venus_and_Mars.jpg

Marte e Venus, por Sandro Botticelli




Em comecinho de março
e ao cair da tarde, comecinho da noite,
vamos encontrar Marte tendo recém beijado Urano
e continuando seu mergulho nos mares piscianos,
porém distanciando-se de Vênus
que vem caindo noite a noite
em direção ao horizonte oeste.

Stellarium



No miolo do mês de março,
vamos encontrar Marte
já inexoravelmente caindo mais e mais
em direção ao horizonte oeste,
e recém saído dos Peixes
para ingressar em Aries.






No começo do mês de abril,
vamos encontrar Marte já tendo concluído
sua visita ao Carneiro, Aries,
e com toda a intenção 
de pastar nos campos onde o Touro pasta.
Porém, será preciso
nos posicionarmos em lugares de horizonte oeste
bem baixo, realmente,
para que possamos ainda acompanhar
o andamento do Planeta Vermelho
(e talvez bem auxiliados por um bom par de binóculos).


Stellarium





Maio, doce mês de maio,
quando o Planeta Vermelho
estará realmente escondendo-se de nossos olhares,
após tantos e tantos e tantos meses
encantando nossa vida!


Stellarium








Finalmente, 
Marte e Sol encontram-se,
em 29 de julho,
e eu penso que este encontro
acontece na direção de um lugar
que amo de paixão:
o Presépio, M44, a Colmeia de Abelhas,
o coração do Caranguejo, Cancer.


Stellarium






Setembro nos brindará
com um horizonte leste
enriquecido pela belezura
da iluminada presença de Vênus
atuando enquanto Estrela da Manhã,
Estrela Matutina, a Bela da Manhã
despedindo-se do Caranguejo, Cancer,
e passando a visitar o Leão, Leo,
cumprimentando sua estrela-alpha, Regulus.

Marte também estará começando a acordar
e a despontar através o horizonte leste,
vagarosamente, timidamente,
ainda um tanto misturado
à iluminação que inunda a abóbada celeste
quando antecedendo a chegada de nossa estrela maior.


Stellarium





O horizonte leste bem baixo
e em começo de outubro
(literalmente na madrugada de 06 de outubro)
nos apresentará,
 finalmente!,
os amantes sonolentos
acordando abraçados, acasalados
 e bem conjugados
 e surgindo
ainda antes da chegada do Sol.

Será uma visão realmente inesquecível!

Stellarium




Já mais para o finalzinho de outubro,
Caro Leitor,
vamos observar Marte
enveredando seus caminhos
por entre os cabelos da Virgem,
enquanto Vênus
adianta-se em seu percurso
através o corpo virginal
ao mesmo tempo
em que também
vai sendo "engolida"
pelo horizonte leste,
envôlta em luminosidade
e despedindo-se de nossos olhares.



Stellarium





Ao longo do mês de novembro,
as madrugadas no horizonte leste
estarão nos apresentando
uma cena realmente emocionante,
ou seja,
o Planeta Vermelho, Marte,
beijando Spica, estrela-alpha Virginis!

Será uma visão incrível
quando poderemos bem observar
o alaranjado/avermelhado de Marte
contrastando com o azulado de Spica!

Ah, Vênus desapareceu, sim,
porém Júpiter tomou seu lugar
nas madrugadas sonolentas
apresentadas pelo horizonte leste.


Stellarium





Quando  2017 estiver concluindo,
trazendo-nos seu último suspiro,
seu canto do cisne,
na última madrugada do ano
encontraremos Marte e Júpiter
buscando conjugar-se
já bem diante da Balança, Libra.

E, com a ajuda de bons binóculos,
Mercúrio poderá ser observado
testemunhando este encontro,
porém um tantinho mais distante,
visitando Ophiucus, o Serpentário.


Stellarium




Bem, Caro Leitor,
certamente as madrugadas sonolentas
do próximo ano, 2018,
estarão em festa
nos trazendo Marte e Júpiter e Saturno!

Nos dias iniciais de fevereiro,
vamos encontrar Marte, o Planeta Vermelho,
disputando sua cor intensa
com a estrela-alpha Scorpii, Antares!

Viva! É uma disputa realmente interessante
e merecedora de imagens estonteantes!


Stellarium




Marte

True-Color Image of Mars
http://hubblesite.org/gallery/album/solar_system/mars/pr1999007b/web/
True-Color Image of Mars




http://solarsystem.nasa.gov/planets/mars/indepth


Though details of Mars' surface are difficult to see from Earth, telescope observations show seasonally changing features and white patches at the poles. For decades, people speculated that bright and dark areas on Mars were patches of vegetation, Mars was a likely place for advanced life forms, and water might exist in the polar caps. When the Mariner 4 spacecraft flew by Mars in 1965, photographs of a bleak, cratered surface shocked many - Mars seemed to be a dead planet. Later missions, however, showed that Mars is a complex planet and holds many mysteries yet to be solved. Chief among them is whether Mars ever had the right conditions to support small life forms called microbes.
 
Orbital image of ice-laced dunes.
Mars is not all red dust and rocks.
Color image showing giant canyon on Mars.
Valles Marineris is more than 3,000 km long and 8 km deep.
Color image of giant dust storm on Mars.
Close-up image of a dust storm on Mars
Mars is a rocky body about half the size of Earth. As with the other terrestrial planets - MercuryVenus, and Earth - volcanoes, impact craters, crustal movement, and atmospheric conditions such as dust storms have altered the surface of Mars.
Mars has two small moons, Phobos and Deimos, that may be captured asteroids. Potato-shaped, they have too little mass for gravity to make them spherical. Phobos, the innermost moon, is heavily cratered, with deep grooves on its surface.
Like Earth, Mars experiences seasons due to the tilt of its rotational axis. Mars' orbit is about 1.5 times farther from the sun than Earth's and is slightly elliptical, so its distance from the sun changes. That affects the length of Martian seasons, which vary in length. The polar ice caps on Mars grow and recede with the seasons. Layered areas near the poles suggest that the planet's climate has changed more than once. Volcanism in the highlands and plains was active more than 3 billion years ago. Some of the giant shield volcanoes are younger, having formed between 1 and 2 billion years ago. Mars has the largest volcano in the solar system, Olympus Mons, as well as a spectacular equatorial canyon system, Valles Marineris.
Mars has no global magnetic field today. However, NASA's Mars Global Surveyor orbiter found that areas of the Martian crust in the southern hemisphere are highly magnetized, indicating traces of a magnetic field from 4 billion years ago that remain.
Scientists believe that Mars experienced huge floods about 3.5 billion years ago. Though we do not know where the ancient flood water came from, how long it lasted, or where it went, recent missions to Mars have uncovered intriguing hints. In 2002, NASA's Mars Odyssey orbiter detected hydrogen-rich polar deposits, indicating large quantities of water ice close to the surface. Further observations found hydrogen in other areas as well. If water ice permeated the entire planet, Mars could have substantial subsurface layers of frozen water. In 2004, Mars Exploration Rover Opportunity found structures and minerals indicating that liquid water once existed at its landing site. The rover's twin, Spirit, also found the signature of ancient water near its landing site, halfway around Mars from Opportunity's location.
The cold temperatures and thin atmosphere on Mars do not allow liquid water to exist at the surface for long. The quantity of water required to carve Mars' great channels and flood plains is not evident today. Unraveling the story of water on Mars is important to unlocking its climate history, which will help us understand the evolution of all the planets. Water is an essential ingredient for life as we know it. Evidence of long-term past or present water on Mars holds clues about whether Mars could ever have been a habitat for life.
In 2008, NASA's Phoenix Mars lander was the first mission to touch water ice in the Martian arctic. Phoenix also observed precipitation (snow falling from clouds), as confirmed by Mars Reconnaissance Orbiter. Soil chemistry experiments led scientists to believe that the Phoenix landing site had a wetter and warmer climate in the recent past (the last few million years). NASA's Mars Science Laboratory mission, with its large rover Curiosity, is examining Martian rocks and soil at Gale Crater, looking for minerals that formed in water, signs of subsurface water, and carbon-based molecules called organics, the chemical building blocks of life. That information will reveal more about the present and past habitability of Mars, as well as whether humans could survive on Mars some day.

How Mars Got its Name
Mars was named by the Romans for their god of war because of its red, bloodlike color. Other civilizations also named this planet from this attribute; for example, the Egyptians named it "Her Desher," meaning "the red one."


Significant Dates
  • 1877: Asaph Hall discovers the two moons of Mars, Phobos and Deimos.
  • 1965: NASA's Mariner 4 sends back 22 photos of Mars, the world's first close-up photos of a planet beyond Earth.
  • 1976: Viking 1 and 2 land on the surface of Mars.
  • 1997: Mars Pathfinder lands and dispatches Sojourner, the first wheeled rover to explore the surface of another planet.
  • 2002: Mars Odyssey begins its mission to make global observations and find buried water ice on Mars.
  • 2004: Twin Mars Exploration Rovers named Spirit and Opportunity find strong evidence that Mars once had long-term liquid water on the surface.
  • 2006: Mars Reconnaissance Orbiter begins returning high-resolution images as it studies the history of water on Mars and seasonal changes.
  • 2008: Phoenix finds signs of possible habitability, including the occasional presence of liquid water and potentially favorable soil chemistry.
  • 2012: NASA's Mars rover Curiosity lands in Gale Crater and finds conditions once suited for ancient microbial life on Mars.
A figura de um deus da guerra é comum a todos os povos antigos, porque a guerra era constante entre eles.  Assim, também para os gregos - embora estivessem mais voltados para o comércio, para as artes, para a reflexão filosófica.  Contavam com duas divindades guerreiras: Pallas Athenas (Minerva) e Ares (Marte), ambos filhos de Zeus (Júpiter), mas não venerados com igual devoção e mesma intenção.

Athenas era cultuada e invocada em todas as batalhas para inspirar atos heróicos, encorajar a defesa de ideais nobres e conduzir à vitória da inteligência sobre a força bruta.  Marte, Ares, era um deus cruel, instintivo, companheiro constante do medo, do terror e da discórdia (personificados, respectivamente, por seus filhos com Vênus, Fobos e Deimos e também por Eris)

Homero, em sua Ilíada que narra a guerra de Tróia, coloca em cena, defrontando-se diretamente, os dois deuses.

Os romanos, no entanto, tinha Mars ou Marte como o pai de Rômulo e Remo, fundadores de Roma.

Inicialmente era considerado deus das tempestades e se constituía em divindade agrícola.  Mais tarde, esta força incrível da natureza passou a ser considerada como deus da guerra, um deus guerreiro, protetor de suas lutas e de suas conquistas.  E esta evolução coincide com a própria  evolução da história romana.  Assim, na época das conquistas, os romanos colocaram o deus da guerra à frente de todas as ouras divindades.

Impetuoso nas batalhas como no amor, Marte, deus da guerra, filho de Júpiter e de Juno, uniu-se a várias mulheres, e nelas gerou numerosos filhos.


De sua aventura com a bela Vênus, nasceram Cupido, personificação do desejo amoroso, e Harmonia, esposa de Cadmo; Deimos, o terror, e Fobos, o medo, que acompanhavam o pai nos combates. 

O texto acima é sintetizado por Janine
 e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, 
publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_%28mitologia%29#mediaviewer/File:Venus_and_Mars.jpg
Marte e Venus, por Sandro Botticelli



Caro Leitor,
eu penso que a astronomia a olho nú
é realmente adorável,
por várias razões:
a primeira delas é pensarmos que,
afinal de contas,
planetas visíveis estão nos céus estrelados
exatamente para nos trazerem esse nosso prazer
de bem observá-los
e de bem acompanhá-los em seus andamentos,
seus escondimentos e surgimentos,
seus movimentos para trás e para frente...;
e, ao mesmo tempo que assim fazemos,
vamos conhecendo as constelações do zodíaco 
que vão sendo visitadas
bem como as estrelas e os objetos celestes 
que moram nessas direções.

Outras tantas razões existem,
Caro Leitor,
e convido você a pensar
e a enumerar
quantas delas você pensar, trabalhar e encontrar!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward