segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Observando a Virgem acolhendo Júpiter visitando Spica e algumas constelações das redondezas



Olá!

A belíssima e longa constelação Virgo, a Virgem,
vem chegando, vagarosamente,
quase ao final das madrugadas sonolentas e ainda quentes
do nosso verão no hemisfério sul.

Aliás, existe a encantadora presença de Júpiter
visitando esta constelação
e ora encontrando-se e cumprimentando
a belíssima estrela-alpha Virginis,
Spica, 
a Espiga de Trigo que a mão da Virgem
voltada para a Linha da Eclíptica segura e brinda
seus visitantes!

Caro Leitor,
a observação a olho nú da Virgem 
e seus arredores
 é realmente muito interessante 
e nos apresenta um belíssimo canto dos céus estrelados!

A olho nú e em lugares de céus escuros e transparentes, 
podemos observar a presença de muitas estrelinhas pouco luminosas 
espraiadas ao longo de uma imensa região do céu ocupada por esta constelação - com a exceção de suas estrelas Alpha, Beta e Gamma
 - Spica, Zavijavah e Porrima -,
 respectivamente, todas três situadas bem próximas à Linha da Eclíptica
 e, dessa forma, 
sendo visitadas com freqüência pela Lua
 bem como pelo Sol uma vez ao ano 
e pelos Planetas em suas trajetórias ao longo do Zodíaco.  

Spica é uma estrela que sempre chama atenção por seu brilho e sua altivez. 
 Um tantinho ao norte, outra estrela acompanha  e rivaliza com Spica: 
é Arcturus, 
a estrela Alpha do Boieiro.  

Ainda antes da chegada de Spica, o Corvo, 
em seu vôo elipsal voltado para o sul, vem anunciando a Virgem.  

 Em termos das constelações do Zodíaco, 
o garboso Leão antecede a Virgem
 e realmente seu desenho de estrelas é bem impressionante
 e bem marcado pela estrela Alpha Regulus, 
o pé do rei dos animais,
 e pela estrela Beta Denebola, sua cauda. 

 Entre o Leão e o Boeiro, encontraremos um pedaço do céu 
que é verdadeiramente maravilhoso: a Cabeleira de Berenice, 
com suas tímidas estrelinhas formando suas sedosas mechas 
- espetáculo que pode ser visualizado
 somente em lugares de céus escuros e transparentes, 
com toda a certeza.  

E a Virgem é seguida pela Balança, 
constelação que se evidencia por suas duas estrelas ponteadoras
 dos pratos a serem bem equilibrados, Zubenelzenubi e Zubenelschemalli. 

 A Balança marca a presença do Escorpião
 - de tal forma que, antigamente, as estrelas Alpha e Beta Librae
 eram consideradas como as Garras do Escorpião. 

Para quem pode usufruir de morar ou visitar
 lugares de céus escuros e transparentes, 
é sempre muito interessante se poder acompanhar 
o enredilhado rastejador das tímidas estrelinhas da Hydra,
com sua cabeça apontando para a também tímida constelação de Câncer
 acolhendo seu maravilhoso Presépio,
 berço de estrelas-bebês que viajam juntas, 
e com seu coração batendo intensamente através sua estrela Alpha, Alphard,
 e seu corpo seguindo enredilhando e rastejando 
apresentando o sul para o Leão, para a Taça, para o Corvo, para a Virgem...,
 indo terminar na Balança.

Alguns mapas celestes nos mostram 
um dos pés da Virgem já adentrando a constelação da Balança 
e é interessantíssimo se notar o fato de que neste lado do céu 
surge a figura estranha da Cabeça da Serpente, 
belíssimo asterismo a ser observado
 apenas em lugares de céus escuros e transparentes.  
A Cabeça da Serpente parece estar guardando tanto os pés da Virgem 
quanto, e fundamentalmente, a Coroa Boreal, 
espetáculo de retirar o fôlego,
 pequeno arco de estrelas situado entre o Boeiro e o Herói Sentado, Hercules.

Nesses momentos madrugadores,
Caro Leitor,
observe que entra em cena o Escorpião
ao mesmo tempo em que o Gigante Caçador Orion sai de cena!
É sempre assim,
quando um aparece através o horizonte leste,
o outro desaparece através o horizonte oeste!

E, ainda bem grudado ao horizonte leste,
volta à cena Saturno, o Senhor dos Aneis,
em seu caminhar vagaroso
através a constelação Ophiucus, o Serpentário!

Como vimos, a observação a olho nú da Virgem 
e seus arredores
 é realmente muito interessante 
e nos apresenta um belíssimo canto dos céus estrelados!

Virgem é a maior constelação dentre as 13 
que fazem parte do Zodíaco, a Roda dos Animais:
 o Sol caminha pela Virgem do dia 14 de setembro ao dia 29 de outubro.




Stellarium



Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...,
 bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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