sábado, 21 de janeiro de 2017

Viajando na Via Lactea


Olá!

As noites quentes do verão
vêm nos convidando
a observarmos mais e mais
os céus estrelados.

Se você bem perceber,
Caro Leitor,
 a abóboda celeste
nos apresenta um rasgo luminoso,
uma via bem iluminada...
e nomeada como Via Lactea...,
iluminada não por luzes artificiais
e sim por enxames de estrelas e mais estrelas
e mais estrelas....,
e nebulosas... e mais nebulosas....,
objetos celestes dos mais variados
e encantadores,
ziguezagueando nossa visão
desde nosso sul (quase sudeste)
e correndo até nosso norte (quase noroeste).

Algumas estrelonas orientam nossa visão,
realmente,
assim como as estrelas Alpha e Beta Centauri
e o belíssimo Centauro
envolvendo o Cruzeiro do Sul
entre suas patas...;
Canopus, estrela-alpha Carinae, 
posiciona-se na Quilha do imenso Navio
e atua enquanto capitão do mesmo;
um tantinho próximo a Canopus
porém não exatamente mergulhada na Via Lactea,
vamos encontrar Achernar, estrela-alpha Eridanii,
atuando enquanto Foz do Rio dos Céus Estrelados!

Realmente, 
este é um momento feliz
para bem divisarmos as Nuvens de Magalhães
(Nuvens que não são nuvens, 
mas que se parecem com nuvens
diante de nossa visão emocionada);
o Centauro, a Cruz,
o imenso e belíssimo Navio
dividido (infelizmente) em Quilha, Pôpa e Vela,
e ainda o tímido Rio Eridanus
que vai cortando, sinousamente, seu caminho
através estrelas e mais estrelas
até encontrar a estrela-beta Orionis, Rigel,
aos pés do Gigante Caçador Orion,
onde o Rio dos Céus Estrelados 
tem o seu começo.

Ah, a maravilhosa Sírius 
encontra-se nas redondezas
e também mergulhada esta belíssima rainha dos céus estrelados,
estrela-alpha do Cão Maior
nas águas iluminadas e esfumaçadas da Via Lactea!

Sempre que você possa encontrar-se
em lugares de céus escuros e transparentes,
Caro Leitor,
não deixe de buscar, 
um tantinho próximo a Sirius,
o casco da Pôpa do Navio
e ainda a Pomba voando junto a Argonavis!

É interessante nos lembrarmos
que existem dois Câes 
e ambos fazendo parte do séquito de Orion
(além de Lepus e de Monoceros):
 um Maior
(onde Sirius reina),
e outro Menor,
onde Procyon também acompanha
o Caçador.

O Gigante Órion traz situações verdadeiramente emocionantes
a serem bem observadas
a olho nu, à vista desarmada, inicialmente,
assim como seu corpo imenso sendo desenhado por estrelas,
sua cabeça bem como seu braço segurando
seu escudo (ou mesmo a pele do leão abatido, em outra leitura).

E, já auxiliados nós por simpáticos aparelhos ópticos
- binóculos ou telescópios -,
fantásticos objetos celestes sempre podem ser observados atentamente,
quase nos entontecendo de tanta emoção!

E então também estaremos sabedores
que na direção do Cinturão do Caçador
- e suas sempre tão conhecidas e reconhecidas
Três Marias
(Alnilan, Alnitak e Mintak) -
existe uma linha imaginária
que, imaginariamente, divide o hemisfério sul
do hemisfério norte celestiais!

E a Espada do Caçador!
Se a Espada já é uma visão incrível
a olho nu,
imagine então através simpáticos instrumentos ópticos!

Orion, o Gigante Caçador,
parece estar sempre voltado para atacar
as Pleiades, as Irmãs que Choram (ou que dançam)
e que moram no lombo do Touro
- que, por sua vez, bem defende-se do Gigante
através seus Chifres vigorosos.

Além das belíssimas Pleiades
- sempre nos encantando a visão
seja a olho nú 
(parecendo um tercinho de contas luminosas e sutis),
seja através simpáticos instrumentos ópticos -,
sempre o desenho de uma árvore conífera e estelar
acontece através as Hyades
e sabemos que a estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
não faz parte desse asterismo,
apenas posiciona-se naquela direção
e nos trazendo um sentimento
de joia rara e amareladamente avermelhada
enfeitando e sendo nomeada
enquanto O Olho Iluminado do Touro.

Os Gêmeos Castor e Pollux
- apresentados através suas estrelas Alpha e Beta, respectivamente -
parecem sempre sorrirem para nós
que os buscamos
com prazer.
- embora não estejam mergulhados na Via Lactea.

Aproveitando as vizinhanças
e os céus escuros e transparentes,
por que não buscarmos pelo Presépio?

O Presépio é como um ninho de estrelas-bebês,
quase uma lua-cheia e bem tímidamente preechida
por estrelinhas tão tímidas
que nos exige bom esforço de visão 
para bem podermos visualizá-las:
precisamos de nossa visão enviesada, certamente.

Ao localizarmos o ventre de estrelinhas-bebês do Presépio
- também conhecido como Colmeia de Abelhas -,
certamente nosso olhar corre para uma estrela de amarelado pálido,
um tom de amarelo antigo, digamos assim:
é Alphard, estrela-alpha Hydrae,
e podemos aproveitar para bem divisarmos a Cabeça da Hydra
bem como seguirmos, emocionados,
seu corpo sinuosamente enredilhado e estrelado timidamente
fazendo uma espécie de muralha
entre o imenso Navio, de um lado,
e de outro lado,
as constelações Sextans, Crater e Corvus...,
e, imagine só, Caro Leitor,
dizem os alfarrábios que as estrelas sinuosas 
ainda alcançam a Virgem - na altura de Spica, estrela-alpha Virginis,
e terminam próximas a Libra, a Balança!

Bem, retornando ao doce caminho leitoso...,
a Via Lactea,
vamos encontrar uma estrela que brilha
sempre nos atraindo a atenção:
é Arcturus, estrela-alpha Bootis, o Boieiro.

E, um tantinho ainda mais ao meu norte
- norte já voltado para o oeste -,
Perseus, o Campeão,
apresenta-se trazendo seu medonho trofeu,
a cabeça da Medusa
e seu terrível olho: Algol,
estrela-beta Persei.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Stellarium

Stellarium





Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente
 a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward