sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Eclipse Lunar Penumbral aos pés do Leão e cumprimentando Regulus, estrela-alpha Leonis



Olá!

Sempre a Lua Cheia é um momento maravilhoso,
não é mesmo?
E mais maravilhoso ainda 
quando acontece um eclipse lunar!
No entanto, esse eclipse de hoje à noite,
10 de fevereiro,
Caro Leitor,
será um eclipse lunar penumbral.

Um eclipse penumbral lunar acontece
quando a Lua passa através
da sombra parcial da Terra, 
ou penumbra.

Durante este tipo de eclipse,
a Lua poderá escurecer um tantinho,
porém não completamente.

De qualquer forma
e se o tempo permitir,
estaremos prontos para bem
observar este evento!

Será que conseguiremos ver
uma Lua Cheia um tantinho escurecida
- quase como se estivesse atrás de nuvens...?...
....pelo menos no momento máximo do eclipse?

Para a região sudeste do Brasil
(e levando em conta o horário de verão),
o eclipse lunar penumbral
 começará às 20:34,
com seu momento máximo acontecendo
às 22:43
e concluindo às 00:53
do dia 11 de fevereiro.

Ou seja, serão mais de quatro horas
de evento!..
- embora nem sempre possamos afirmar
que o observador 
poderá efetivamente observar 
a olho nu
uma grande diferença no corpo iluminado 
da Lua Cheia.

Portanto, penso que talvez
você, Caro Leitor,
deveria se municiar com simpáticos binóculos
para bem poder buscar
pela visão
do Eclipse Penumbral Lunar.

De qualquer forma,
sempre uma Lua Cheia
- e em noite de sexta-feira" -
é um bom momento
para namorarmos, não é verdade?

A Lua Cheia estará acontecendo
bem aos pés do Leão
e cumprimentando sua estrela-alpha,
Regulus.
Penso, porém, que a luminosidade da Lua
estará escondendo esta bela estrela
de nossos olhares.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
estaremos trazendo a você
alguma informação sobre
este eclipse lunar penumbral
acolhendo a série Saros 114.


Crédito: Silvio Romeu Simões
Eclipse penumbral 10/02/2017
Telescópio 114mm+ ocular 25mm+ câmera do celular 
e nuvens pra ajudar...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=315511952183926&set=gm.1888124494803159&type=3&theater



E também estaremos comentando
sobre alguns outros Temas ligados
aos Eclipses Lunares:
-  O CICLO SAROS (Repetição, em grego)
-  SOBRE ECLIPSES E AS SÉRIES SAROS
-  ÓRBITA DA LUA: O MÊS SINÓDICO E O MÊS SIDERAL (ou Dracônico)
-  OS NODOS LUNARES
- CLASSIFICAÇÃO DOS ECLIPSES LUNARES


Enfim, se acaso o Eclipse Penumbral Lunar
não satisfizer você, Caro Leitor,
acontecerá para seu consolo,
um eclipse parcial solar
(até 90 por cento nos Estados 
bem ao sul
e até 40 por cento nos demais Estados
- com exceção da grande região norte)
poderá ser observado do Brasil
em 26 de fevereiro próximo,
em pleno domingo de carnaval!

Boa Observação, Boa Leitura e Bons Estudos!

Com um Abraço Estrelado,
Janine Milward





Stellarium




Animação apresentando o eclipse lunar penumbral de fevereiro:







https://eclipse.gsfc.nasa.gov/LEplot/LEplot2001/LE2017Feb11N.pdf

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Quando um corpo extenso (não pontual) é iluminado por outro corpo extenso definem-se duas regiões de sombra:
  • umbra: região da sombra que não recebe luz de nenhum ponto da fonte.
  • penumbra: região da sombra que recebe luz de alguns pontos da fonte.
umbra
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Lunar Eclipse - Umbra or Penumbra?


Publicado em 29 de mar de 2012
During a lunar eclipse, the moon passes through the Earth's shadow, which can be divided into two parts. When it passes through the penumbra, the moon only gets slightly darker. When it passes through the umbra, however, it darkens further and turns a deep red.


When the moon passes through the Earth's shadow, it causes the moon to look very unusual for a short period of time. This event is called a lunar eclipse, and it occurs roughly twice a year. Learn more about how lunar eclipses work in this video!

Animation Number: 10787
Completed: 2011-06-03
Animators: Chris Smith (HTSI)
Ernie Wright (USRA)
Video Editor: Chris Smith (HTSI)
Narrator: Chris Smith (HTSI)
Producer: Chris Smith (HTSI)
Scientist: Richard Vondrak (NASA/GSFC)
Writer: Chris Smith (HTSI)
Series: Narrated Movies
LRO - Animations
LRO - Edited Features

Credit: NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio





Diagrama exemplificando a umbrapenumbra e antumbra.


Penumbra (do Latim pænes, "quase", e umbra, "sombra total") é a região em que somente uma parte do corpo ocultante está obscurecendo a fonte de luz (as outras regiões de sombra são a umbra, de sombra total, e a antumbra, região de eclipse anular). Um observador na penumbra vê um eclipse parcial
Para que exista a penumbra, é necessário que tenhamos uma fonte luminosa extensa, ou seja, não puntiforme. Uma fonte de luz puntiforme não projeta penumbra, apenas algo denominado umbra. 
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CATALOG OF LUNAR ECLIPSE SAROS SERIES

Saros Series 114

The periodicity and recurrence of lunar (and solar) eclipses is governed by the Saros cycle, a period of approximately 6,585.3 days (18 years 11 days 8 hours). When two eclipses are separated by a period of one Saros, they share a very similar geometry. The two eclipses occur at the same node[1] with the Moon at nearly the same distance from Earth and at the same time of year. Thus, the Saros is useful for organizing eclipses into families or series. Each series typically lasts 12 to 15 centuries and contains 70 or more lunar eclipses.
Lunar eclipses of Saros 114 all occur at the Moon’s ascending node and the Moon moves southward with each eclipse. The series began with a penumbral eclipse near the northern edge of the penumbra on 0971 May 13. The series will end with a penumbral eclipse near the southern edge of the penumbra on 2233 Jun 22. The total duration of Saros series 114 is 1262.11 years. In summary:
                      First Eclipse =  0971 May 13   04:03:35 TD
                       Last Eclipse =  2233 Jun 22   22:22:33 TD

                      Duration of Saros 114  =  1262.11 Years
Saros 114 is composed of 71 lunar eclipses as follows:
Lunar Eclipses of Saros 114
Eclipse TypeSymbolNumberPercent
All Eclipses-71100.0%
PenumbralN2738.0%
PartialP3143.7%
TotalT1318.3%
The 71 lunar eclipses in Saros 114 occur in the order of 8N 19P 13T 12P 19N which corresponds to:
                                     8  Penumbral
                                    19  Partial
                                    13  Total
                                    12  Partial
                                    19  Penumbral
The longest and shortest eclipses of Saros 114 are as follows.
            Longest  Total  Lunar Eclipse:    1584 May 24      Duration = 01h46m05s
           Shortest  Total  Lunar Eclipse:    1458 Feb 28      Duration = 00h31m16s

            Longest Partial Lunar Eclipse:    1440 Feb 18      Duration = 03h28m46s
           Shortest Partial Lunar Eclipse:    1890 Nov 26      Duration = 00h09m46s

          Longest Penumbral Lunar Eclipse:    1097 Jul 27      Duration = 04h41m21s
         Shortest Penumbral Lunar Eclipse:    2233 Jun 22      Duration = 00h54m46s

The largest and smallest magnitude partial eclipses of Saros 114 are:
            Largest Partial Lunar Eclipse:    1440 Feb 18      Magnitude = 0.9728
           Smallest Partial Lunar Eclipse:    1890 Nov 26      Magnitude = 0.0017
Local circumstances at greatest eclipse[2] for every lunar eclipse of Saros 114 are presented in the following catalog. For eclipses occurring between the years -1999 to +3000 (2000 BCE to 3000 CE), the sequence number in the first column links to a eclipse geometry diagram and a map from Five Millennium Canon of Lunar Eclipses: -1999 to +3000. A detailed key and additional information about the catalog can be found at: Key to Catalog of Lunar Eclipse Saros Series.


Segundo Fred Espenak, em Eclipses and the Saros
- atualizado recentemente 
(e minha  (Janine) tradução simples e sintetizada  abaixo
aconteceu há cerca de dez a quinze anos) 


“A periodicidade e a recorrência dos eclipses são governados por um ciclo chamado Saros - um período de aproximadamente 6.585.3 dias (18 anos, 11 dias e 8 horas).  Os Caldeus o consideravam como um período quando os  eclipses lunares pareciam se repetir - como também esse ciclo pode ser aplicado, da mesma forma, para os eclipses solares.

O ciclo Saros surge da natural harmonia entre os três períodos orbitais da Lua;
O mês Sinódico (de lua nova a lua nova) 29 dias 12 horas 44 minutos
O mês Dracônico (de Nódulo a Nódulo) 27 dias 05 horas 06 minutos
O mês Anomalístico (de Perigeu a Perigeu) 27 dias 13 horas 19 minutos

Dois eclipses separados por um mesmo ciclo Saros compartilham geometrias muito similares. Eles ocorrem no mesmo Nódulo, com a Lua na quase mesma distância da Terra e no mesmo momento do ano.

Uma série Saros não dura indefinidamente em função do fato de que três meses lunares não são perfeitamente comensuráveis entre si.

A compreensão acerca da seqüência de numeração do Saros é complicada pelo fato de que não depende de quando uma série começa ou termina.  Pelo contrário, a numeração é determinada pela ordem na qual cada série atinge seu clímax.  Dentro desse contexto, o clímax de uma série acontece quando o eixo da sombra umbral passa o mais próximo do centro da Terra.  E porque a duração de cada série vária até algumas centenas de anos e a numeração acontece a partir da ordem na qual cada série atinge seu clímax, isso explica o porquê o primeiro eclipse de uma série que encontra seu clímax mais tarde pode, na verdade, preceder o primeiro eclipse de uma série que alcançou seu clímax anteriormente.  Na coluna denominada Gamma, encontramos o parâmetro que apresenta a menor distância (no rádio da Terra)  do eixo da sombra até o centro da Terra, durante cada eclipse.  Gamma pode ser positivo ou negativo, dependendo se o eixo de sombra passa ao norte ou ao sul do centro da Terra.  Se olharmos em cada ciclo de Saros, encontraremos como o valor de Gamma muda com cada eclipse dentro de uma série. Quando Gamma atinge seu valor mínimo (absoluto), a série alcança seu clímax.

E porque podem acontecer de dois a cinco eclipses solares a cada ano, existem aproximadamente 40 diferentes séries de Saros acontecendo ao mesmo tempo. Quando antigas séries terminam, outras novas começam e tomam seus lugares.

O ciclo Saros para os eclipses lunares opera de forma análoga ao Saros dos eclipses solares. Para os eclipses lunares, o parâmetro Gamma representa a distância mínima da Lua medida em relação ao eixo da sombra da Terra (unidades de radio da Terra).  É preciso notar, entretanto, que a numeração Saros é oposta à aquela usada para os eclipses solares.  Os eclipses lunares que acontecem próximos ao Nodo Ascendente da Lua possuem, inclusive, numeração de Saros.  Cada eclipse subseqüente em uma série corre progressivamente em direção ao sul, com relação ao eixo da sombra da Terra.  Da mesma forma, os eclipses lunares que acontecem próximos ao Nodo Descendente da Lua possuem numeração diferenciada de Saros.  E, numa mesma série, os eclipses subseqüentes correm progressivamente em direção ao norte, com relação ao eixo da sombra da Terra.

Um outro ciclo extremamente significante de eclipses é o Inex - um período de 358 meses sinódicos (29 anos menos 20 dias, ou aproximadamente 10.752 dias).  O Inex é interessante porque marca o tempo de intervalo entre a numeração consecutiva de series Saros.

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Note that the Saros numbering sequence does not depend on when a series begins or ends. In general, the numbering tends to follow the order in which each series peaks. In this context, the peak of a series occurs when the umbral shadow axis passes closest to the center of Earth. Since the duration of each series varies up to several hundred years and the numbering approximately follows the order in which each series peaks, this explains why the first eclipse of a series which peaks later can actually preceed the first eclipse of a series that peaks earlier.

Perceba que a sequência de numeração Saros não depende de quando uma série começa ou termina. Em geral, a numeração tende a seguir a ordem na qual cada série culmina.  Neste contexto, a culminãncia de uma série ocorre quando o eixo da sombra umbral passa mais próximo ao centro da Terra.  Desde que a duração de cada série varia até várias centenas de anos e a numeração segue aproximadamente a ordem na qual cada série culmina, isso explica o porquê o primeiro eclipse de uma série que culmina mais tarde pode, na verdade, preceder o primeiro eclipse de uma série que culmina anteriormente.

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SAIBA MAIS, MUITO MAIS, 
sobre ECLIPSES AND THE SAROS
acessando

http://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsaros/SEsaros.html

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_lunar#mediaviewer/File:Moon_eclipse.gif
Moon eclipse
Locutus Borg - Obra do próprio





ÓRBITA DA LUA: O MÊS SINÓDICO E O MÊS SIDERAL (ou Dracônico)

Existem algumas teorias para explicar a presença da Lua girando em torno da Terra, como seu satélite natural.  No entanto, uma das teorias mais aceitas é a de que, durante a formação de nosso Planeta, o Sistema Solar ainda era bombardeado por uma imensa série de meteoros e meteoritos e cometas, por todos os lados.  É bem possível que um desses objetos tenha atingindo a Terra com tal força em seu impacto, que arrancou, literalmente, uma grande massa rochosa que acabou se afastando, vagarosamente, mas ao mesmo tempo, sempre sendo atraída pela força gravitacional de nossa Mãe-Gaia.

A Terra e a Lua acabam realizando uma série de movimentos e eventos entre si, sendo que o mais conhecido e visivelmente observado por nós a cada dia e a cada noite, são as Fases Lunares: Lua Nova, Lua Crescente, Lua Cheia e Lua Minguante. À medida que a Lua gira em torno da Terra, a aparência da Lua parece mudar. Isto ocorre porque diferentes quantidades da parte iluminada da Lua estão com a frente para nós. A aparência varia de uma Lua Cheia, quando a Terra está entre o  Sol e a Lua, até uma Lua Nova, quando a Lua está entre o Sol e a Terra.  

Sabemos que a Terra não somente realiza a rotação completa de si mesmo, em seu eixo, em 24 horas, seu chamado movimento de rotação e que nosso Planeta descreve uma trajetória elíptica ao redor do Sol, seu chamado movimento de translação, em um período de 365 dias e seis horas e mais alguns poucos minutos e segundos.  Ao longo do ano, nós percebemos o aparente caminhar do Sol ao longo da eclíptica, visitando os signos do Zodíaco (que hoje em dia não são mais 12 e sim 14, com a inclusão de Ofiúco e de Cetus, a Baleia).  Porém, esse andar é apenas aparente e é, na verdade a projeção, na esfera celeste, da trajetória da Terra.   E podemos também observar que existe uma inclinação dessa mesma eclíptica em relação ao equador celeste (que é a projeção do equador terrestre) de 23o s e 30’

E, todas as noites, podemos observar a Lua passeando pelos céus, desde o leste até o oeste, não é verdade?  A verdade é que este aparente passear da Lua é um movimento aparente e em conseqüência ao movimento de rotação da Terra.  A Lua, a bem dizer, realiza seu movimento orbital ao redor da Terra em sentido contrário, isto é, de oeste para leste.   Sendo assim, podemos acompanhar a Lua desde seu tempo de recém-nova, surgindo no horizonte oeste e, ao longo do seu ciclo lunar, vai galgando as alturas dos céus estrelados, buscando o zênite (para formar a Lua Crescente) e depois, vai buscando o horizonte leste até formar a Lua Cheia, ao cair da noite, exatamente no momento em que o Sol se põe no horizonte oeste.  Finalmente, a Lua aparece à meia-noite surgindo no horizonte leste e vai murchando, a cada madrugada, até novamente se encontrar com o Sol e formarem juntos, a Lua Nova.  Porém, ao longo de todo esse tempo, também a Terra continuou a percorrer seu aparente caminho na eclíptica, em seu movimento de translação.  Assim, as posições relativas entre o Sol, a Terra e a Lua alteram-se constantemente. Como as fases da Lua estão relacionadas à essas posições relativas, elas irão se repetir em 29 dias 12 horas e uns tantos minutos e segundos, quase 13 horas.  Esse é o chamado mês sinódico.

E certamente, tivemos a oportunidade de observar que o tempo necessário para que a Lua visite todas as constelações do Zodíaco com o pano de fundo das estrelas do céu, corresponde a 27 dias e sete horas e alguns tantos minutos e segundos, quase oito horas - e é chamado de mês sideral.  


SAIBA MAIS, MUITO MAIS, 
sobre ECLIPSES AND THE MOON'S ORBIT




OS NODOS LUNARES

É importante que possamos distinguir ambos esses períodos, ao tratarmos dos eclipses lunares e solares, em tempos de Lua Cheia e de Lua Nova.

Outra questão absolutamente fundamental que percebamos, é que a órbita lunar não é coplanar com a órbita terrestre. Os dois planos formam entre si, um ângulo variável, cujo valor médio é de 5º 9'. Nas épocas de ocorrência dos eclipses essa inclinação é máxima, atingindo o valor de 5º 18'.

Chegamos agora, ao momento verdadeiramente crucial de nosso trabalho: estamos diante dos pontos de cruzamento entre a eclíptica (que é o aparente andamento da Terra em seu movimento de translação ao Sol ) e a órbita da Lua (em torno da Terra). 

Os pontos de cruzamento entre a eclíptica e a órbita da Lua são denominados nodos: a Lua passa pelo nodo ascendente quando se dirige para o norte da eclíptica e, pelo nodo descendente quando se dirige para o sul da eclíptica. A linha que une os dois nodos é chamada de linha dos nodos

É importante que saibamos que a linha dos nodos é a linha de interseção entre o plano da órbita de um corpo celeste e um plano orbital de referência. Em relação ao plano orbital da Terra, a linha dos nodos é a linha de interseção entre o plano orbital de qualquer corpo celeste e o plano orbital da Terra - e nesse trabalho, o que nos interessa é essa interseção entre a Lua e a Terra, em seus planos orbitais. A linha dos nodos une o nodo ascendente ao nodo descendente.

Os Nodos Lunares estão sempre opostos um ao outro e movem-se em sentido inverso através do Zodíaco. O ciclo dos Nodos é de 18.6 anos e o seu movimento diário aproximado é de 3’ de arco.

O Nodo Norte ou o Nodo Ascendente é aquele em que a Lua cruza a eclíptica ao passar de Sul para Norte do percurso por ela definido. O Nodo Sul ou o Nodo Descendente é aquele em que a Lua cruza a eclíptica ao passar de Norte para Sul.





Para que ocorra um eclipse é necessário que a linha dos nodos esteja apontando para o Sol e que o Sol, a Terra e a Lua estejam alinhados, o que só acontece quando a Lua, em fase de nova ou de cheia, encontra-se nas proximidades da eclíptica.  Em função da necessidade desse alinhamento, não são todos os meses que veremos os eclipses podendo acontecer.

Ao longo de um ano, a Terra realiza seu movimento de translação em relação ao Sol, levando consigo, é claro, a Lua, como já vimos mais acima.  Duas vezes ao ano, encontraremos a linha dos nodos alinhada com o Sol e a Terra. Quando a Lua passar pelo nodo durante a temporada de eclipses, ocorre um eclipse. Essas temporadas ocorrem a cada 173 dias, em função  da órbita da Lua  que gradualmente gira sobre seu eixo (com um período de 18,6 anos de regressão dos nodos).



Se somarmos duas vezes esse período de 173 dias, encontraremos o Sol e o nodo ascendente ou descendente da Lua na mesma direção uma vez a cada 346,62 dias. Ao multiplicarmos esse número de dias ao período de 18.6 anos de regressão dos nodos, encontraremos 6585 dias.  Isso se chama Saros - o ciclo periódico de aproximadamente 18 anos do sistema Terra-Lua-Sol. A cada 6585 dias a Terra, a Lua e o Sol estão exatamente na mesma posição. Quando há um eclipse lunar,  haverá também um exatamente 6585 dias mais tarde.  Serão 223 meses sinódicos. Isto significa que a configuração Sol-Lua e os eclipses se repetem na mesma ordem depois deste período. Este ciclo já era conhecido pelos antigos Babilônios, e por razões históricas, é conhecido como Saros, que significa repetição, em grego.


Fontes consultadas:
Nasa, Eclipses and the Saros - Fred Espenak
Uranometria Nova - Astronomia e Astrofísica n. 021




Relação da passagem da lua pelos seus nodos
 e a ocorrência de eclipses lunares e solares.




http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_lunar#mediaviewer/File:Esquema_nodos.svg

Esquema nodos

User:Fsogumo - Obra do próprio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_lunar



CLASSIFICAÇÃO DOS ECLIPSES LUNARES


Os eclipses lunares podem ser classificados de acordo com a parte da Lua que é obscurecida pela sombra da Terra, e por qual parte da sombra da Terra ela está sendo obscurecida.
A sombra projetada pela Terra possui duas partes denominadas umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada1 .

http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_lunar#mediaviewer/File:Eclipse_lunar.svg
Eclipse lunar
User:FSogumo - Obra do próprio

Os eclipses penumbrais ocorrem quando a Lua entra na região de penumbra, o que na prática resulta numa variação do brilho da Lua que dificilmente é notada7 . Se a Lua entra inteiramente na região de penumbra ocorre o raro eclipse penumbral total que pode gerar um gradiente de luminosidade visível, estando a Lua mais escura na região que se aproxima mais da umbra.
Quando a Lua entra na região da umbra, podem ocorrer os eclipses lunares parcial e total. O eclipse parcial ocorre quando apenas parte da Lua é obscurecida pela sombra da Terra e o total, quando toda a face visível da Lua é obscurecida pela umbra7 . Este obscurecimento total pode durar até 107 minutos e é mais longo quando a Lua está próxima de seu apogeu, ou seja, quando sua distância da Terra é o maior possível.
Um último tipo de eclipse lunar raro é denominado eclipse horizontal. Ele ocorre quando o Sol e a Lua, em eclipse, estão visíveis ao mesmo tempo. Este tipo de eclipse só é visível quando o eclipse lunar ocorre perto do poente ou antes do nascente8 .






http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_lunar#mediaviewer/File:Feb_20_2008_Lunar_Eclipse_Collage.jpg

Feb 20 2008 Lunar Eclipse Collage
Ahmad van der Breggen - Obra do próprio
Composição fotográfica mostrando todos os níveis de um eclipse lunar.
Collage from the February 20, 2008 Lunar Eclipse. Taken in Regina, Saskatchewan, Canada (50.440869,-104.60745). Photos taken every 5 minute (approximately)




Com um abraço estrelado,
Janine Milward