terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O suave voo do Corvo

Olá!

Sou muitíssimo apaixonada pela visão do céu estrelado a olho nu
- à vista desarmada -
e uma das constelações que sempre me atrai a atenção
 é o Corvo!


Stellarium


É certo que penso que o Corvo não pode ser apreciado em seu desenho óbvio
de pássaro voando com asas abertas através as estrelas....,
bem como  em seu voo elipsal, de sudeste ao zênite e ao sudoeste
- a não ser que estejamos em lugares de céus escuros e transparentes
e, de preferência, em noites sem a presença luminosa da Lua.



By Till Credner - Own work: AlltheSky.com, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=20041323
The constellation Corvus as it can be seen by the naked eye.


E existe um fato muitíssimo interessante em relação a esta constelação:
além de suas estrelas apresentarem-se através o desenho de um passaro voando,
elas acolhem duas galáxias espirais em interação
 - NGC 4038 e NGC 4039 -
que se posicionam contra o pano de fundo da constelação Corvus, O Corvo,
e já bem próximas à constelação Crater, a Taça.
São denominadas de Galáxias Antennae
e estão a cerca de 62 milhões de anos-luz de nós.


By ESA/Hubble, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=29570547
NGC 4038 (left) and NGC 4039 (right)




Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação sobre 
as estrelas que compõem visivelmente o desenho do Corvo

Em nossa Postagem de amanhã, Caro Leitor,
você encontrarã informação sobre
as Galáxias Antennae
- que reveladas através imagens de raio-x
apresentam-se como um crânio humano,
incrivelmente!

Ao começo da madrugada, 
observe a presença do Corvo nos céus estrelados

- sempre a estrela-alpha Virginis, Spica, é uma boa indicadora!
(E também nestes tempos atuais, Caro Leitor,
Júpiter conjugado a Spica!)

quando você estiver observando o suave voo do Corvo,
lembre-se que estará podendo perceber que
além das singelas estrelas que desenham a figura do pássaro
existem dois maravilhosos objetos celestes, duas galáxias espirais,
que, em seus movimentos de interação, em sua colisão,
fazem acontecer algo que nos sugere uma cabeça humana
 vista através uma espécie de raio-x mágico,
não é verdade?

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




http://www.aai.ee/muuseum/Uranomeetria/Pictures/Web/Reissig_W_025.jpg




By Till Credner - Own work: AlltheSky.com, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=20041323



Minhas Impressões Pessoais
 acerca O Corvo:


Certa vez, no miolo da década dos anos 90 e ainda no século passado,
eu me encontrava em um Observatório
 olhando para as estrelas junto a um amigo das estrelas...., 
quando perguntei: 
- " Aquele grupo de estrelas se parece com um pássaro... 
parece um pássaro realmente voando!".....

O amigo das estrelas riu-se e respondeu: - "É o Corvo".

..........................................

A partir de então, eu venho observando o vôo do Corvo através dos céus....
 quando entra a noite e ele ainda está surgindo no sudeste, 
eu penso: "Lá vem o Corvo!". 

O tempo vai passando, os dias passam, as semanas passam.... 
e o Corvo continua realizando seu vôo nos céus, subindo cada vez mais alto, 
mais alto, 
endireitando seu vôo, 
quase chegando no meio do céu.... 
e passam-se mais e mais dias e o Corvo vai deslizando céu abaixo, 
vai caindo e ao mesmo tempo vai começando a fechar seu vôo, 
pouco a pouco, se dirigindo para o sudoeste,
 sempre antecedendo Spica, a estrela rainha da constelação de Virgem.

O vôo do Corvo é realmente belo, ele voa como um pássaro voa, 
realizando sua elipse alongada enquanto perfaz seu caminho.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes

 - excerto apresentando ALFABETO GREGO, CONVENÇÕES E USO DA CARTA CELESTE




 

http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania32.jpg




CORVUS, O CORVO



Posicionamento:
Ascensão Reta 11h54m / 12h54m      Declinação -11o.3 / -24o.9


Mito:

Apollo queria presentear Júpiter com uma festa e portanto, pediu ao Corvo para ir buscar água usando a Taça.  Em seu caminho, o Corvo percebeu uma figueira e alguns figos quase
maduros e os comeu todos... até que lembrou-se de sua missão e com medo da ira de Apollo, pegou a Hidra, a serpente marinha, usou-a como desculpa que por causa da serpente não pôde encher a Taça com água.  Apollo puniu o Corvo de forma que este jamais pudesse beber água novamente até que os figos não amadurecessem por completo e colocou o Corvo, a Taça e a Hidra no céu.


História:
Esta constelação fazia parte das 48 constelações formadas por Ptolomeu no século segundo DC.


Fronteiras:

Corvus situa-se entre as constelações Virgo, Crater, Hydra

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,

Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Corvus (Crv), o Corvo, é uma constelação do equador celeste. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Corvi.
Constelação pequena localizada próxima ao céu austral, o Corvo abriga apenas onze estrelas visíveis a olho nu. Seu nome científico em latim é uma referência ao pássaro homônimo ou à gralha. Foi uma das quarenta e oito constelações listadas no Almagesto de Ptolomeu, onde aparecia com sete estrelas, e atualmente constando como uma das oitenta e oito constelações conforme a padronização da União Astronômica Internacional.
As constelações vizinhas, segundo as fronteiras atuais, são a Virgem, a Taça e a Hidra.

CORVO
Corvus constellation map.svg
Nome latino
Genitivo
Corvus
Corvi
AbreviaturaCrv
 • Coordenadas
Ascensão reta
Declinação
12 h
-20°
Área total184° quadrados
 • Dados observacionais
Visibilidade
Latitude mínima
Latitude máxima
Meridiano

-90°
+60°
10 de maio, às 21h
Estrela principal
Magn. apar.
γ Crv (Gienah)
2,59
Outras estrelas
Magn. apar. < 3
Magn. apar. < 6

2
-
 • Chuva de meteoros

Estrelas

A constelação do Corvo é constituída por quatro estrelas principais: δ(Algorab), γ(Gamma Corvi), ε(Epsilon Corvi), e β Crv(Beta Corvi).
Delta Crv (Algorab) Estrela na constelação de Corvo Ascensão reta 12h 29min 52s J2000 Declinação −16° 30′ 54″ J2000 Magnitude aparente 2,94 Luminosidade 48 SOL Distância 88 AL Classificação espectral A0IV(n)kB9 Outros nomes Algorab, δ Corvi, 7 Corvi, HIP 60965, HD 108767, HR 4757, TYC 6103-02395-1 Delta Corvi (δ Crv / δ Corvi) é uma estrela binária na constelação de Corvus. É também conhecida tradicionalmente como Algorab.
O componente principal, Delta Corvi A, é uma estrela da sequência principal de tipo espectral A0V, com 2,5 vezes a massa solar. A outra estrela, Delta Corvi B, é uma anã laranja com 0,75 a massa solar. A distância mínima entre essas estrelas é de 650 UA, com um período orbital de pelo menos 9 400 anos.
Gamma Crv Estrela na constelação de Corvo Ascensão reta 12h 15min 48s J2000 Declinação −17° 32′ 31″ J2000 Magnitude aparente 2,58 Luminosidade 355 SOL Distância 150 AL Classificação espectral B8III Outros nomes Gienah Gurab, γ Corvi, 4 Corvi, HIP 59803, HD 106625, HR 4662, TYC 6098-01754-1 Gamma Corvi (γ Crv / γ Corvi) é a estrela mais brilhante da constelação de Corvus. Ela tem o nome tradicional Gienah, que compartilha com Epsilon Cygni. Por causa disso, o nome Gienah Corvi pode ser usado para distingui-la de Epsilon Cygni.
Gamma Corvi é uma gigante de tipo espectral B8III. Está a cerca de 165 anos-luz de distância da Terra.
Epsilon Crv Estrela de Corvo Ascensão reta 12h 10min 08s J2000 Declinação −22° 37′ 11″ J2000 Magnitude aparente 3,02 Luminosidade 920 LSOL Distância 320 LY Classificação espectral K2III Outros nomes Minkar, ε Corvi, 2 Corvi, HIP 59316, HD 105707, HR 4630, TYC 6668-00992-1 A cerca de 320 anos-luz na constelação de Corvo, Epsilon Crv brilha com a energia de aproximadamente 920 Sóis, sua fotosfera — mais ou menos como superfície — levemente mais amarela em aparência que a fotosfera solar de 5780° Kelvin. No entanto, essa estrela é muito diferente do Sol.
Como uma estrela (laranja) gigante evoluída do tipo K, Epsilon Crv já interrompeu a fusão do suprimento de hidrogênio de seu núcleo e irá dilatar-se a proporções muito maiores como a gigante vermelha Mirach em Andrômeda, se isso ainda não tiver acontecido. Depois de fundir o hélio nos elementos mais massivos carbono e oxigênio, sua morte inevitável criará um dos espetáculos mais únicos que o céu tem a oferecer. Ele se desprenderá das camadas externas e formará uma nebulosa planetária espetacular como a Nebulosa de Hélix em Aquário ou a Nebulosa do Anel em Lira. A estrela esqueleto remanescente — conhecida como anã branca — irá iluminar e impulsionar a nebulosa para fora por milhares de anos.
Beta Crv Estrela de Corvo Ascensão reta 12h 34min 23s J2000 Declinação −23° 23′ 48″ J2000 Magnitude aparente 2,65 Luminosidade 200 LSOL Distância 150 LY Classificação espectral G5II Outros nomes Kraz, Tso Hea, β Corvi, 9 Corvi, HIP 61359, HD 109379, HR 4786, TYC 6683-01116-1 A cerca de 150 anos-luz de distância, Beta Crv brilha com a energia de aproximadamente 200 Sóis. Embora sua fotosfera — mais ou menos como superfície — é só um pouco mais amarela em aparência que a fotosfera solar de 5780° Kelvin, é uma estrela muito diferente do Sol.
Como uma luminosa gigante evoluída do tipo G, Beta Crv já interrompeu a fusão do suprimento de hidrogênio de seu núcleo e logo se tornará uma luminosa gigante vermelha (se ainda não tiver se tornado). Depois da fusão do hélio nos elementos mais massivos carbono e oxigênio, sua morte inevitável criará um dos espetáculos mais únicos que o céu tem a oferecer. Ela se desprenderá das camadas externas e formará uma nebulosa planetária espetacular como a Nebulosa de Hélix em Aquário ou a Nebulosa do Anel em Lira. A estrela esqueleto remanescente — conhecida como anã branca — irá iluminar e impulsionar a nebulosa para fora por milhares de anos.

História e Mitologia

Diz-se, no mito grego, que outrora o corvo possuía penas brancas e podia falar com os humanos até que, um dia, tudo mudou. Como ave sagrada de Apolo, o corvo foi incumbido de vigiar Coronis, esposa do deus, que estava grávida. Coronis, porém, pouco a pouco foi perdendo o interesse em Apolo e se apaixonando por um mortal. O corvo dedou a infidelidade da esposa ao marido que, numa crise de fúria, enegreceu as penas do corvo e tirou suas faculdades vocais. Pouco depois, Coronis foi morta pela irmã gêmea de Apolo, Ártemis, que resgatou o filho para que fosse criado normalmente, passando mais tarde para a História como Asclépio, deus da medicina e da saúde.

Em outra versão, conta-se que Apolo, sedento, mandou o corvo trazer-lhe uma taça de água. A ave, porém, gastou boa parte de seu tempo lanchando figos. Como desculpa para o atraso, a ave fez uma serpente das águas se enrolar nas suas garras, na esperança de ludibriar Apolo. O deus, porém, indignado, não quis mais nada com nenhum dos três, e os defenestrou em direção aos céus - criando, assim, as constelações do Corvo, da Taça e da Hidra. Como punição, condenou também o corvo à sede eterna, o que fez com que a ave, desde então, grasnasse ao invés de piar.

Algumas Estrelas em Corvo:


Alchiba - Alpha Corvi
A Tenda, nome de oriegem árabe
6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,

Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Alpha Corvi (α Crv / α Corvi) é uma estrela na constelação de Corvus. Ela tem o nome tradicional Alchiba (do árabe "barraca").

Alpha Corvi pertence à classe espectral F0 e tem magnitude aparente de 4,00. Está a cerca de 38 anos-luz da Terra. Suspeita-se que essa estrela seja uma binária espectroscópica, mas isso ainda não foi confirmado.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alpha_Corvi

Stellarium




Kraz ou Alginal - Beta Corvi
Magnitude 2.66 - estrela do tipo B8 - bem parecido com o nosso Sol -
 e distanciada cerca de 108 anos-luz.
6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,

Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Beta Corvi (β Crv / β Corvi) é a segunda estrela mais brilhante da constelação de Corvus. Ela tem o nome tradicional Kraz.

Beta Corvi é uma gigante de tipo espectral G5II. Está a cerca de 140 anos-luz da Terra.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Beta_Corvi

Stellarium




Algorab.  Delta Corvi. Estrela Dupla 
Magnitudes .7 e 8.26, com a componente sendo nomeada como O Corvo.
Uma estrela dupla, amarela pálida e avermelhada,
 situada na asa direita do Corvo.  De Al Ghirab, O Corvo.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,

Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Delta Corvi (δ Crv / δ Corvi) é uma estrela binária na constelação de Corvus. É também conhecida tradicionalmente como Algorab.

O componente principal, Delta Corvi A, é uma estrela da sequência principal de tipo espectral A0V, com 2,5 vezes a massa solar. A outra estrela, Delta Corvi B, é uma anã laranja com 0,75 a massa solar. A distância mínima entre essas estrelas é de 650 UA, com um período orbital de pelo menos 9 400 anos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Algorab


Stellarium



Gienah - Gamma Corvi
Ascensão Reta 12h 14,8m - Declinação -17o 25’
Magnitude visual 2,78 - Distância 450 anos-luz
A Asa, oriunda da expressão árabe Al Janah al Grurab al Aiman, 
a Asa direita do Corvo.
6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,

Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Gamma Corvi (γ Crv / γ Corvi) é a estrela mais brilhante da constelação de Corvus. Ela tem o nome tradicional Gienah, que compartilha com Epsilon Cygni. Por causa disso, o nome Gienah Corvi pode ser usado para distingui-la de Epsilon Cygni.

Gamma Corvi é uma gigante de tipo espectral B8III. Está a cerca de 165 anos-luz de distância da Terra.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gamma_Corvi

Stellarium




Minkar - Epsilon Corvi
Magnitude 3.04 e distância a 140 anos-luz


Epsilon Corvi (ε Crv / ε Corvi) é uma estrela na constelação de Corvus.

Epsilon Corvi tem magnitude aparente 3,017 e pertence à classe espectral K. Está a cerca de 303 anos-luz da Terra.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Epsilon_Corvi

Stellarium






Eta Corvi (Avis Satyra, 8 Corvi) é uma estrela na direção da constelação de Corvus. Possui uma ascensão reta de 12h 32m 04.48s e uma declinação de −16° 11′ 45.1″. Sua magnitude aparente é igual a 4.30. Considerando sua distância de 59 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a 3.00. Pertence à classe espectral F2V. É uma estrela variável suspeita.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eta_Corvi


Zeta Corvi (27 Corvi) é uma estrela na direção da constelação de Corvus, também chamada de Chang Sha (長沙)[2]. Possui uma ascensão reta de 11h 44m 45.76s e uma declinação de −18° 21′ 02.2″. Sua magnitude aparente é igual a 4.71. Considerando sua distância de 350 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a −0.45. Pertence à classe espectral G8III.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeta_Corvi



Corvus constellation map.png


https://pt.wikipedia.org/wiki/Gamma_Corvi#/media/File:Corvus_constellation_map.png


The text is in the public domain.

[image ALT: a blank space]
p179
Till, rising on my wings, I was preferr'd
To be the chaste Minerva's virgin bird.
— Joseph Addison's translation of Ovid's Metamorphoses.
Corvus
was the Raven in Chaucer's time, and the Germans still have Rabe; but the French follow the Latins in Corbeau, as the Italians do in Corvo, and we in the Crow.   Although now traversed by the 20th degree of south declination, 2000 years ago it lay equally on each side of the celestial equator. It contains only 15 naked-eye stars according to Argelander, — 26 according to Heis, — yet was a noted constellation with the Greeks and Romans, and always more or less associated with the Cup and with the Hydra, on whose body it rests. Ovid said of this combination in hisFasti:
Continuata loco tria sidera, Corvus et Anguis,
Et medius Crater inter utrumque jacet;
but while always so drawn, the three constellations for a long time have been catalogued separately.

The Greeks called it Κόραξ, Raven; and the Romans, Corvus. Manilius designating it as Phoebo Sacer Ales, and Ovid as Phoebeīus Ales, mythology having made the bird sacred to Phoebus Apollo in connection with his prophetic functions, and because he assumed its shape during the conflict of the gods with the giants.

p180Ovid, narrating in the Metamorphoses the story of Coronis, and of her unfaithfulness to Apollo,1 said that when the bird reported to his master this unwelcome news he was changed from his former silver hue to the present black, as Saxe concludes the story:
Then he turned upon the Raven,
"Wanton babbler! see thy fate!
Messenger of mine no longer,
Go to Hades with thy prate!
"Weary Pluto with thy tattle!
Hither, monster, come not back;
And — to match thy disposition — 
Henceforth be thy plumage black!"
This story gave rise to the stellar title Garrulus Proditor.
Another version of the legend appears in the Fasti  viz., that the bird, being sent with a cup for water, loitered at a fig-tree till the fruit became ripe, and then returned to the god with a water-snake (adjacent Hydra) in his claws and a lie in his mouth, alleging the snake to have been the cause of his delay. In punishment he was forever fixed in the sky with the Cup and the Snake; and, we may infer, doomed to everlasting thirst by the guardianship of the Hydra over the Cup and its contents. From all this came other poetical names for our Corvus — Avis Ficarius, the Fig Bird; and Emansor, one who stays beyond his time; and a belief, in early folklore, that this alone among birds did not carry water to its young.

Florusa called it Avis Satyra, the Bird of the Satyrs, and Pomptina, from the victory of Valerius when aided by a raven on the Pontine Marsh.

This bird and an ass appear together on a coin of Mindaon, which is interpreted as a reference to the almost simultaneous setting of the constellations Corvus and Cancer, for the ass always has been associated with the latter in the Ὄνοι, or Asini, of its stars.

The Raven of Rome and Greece became Al Ghurāb in Arabia; but in earlier days four of its stars were Al ‘Arsh al Simāk al ‘Azal, the Throne of the Unarmed One, referring to the star Spica. These naturally have been considered β, γ, δ, and η; but Firuzabadi, as interpreted by Lach, said that they were θ, κ, ψ, and g; and the same stars were Al ‘Ajz al Asad, the Rump of the ancient Lion. Other early titles for the whole wereAl Ajmāl, p181the Camel, and Al ibā‘, the Tent; this last generally qualified by Yamaniyyah, the Southern, to distinguish it from that in Auriga. Instead of Ajmāl, Hyde quoted, from the Mudjizat, Ahmal, or amal, the Ram, but this does not seem probable here.

As these stars were utilized by the Arabs in forming their exaggerated Asad, so also were they by the Hindus in the immense Praja-pāti, of which they marked the hand, — this title being duplicated for Orion, and much better known for that constellation. The head of the figure was marked by Citrā, our Spica, and the thighs by the two Viçākhas, α and β Librae; while the Anuradhas, β, δ, and π Scorpii, formed Praja-pāti's standing-place. Incongruously enough, they considered Nishtya, or Svati, — our star Arcturus, — as the heart; but as this was far out of the proper place for that organ, Professor Whitney substituted ι, κ, and λ Virginis of the manzil and sieu.

The Avesta mentions a stellar Raven, Eorosch; but how, if at all, this coincided with ours is unknown; although Hewitt thinks that our Corvus, under the title Vanant, marked the western quarter of the earliest Persian heavens.
Nor is the reason for the association of Corvus with Hydra evident, although there is a Euphratean myth, from far back of classical days, making it one of the monster ravens of the brood of Tiāmat that Hydra represented; and upon a tablet appears a title that may be for Corvus as the Great Storm Bird, or Bird of the Desert, to which Tiāmat gave sustenance, just as Aratos described Κόραξ pecking the folds of the Hydra. The prominent stars of Corvus have otherwise been identified with the Akkadian Kurra, the Horse.

The Hebrews knew it as ‘Ōrebh, or Ōrev, the Raven; and the Chinese, as a portion of their great stellar division the Red Bird, while its individual stars were an Imperial Chariot ruling, or riding upon, the wind.

In later days it has been likened to Noah's Raven flying over the Deluge, or alighting on Hydra, as there was no dry land for a resting-place; or one of those that fed the prophet Elijah; but Julius Schiller combined its stars with those of Crater in his Ark of the Covenant.
α, 4.3, orange.
Al Chiba is from the Desert title for the whole Arabic figure; but Ulug Beg and the Arabian astronomers designated it as Al Minar al Ghurāb, the Raven's Beak.
Reeves said that it was the Chinese Yew Hea, the Right-hand Linch-pin.
Although lettered first, it now is so much less brilliant than the four following p182stars that some consider it as having decreased since Bayer's day, and perhaps changed in color, for Al Sufi called it red.
β, a ruddy yellow 3d‑magnitude star, seems unnamed except in China, where it is Tso Hea, the Left-hand Linch-pin; but under this title were included γδ, and η.
γ, 2.3.
Gienah is from Ulug Beg's Al Janā al Ghurāb al Aiman, the Right Wing of the Raven, although on modern charts it marks the left. Algorab, given in the Alfonsine Tables to this star, is now usually applied to δ.
γ is the brightest member of the constellation, and some Chinese authorities said that it alone marked their 11th sieu. It culminates on the 10th of May.
δ, Double 3.1 and 8.5, pale yellow and purple.
Algorab, the generally received modern title, is from the Palermo Catalogue; Proctor has Algores. It is on the right wing, and at the upper left corner of the square. The components are 24ʺ apart; but, owing to its color, the smaller is not readily distinguishable. The position angle is 210°.
All the foregoing stars, ε being added, constituted the 11th nakshatra, Hasta, the Hand, with Savitar, the Sun, as its presiding divinity; δ marking the junction with Citrā, the next lunar station.
The 11th sieu, Tchin, the Cross-piece of a chariot, anciently Kusam, contained βγδ, and ε; but, according to some authorities, only γ. This, however, always was the determining star.
ζ, a 6th‑magnitude double, almost on the limit of invisibility, strangely seems to have borne a name in China, — Chang Sha, a Long Sand-bank.
Al Bīrūnī said that with βγ, and δ it marked the hind quarters of the monstrous early Lion.

The Author's Note:
1 It may be noted here that Apollo and Coronis were even still more closely connected with astronomy in being the parents of Aesculapius, who afterwards became the Serpent-holder Ophiuchus.

Thayer's Note:
a Who this Florus is, I've been unable to ascertain. It is not the Roman historian, writer of the Epitome, in which no such reference appears; nor is it the poet — possibly the same man — in whose few surviving verses no avis Satyra either. (Unchecked, because not online nor in my library, the brief dialogue Vergilius orator an poeta? which may be by one of them, or yet again by a third writer.) Nor is he Florus Lugdunensis, the Christian writer, or at least the phrase doesn't appear in any of his works collected by Migne online at Documenta Catholica.







Whitwell, Catherine Vale, 1818, An astronomical catechism. Corvus, Crater and Hydra.




Os desenhos formados pelas estrelas 
- As Constelações - 
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra 
bem como percebendo que o caos, vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado. 

 Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward