sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

URANO em seu andamento ao longo do ano de 2017


Olá!

Caro Leitor,
já por um bom tempo
 viemos observando
Urano mergulhado 
nos mares abissais dos Peixes,
não é verdade?

Ainda em 2017,
esse longo mergulho
estará acontecendo.

A constelação dos Peixes
não é exatamente fácil
de ser visualizada nos céus estrelados
- mesmo que nos encontremos
em lugares de céus mais escuros e transparentes.

Quer dizer,
consigo quase sempre
visualizar o asterismo
que compõe a cabeça de um dos Peixes
- aquela que podemos divisar
bem ao sul
do Grande Quadrado do Cavalo Alado, Pegasus.

Porém, confesso
que tenho uma certa dificuldade
de poder seguir os laços que ligam os dois Peixes
bem como
divisar integralmente o segundo Peixe
- aquele que se posiciona
bem ao sul 
da Princesa Acorrentada, Andromeda.

Eu sempre penso em tentar visualizar
Urano a olho nú
- porque alguns autores
afirmam que isso pode acontecer
(embora este Planeta
apresente-se diante de nossos olhos
entre magnitude 5 e 6...,
e isso quer significar 
que uma visualização à vista desarmada
pode até acontecer, sim,
desde que estejamos em um lugar
ainda além de céu rural
(assim como o meu Sítio das Estrelas)
e sim sob um céu mais desértico, 
algo assim,
em lugar extremamente distante
das urbes).

A grande questão sobre Urano
- ou sua grande importância, a meu ver -,
é o fato de que a humanidade 
vivenciou séculos, eras,
visualizando Planetas 
desde Mercúrio até Saturno....,
e foi somente em 1781
que Wilhelm Herschel,
um organista alemão
vivendo na doce cidade de Bath,
na Inglaterra,
apontou seu telescópio
para as estrelas
e observou que uma delas 
se movimentava...:
era Urano!

Quer dizer,
Galileo já havia mostrado
à toda humanidade
que um simpático aparelho óptico
trazia uma ajuda inestimável
aos nossos olhos desnudados
e observando objetos celestes
somente mais ou menos
até magnitude 4, 5 no máximo!

Um real novo mundo
se abriu diante de nós
a partir da invenção do telescópio
e Urano foi contemplado
com sua descoberta
enquanto Planeta...,
ou seja, 
destronando o paradigma petrificado
até aquele momento
de que os Planetas em torno ao Sol
seriam de Mercúrio a Saturno
somente.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação
sobre momentos de Urano mergulhado 
nos mares abissais dos Peixes
ao longo do ano de 2017
- retrogradação, oposição ao Sol,
retomada do movimento direto
(em comecinho de janeiro de 2018).

2018 verá Urano já querendo deixar
os mares abissais dos Peixes
para adentrar terra firme em Aries.
No entanto, somente em 2019
Urano efetivamente estará visitando 
os campos onde o Carneiro pasta.

E também encontre nesta Postagem,
Caro Leitor,
muitíssimas informações sobre Urano
em astronomia e em mitologia
(afinal, Uranus é o céu estrelado!).

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium






Urano em comecinho de agosto
e entrando em seu  movimento retrógrado

Stellarium





Urano e Sol em Oposição
em 20 de outubro.

Sempre que este momento highlight
acontece, Caro Leitor,
significa que você pode municiar-se
de seus alfarrábios e aparelhos ópticos simpáticos
para bem apontar para Urano...,
que estará saindo "bem na foto",
ou seja,
estará recebendo em cheio
a luz do Sol!

Além disso,
sempre o momento da oposição Sol/Planeta
nos apresenta o fato
de que este Planeta
estará chegando no horizonte leste
ao cair da noite
e, dessa maneira,
estaremos podendo contemplá-lo
durante a noite inteira,
até acompanhá-lo ao seu escondimento
atrás do horizonte oeste
quando o novo dia raiar.

Stellarium

Stellarium

Stellarium






Urano retomando seu movimento direto
em comecinho de janeiro de 2018.

O ano de 2018
verá Urano transitando
em ida e vinda
na fronteira entre
os mares abissais dos Peixes
e terra firme nos campos
onde o Carneiro pasta.

Somente em 2019
é que Urano estará efetivamente vivenciando
a constelação de Aries, o Carneiro.

Stellarium









October 20, 1998
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 the highest resolution version available.
http://apod.nasa.gov/apod/ap981020.html
Infrared Uranus 
Credit: E. Karkoschka et al. (University of Arizona), NICMOSHSTNASA
Explanation: The Sun's third largest planet usually looks quite dull. Uranus typically appears as a featureless small spot in a small telescope or a featureless large orb in a large telescope. Last August, however, the Hubble Space Telescope was able to photograph Uranus in infrared light, where the distant planet better shows its unusual clouds, rings, and moonsRecent analysis indicates that clouds seen here in orange appear to circle Uranus at speeds in excess of 500 kilometers per hour. Comparisons to earlier photographs show a slight precession shift in the brightest of Uranus' rings. Several of Uranus' numerous small moons are visible.






UMA REPRODUÇÃO DO TELESCÓPIO

USADO PARA DESCOBRIR URANO
- Na casa de WILLIAM HERSCHEL




A reproduction of the telescope used to discover Uranus, Herschel House, Bath, England,  // Credit: David J. Eicher

English Astronomers: Stonehenge and Bath, England


 The music room, Herschel House, Bath, England, August 12, 2013.



Sir William Herschel
http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Herschel

Artista
Lemuel Francis Abbott (1760–1802) 
Título
William Herschel, German-British astronomer.
Data
1785
Técnica
Óleo sobre tela
Dimensões
76.2 × 63.5 cm
Localização atual

Sir William Herschel (Hanôver15 de Novembro de 1738 — Slough25 de Agosto de 1822) foi um astrônomo e compositor alemão naturalizado inglês nascido na Alemanha. Aos 19 anos mudou-se para a Inglaterra onde passou a ensinar música, antes de se tornar um organista. Com o tempo passou a estudar astronomia e ficou famoso por sua descoberta do planeta Urano, assim como de duas de suas luas (Titania e Oberon), ele também descobriu duas luas de Saturno e a existência da radiação infravermelha. Ele é também conhecido pelas vinte e quatro sinfonias que compôs.
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Sua casa em Bath, onde ele fez inúmeros telescópios e observou Urano pela primeira vez, abriga atualmente o Museu de Astronomia Herschel.

LEIA MAIS SOBRE SIR WILLIAM HERSCHEL:


No passado e depois considerada obsoleta, 
houve a Constelação em sua honra:
 Telescopium Herschell, o Telescópio de Herschell
História: 
Constelação formada pelo Abade Hell em 1781,
 em honra a Sir William Herschell (o descobridor de Urano).





2001 August 26
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 the largest version available.
http://apod.nasa.gov/apod/ap010826.html
Uranus: The Tilted Planet 
Credit: Voyager 2 TeamNASA
Explanation: Uranus is the third largest planet in our Solar System after Jupiter and SaturnUranus is composed mostly of rock and ices, but with a thick hydrogen and helium atmosphere. The blue hue of Uranus' atmosphere arises from the small amount of methane which preferentially absorbs red light. This picture was snapped by the Voyager 2 spacecraft in 1986 - the only spacecraft ever to visit Uranus. Uranus has many moons and a ring system. Uranus, like Venus, has a rotation axis that is greatly tilted and sometimes points near the Sun. It remains an astronomical mystery why Uranus' axis is so tilted. Uranus and Neptune are quite similar: Uranus is slightly larger but less massive.


LEIA SOBRE URANO
acessando







Significant Dates
  • 1781: Astronomer William Herschel discovers Uranus.
  • 1787-1851: Four Uranian moons are discovered and named Titania, Oberon, Ariel, and Umbriel.
  • 1948: Another moon, Miranda, is discovered.
  • 1977: Scientists discover nine faint rings of Uranus while observing a distant star pass behind the planet.
  • 1986: Voyager 2 discovers 10 moons and two additional rings during its historic flyby.
  • 1997-2005: Astronomers discover more tiny moons.
  • 2003-2005: The Hubble Space Telescope images two delicate rings far from the planet and two new moons.
  • 2007: Uranus reaches equinox.

  • http://solarsystem.nasa.gov/planets/profile.cfm?Object=Uranus&Display=OverviewLong
Datas Significativas



1781 - O astrônomo William Herschel descobre Urano.
1787-1851: Quatro Luas uranianas são descobertas e nomeadas como Titânia, Oberon, Ariel e Umbriel.
1948: Outra Lua, Miranda, é descoberta.
1977: Cientistas descobrem nove aneis pálidos em Urano enquanto observavam uma estela distante que passava por detrás do planeta.
1986: Voyager 2 descobre 10 Luas e dois aneis adicionais durante seu voo histórico.
1997-2005: Astrônomos descobrem mais algumas pequenas Luas.
2003-2005: O Telescópio Espacial Hubble faz imagens de dois aneis delicados e mais distanciados do planeta e ainda duas novas Luas.
2007: Urano atinge o Equinócio.



2003 January 15 
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http://apod.nasa.gov/apod/ap030115.html
Ringed Planet Uranus 
Credit: E. Lellouch, T. Encrenaz (Obs. Paris), J. Cuby , A. Jaunsen (ESO-Chile), VLT Antu, ESO
Explanation: Yes it does look like Saturn, but Saturn is only one of four giant ringed planets in our Solar System. And while Saturn has the brightest rings, this system of rings and moons actually belongs to planet Uranus, imaged here in near-infrared light by the Antu telescope at the ESO Paranal Observatory in Chile. Since gas giant Uranus' methane-laced atmosphere absorbs sunlight at near-infrared wavelengths the planet appears substantially darkened, improving the contrast between the otherwise relatively bright planet and the normally faint rings. In fact, the narrow Uranian rings are all but impossible to see in visible light with earthbound telescopes and were discovered only in 1977 as careful astronomers noticed the then unknown rings blocking light from background stars. The rings are thought to be younger than 100 million years and may be formed of debris from the collision of a small moon with a passing comet or asteroid-like object. With moons named for characters in Shakespeare's plays, the distant ringed world Uranus was last visited in 1986 by the Voyager 2 spacecraft.




Urano é o sétimo planeta do sistema solar em ordem de distância do Sol , o terceiro por diâmetro e em quarto na massa . Seu símbolo astronômico Unicode é Urano symbol.svg.Tem o nome dos deuses do céu grego Urano (Οὐρανός em grego antigo ), o pai de Cronus (na religião romana, Saturno), por sua vez, pai de Zeus (na religião romana, Júpiter). Embora seja visível a olho nu , como os outros cinco planetas conhecidos desde os tempos antigos, nunca foi reconhecido como tal por causa de sua baixa luminosidade e sua órbita particularmente lenta; [3] foi descoberto na verdade apenas 13 de Março de 1781 por William Herschel tornando-se o primeiro planeta a ser descoberto através de um telescópio . Uma curiosidade sobre a sua descoberta é que ele veio totalmente inesperado: os planetas visíveis a olho nu (até Saturno) já são conhecidos há milhares de anos e ninguém suspeitava da existência de outros planetas, até a descoberta de Herschel percebeu que como um starlet especial parecia mover-se. Daquele momento em diante, ninguém era mais seguro do que o número real de planetas em nosso sistema solar .
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2004 November 18
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http://apod.nasa.gov/apod/ap041118.html
A Sharper View of a Tilted Planet
Credit: Lawrence Sromovsky, (Univ. Wisconsin-Madison), Keck Observatory


Explanation: These sharp views of tilted gas giant Uranus show dramatic details of the planet's atmosphere and ring system. The remarkable ground-based images were made using a near-infrared camera and the Keck Adaptive Optics system to reduce the blurring effects of Earth's atmosphere. Recorded in July, the pictures show two sides of Uranus (careful how you pronounce that ...). In both, high, white cloud features are seen mostly in the northern (right hand) hemisphere, with medium level cloud bands in green and lower level clouds in blue. The artificial color scheme lends a deep reddish tint to the otherwise faint rings. Because of the severe tilt of its rotational axis, seasons on Uranus are extreme and last nearly 21 Earth years on the distant planet. Uranus is now slowly approaching its southern autumnal equinox - the beginning of fall in the southern hemisphere - in 2007.



Parâmetros orbitais e rotação 

Urano gira em torno do Sol uma vez a cada 84 anos terrestres. Sua distância média do Sol é de cerca de 3.000 milhões de quilômetros (cerca de 20 UA). A intensidade da luz solar em Urano é, portanto, cerca de 1/400 de que na Terra. Elementos orbitais foram calculados pr pela primeira vez em 1783 por Pierre-Simon Laplace . As discrepâncias entre o previsto eo órbita observada levou à proposta de John Couch Adams , em 1841, que a causa poderia ter sido a força gravitacional, devido à presença de outro planeta além de Urano. [20] [21] Em 1845, Urbain Le Verrier começou sua busca por outro planeta nas proximidades da órbita de Urano. Em 23 de setembro de 1846, Johann Galle localizado um planeta novo, mais tarde chamado de Netuno, o local esperado de Le Verrier. [22]
O período do interior de Urano rotação é de 17 horas e 14 minutos, numa direcção retrógrada . Como em todos os planetas gigantes de gás , a sua atmosfera superior é sujeita a ventos fortes no sentido de rotação. Para algumas latitudes, como em cerca de 60 graus ao sul, a atmosfera gira visíveis muito mais rápido, completando uma rotação em menos de 14 horas. [23]
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Uma das características mais invulgares do planeta é a orientação do seu eixo de rotação . Todos os outros planetas têm o seu próprio eixo aproximadamente perpendicular ao plano da ' órbita , enquanto que de Urano é quase paralelo. Roda mantendo assim um dos seus pólos em direção ao Sol para a metade do período de revolução resultando em extremos de fases sazonais. [6] Além disso, uma vez que o eixo é inclinado por um pouco mais do que 90 °, a rotação é tecnicamenteretrógrada : Urano gira em direção oposta à de todos os outros planetas do sistema solar (exceto Venus ), embora, dada a inclinação excepcional a rotação retrógrada, é apenas uma nota menor. O período de sua revolução em torno do Sol é de cerca de 84 anos terrestres, e depois a cada 42 anos muda o pólo exposto a nossa estrela. A órbita de Urano se encontra praticamente no chão da ' eclíptica (inclinação de 0,7 °).
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http://it.wikipedia.org/wiki/Urano_%28astronomia%29#mediaviewer/File:Uranus_rings_and_moons.jpg


Inclinação axial 

A principal particularidade de Urano está na inclinação do seu eixo que é inclinado por 97,77 ° no plano da órbita. Portanto, pode-se dizer que o eixo de rotação de Urano se encontra quase em seu plano orbital. Por conseguinte, um dos dois pólos é dirigido para o sol durante metade da órbita, e para o lado a metade da órbita vai cair na área sombreada. Na seção intermediária para a inversão dos pólos em relação ao Sol, a situação ocorre quando o Sol se levanta e conjuntos de todo o ' equador normalmente. [24]

O pólo sul de Urano foi dirigido em direção ao Sol no momento do fly-by da Voyager 2 em 1986, sendo totalmente iluminado. Esse pólo é definido como "South" de acordo com as convenções da ' União Astronômica Internacional , que define o pólo norte de um planeta ou satélite pólo apontando "acima" do plano do sistema solar, independentemente da direção de rotação do planeta. [ 25] [26] Um dos resultados dessa orientação estranho é que as regiões polares de Urano receber uma grande quantidade de energia a partir do Sol, em maior medida do que as regiões próximas ao equador. No entanto Urano é mais quente no equador do que nos pólos, embora o mecanismo responsável por esta não é conhecido no momento. [27]

Parece também que o extremo de inclinação do eixo de rotação de Urano faz com que a variação extrema nas estações no que diz respeito a tempo actual . Durante a viagem da Voyager 2 as nuvens de Urano eram extremamente fracos e leve, enquanto que as observações mais recentes ( 2005 ) feitas pelo Telescópio Espacial Hubble detectou um tempo muito mais pronunciado e turbulento, quando a inclinação do eixo estava transportando do equador em direção perpendicular ao Sol (tal alinhamento ocorreu em 2007 ). [28]

A razão para a inclinação axial incomum de Urano não se sabe com certeza: se pensava no passado, que durante a formação do sistema solar, um protoplaneta massa duas vezes a da Terra entrou em colisãocom o planeta fazendo "rodar" o eixo. No entanto, esta hipótese não explica por que as grandes luas de Urano também estão inclinados em 98 °, bem como o eixo de rotação e não em vez ter preservado as órbitas originais. Em 2011, um grupo de astrónomos liderada por Alessandro Morbidelli publicou um estudo com base em simulações de computador de vários cenários sobre o impacto teve por Urano durante a formação do sistema solar. Morbidelli et al. afirmam que as colisões sofridas por Urano durante a formação do sistema solar deve ter sido repetida, dois ou talvez mais, porque, no caso de um único impacto, luas assumidos seria provavelmente uma rotação retrógrada, ao contrário do que realmente observado no presente era. [29]







2000 September 30 
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http://apod.nasa.gov/apod/ap000930.html
Titania's Trenches 
Explanation: British astronomer Sir William Herschel discovered Titania and Oberon in January of 1787. He wasn't reading Shakespeare's A Midsummer Night's Dream though, he was making the first telescopic observations of moons of the planet Uranus (a planet which he himself discovered in 1781). In January of 1986, nearly 200 years later, NASA's robot explorer Voyager 2 became the only spacecraft to visit the remote Uranian system. Above is Voyager's highest resolutionpicture of Titania, Uranus' largest moon. The picture is a composite of two images recorded from a distance of 229,000 miles. The icy, rocky world is seen to be covered with impact craters. A prominent system of fault valleys, some nearly 1,000 miles long, is visible as trench-like features near the terminator (shadow line). Deposits of highly reflective material which may represent frost can be seen along the sun-facing valley walls. The large impact crater near the top, known as Gertrude, is about 180 miles across. At the bottom the 60 mile wide fault valley, Belmont Chasma, cuts into crater Ursula. Titania itself is 1,000 miles in diameter.




Uranus: Moons


"Sweet Moon," William Shakespeare wrote in "A Midsummer Night's Dream," "I thank thee for thy sunny beams; I thank thee, Moon, for shining now so bright." Centuries later, the moons of Uranus pay homage to the famous playwright.

While most of the satellites orbiting other planets take their names from Greek mythology, Uranus' moons are unique in being named for Shakespearean characters, along with a couple of the moons being named for characters from the works of Alexander Pope.
Oberon and Titania are the largest Uranian moons, and were first to be discovered -- by William Herschel in 1787. William Lassell, who had been first to see a moon orbiting Neptune, discovered the next two, Ariel and Umbriel. Nearly a century passed before Gerard Kuiper found Miranda in 1948. And that was it until a NASA robot made it to distant Uranus.

The Voyager 2 spacecraft visited the Uranian system in 1986 and tripled the number of known moons.       Voyager 2 found an additional 10, just 26-154 km (16-96 miles) in diameter: JulietPuckCordeliaOpheliaBianca,DesdemonaPortiaRosalindCressida and Belinda.


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http://it.wikipedia.org/wiki/Urano_%28astronomia%29#mediaviewer/File:Uranian_moon_montage.jpg
Montagem dos cinco maiores satélites de Urano. Da esquerda para a direita em ordem crescente de distância de Urano são Miranda, Ariel, Umbriel, Titania e Oberon. As imagens são apresentados para mostrar dimensões relativas correctas e brilho. A cobertura é incompleta por Miranda e Ariel; círculos cinza representam áreas faltantes (subtítulo original NASA embora revisto como imagem foi rodada)




Moons: 

Uranus has 27 moons. Five of these moons are large and the rest are smaller. The largest moon is Titania, followed by Oberon, Umbriel, Ariel and Miranda. Some of the smaller moons are named: Belinda, Bianca, Caliban, Cordelia, Cressida, Desdemona, Juliet, Ophelia, Portia, Puck, and Rosalind.

http://www.kidsastronomy.com/uranus.htm

Uranus and Moons (click to enlarge)

https://solarsystem.nasa.gov//multimedia/display.cfm?IM_ID=422







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Rings
Uranus also has rings, though they don't stretch out as far as the rings of Saturn. The rings of Uranus are made up of black dust particles and large rocks.




Ring Changes
Date: 1 Jan 2007
Keck Observatory infrared images show how Uranus and its rings changed, as viewed from Earth, from 2001-2007. The south pole is at the left in the images.





Missões espaciais 

A exploração de Urano foi feita apenas por meio da sonda Voyager 2 e não estão previstas no momento do missões exploratórias adicionais no local . Para suprir a falta de informação directa, as mudanças na atmosfera do planeta são estudadas através de campanhas de observação telescópica, particularmente usando a Câmera Planetária de Campo Largo , a bordo do telescópio espacial Hubble .
A exploração de Urano, como também a de Netuno , é dificultada pelas grandes distâncias que separam o planeta da Terra e Sol. Cada missão tem de estar equipado com um sistema de fornecimento de energia capaz de fornecer energia para a sonda, sem a possibilidade de conversão de ' energia solar através da utilização de painéis fotovoltaicos ................................
O estudo de Urano, finalmente, não é considerado uma prioridade pelas principais agências espaciais, que concentrem os seus recursos em ' exploração de sistemas de Júpiter e Saturno [17] e está considerando a possibilidade de enviar uma missão a Neptune [18] ..
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Sobrevoo Voyager 2 

A sonda Voyager 2 alcançou a maior aproximação ao planeta 24 de janeiro de 1986 , a uma distância de cerca de 81 500  m . As observações duraram apenas seis horas, mas permitiram aos astrónomos aprenderem sobre Urano muito mais do que haviam aprendido com mais de 200 anos de observações da Terra. [19]

As primeiras análises dos dados, no entanto, foram uma grande decepção: verificou-se a não ter bandas paralelas de nuvens, ao contrário do que havia sido observado da Terra. L ' atmosfera de um uniforme azul-verde e foi completamente desprovido de detalhes. Foi somente graças a um tratamento de imagens que parecia ser nuvens que outras formações.
A sonda descobriu novas luas, enviados para a Terra as primeiras imagens dos anéis e também descobriu atividade geológica em grandes luas: depósitos escuros no fundo das crateras geladas indicaram a presença de água suja, devido à atividade vulcânica.
http://it.wikipedia.org/wiki/Urano_%28astronomia%29


NASA photograph of one of the two identical Voyager space probes Voyager 1 and Voyager 2 launched in 1977. The 3.7 metre diameter high-gain antenna (HGA) is attached to the hollow ten-sided polygonal body housing the electronics, here seen in profile. The Voyager Golden Record is attached to one of the bus sides. The angled square panel below is the optical calibration target and excess heat radiator. The three radioisotope thermoelectric generators (RTGs) are mounted end-to-end on the left-extending boom. One of the two planetary radio and plasma wave antenna extends diagonally left and down, the other extends to the rear, mostly hidden here. The compact structure between the RTGs and the HGA are the high-field and low-field magnetometers (MAG) in their stowed state; after launch an Astromast boom extended to 13 metres to distance the low-field magnetometers. The instrument boom extending to the right holds, from left to right: the cosmic ray subsystem (CRS) above and Low-Energy Charged Particle (LECP) detector below; the Plasma Spectrometer (PLS) above; and the scan platform that rotates about a vertical axis. The scan platform comprises: the Infrared Interferometer Spectrometer (IRIS) (largest camera at right); the Ultraviolet Spectrometer (UVS) to the right of the UVS; the two Imaging Science Subsystem (ISS) vidicon cameras to the left of the UVS; and the Photopolarimeter System (PPS) barely visible under the ISS. Suggested for English Wikipedia:alternative text for images: A space probe with squat cylindrical body topped by a large parabolic radio antenna dish pointing upwards, a three-element radioisotope thermoelectric generator on a boom extending left, and scientific instruments on a boom extending right. A golden disk is fixed to the body.





Voyager 2 is the only spacecraft to have flown by Uranus. The planet displayed little detail, but gave evidence of an ocean of boiling water about 800 km below the cloud tops. Curiously, the average temperature of its sun-facing pole was found to be the same as that of the equator. The spacecraft discovered 10 new moons, two new rings, and a strangely tilted magnetic field stronger than that of Saturn. A gravity assist at Uranus propelled the spacecraft toward its next destination, Neptune.







Urano Símbolo
Planeta principal
Urano
Características orbitais[1]
Semieixo maior2 876 679 082 km
19,22941195 UA
Periélio2 748 938 461 km
18,37551863 UA
Afélio3 004 419 704 km
20,08330526 UA
Excentricidade0,044405586
Período orbital30799,095 dias
84,323326 anos
Período sinódico369,66 dias[2]
Velocidade orbital média6,81[2] km/s
InclinaçãoEclíptica: 0,772556°
Equador solar: 6,48°
Plano invariável: 1,02[3] °
Argumento do periastro96,541318°
Longitude do nó ascendente73,989821°
Número de Satélites27
Características físicas
Diâmetro equatorial4,007 Terras
51 118 ± 8[4] km
Área da superfície15,91 Terras
8,115 6×109[5] km²
Volume63,086 Terra
6,833×1013[2] km³
Massa14,536 Terras
(8,6810 ± 0,0013)×1025[6]kg
Densidade média1,27[2] g/cm³
Gravidade equatorial8,69 m/s²[2]
0,886 g
Período de rotação0,718 33 dias
17 h 14 min 24 s[4]
Velocidade de escape21,3[2] km/s
Inclinação axial97,77°[4]
Albedo0,300 (Bond)
0,51 (geométrico)[2]
Temperaturamédia: -220 ºC
-224 ºC min
-216 ºC max
Magnitude aparente5,9[7] a 5,32[2]
Composição da atmosfera[8][9][10]
Pressão atmosférica1,2 kPa
Composição
83 ± 3%Hidrogênio (H2)
15 ± 3%Hélio
2,3%Metano
Gelos:
Amônia
Água
Hidrossulfeto de amônio (NH4SH)
Metano (CH4)

Urano[11] (Úrano em Portugal[12]) é o sétimo planeta a partir do Sol, o terceiro maior e o quarto mais massivo dos oito planetas do Sistema Solar. Foi nomeado em homenagem ao deus grego do céu, Urano, o pai de Cronos (Saturno) e o avô de Zeus (Júpiter). Embora seja visível a olho nu em boas condições de visualização, não foi reconhecido pelos astrônomos antigos como um planeta devido a seu pequeno brilho e lenta órbita.[13] William Herschel anunciou sua descoberta em 13 de março de 1781, expandindo as fronteiras do Sistema Solar pela primeira vez na história moderna. Urano foi também o primeiro planeta a ser descoberto por meio de um telescópio.
Urano tem uma composição similar à de Netuno, e ambos possuem uma composição química diferente da dos maiores gigantes gasososJúpiter e Saturno. Como tal, os astrônomos algumas vezes os colocam em uma categoria separada, os "gigantes gelados". A atmosfera de Urano, embora similar às de Júpiter e Saturno em sua composição primária de hidrogênio e hélio, contém mais "gelos" tais como água, amônia e metano, assim como traços de hidrocarbonetos.[8] É a mais fria atmosfera planetária no Sistema Solar, com uma temperatura mínima de 49 K (–224 °C). Tem uma complexa estrutura de nuvens em camadas, e acredita-se que a água forma as nuvens mais baixas, e o metano as mais exteriores.[8] Em contraste, seu interior é formado principalmente por gelo e rochas.[14]
Como os outros planetas gigantes, Urano tem um sistema de anéis, uma magnetosfera e vários satélites naturais. O sistema uraniano tem uma configuração única entre os planetas porque seu eixo de rotação é inclinado para o lado, quase no plano de translação do planeta. Portanto, seus polos norte e sul estão quase situados onde seria o equador nos outros planetas.[15] Em 1986, imagens da sonda Voyager 2 mostraram Urano como um planeta virtualmente sem características na luz visível, ao contrário dos outros planetas gigantes que contêm faixas de nuvens e grandes tempestades.[15] Entretanto, observações terrestres têm mostrado sinais de mudanças sazonais e aumento da atividade meteorológica nos últimos anos à medida que Urano se aproximou do equinócio. A velocidade de vento no planeta pode alcançar 250 metros por segundo (900 km/h).[16]

História

Descoberta

Antes de sua descoberta como planeta, Urano foi observado em muitas ocasiões, geralmente confundido com uma estrela. O registro mais antigo de sua observação é de 1690 quando John Flamsteed o observou pelo menos seis vezes, e o catalogou como 34 Tauri. O astrônomo francês Pierre Lemonnier observou Urano pelo menos doze vezes entre 1750 e 1769,[17] inclusive em quatro noites consecutivas.
Sir William Herschel observou o planeta em 13 de março de 1781 no jardim de sua casa no número 19 da New King Street na cidade de Bath, Somerset (agora o Museu Herschel de Astronomia),[18] mas inicialmente o reportou (em 26 de abril de 1781) como um cometa.[19] Herschel "se engajou em uma série de observações de paralaxe de estrelas fixas", [20] usando um telescópio de sua própria construção. Ele registrou em seu jornal "No quartil próximo a ζ Tauri … tanto [uma] estrela Nebulosa ou possivelmente um cometa".[21] Em 17 de março, ele anotou, "Olhei para o Cometa ou Estrela Nebulosa e descobri que é um cometa, pela sua mudança de local".[22] Quando apresentou sua descoberta para a Royal Society, ele continuou declarando que tinha encontrado um cometa enquanto implicitamente comparando-o com um planeta:[23]

William Herschel, descobridor de Urano

Réplica do telescópio utilizado por Herschel para descobrir Urano (William Herschel MuseumBath)
Herschel notificou o Astrônomo Real BritânicoNevil Maskelyne, de sua descoberta e recebeu a seguinte resposta dele em 23 de abril: "Eu não sei como chamá-lo. Parece ser um planeta regular movendo-se em uma órbita quase circular ao Sol assim como um cometa movendo-se em uma elipse bem excêntrica. Eu ainda não observei nenhuma coma ou cauda nele".[24]
Enquanto Herschel continuava a cautelosamente descrever o novo objeto como um cometa, outros astrônomos já começavam a suspeitar o contrário. O astrônomo russo Anders Johan Lexell foi o primeiro a calcular a órbita do novo objeto[25] e sua órbita quase circular o levou a concluir que era um planeta ao invés de um cometa. O astrônomo alemão Johann Elert Bode descreveu a descoberta de Herschel como "uma estrela que pode ser considerada até aqui como um planeta desconhecido circulando além da órbita de Saturno”.[26] Bode concluiu que sua órbita quase circular era mais parecida com um planeta do que com um cometa.[27]
Em pouco tempo o objeto foi universalmente aceito como um novo planeta. Em 1783, o próprio Herschel reconheceu o fato para o presidente da Royal Society Joseph Banks: "Pela observação dos mais eminentes Astrônomos na Europa parece que a nova estrela que eu tive a honra de indicar em Março de 1781, é um planeta principal do nosso Sistema Solar."[28] Em reconhecimento a este feito, Rei Jorge III deu a Herschel um salário anual de £200 com a condição que ele se mudasse para Windsor para que a Família Real pudesse ter a chance de observar o céu usando seus telescópios.[29]

Nomeação

Maskelyne pediu a Herschel para nomear o planeta por ter sido o descobridor.[30] Em resposta à solicitação de Maskelyne, Herschel decidiu nomear o objeto como Georgium Sidus (Estrela de Jorge), ou "Georgian Planet" em homenagem ao seu novo patrono, o Rei Jorge III.[31] Ele explicou sua decisão posteriormente em uma carta para Joseph Banks:[28]
A proposta de Herschel não ficou popular fora do Reino Unido, e outros nomes foram rapidamente propostos. O astrônomo Jérôme Lalande propôs que o planeta fosse nomeado Herschel em homenagem ao seu descobridor.[32] O astrônomo sueco Erik Prosperin propôs o nome Netuno que era apoiado por outros astrônomos que gostavam da ideia de comemorar as vitórias da frota da Marinha Real Britânica a caminho da Guerra da Revolução Americana, até chamando o novo planeta de Neptune George III ou Neptune Great Britain.[25] Bode, entretanto, optou por Urano, a versão latinizada do deus grego do céu Urano. Bode argumentou que como Saturno era o pai de Júpiter, o novo planeta deveria ser nomeado em homenagem ao pai de Saturno.[29][33][34] Em 1789, o colega de Bode na Academia de Ciências RealMartin Klaproth, nomeou seu elemento recém descoberto de "urânio" em apoio à escolha de Bode.[35] Finalmente, a sugestão de Bode se tornou a mais amplamente utilizada, e se tornou universal em 1850 quando o HM Nautical Almanac Office trocou o nome Georgium Sidus para Urano.[33]

Nomenclatura

Urano é o único planeta cujo nome é derivado de uma figura da mitologia grega ao invés da mitologia romana: o grego "Οὐρανός" foi transformado na forma em latim "Ūranus",[36] sendo o adjetivo "Uraniano".[37]Seu símbolo astronômico é Símbolo astronômico de Urano, que é um híbrido ente os símbolos de Marte e do Sol porque Urano era o Céu na mitologia grega, o qual se imaginava ser dominado pelos poderes do Sol e Marte.[38] Seu símbolo astrológico é Uranus's astrological symbol.svg, que foi sugerido por Lalande em 1784. Em uma carta para Herschel, Lalande o descreveu como "un globe surmonté par la première lettre de votre nom".[nota 3][32] Na língua chinesacoreanajaponesa e vietnamita o astro foi nomeado literalmente traduzido como a estrela rei do céu (天王星).[39][40]

Órbita e rotação


Translação de Urano ao redor do Sol a cada 84 anos terrestres. Sua distância média ao Sol é de aproximadamente 3 bilhões de quilômetros (20 UA).

Imagem no infravermelho próximo feita pelo Telescópio Hubble em 1998 mostrando as faixas de nuvens, anéis planetários e satélites naturais.
Urano completa uma volta ao redor do Sol a cada aproximadamente 84 anos terrestres. Sua distância média ao Sol é de aproximadamente 3 bilhões de quilômetros (20 UA). A intensidade da luz solar é de cerca de 1/400 da terrestre.[41] Os elementos orbitais do planeta foram calculados pela primeira vez em 1783 por Pierre-Simon Laplace.[42]Com o tempo, discrepâncias começaram a aparecer entre as órbitas previstas e observadas e, em 1841, John Couch Adams propôs que as diferenças poderiam ser causadas devido à atração gravitacional de um planeta desconhecido. Em 1845, Urbain Le Verrier começou uma pesquisa independente da órbita de Urano e em 23 de setembro de 1846 Johann Gottfried Galle localizou um novo planeta, nomeado posteriormente Netuno, quase na posição prevista por Le Verrier.[43]
O período de rotação no interior de Urano é de 17 horas e 14 minutos. Como em todos os planetas gigantes, sua atmosfera superior experimenta ventos muito fortes na direção da rotação. Em algumas latitudes, tais como a dois terços da distância do equador ao polo sul, detalhes visíveis da atmosfera se movem muito mais rápido, completando uma rotação em pouco mais de 14 horas.[44]

Inclinação axial

Urano tem uma inclinação axial de 97,77 graus, ou seja, seu eixo de rotação é aproximadamente paralelo ao plano do Sistema Solar, o que faz o planeta girar de lado, como se fosse uma bola rolando numa superfície. Isto provoca mudanças sazonais completamente diferentes das observadas nos outros planetas. Próximo ao solstício uraniano, um dos polos é iluminado continuamente pelo Sol enquanto o outro está em escuridão. Apenas uma pequena faixa perto do equador experimenta um ciclo dia-noite rápido, mas com o Sol baixo no horizonte como nas regiões polares terrestres. No outro lado da órbita do planeta a orientação dos polos em relação ao Sol é revertida. Cada polo recebe 42 anos contínuos de luz solar, seguidos de 42 anos de escuridão.[45][46]
Hemisfério NorteAnoHemisfério Sul
Solstício de Inverno1902, 1986Solstício de Verão
Equinócio de Primavera1923, 2007Equinócio de Outono
Solstício de Verão1944, 2028Solstício de Inverno
Equinócio de Outono1965, 2049Equinócio de Primavera
Um dos resultados da orientação do eixo é que, em média durante um ano, as regiões polares de Urano recebem uma quantidade energia solar maior que a região equatorial. Apesar disso, Urano é mais quente na região do equador do que nos polos. O mecanismo interior que causa isto ainda é desconhecido. A razão da inclinação axial anormal também não é bem conhecida, mas a especulação usual é de que durante a formação do Sistema Solar, um protoplaneta do tamanho da Terra colidiu com Urano, causando a orientação inclinada.[47] O polo sul de Urano estava virado quase diretamente para o Sol durante o sobrevoo da sonda Voyager 2 em 1986. A nomeação deste polo como "sul" usa a definição atualmente endossada pela União Astronômica Internacional, que diz que o polo norte de um planeta ou satélite deve ser o polo acima do plano invariável do Sistema Solar, independentemente da direção que o planeta está girando.[48][49] Uma convenção diferente é algumas vezes utilizada, em que o norte e sul do corpo são definidos de acordo com a regra da mão direita em relação à direção da rotação.[50] De acordo com esse último sistema de coordenadas o polo norte de Urano estava iluminado em 1986.

Visibilidade

Entre 1995 e 2006, a magnitude aparente de Urano variou entre +5,6 e +5,9, deixando-o perto do limite de visibilidade a olho nu, que é de +6,5.[7] Seu diâmetro angular vai de 3,4 a 3,7 segundos de arco, comparado ao de Saturno que é de 16 a 20 segundos e o de Júpiter é de 32 a 45 segundos.[7] Em oposição, Urano é visível a olho nu em céus escuros, e é visível com um binóculo mesmo em áreas urbanas.[5]Em telescópios amadores cujo diâmetro da objetiva seja de 15 a 23 cm, o planeta aparece como um pálido disco cinza com um distinto escurecimento de bordo. Com um telescópio de 25 cm ou maior, podem ser vistos os padrões das nuvens e alguns de seus maiores satélites, como Titânia e Oberon.[51]

Estrutura interna


Comparação de tamanho entre a Terra e Urano.

Diagrama do interior do planeta.
A massa de Urano é de aproximadamente 14 vezes a terrestre, tornando-o o menos massivo dos planetas gigantes. Seu diâmetro é um pouco maior que o de Netuno e aproximadamente quatro vezes o terrestre, resultando em uma densidade de 1,27 g/cm3 que o faz o segundo planeta menos denso, atrás de Saturno.[4][6] Este valor indica que ele é feito primariamente de gelos, tais como água, amônia e metano.[14] A massa total de gelo no interior do planeta não é conhecida com precisão, visto que valores diferentes aparecem dependendo do modelo escolhido; deve estar entre 9,3 e 13,5 massas terrestres.[14][52] Hidrogênio e hélio constituem uma pequena parte do total, entre 0,5 e 1,5 massas terrestres. O restante da massa que não é gelo (de 0,5 a 3,7 massas terrestres) é considerado material rochoso.[14]
O modelo padrão da estrutura de Urano é que o planeta consiste de três camadas: um núcleo rochoso de silicatos/ferro-níquel no centro, um manto de gelo no meio e uma atmosfera de hidrogênio/hélio.[14][53] O núcleo é relativamente pequeno, com uma massa de apenas 0,55 massas terrestres e um raio inferior a 20% do planeta; o manto compreende a maior parte do planeta, com aproximadamente 13,4 massas terrestres, enquanto a atmosfera superior tem uma massa de aproximadamente 0,5 massas terrestres e se estende pelos 20% restantes do raio planetário.[14][53] A densidade do núcleo é de 9 g/cm3, com uma pressão no centro de 8 milhões de bars (800 GPa) e uma temperatura aproximada de 5000 K.[52][53] O manto gelado não é composto de fato pelo gelo convencional, mas de um fluido quente e denso consistindo de água, amônia e outros voláteis.[14][53] Esse fluido, que tem uma alta condutividade elétrica, é algumas vezes chamado de oceano de água-amônia.[54] A composição principal de Urano e Netuno é bem diferente da de Júpiter e Saturno, com o gelo dominando sobre os gases, assim justificando sua classificação em separado como gigantes gelados. Pode existir uma camada de água iônica, onde as moléculas de água se quebram em uma sopa de íons de hidrogênio e oxigênio, e uma região mais profunda de água superiônica, em que o oxigênio cristaliza mas os íons hidrogênio se movem livremente na estrutura do oxigênio.[55]
Enquanto o modelo acima é considerado o padrão, não é o único; outros modelos também satisfazem as observações. Por exemplo, se uma quantidade substancial de hidrogênio e material rochoso for misturada ao manto de gelo, a massa total de gelos no interior seria menor, e assim a massa total de rochas e hidrogênio seria maior. Atualmente os dados disponíveis não permitem determinar qual é o modelo correto.[52] A estrutura interior do fluido em Urano significa que não há superfície sólida. A atmosfera gasosa gradualmente transita para as camadas internas líquidas.[14] Por questão de conveniência, um esferoide oblato giratório fixo no ponto em que a pressão atmosférica é igual a 1 bar (100 kPa) é condicionalmente designado como a "superfície". Tem um raio polar e equatorial de 25 559 ± 4 e 24 973 ± 20 km, respectivamente.[4]Esta superfície será usada através do artigo como o ponto zero para a altitude.

Calor interno

calor interno de Urano parece ser acentuadamente menor que o de outros planetas gigantes; em termos astronômicos, tem um fluxo termal menor.[16][56] Ainda não se sabe por quê a temperatura interna de Urano é tão baixa. Netuno, que tem um tamanho e composição similar, irradia 2,61 vezes mais energia no espaço do que recebe do Sol.[16] Urano, por outro lado, irradia apenas uma pequena parte do excesso de calor. A energia total irradiada pelo planeta na parte do espectro do infravermelho distante (ou seja, calor) é 1,06 ± 0,08 vezes a energia solar absorvida na atmosfera.[8][57] De fato, o fluxo de calor uraniano é de apenas 0,042 ± 0,047 W/m2, que é menor que o fluxo interno de calor terrestre de aproximadamente 0,075 W/m2.[57] A menor temperatura registrada na tropopausa de Urano foi de 49 K (–224 °C), tornando-o o planeta mais frio do Sistema Solar.[8][57]
Uma das hipóteses para estas discrepâncias sugere que quando Urano foi atingido por um grande impacto, que expeliu a maior parte do seu calor primordial, ele foi deixado com uma temperatura mais baixa no núcleo.[58] Outra hipótese é de que existe algum tipo de barreira nas camadas superiores na atmosfera que impede o calor do núcleo de atingir a superfície.[14] Por exemplo, pode acontecer convecção em um conjunto de camadas de diferentes composições, que podem inibir a condução do calor.[8][57]

Atmosfera

Ver artigo principal: Atmosfera de Urano
Embora não exista uma superfície sólida bem definida no interior de Urano, a parte mais externa da camada gasosa que é acessível ao sensoriamento remoto é chamada de atmosfera.[8] O sensoriamento remoto consegue penetrar até aproximadamente 300 km abaixo da pressão de nível de 1 bar (100 kPa), com uma pressão correspondente por volta de 100 bar (10 MPa) e temperatura de 320 K.[59] A tênue coroa da atmosfera se estende consideravelmente até dois raios planetários a partir da superfície nominal de 1 bar de pressão.[60] A atmosfera uraniana pode ser dividida em três camadas: a troposfera, entre as altitudes de −300 e 50 km com pressão de 100 a 0,1 bar; a estratosfera, atravessando altitudes entre 50 e 4000 km e pressões entre 0,1 e 10−10 bar; e a termosfera/coroa estendendo-se de uma altitude de 4000 km a vários raios a partir da superfície nominal de 1 bar de pressão.[8] Ao contrário da atmosfera terrestre, a uraniana não possui mesosfera.

Composição

A composição da atmosfera uraniana é diferente do resto do planeta, consistindo principalmente de hidrogênio molecular e hélio.[8] A fração molar de hélio, o número de átomos de hélio por molécula de gás, é de 0,15 ± 0,03[10] na atmosfera superior, o que corresponde a uma fração de massa de 0,26 ± 0,05.[8][57] O valor é muito próximo à fração de massa de hélio protossolar de 0,275 ± 0,01,[61] indicando que o hélio não se assentou no centro do planeta como nos outros gigantes gasosos. O terceiro mais abundante constituinte da atmosfera é o metano (CH4). O metano tem uma proeminente banda de absorção no espectro visível e no infravermelho próximo, deixando a cor do planeta água-marinha ou ciano. As moléculas de metano correspondem a 2,3% da atmosfera por fração molar ao nível de pressão de 1,3 bar (130 kPa); isto representa aproximadamente 20 a 30 vezes a abundância de carbono encontrada no Sol.[8][9][62] A relação de mistura, isto é, o número de moléculas do composto por molécula de hidrogênio, é muito menor do que na atmosfera superior, devido à sua temperatura extremamente baixa, que diminui o nível de saturação e causa o congelamento do excesso de metano.[63] A abundância de compostos menos voláteis tais como amônia, água e sulfeto de hidrogênio no interior da atmosfera não é bem explicada. Estes compostos têm provavelmente valores maiores que os solares.[8][64] Junto ao metano, são encontrados na estratosfera traços de vários hidrocarbonetos, os quais se acredita serem produzidos a partir do metano pela fotólise induzida pela radiação solar ultravioleta.[65] Os compostos incluem etano (C2H6)acetileno (C2H2)metilacetileno (CH3C2H) e diacetileno (C2HC2H).[63][66][67] A espectroscopia também revelou traços de vapor de água, monóxido de carbono e dióxido de carbono na atmosfera superior, que só podem ter se originado de uma fonte externa, como poeira de cometas.[66][67][68]

Troposfera


Perfil de temperatura da troposfera e estratosfera inferior. Nuvens e camadas de névoa também são indicadas.
A troposfera é a parte mais baixa e densa da atmosfera, sendo caracterizada pela diminuição da temperatura à medida que aumenta a altitude.[8]A temperatura cai de aproximadamente 320 K na base da troposfera nominal, a −300 km, até 53 K a 50 km.[59][62] A temperatura na região mais fria da troposfera (a tropopausa) na verdade varia numa faixa de 49 e 57 K, dependendo da latitude planetária.[8][56] A região da tropopausa é responsável pela maior parte das emissões térmicas de infravermelho próximo do planeta, assim determinando sua temperatura efetiva de 59,1 ± 0,3 K.[56][57]
Acredita-se que troposfera possui uma complexa estrutura de nuvens; lança-se a hipótese da existência de nuvens de água abaixo da faixa de pressão de 50 a 100 bar (5 a 10 MPa), nuvens de hidrosulfeto de amônia na faixa de 20 a 40 bar (2 a 4 MPa), nuvens de amônia ou sulfeto de hidrogênio entre 3 e 10 bar (0,3 a 1 MPa) e finalmente finas nuvens de metano detectadas diretamente a 1 a 2 bar (0,1 a 0,2 MPa).[8][9][59][69] A troposfera é uma parte muito dinâmica da atmosfera, exibindo fortes ventos, nuvens brilhantes e mudanças sazonais, que são todas discutidas abaixo.[16]

Atmosfera superior

A camada do meio da atmosfera uraniana é a estratosfera, onde a temperatura no geral aumenta com a altitude, indo de 53 K na tropopausa para entre 800 e 850 K na base da termosfera.[60] O calor da estratosfera é causado pela absorção da radiação UV e IR solar pelo metano e outros hidrocarbonetos,[70] que são formados nesta parte da atmosfera como resultado da fotólise do metano.[65] O calor também é conduzido a partir da termosfera quente.[70] Os hidrocarbonetos ocupam uma camada relativamente estreita em altitudes entre 100 e 300 km, correspondentes a uma faixa de pressão de 10 a 0,1 mbar (1000 a 10 kPa) e temperaturas entre 75 e 170 K.[63][66] Os hidrocarbonetos mais abundantes são metano, acetileno e etano com uma razão de mistura de aproximadamente 10−7 em relação ao hidrogênio. A razão de mistura do monóxido de carbono é similar nestas altitudes.[63][66][68] A razão de mistura de hidrocarbonetos mais pesados e dióxido de carbono é três ordens de magnitude inferior.[66] A taxa de abundância de água é de aproximadamente 7×10-9.[71] Etano e acetileno tendem a condensar na parte inferior da estratosfera e tropopausa (abaixo do nível de 10 mBar) formando as camadas de névoa,[65] que podem em parte ser responsáveis pela aparência uniforme de Urano. A concentração de hidrocarbonetos na estratosfera uraniana acima da névoa é significativamente menor que na estratosfera de outros planetas gigantes.[63][72]
A parte mais externa da atmosfera uraniana é formada pela termosfera e coroa, que tem uma temperatura uniforme em torno de 800 a 850 K.[8][72] As fontes de calor necessárias para manter tais valores altos não são compreendidas, uma vez que nem a radiação UV solar nem a atividade auroral podem fornecer a energia necessária. A fraca eficiência de resfriamento devido à falta de hidrocarbonetos na estratosfera superior a 0,1 mBar pode contribuir no fenômeno.[60][72] Além do hidrogênio molecular, a termosfera-coroa contém muitos átomos de hidrogênio livres. Sua pequena massa e as altas temperaturas explicam porque a coroa se estende além de 50 000 km ou dois raios planetários.[60][72] Esta coroa estendida é uma característica única de Urano.[72] Seu efeito inclui o arrasto de pequenas partículas orbitando o planeta, causando uma depleção geral da poeira nos anéis uranianos.[60] A termosfera e a parte superior da estratosfera correspondem à ionosfera do planeta.[62] Observações demonstram que a ionosfera ocupa altitudes de 2 000 a 10 000 km.[62] A ionosfera uraniana é mais densa que a de Saturno e Netuno, o que pode ser causado pela pequena concentração de hidrocarbonetos na estratosfera.[72][73] A ionosfera é sustentada principalmente pela radiação UV solar e sua densidade depende da atividade solar.[71] A atividade auroral é insignificante quando comparada à de Júpiter e Saturno.[72][74]

Anéis planetários

Ver artigo principal: Anéis de Urano

Anéis interiores de Urano. O anel brilhante externo é o anel ε; oito outros anéis estão presentes.

Sistema de anéis uraniano.
Urano tem um complexo sistema de anéis planetários, que foi o segundo a ser descoberto no Sistema Solar após os de Saturno.[75] Os anéis são compostos de partículas extremamente escuras, cujo tamanho varia de micrômetros a frações de um metro.[15] Atualmente são conhecidos treze anéis, sendo o mais brilhante o anel ε. Com exceção de dois, os anéis são muito estreitos, com poucos quilômetros de extensão. São provavelmente jovens; considerações dinâmicas indicam que eles não se formaram com o planeta. A matéria dos anéis pode ter sido parte de uma lua (ou várias) que se fragmentou em um impacto de alta velocidade. Dos inúmeros fragmentos que se formaram como resultado deste impacto, somente poucas partículas sobreviveram em zonas estáveis limitadas, correspondentes aos atuais anéis.[75][76]
William Herschel descreveu um possível anel em torno de Urano em 1789. Esta observação é geralmente considerada duvidosa, pois os anéis são relativamente fracos, e nos dois séculos seguintes nenhum outro foi registrado por observadores. Todavia Herschel fez uma precisa descrição do tamanho do anel ε, seu ângulo relativo à Terra, cor vermelha, e mudanças aparentes enquanto Urano transitava em torno do Sol.[77][78] O sistema de anéis foi definitivamente descoberto em 10 de março de 1977 por James L. Elliot, Edward W. Dunham, e Douglas J. Mink no Kuiper Airborne Observatory. A descoberta foi acidental; eles planejavam utilizar a ocultação da estrela SAO 158687 por Urano para estudar a atmosfera do planeta. Quando suas observações foram analisadas, eles descobriram que a estrela tinha desaparecido rapidamente cinco vezes antes e depois de ser ocultada pelo planeta. Eles concluíram que deveria existir um sistema de anéis ao redor do planeta.[79] Mais tarde, eles detectaram quatro outros anéis.[79] Os anéis foram fotografados diretamente quando a Voyager 2 passou pelo planeta. A sonda também descobriu outros dois anéis fracos, elevando o número para onze.[15]
Em dezembro de 2005, o Telescópio Espacial Hubble detectou um par de anéis desconhecidos. O maior é localizado no dobro da distância do planeta do que os outros anéis conhecidos. Estes dois anéis estão tão longe do planeta que foram denominados sistema de anéis "exteriores". O Hubble detectou também dois pequenos satélites, um dos quais, Mab, compartilha a órbita com o anel exterior recém descoberto. Os novos anéis aumentaram a quantidade total para treze.[80] Em abril de 2006, imagens dos novos anéis feitas com o Observatório Keck revelaram as suas cores: o mais externo é azul e o outro, vermelho.[81][82] Uma hipótese a respeito do anel exterior azul é de que seja composto por minúsculas partículas de gelo da superfície de Mab que são pequenas o suficiente para espalhar a luz azul.[81][83] Em contraste, os anéis interiores parecem ser cinza.[81]

Campo magnético


O campo magnético de Urano conforme observado pela Voyager 2 em 1986. S e N são os polos magnéticos sul e norte.
Antes da chegada da Voyager 2 não havia sido feita nenhuma medição da magnetosfera uraniana, portanto sua natureza permanecia um mistério. Antes de 1986, astrônomos esperavam que o campo magnético de Urano fosse alinhado ao vento solar, uma vez que estaria alinhado com os polos do planeta que estão situadas na eclíptica.[84]
As observações da Voyager revelaram que o campo magnético é peculiar por não ser originado no centro geométrico do planeta e porque tem uma inclinação de 59º em relação ao eixo de rotação.[84][85] De fato, o dipolo magnético é deslocado do centro em direção ao polo sul rotacional por quase um terço do raio planetário. Esta geometria incomum resulta em uma magnetosfera altamente assimétrica, na qual a força do campo magnético na superfície no hemisfério sul pode ser tão baixa quanto 0,1 gauss (10 µT), enquanto que no hemisfério norte pode ser tão forte quanto 1,1 gauss (110 µT). A força média do campo magnético na superfície é de 0,23 gauss (23 µT).[84] Em comparação, o campo magnético terrestre é quase igualmente forte em qualquer dos polos, e o "equador magnético" é aproximadamente paralelo ao equador geográfico.[85] O momento de dipolo de Urano é 50 vezes o terrestre.[84][85] O campo magnético de Netuno tem um deslocamento e inclinação similar, sugerindo que esta pode ser uma característica dos gigantes de gelo.[85] Uma hipótese é que, ao contrário dos campos magnéticos dos planetas telúricos e gigantes gasosos, que são gerados dentro de seus núcleos, os campos magnéticos dos gigantes de gelo são gerados pelo movimento em profundidades relativamente baixas de, por exemplo, o oceano de água-amônia.[54][86]
Apesar do seu curioso alinhamento, outros aspectos da magnetosfera uraniana são como os de outros planetas: ela tem um choque em arco localizado a aproximadamente 23 raios planetários à frente, uma magnetopausa a 18 raios uranianos, e uma magnetocauda e cinturão de radiação completamente desenvolvidos.[84][85][87] Em geral, a estrutura da magnetosfera de Urano é diferente da jupiteriana e mais similar à de Saturno.[84][85] A magnetocauda arrasta-se por trás do planeta para dentro do espaço por milhões de quilômetros e é deformada pelo movimento lateral de rotação formando um grande saca-rolhas.[84][88]
A magnetosfera contém partículas carregadasprótons (protões) e elétrons (eletrões) com uma pequena quantidade de íons (iões) de H2+.[85][87] Nenhum íon pesado foi detectado. Muitas destas partículas provavelmente derivam da coroa atmosférica quente.[87] A energia dos íons e elétrons podem ser de até 4 e 1,2 megaeletronvolt, respectivamente.[87] A densidade de íons de baixa energia (1 kiloelétrovolt) na magnetosfera interior é de aproximadamente 2 cm−3.[89] A população de partículas é fortemente afetada pelas luas uranianas que varrem a magnetosfera deixando notáveis lacunas. O fluxo de partículas é forte o suficiente para causar o escurecimento ou erosão espacial da superfície das luas em uma escala astronômica relativamente rápida de 100 000 anos.[87] Isto pode ser a causa da cor escura das luas e anéis.[76]Urano tem uma aurora relativamente bem desenvolvida, que é vista como arcos brilhantes em volta de ambos os polos magnéticos.[72] Ao contrário de Júpiter, a aurora uraniana parece ser insignificante no balanço de energia da termosfera planetária.[74]

Clima

Ver artigo principal: Clima de Urano

Hemisfério sul de Urano na cor próxima do real (esquerda) e em comprimentos de onda curtos (direita), mostrando as faixas de nuvens fracas e a "capa" atmosférica conforme vista pela Voyager 2.
Nos comprimentos de onda visível e ultravioleta, a atmosfera uraniana é notavelmente uniforme em comparação aos outros gigantes gasosos, inclusive Netuno, que de outros modos se assemelha a Urano.[16] Quando a Voyager 2 sobrevoou o planeta em 1986, observou um total de dez formações de nuvens em todo o planeta.[15][90] Uma explicação para essa escassez de detalhes é que o calor interno parece ser acentuadamente menor que o de outros planetas gigantes. A menor temperatura registrada na tropopausa de Urano foi de 49 K, tornando-o o planeta mais frio do Sistema Solar.[8][57]

Estruturas de faixas, ventos e nuvens[editar | editar código-fonte]


Velocidade do vento em diferentes zonas de Urano. Áreas sombreadas mostram o colar do sul e sua futura contraparte ao norte. A curva vermelha é um ajuste simétrico para os dados.
Em 1986 a Voyager 2 descobriu que o hemisfério sul visível de Urano pode ser dividido em duas regiões: uma calota polar brilhante e uma faixa equatorial escura (ver figura ao lado).[15] Sua fronteira está localizada a aproximadamente -45 graus de latitude. Um faixa estreita de -45 a -50 graus de latitude é a mais brilhante grande característica visível na superfície do planeta.[15][91] É chamada de "colar" do sul. Acredita-se que a calota e o colar seja uma região densa de nuvens de metano localizadas dentro de uma faixa de pressão de 1,3 a 2 bar (ver acima).[92] Além da estrutura de faixas em larga escala, a Voyager 2 observou dez pequenas nuvens brilhantes, a maioria situada vários graus ao norte do colar.[15] Em todos os outros aspectos Urano parecia, em 1986, um planeta dinamicamente morto. Infelizmente a sonda chegou durante o verão do hemisfério sul e não pôde observar o hemisfério norte. No início do século XXI, quando a região polar norte tornou-se visível, o Telescópio Espacial Hubble e o telescópio Keck inicialmente não observaram nenhum colar ou calota polar no hemisfério norte. Urano parecia então ser assimétrico: brilhoso perto do polo sul e uniformemente escuro na região norte do colar sul.[91] Em 2007, quando Urano passou pelo seu equinócio, o colar sul quase desapareceu, enquanto um fraco colar surgiu ao norte próximo a 45 graus de latitude.[93]

A primeira mancha negra observada em Urano. Imagem obtida pela Advanced Camera for Surveys do Hubble em 2006.
Na década de 1990, o número de nuvens brilhantes observadas aumentou consideravelmente, em parte por causa das novas técnicas disponíveis de imagem em alta resolução. A maioria foi encontrada no hemisfério norte conforme ele se tornou visível.[16] Uma explicação preliminar - que as nuvens brilhantes são mais fáceis de serem identificadas na parte escura do planeta, pois no hemisfério sul o colar brilhante as disfarça - mostrou ser incorreta: de fato, o número verdadeiro de nuvens brilhantes aumentou consideravelmente.[94][95] Mesmo assim havia diferenças entre as nuvens em cada hemisfério. As nuvens no norte são menores, mais nítidas, mais brilhantes e parecem residir em altitudes mais altas.[95] O tempo de vida das nuvens varia em várias ordens de magnitude. Algumas pequenas duram horas enquanto pelo menos uma ao sul pode ter persistido desde o sobrevoo da Voyager 2 em 1986.[16][90] Observações recentes também revelaram que tais nuvens têm muito em comum com as de Netuno.[16] Por exemplo, a mancha escura observada em Netuno nunca tinha sido observada em Urano antes de 2006, quando a primeira mancha desse tipo foi fotografada.[96] Especula-se que Urano se torne mais parecido com Netuno durante sua estação equinocial.[97]
O rastreamento de várias nuvens permitiu a determinação de ventos de latitude na troposfera superior de Urano. No equador os ventos são retrógrados, o que significa que seu sentido é oposto ao movimento de rotação do planeta, com velocidades de −100 a −50 m/s.[16][91] A velocidade do vento aumenta com a distância do equador alcançando o valor zero perto da latitude de ±20°, onde está a temperatura mínima da troposfera.[16][98] Perto dos polos, os ventos mudam para a direção prógrada, fluindo com a rotação do planeta. A velocidade continua a aumentar atingindo o máximo na latitude de ±60° antes de retornar a zero nos polos. A velocidade do vento na latitude de -40° varia entre 150 e 200 m/s. Uma vez que o colar oculta todas as nuvens abaixo deste paralelo, é impossível medir velocidades entre ele e o polo sul. Por outro lado, no hemisfério norte velocidades máximas de até 240 m/s são observadas perto da latitude de 50°.[16][91][99]

Variação sazonal


Urano em 2005. Anéis, colar sul e nuvens brilhantes no hemisfério norte são visíveis (imagem da Advanced Camera for Surveys do Hubble).
Por um curto período entre março e maio de 2004, várias nuvens grandes surgiram na atmosfera de Urano, dando ao planeta uma aparência semelhante a Netuno.[95][100] As observações incluíram uma quebra do recorde de velocidade do vento de 229 m/s (824 km/h) e uma persistente tempestade com trovões apelidada de "fogos de artifício de quatro de julho".[90] Em 23 de agosto de 2006 pesquisadores do Space Science Institute (Boulder, CO) e da Universidade de Wisconsin observaram uma mancha negra na superfície, fornecendo aos astrônomos uma maior compreensão da atividade atmosférica do planeta.[96] Não é compreendido como esta repentina elevação na atividade surgiu, mas parece que a inclinação axial extrema resulta em variações sazonais extremas no tempo.[46][97] Determinar a natureza das variações sazonais é difícil porque dados satisfatórios da atmosfera existem há menos de 84 anos, ou um ano uraniano completo. Um grande número de descobertas tem sido feito. A fotometria ao longo de metade do ano uraniano (começando na década de 1950) tem demonstrado uma variação regular de brilho em duas áreas do espectro, com o máximo ocorrendo nos solstícios e o mínimo nos equinócios.[101] Uma variação periódica similar, com os máximos nos solstícios, tem sido observada nas medições de microondas da troposfera profunda.[102] Medições de temperatura na estratosfera iniciadas na década de 1970 também mostraram valores máximos perto do solstício de 1986.[70] Acredita-se que a maioria desta variabilidade ocorre devido a mudanças na geometria de observação.[94]
Existem razões para acreditar que estão acontecendo mudanças físicas sazonais em Urano. Enquanto o planeta é conhecido por ter uma brilhante região polar no sul, o polo norte é escuro, o que é incompatível com o modelo de mudanças sazonais descrito acima.[97] Durante o anterior solstício do norte, em 1944, Urano mostrava elevados níveis de brilho, o que sugere que o polo norte não foi sempre escuro.[101] Esta informação implica que o polo visível clareia antes do solstício e escurece após o equinócio. Análises detalhadas de dados de microondas e luz visível revelaram que as mudanças periódicas de brilho não são completamente simétricas nos solstícios, que indicam também mudanças nos padrões meridionais de albedos.[97] Finalmente, na década de 1990, à medida que Urano se afastava do seu solstício, o Hubble e telescópios terrestres revelaram que a calota polar no sul escureceu consideravelmente (exceto o colar sul, que permanece brilhante),[92] enquanto o hemisfério norte demonstrou aumento de atividade,[90] tais como formação de nuvens e ventos mais fortes, sustentando a expectativa de que deveria clarear em breve.[95] Isto de fato aconteceu em 2007 quando o planeta passou pelo equinócio: um fraco colar no norte surgiu, enquanto o colar no sul se tornou praticamente invisível, embora o perfil das zonas de ventos tenha permanecido levemente assimétrico, com os ventos do norte sendo mais lentos que os do sul.[93]
O mecanismo de mudanças físicas ainda não é compreendido.[97] Perto dos solstícios de verão e inverno, os hemisférios uranianos situam-se alternadamente ou no brilho total dos raios solares ou diante do espaço profundo. Acredita-se que o aumento de brilho do hemisfério iluminado seja resultado do espessamento de nuvens de metano e camadas de névoa localizadas na troposfera. O colar brilhante na latitude -45º também é associado com nuvens de metano. Outras mudanças na região polar sul podem ser explicadas pelas mudanças nas camadas inferiores de nuvens.[92] A variação da emissão de microondas do planeta é provavelmente causada pela mudança na circulação da troposfera profunda, porque nuvens polares compactas e névoa podem inibir a convecção.[103] Agora que os equinócios de outono e primavera estão próximos, as dinâmicas estão mudando e a convecção pode ocorrer novamente.[90][103]

Formação

Muitos argumentam que as diferenças entre os gigantes de gelo e os gigantes gasosos se estendem à sua formação. Acredita-se que o Sistema Solar tenha se formado a partir de uma bola gigante de gás e poeira conhecida como nebulosa pré-solar. Grande parte dos gases da nebulosa, principalmente hidrogênio e hélio, formaram o Sol, enquanto os grãos de poeira se aglutinaram para formar os primeiros protoplanetas. Conforme os planetas cresciam, alguns eventualmente sofreram acreção de matéria suficiente para a sua gravidade prender o resto de gás remanescente da nebulosa. Quanto mais gás prendiam, maiores se tornavam; quanto maiores se tornavam, mais gás conseguiam prender até chegar a um ponto crítico, e seu tamanho começou a crescer exponencialmente. Os gigantes de gelo, com apenas algumas massas terrestres de gás da nebulosa, nunca alcançaram este ponto crítico.[104][105][106] Simulações recentes de migração planetária têm sugerido que ambos os gigantes de gelo se formaram mais perto do Sol do que suas atuais posições, e se moveram para o exterior mais tarde, uma hipótese detalhada pelo modelo de Nice.[104]

Satélites

Ver artigo principal: Satélites de Urano

Maiores luas de Urano em ordem crescente de distância (esquerda para direita), em seus tamanhos relativos apropriados e albedos (colagem de fotografias da Voyager 2).
Urano tem 27 satélites naturais conhecidos,[106] dos quais seus nomes foram escolhidos a partir de personagens das obras de William Shakespeare e Alexander Pope.[53][107] Os cinco principais são MirandaArielUmbrielTitânia e Oberon.[53] A massa total dos satélites uranianos é a menor entre os gigantes gasosos; de fato, a massa combinada dos cinco maiores seria menor que a de Tritão, o maior satélite de Netuno.[6]O maior dos satélites, Titânia, tem um raio de somente 788,9 km, menos da metade do raio da Lua mas um pouco maior que Reia, a segunda maior lua de Saturno, fazendo de Titânia a oitava maior lua do Sistema Solar. Os satélites têm albedos relativamente baixos, variando de 0,20 para Umbriel a 0,36 para Ariel.[15] As luas são conglomerados compostos por aproximadamente de 50% de gelo e 50% de rocha, do qual o gelo pode incluir amônia e dióxido de carbono.[76][108]
Ariel parece ter a superfície mais jovem e tem menor quantidade de crateras de impacto, enquanto a de Umbriel parece ser a mais velha.[15][76]Miranda é um dos corpos mais estranhos do Sistema Solar com cânions de 20 km de profundidade e uma mistura característica de superfícies antigas e novas.[15] Acredita-se que sua atividade geológica tenha sido orientada por aquecimento de marés numa época em que sua órbita era mais excêntrica que a atual, provavelmente como resultado da ressonância orbital de 3:1 anteriormente mantida com Umbriel.[109] Processos de rifte associados com a ascensão de diapiros são provavelmente a origem da sua corona com aparência de pista de corrida.[110][111] Do modo similar, acredita-se que Ariel tenha tido ressonância de 4:1 com Titânia.[112]

Exploração[editar | editar código-fonte]


Urano crescente fotografado pela Voyager 2, quando a sonda estava partindo para Netuno.
Ver artigo principal: Exploração de Urano
Em novembro de 1985, a sonda interplanetária Voyager 2 iniciou o sobrevoo do planeta atingindo a distância mais próxima em 24 de janeiro de 1986, chegando a 81 500 km do planeta, antes de continuar sua jornada para Netuno.[113] A sonda estudou a estrutura e composição química da atmosfera uraniana incluindo o clima, único entre os planetas do sistema solar, provocado pela inclinação axial de 97,77°[62], os cinco maiores satélites e os nove anéis até então conhecidos.[15][76][114] A sonda também estudou o campo magnético, sua estrutura irregular e a inclinação que formam uma magnetocauda em forma de saca-rolha por causa de sua orientação.[84] A Voyager 2 também descobriu outros dez satélites e mais dois anéis, nomeados posteriormente como lambda (λ) e Zeta (ζ).[15]
A possibilidade de enviar a sonda Cassini a Urano foi avaliada em 2009 num plano de prolongar a missão da sonda. Ela levaria cerca de 20 anos para chegar ao sistema uraniano após deixar Saturno.[115] Uma sonda e satélite uranianos foram recomendados pelo projeto Planetary Science Decadal Survey de 2013-2022 publicado em 2011; a proposta inclui o lançamento entre 2020-2023 e uma viagem de 13 anos até o planeta.[116] A Agência Espacial Europeia avaliou uma missão de "classe-média" chamada Uranus Pathfinder.[117]

Em agosto de 2004 o Telescópio Espacial Hubble foi utilizado para observação do planeta tendo descoberto mais dois satélites e dois anéis. Observações posteriores feitas por telescópios em solo registraram imagens em infravermelhos de somente um dos anéis recém descobertos. Cientistas sugerem que esta diferença de observação indique uma origem diferente para os dois anéis recém descobertos. O externo, não visualizado pelas observação terrestre em infravermelho, teria sido formado pela colisão de asteróides no satélite Mab enquanto o interno seria composto de partículas menores semelhantes a poeira e com uma coloração vermelha.[113]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Urano_(planeta)



Urano com Gaia
Mosaico atualmente na Gliptoteca de Munique
PaisGaia
Filho(s)TitãsciclopeshecatônquiroseríniasmelíadestelquinesAfrodite
Romano equivalenteCéu (cælum)
Por User:Bibi Saint-Pol, own work, 2007-02-08, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1804754
Central part of a large floor mosaic, from a Roman villa in Sentinum (now known as Sassoferrato, in Marche, Italy), ca. 200–250 C.E. Aion, the god of eternity, is standing inside a celestial sphere decorated with zodiac signs, in between a green tree and a bare tree (summer and winter, respectively). Sitting in front of him is the mother-earth goddess, Tellus (the Roman counterpart of Gaia) with her four children, who possibly represent the four seasons.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Urano_(mitologia)



URANO, O CÉU ESTRELADO


O texto abaixo é sintetizado por Janine 
e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, 
publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.


“No começo era o Caos”, conta o poeta Hesíodo. 

Stellarium



O Caos torna-se Cosmos.


Stellarium


De repente, surge a primeira realidade sólida: Gaia, a Terra. 

Nasa
http://time.com/3651601/earth-new-years-day-picture/



Gaia deu ao Caos um sentido: limitou-o,  instalou nele o chão, o palco da maravilha e da miséria da vida.  Restava ainda um espaço vazio, sobre Gaia.  Para preenchê-lo, ela “criou um ser igual a si mesma, capaz de cobri-la inteira”. 



 Gaia Criou, sozinha, Urano, o Céu Estrelado.  










Gaia uniu-se a Urano, seu primogênito e apaixonado amante, gerando com ele muitos e muitos filhos.  


Bright Clouds on Uranus
http://hubblesite.org/gallery/album/solar_system/uranus/pr1998035a/web/
 Bright Clouds on Uranus


Elementos devastadores, os primeiros filhos de Gaia fazem os vulcões entrarem em erupção, e criam terremotos, tempestades e furacões.  No entanto, Urano, pai e irmão dessas forças, revolta-se contra elas e as atira no Tártaro, uma das regiões do Erebo subterrâneo.  Mas Gaia, mãe-Terra, liberta seus filhos - porque é a própria Natureza e não pode impedir que os fenômenos naturais sigam seus próprios cursos.


Entra em cena Cronos, Saturno, filho de Gaia e de Urano, que se revolta contra seu pai que não pára de fecundar sua mãe, incessantemente.  E também Cronos, Saturno, revolta-se contra seus outros irmãos que estão sempre devastando a Terra.


Saturn's Rings in Ultraviolet Light
http://hubblesite.org/gallery/album/solar_system/pr2003023b/web/
 Saturn's Rings in Ultraviolet Light



Para que Urano não continue fecundando sua mãe e trazendo mais e mais filhos, Cronos, Saturno, corta os testículos de seu pai, castra-o, lhe traz o limite da criação e da procriação, usando uma foice.  Ao cair sobre a Terra, o sangue de Urano gerou as Eríneas (símbolos da culpa de Cronos, Saturno) , os Gigantes e as Melíades, ninfas das Arvores.  Ao caírem no mar, os testículos do deus formam uma branca espuma da qual nasce Afrodite, Vênus, a deusa do amor e da beleza.

Juntamente com Rea, Cibele, sua esposa e irmã, Saturno estabelece um reinado que se assemelha à era pré-consciente da humanidade.  Nesse período, o Tempo ainda está cego.  A vida não compreende a si mesma, e parece mais um simples fervilhar de elementos confusos do que propriamente uma evolução.

Cronos é insaciável; o Tempo devora tudo: seres, momentos, destinos, sem piedade, sem apego ao que passou.  O que importa é construir o futuro.  Porém, Cronos, Saturno, teme que lhe aconteça a mesma coisa que fez acontecer ao seu pai, o fato de ser destronado por um dos seus filhos.  Aliás, sua mãe-Terra, Gaia, já lhe havia profetizado essa verdade.  E por isso mesmo, Saturno vai devorando cada um dos seus filhos, ao nascerem.


Quadro de Francisco Goya


Apenas um dos filhosde Saturno, o Tempo, escapou-lhe à voracidade  e o destronou do centro do mundo: Zeus, Júpiter, o poderoso deus dos deuses. 

Rea, Cibele deu à luz seu filho Júpiter numa distante caverna e entregou-o para ser cuidado por Gaia enquanto voltava ao lar e entregava a Cronos uma pedra embrulhada por um pano, como se fosse o filho recém-nascido.  Cronos, Saturno, rapidamente engoliu a pedra.  Rea havia salvado seus filhos mas ao mesmo tempo havia selado a profecia: em dia próximo, o ultimo filho de Cronos tomaria das armas para encerrar o sombrio reinado de sangue.  E para sempre se instalaria no mundo.

Júpiter, ao crescer, aliou-se aos irmãos e aos monstros, e destronou Saturno, Cronos, venceu os Titãs e os Gigantes.  Com a tríplice vitória, firmou-se como senhor absoluto do mundo e encerrou o ciclo das divindades tenebrosas, das forças desordenadas, que como Cronos - o Tempo - tudo corrompem e destroem.  É a vitória da Ordem e da Razão sobre os instintos e as emoções desenfreadas.

Quando Júpiter destronou seu pai, entregou-lhe uma poção mágica que fez com que Saturno vomitasse todos os filhos que havia engolido, um a um.  


Reunidos os três irmãos, Júpiter, Netuno e Plutão, tramaram então um plano para destituir do poder o pai temível.  Armas lhes foram fabricadas: a Júpiter, couberam o raio e o trovão.  Para Plutão, coube o capacete que o tornava invisível.  Para Netuno, coube o poderoso tridente, a cujo toque terra e mar estremeciam desde as profundezas.     

Os vencedores reuniram-se e dividiram entre si o domínio do mundo, cada qual com seu quinhão de honraria: Netuno ganhou a soberania dos mares; Plutão assumiu o reino dos mortos.  E Júpiter subiu ao Olimpo, para de lá comandar, altíssimo e absoluto, a terra e o céu, os homens e todos os demais deuses.  



O texto acima é sintetizado por Janine
 e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, 
publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.


Por Giorgio Vasari - http://www.uwm.edu/Course/mythology/0200/titans.htm, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=962858. 
A castração de Urano Afresco por Giorgio Vasari e Cristofano Gherardi, c. 1560 (Sala di Cosimo I, Palazzo Vecchio)

Urano (em gregoΟυρανόςtransl.Ouranós, lit. "o que cobre" ou "o que envolve")na mitologia grega, era a divindade que personificava o céu. A etimologia possivelmente tem origem no vocábulo sânscrito que origina o nome de Varuna, deus védico do Céu e da Noite. Sua forma latinizada é Uranus. Foi gerado espontaneamente por Gaia (a Terra) e casou-se com sua mãe. Ambos foram ancestrais da maioria dos deuses gregos, mas nenhum culto dirigido diretamente a Urano sobreviveu até a época clássica,[1] e o deus não aparece entre os temas comuns da cerâmica grega antiga. Não obstante, a Terra, o Céu e Estige podiam unir-se em uma solene invocação na épica homérica.[2]
Urano tem vários filhos (e irmãs), entre os quais os titãs, os ciclopes e os hecatônquiros (seres gigantes de 50 cabeças e 100 braços). Ao odiar seus filhos, mantém todos presos no interior de Gaia, a Terra. Esta então instigou seus filhos a se revoltarem contra o pai. Cronos, o mais jovem, assumiu a liderança da luta contra Urano e, usando uma foice oferecida por Gaia, cortou seu pai em vários pedaços. Do sangue de Urano que caiu sobre a terra, nasceram os Gigantes, as Erínias e as Melíades.
A maioria dos gregos considerava Urano como um deus primordial (protogenos) e não lhe atribuía filiação. Cícero afirma, em De Natura Deorum ("Da Natureza dos Deuses"), que ele descendia dos antigos deuses Éter e Hemera, o Ar e o Dia. Segundo os hinos órficos, Urano era filho da noite, Nix.
Seu equivalente na mitologia romana é Caelus ou Coelus - do qual provém cælum (coelum), cujo a forma aportuguesada é céu.

Mito de criação

Segundo o mito da criação do Olimpo, relatado por Hesíodo na Teogonia, Urano veio todas as noites cobrir a Terra (Gaia), mas ele odiava as crianças geradas.
Hesíodo refere, como descendentes de Urano, os titãs, seis filhos e seis filhas, os cem braços e os gigantes com um só olho, os ciclopes.
Urano aprisionou os filhos mais novos de Gaia no Tártaro, nas entranhas da Terra, causando grande dor a Gaia. Ela forjou uma foice e pediu aos filhos para castrarem Urano. Apenas Cronos, o mais jovem dos titãs, concordou. Ele emboscou seu pai, castrou-o e lançou os testículos cortados ao mar.
Do sangue derramado de Urano sobre a terra nasceram as três erínias, as melíades, e segundo alguns, os telquines.
A partir dos testículos lançados ao mar nasceu Afrodite. Alguns dizem que a foice ensanguentada foi enterrada na terra e daí nasceu a fabulosa tribo dos feácios.
Depois de Urano ter sido deposto, Cronos re-aprisionou os hecatônquiros e os ciclopes no Tártaro. Urano e Gaia profetizaram que Cronos, por sua vez, estava destinado a ser derrubado por seu próprio filho, e assim o titã tentou evitar essa fatalidade devorando os seus filhos. Zeus, graças as artimanhas de sua mãe Reia, conseguiu evitar este destino.
Estes antigos mitos de origens distantes não constam em cultos na Grécia Antiga (Kerenyi, p. 20). O papel de Urano é o de um deus derrotado de um tempo anterior ao tempo real.
Antes da sua castração, o céu não veio mais para cobrir a Terra à noite, cigindo-se ao seu lugar, e "a geração original chegou ao fim" (Kerenyi). Urano foi raramente considerado como antropomórfico, à parte a genitália do mito da castração. Ele era simplesmente o céu, o qual foi concebido pelos antigos como uma grande cúpula ou teto de bronze, sustentada (ou mantida a girar num eixo) pelo titã Atlas. Em expressões arcaicas, nos poemas homéricos, ouranos às vezes é uma alternativa a Olimpo, como a casa dos deuses. Uma ocorrência óbvia seria o momento, no final da Ilíada I, quando Tétis sobe do mar para pleitear com Zeus: "e logo pela manhã, ela elevou-se para saudar Ouranos-e-Olimpo e ela encontrou o filho de Cronos…"
"'Olimpo' é utilizado quase sempre como casa, mas ouranos muitas vezes refere-se ao céu natural acima de nós, sem qualquer sugestão de deuses vivendo lá," William Sale comentou;[3]
Sale concluiu que a primeira sede dos deuses era o atual Monte Olimpo, tendo a tradição épica no tempo de Homero mudado a sua residência para o céu, ouranos.
Pelo sexto século, quando a "Afrodite celestial" estava a ser distinguida da "Afrodite comum do povo", ouranos significava apenas a própria esfera celeste.

Cônjuges e filhos


Ciclopes
, gigantes de um olho sóToda a descendência de Urano originou-se de sua união com Gaia, exceto Afrodite, nascida quando Cronos o castrou e arremessou os genitais mutilados ao mar (Tálassa).
    1. Brontes
    2. Estéropes
    3. Arges
  1. Hecatônquiros, gigantes de cem braços e cinquenta cabeças.
    1. Briareu
    2. Coto
    3. Giges
  2. Titãs, deuses anciões
    1. Céos
    2. Crio
    3. Cronos
    4. Oceano
    5. Hiperião
    6. Jápeto
    7. Mnemosine
    8. Febe
    9. Reia
    10. Tétis
    11. Teia
    12. Têmis
  3. Erínias (Fúrias para os romanos)
    1. Alecto
    2. Megera
    3. Tisífone
  4. Melíades, ninfas nascidas do freixo
  5. Afrodite

Planeta Urano

Ver artigo principal: Urano (planeta)
Os antigos gregos e romanos sabiam de apenas cinco 'estrelas errantes' (em gregoπλανήταιplanētai): MercúrioVênusMarteJúpiter e Saturno. Na sequência da descoberta de um sexto planeta no século XVIII, o nome Uranus foi escolhido como o complemento lógico para a série: para Marte (Ares, em grego) era o filho de Júpiter (Zeus), este, filho de Saturno (Cronos), e este, filho de Urano.


Aeon-Uranus, Gaea, Carpi, Horae and Prometheus | Greco-Roman mosaic | Damascus Museum
Aeon-Uranus, Gaea, Carpi, Horae and Prometheus, Greco-Roman mosaic, Damascus Museum
http://www.theoi.com/Protogenos/Ouranos.html

Com um abraço estrelado,
Janine Milward