quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

VÊNUS em suas aparições de manhãzinha e ao cair da tarde, em 2017


Olá!

Vênus concluiu o ano de 2016
e vem apresentando-se 
ao longo dos três primeiros meses de 2017
como Estrela Vespertina,
a Bela da Tarde,
sempre iluminadamente atraindo toda nossa atenção
para o horizonte oeste,
ao cair da tarde,
comecinho da noite.


Vênus não conseguirá alcançar Marte
- pelo menos não por estes tempos... -,
porque o Planeta Vermelho continuará avançando
em seu caminho,
enquanto Vênus estará começando
a se sentir  vagarosamente "içada", 
digamos assim,
pelo horizonte oeste
(mesmo porque seu momento highlight
- sua maior elongação -
aconteceu em 12 de janeiro p.p.).

De qualquer forma, Caro Leitor,
penso que de tédio nosso horizonte oeste
não nos deixará cairmos em sonolência,
bem ao contrário,
penso que estaremos diante
de uma espetacular disputa
no tempo e no espaço,
com os dois amantes míticos,
Vênus e Marte,
querendo porque querendo encontrar-se,
mas não sendo bem-sucedidos
(pelo menos não nesse momento).

O mais próximo 
que os famosos amantes do Olimpo
estarão um do outro
será de cerca de 5 graus,
neste momento do ano
e no horizonte oeste.

Porém, o horizonte leste bem baixo
e em começo de outubro
(literalmente na madrugada de 06 de outubro)
nos apresentará,
 finalmente!,
os amantes sonolentos
acordando abraçados, acasalados
 e bem conjugados
 e surgindo
ainda antes da chegada do Sol.
Será uma visão realmente inesquecível!

Neste momento de meses iniciais de 2017,
Marte estará realizando um andamento bem intenso
e para frente, sempre para frente
(mesmo que já bem voltado para o horizonte oeste),
enquanto Vênus não conseguirá acompanhá-lo
porque seu andamento 
haverá de mostrar-se bem mais vagaroso,
mais e mais vagaroso
- ao mesmo tempo em que vai estar
sendo "engolida" pelo horizonte oeste,
já no mês de março.



Stellarium




Tanta atenção chama Vênus
que, volta e meia,
pessoas em minha cidade
me perguntam:
"Janine, qual estrela é aquela
que podemos ver no final da tarde?"

Eu sorrio e respondo:
"Não é uma estrela, não,
é um Planeta, é Vênus."

Algumas pessoas tendem a compreender
e outras tantas, não....
É que Vênus é sempre tão resplandecente
diante de nossos olhos incautos,
que não podemos pensar que seja um Planeta
 irmão da nossa Terra, nossa Mâe-Gaia,
... que seja um outro membro de nosso Quintal Solar...,
e sim que seja uma estrela
aproximando-se mais e mais de nós,
... quem sabe anunciando a chegada
de um amor?



http://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_%28mitologia%29#mediaviewer/File:Venus_and_Mars.jpg
Marte e Venus, por Sandro Botticelli



Falando em amor,
Vênus e Marte
são conhecidíssimos como símbolos
dos elementos arquetípicos feminino e masculino
em nossa cultura ocidental
e isso acontece
a partir do mito
contando sobre seu tórrido romance
no Olimpo.

No entanto, Vênus e Marte não foram casados
e sim simplesmente amantes, doces amantes.

Vênus casou-se com Vulcano,
mas concebeu vários filhos
e de diferentes amantes
(e com seu marido,
não gerou descendência):


Vênus teve quatro filhos com Marte, seu amante ideal: Cupido, Harmonia, Deimos e Fobos - os dois primeiros representando os elementos positivos contidos no mito venusiano e os dois últimos, o aspecto negativo sintetizado na figura de Marte, violento deus da guerra.


Com Mercúrio, Vênus teve Hermafrodito, figura dupla de homem e de mulher.  Com Baco, Vênus gerou Príapo, protetor dos bosques, jardins e vinhas.  Com Anquises, um mortal, Vênus deu a luz a Enéias, famoso herói troiano.  Com Vulcano, seu esposo, não teve filhos.




Primaverac. 1482. Uma das obras-primas de Botticelli.
Uma das mais célebres obras da arte ocidental, a Primavera retoma um conto mitológico de Ovídio, poeta da Antiguidade: Zéfiro, deus do vento, perseguiu a ninfa Clóris, transformando-a em Flora, deusa das flores da primavera. Estão representados ainda os deuses Mercúrio e Vênus, além do Cupido e das Três Graças. Não se sabe ao certo as circunstâncias de sua encomenda, mas é possível que o gigantesco painel tenha sido encomendado por ocasião do casamento de Lourenço de Médici, em 1482. A obra é uma elegia à chegada da primavera. Sua associação com outras pinturas, como Minerva e o Centauro, e significados menos evidentes, entretanto, ainda não foram plenamente esclarecidos.





No miolo do mês de fevereiro,
ainda estaremos encontrando
o doce par, os enleados amantes,
Vênus e Marte,
apresentando-se bem alto 
sobre o horizonte oeste.

No entanto,
é bom observarmos que
a distância entre a Bela da Manhã 
e o Planeta Vermelho
aumenta dia a dia,
noite e a noite.



Stellarium





Entre 02 de março a 13 de abril,
Vênus estará vivenciando 
seu movimento retrógrado.


Veja, Caro Leitor,
que já no comecinho do mês de março,
Vênus vem
escondendo-se mais  e mais cedo
por detrás do horizonte oeste,
sendo "içada" pelo Sol
e estará se encontrando com nossa estrela
mais ao final desse mês.


Stellarium




Vênus e Sol encontram-se
em 25 de março
e, é claro, distante de nossos olhares.


Stellarium






Já em abril,
voltaremos a nos encarntar
com a presença de Vênus
nos céus estrelados,
porém essa cena acontecendo
a partir do horizonte leste
e nas madrugadas antecipadoras
da chegada da luminosidade do Sol.

Vênus, então,
torna-se a Estrela Matutina,
a Bela da Manhã.


Stellarium




O mês de maio nos brindará
com um horizonte leste
bem interessante
pois que Mercúrio
entra em cena,
ou seja,
os dois planetas interiores
atuam enquanto protagonistas
das madrugadas.


Stellarium




Em junho,
Vênus estará brilhando alto nos céus estrelados
do horizonte leste
e apresentando-se
visitando a fronteira
entre as constelações
de Aries, o Carneiro,
e Cetus, a Baleia, o monstro-marinho,
a divisa entre terra e mar.


Stellarium





Imperdível visão
acontecerá
em 12 de julho
quando Vênus
estará atuando
enquanto o outro Olho Iluminado
do Touro
(porque sabemos bem
que um dos olhos
é Aldebaran, estrela-alpha Tauri).



Stellarium

Stellarium






Em 10 de agosto,
gostarei de visualizar Vênus
visitando o lugar do meu Sol de nascimento,
entre as pernas dos Gêmeos Castor e Pollux.



Stellarium






Setembro nos brindará
com um horizonte leste
enriquecido pela belezura
da iluminada presença de Vênus
atuando enquanto Estrela da Manhã,
Estrela Matutina, a Bela da Manhã
despedindo-se do Caranguejo, Cancer,
e passando a visitar o Leão, Leo,
cumprimentando sua estrela-alpha, Regulus.

Marte também estará começando a acordar
e a despontar através o horizonte leste,
vagarosamente, timidamente,
ainda um tanto misturado
à iluminação que inunda a abóbada celeste
quando antecedendo a chegada de nossa estrela maior.


Stellarium





O horizonte leste bem baixo
e em começo de outubro
(literalmente na madrugada de 06 de outubro)
nos apresentará,
 finalmente!,
Marte e Vênus,
os amantes sonolentos
acordando abraçados, acasalados
 e bem conjugados
 e surgindo
ainda antes da chegada do Sol.

Será uma visão realmente inesquecível
acontecendo na fronteira
entre as constelações de Leão e Virgem
e penso que um bom par de binóculos
será necessário
para bem divisarmos a Estrela Matunina
e, principalmente,
o Planeta Vermelho
em meio à luminosidade intensa
anunciadora da chegada do Sol!

Stellarium





Já mais para o finalzinho de outubro,
Caro Leitor,
vamos observar Marte
enveredando seus caminhos
por entre os cabelos da Virgem,
enquanto Vênus
adianta-se em seu percurso
através o corpo virginal
ao mesmo tempo
em que também
vai sendo "engolida"
pelo horizonte leste,
envôlta em luminosidade
e despedindo-se de nossos olhares.



Stellarium





Ainda na madrugada sonolenta
do dia 13 de novembro,
Caro Leitor,
não deixe de acordar bem cedinho
para observar e se deixar extasiar
diante da belíssima cena
da conjunção entre Vênus e Júpiter,
entre a Estrela Matutina e o Gigante Gasoso,
já ambos aos pés da Virgem.

Stellarium



Dezembro já não mais nos brindará
com a doce presença da Bela da Manhã.
Que pena! 
As madrugadas estarão emocionantes
nos trazendo a visão de Marte visitando Spica,
estrela-alpha Virginis,
e de Júpiter dirigindo-se para Balança, Libra.

(A ilustração Stellarium abaixo
foi realizada retirando a luminosidade do Sol).

Stellarium



Em 06 de janeiro de 2018,
Vênus e Sol beijam-se
na direção do Arqueiro Centauro,
Sagittarius.

Stellarium






Vênus 





http://solarsystem.nasa.gov/planets/venus/indepth

Venus is the second planet from the sun and our closest planetary neighbor.
Similar in structure and size to Earth, Venus spins slowly in the opposite direction most planets do. Its thick atmosphere traps heat in a runaway greenhouse effect, making it the hottest planet in our solar system with surface temperatures hot enough to melt lead. Glimpses below the clouds reveal volcanoes and deformed mountains.
Venus is named for the ancient Roman goddess of love and beauty, the counterpart to the Greek goddess Aphrodite.

Size and Distance
With a radius of 3,760 miles (6,052 kilometers), Venus is roughly the same size as Earth, just slightly smaller.
From an average distance of 67 million miles (108 million kilometers), Venus is 0.7 astronomical units away from the sun. One astronomical unit (abbreviated as AU), is the distance from the sun to Earth. From this distance, it takes sunlight 6 minutes to travel from the sun to Venus.
Orbit and Rotation
Venus' rotation and orbit are unusual in several ways. Venus is one of just two planets that rotate from east to west. Only Venus and Uranus have this "backwards" rotation. It completes one rotation in 243 Earth days — the longest day of any planet in our solar system, even longer than a whole year on Venus. But the sun doesn't rise and set each "day" on Venus like it does on most other planets. On Venus, one day-night cycle takes 117 Earth days because Venus rotates in the direction opposite of its orbital revolution around the sun.
Venus makes a complete orbit around the sun (a year in Venusian time) in 225 Earth days or slightly less than two Venusian day-night cycles. Its orbit around the sun is the most circular of any planet — nearly a perfect circle. Other planet's orbits are more elliptical, or oval-shaped.
With an axial tilt of just 3 degrees, Venus spins nearly upright, and so does not experience noticeable seasons.
Formation
When the solar system settled into its current layout about 4.5 billion years ago, Venus formed when gravity pulled swirling gas and dust in to become the second planet from the sun. Like its fellow terrestrial planets, Venus has a central core, a rocky mantle and a solid crust.
Structure
Venus is in many ways similar to Earth in its structure. It has an iron core that is approximately 2,000 miles (3,200 kilometers) in radius. Above that is a mantle made of hot rock slowly churning due to the planet's interior heat. The surface is a thin crust of rock that bulges and moves as Venus' mantle shifts and creates volcanoes.
Surface
From space, Venus is bright white because it is covered with clouds that reflect and scatter sunlight. At the surface, the rocks are different shades of grey, like rocks on Earth, but the thick atmosphere filters the sunlight so that everything would look orange if you were standing on Venus.
Venus has mountains, valleys, and tens of thousands of volcanoes. The highest mountain on Venus, Maxwell Montes, is 20,000 feet high (8.8 kilometers), similar to the highest mountain on Earth, Mount Everest. The landscape is dusty, and surface temperatures reach a scalding 880 degrees Fahrenheit (471 degrees Celsius).
It is thought that Venus was completely resurfaced by volcanic activity 300 to 500 million years ago. Venus has two large highland areas: Ishtar Terra, about the size of Australia, in the north polar region; and Aphrodite Terra, about the size of South America, straddling the equator and extending for almost 6,000 miles (10,000 kilometers).
Venus is covered in craters, but none are smaller than 0.9 to 1.2 miles (1.5 to 2 kilometers) across. Small meteoroids burn up in the dense atmosphere, so only large meteoroids reach the surface and create impact craters.
Almost all the surface features of Venus are named for amazing Earth women. A volcanic crater is named for Sacajawea, the Native American woman who guided Lewis and Clark's exploration. A deep canyon is named for Diana, Roman goddess of the hunt.
Atmosphere
Venus' atmosphere consists mainly of carbon dioxide, with clouds of sulfuric acid droplets. The thick atmosphere traps the sun's heat, resulting in surface temperatures higher than 880 degrees Fahrenheit (470 degrees Celsius). The atmosphere has many layers with different temperatures. At the level where the clouds are, about 30 miles up from the surface, it's about the same temperature as on the surface of the Earth.
As Venus moves forward in its solar orbit while slowly rotating backwards on its axis, the top level of clouds zips around the planet every four Earth days, driven by hurricane-force winds traveling at about 224 miles (360 kilometers) per hour. Atmospheric lightning bursts light up these quick-moving clouds. Speeds within the clouds decrease with cloud height, and at the surface are estimated to be just a few miles per hour.
On the ground, it would look like a very hazy, overcast day on Earth. And the atmosphere is so heavy it would feel like you were 1 mile (1.6 kilometers) deep underwater.
Potential for Life
No human has visited Venus, but the spacecraft that have been sent to the surface of Venus do not last very long there. Venus' high surface temperature overheat electronics in spacecraft in a short time, so it seems unlikely that a person could survive for long on the Venusian surface.
There is speculation about life existing in Venus' distant past, as well as questions about the possibility of life in the top cloud layers of Venus' atmosphere, where the temperatures are less extreme.
Moons
Venus has no moons.
Rings
Venus has no rings.
Magnetosphere
Even though Venus is similar in size to the Earth and has a similarly-sized iron core, Venus' magnetic field is much weaker than the Earth's due to Venus' slow rotation.
Exploration
The brightest object in the night sky on Earth (besides our moon), Venus has been observed for millennia. And as one of just two bodies between Earth and the sun, Venus periodically passes across the face of the sun — a phenomenon called a transit. Observing transits of Venus has helped astronomers study the nearby planet and better understand the solar system and our place in it. Transits of Venus occur in pairs with more than a century separating each pair, occurring in 1631 and 1639; 1761, 1769; 1874, 1882; and 2004, 2012. The next transit isn't until December 2117. Such long gaps occur between transits because Earth's and Venus' orbits around the sun are inclined differently, so Venus much more often passes between Earth and the sun without crossing the face of the sun from our perspective.
Significant Dates:
  • 650 BCE: Mayan astronomers make detailed observations of Venus, leading to a highly accurate calendar.
  • 1610: Galileo Galilei documents the phases of Venus in The Starry Messenger.
  • 1639: The first predicted transit of Venus is observed in England.
  • 1761-1769: Two European expeditions to watch Venus cross in front of the sun lead to the first good estimate of the sun's distance from Earth.
  • 1961: Radar returns from Venus are used to determine the most accurate value (at the time) for the sun's distance from Earth. (Published in 1962.)
  • 1962: NASA's Mariner 2 reaches Venus and reveals the planet's extreme surface temperatures. It is the first spacecraft to send back information from another planet.
  • 1970: The Soviet Union's Venera 7 sends back 23 minutes of data from the surface of Venus. It is the first spacecraft to successfully land on another planet.
  • 1990-1994: NASA's Magellan spacecraft, in orbit around Venus, uses radar to map 98 percent of the planet's surface.
  • 2005: The European Space Agency launches Venus Express to study the atmosphere and surface. The orbiter reached Venus in April 2006, and studied the planet through 2014.
  • 2015: After launching in 2010, Japan's Akatsuki ("Dawn") orbiter achieves orbit around Venus.
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Outra célebre obra-prima da pintura mitológica, O nascimento de Vênus retrata o antigo mito greco-romano, segundo o qual Vênus teria nascido da espuma dos mares. Botticelli a representou sobre uma concha que flutua na água, sendo empurrada em direção à margem por Zéfiro, divindade do vento, enquanto uma das Horas, as deusas das estações, traz nas mãos uma peça de roupa aberta, para cobrir a deusa do amor. Assim como ocorre com Primavera, também não são conhecidas as circunstâncias de encomenda da obra, que, em todo caso, certamente situa-se no âmbito da família Médici.


Urano, o céu estrelado, uniu-se à Terra e nela fecundou os Titãs, Ciclopes e Gigantes.  Saturno, o mais jovem dos Titãs, foi o escolhido por sua mãe para livrar-se de Urano e durante a noite, quando seu pai desceu para cobrir a Terra, Gaia, aproximou-se e, com um golpe único e violento, cortou os testículos do pai e atirou-os ao mar.

O sangue de Urano jorrou sobre a Terra e novamente a fecundou: nasceram as Eríneas, terríveis deusas da vingança.  Distante, no mar, aos poucos foi se formando uma espuma, nascida dos órgãos arrancados de Urano.  E desta espuma brotou Afrodite, Vênus, a mais bela dentre as deusas, emergindo das águas, amparada numa grande concha de madrepérola.  Vênus é conduzida ao Olimpo e todos clamam sua beleza.

Inicialmente, Vênus era considerada a deusa do instinto da fecundidade.  Sua ação era ilimitada, abrangendo toda a natureza com seus componentes humanos, animais e vegetais. 
Acreditava-se que ela espalhava o elemento úmido, causa fundamental de todo princípio gerador e de toda a fecundidade na natureza.

Somente mais tarde é que Afrodite/Vênus passou a ser a deusa do amor - no início protetora das formas mais nobres e puras desse sentimento.  Com o tempo, passou a personificar o amor em seus inúmeros aspectos, recebendo outros nomes e cultos diversos: Afrodite Urânia (celeste) que simboliza o amor puro e ideal; Afrodite Pandemos era deusa do amor sensual e venal.

Segundo Homero, somente três das divindades olímpicas não se deixavam seduzir por Vênus: Pallas Athenas (Minerva), Ártemis (Diana) e Héstia (Vesta).  Recusando-se a obedecer às suas leis, de Vênus, estas deusas têm as atribuições que os gregos consideravam mais importantes, por constituírem a nobreza e a beleza da vida: a arte, o lar e a honra.

O amor de Vênus e Marte aconteceu a partir do momento em que Marte abandonou as atitudes brutais e aproximou-se da deusa do amor oferecendo-lhe seu corpo perfeito, dizendo-lhe palavras de afeto.  Cumulou-a de ricos presentes.  Apaixonaram-se e fizeram planos para se unirem no amor.  Encontravam-se à noite enquanto Vulcano, esposo de Vênus, trabalhava em sua forjaria.  Marte sempre levava consigo o jovem Alectrião, seu confidente, para lhe avisar quando chegasse o Sol.  Uma noite, porém, Alectrião adormeceu e o Sol surpreendeu os amantes que dormiam abraçados.  O Sol, indignado, foi avisar Vulcano que, pacientemente, teceu uma rede e aguardou o momento adequado para flagrar o amor ilícito entre Vênus e Marte.  E assim aconteceu.  Alectrião foi transformado por Marte em um galo, condenado a advertir eternamente os homens do despertar do sol.

Vênus teve quatro filhos com Marte, seu amante ideal: Cupido, Harmonia, Deimos e Fobos - os dois primeiros representando os elementos positivos contidos no mito venusiano e os dois últimos, o aspecto negativo sintetizado na figura de Marte, violento deus da guerra.

Com Mercúrio, Vênus teve Hermafrodito, figura dupla de homem e de mulher.  Com Baco, Vênus gerou Príapo, protetor dos bosques, jardins e vinhas.  Com Anquises, um mortal, Vênus deu a luz a Enéias, famoso herói troiano.  Com Vulcano, seu esposo, não teve filhos.


O texto acima é sintetizado por Janine
 e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, 

publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.




Caro Leitor,
eu penso que a astronomia a olho nú
é realmente adorável,
por várias razões:
a primeira delas é pensarmos que,
afinal de contas,
planetas visíveis estão nos céus estrelados
exatamente para nos trazerem esse nosso prazer
de bem observá-los
e de bem acompanhá-los em seus andamentos,
seus escondimentos e surgimentos,
seus movimentos para trás e para frente...;
e, ao mesmo tempo que assim fazemos,
vamos conhecendo as constelações do zodíaco 
que vão sendo visitadas
bem como as estrelas e os objetos celestes 
que moram nessas direções.

Outras tantas razões existem,
Caro Leitor,
e convido você a pensar
e a enumerar
quantas delas você pensar, trabalhar e encontrar!

Com um abraço estrelado,

Janine Milward