domingo, 12 de março de 2017

Lua Cheia em Virgem e saudando o ponto do Equinócio de Outono, com o testemunho da estrela-beta Virginis, Zavijava


Olá!

Quando a Lua surgir
por detrás do horizonte leste,
Caro Leitor,
ao cair da noite,
já terá encontrado 
seu momento de glória
e de plenilúnio!

Sempre o momento da Lua Cheia
nos traz uma grande emoção,
não é verdade,
e o desejo de sairmos ao mundo
saudando Selene,
passeando, namorando...

Nos céus não tão estrelados
(porque a luminosidade lunar
é tanta
que acaba "escondendo" a maioria das estrelas,
restando apenas as estrelonas!...,
o ponto visual onde a Lua se encontra
é o lugar denominado como Equinócio de Outono.

Confira na Ilustração Stellarium mais abaixo,
Caro Leitor,
o entrecruzamento da Linha da Eclíptica
com a Linha do Equador Celeste
e nesta proximidade,
encontra-se a estrela-beta Virginis, Zavijava.

(É interessante conhecermos o fato 
de que o eclipse solar de 21 de setembro de 1922, 
aconteceu próximo a esta estrela 
e que foi por Einstein usada 
para confirmar sua teoria).

Nesta Postagem, Caro Leitor,
estaremos comentando um tantinho 
sobre a constelação da Virgem que acolhe 
a estrela-beta Zavijava 
- bem próxima ao ponto do Equinócio de Outono.
                                                                          
Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium




O PONTO DO EQUINÓCIO DE OUTONO















Caro Leitor: 
 Veja abaixo um texto Excerto do meu Trabalho
Sobre a Constelação da Virgem
acessando em  
http://sobrevirgo.blogspot.com.br/


Algumas Informações Interessantes acerca a 

CONSTELAÇÃO DA VIRGEM

Janine Milward

Esta constelação é imensa e cortada pelas Linhas da Eclíptica e pela do Equador Celestial.  Existe o entrelaçamento destas duas Linhas - o que podemos traduzir como o Ponto do Equinócio de Outono, que acontece bem próximo à estrela Beta Virginis, Zavijava, situada na cabeça da Virgem


(É interessante conhecermos o fato 
de que o eclipse solar de 21 de setembro de 1922, 
aconteceu próximo a esta estrela 
e que foi por Einstein usada para confirmar sua teoria).


Zavijava.  Beta Virginis. 
Magnitude 3.8
Uma estrela amarelo pálido situada na cabeça da Virgem. 
De Al Zawiah, o Ângulo, o Canil, o Recanto dos dois Vigias 
(possivelmente pelo fato de se encontrar bem próxima
 ao ponto do Equinócio do Outono) 
- porém também nomeada como A Gloriosa, A Bela. 
Os árabes chamavam esta estrela como Mashaha 
e os chineses, de Yew Chi Fa, a Mão Direita do Mantenedor da Lei.


The text is in the public domain.
[image ALT: a blank space]
β, 3.9, pale yellow.
Zavijava, a universal name in modern catalogues, is first found with Piazzi, but is Zarijan in the Standard Dictionary. It is from Al Zāwiah, the Angle, or Corner, i.e. Kennel, of the Arab Dogs, — although γ exactly marks this Corner and should bear the title.
The stars β, η, γ, δε, outlining this Kennel, formed the 11th manzil, Al ʽAwwā, the Barker, which was considered of good omen; while Firuzabadi included it with the preceding moon station Al arfah, — β Leonis, — in the group Al Nahrān, the Two Rivers, as their rising was in the season of heavy rains. Other indigenous titles were Al Bard, the Cold, which it was produce; and Warak al Asad, the Lion's Haunches.
β marked the 18th ecliptic constellation of Babylonia, Shēpu-arkū sha‑A, the Hind Leg of the Lion, for this country also seems to have had one of these creatures here. With η, it perhaps was Ninsar, the Lady of Heaven, probably a reference to Istar; and Urra-gal, the God of the Great City; and one of the seven pairs of stars famous in that astronomy. As a Euphratean lunar asterism it bore the same title Ninsar, but this included all the components of the Arabs' Kennel Corner.
These also were the Persian Mashaha, the Sogdian Fastashat, the Khorasmian Afsasat, and the Coptic Abukia, all of the Arabic signification.
In China it was Yew Chi Fa, the Right-hand Maintainer of Law.
β is 13° south of Denebola in Leo, culminating with it on the 3d of May.



Em termos da Linha da Eclíptica e advindos da constelação do Leão, realizam seus caminhos aparentes o Sol e a Lua e os Planetas, adentrando todos pela Cabeça da Virgem, bem próximos à estrela Beta, Zavijava, e então passando pelo ombro e pelo peito, encontrando Zaniah, e, já na altura da Cintura, situa-se a belíssima Porrima.  Todas essas situações são testemunhadas pelas constelações da Taça e do Corvo, na fronteira ao sul.  Spica, o ramo de trigo na mão da Virgem, é praticamente o último momento em que a linha da Eclíptica toca realmente o corpo virginal, seguindo em direção à constelação da Balança e tendo a Hydra como fronteira ao sul. 

Em termos da Linha do Equador, é interessante observarmos o fato de que esta corta praticamente ao meio a figura delineada da Virgem, desde sua cabeça, seus cabelos, passando por seu rosto, por seu pescoço e ombros e entre seus peitos e avançando até encontrar a cintura e ainda descendo por uma de suas pernas até situar-se no entrecruzamento de suas panturrilhas e deixando a Virgem depois de tocar em um de seus pés.
O ponto de entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador perfaz o Equinócio do Outono e isso acontece no lugar que aponta bem proximamente entre o cabelo e o rosto da Virgem, para alguns autores; outros autores apontam para bem próximo ao ombro virginal.


http://www.stellarium.org/pt/



Para que bem possamos compreender a figura delineada da Virgem, algumas estrelas poderão nos servir como referência:  Spica, Alpha Virginis, apresenta o ramo de trigo carregado pela mão já ao sul da linha da Eclíptica, com a Hidra como testemunha;  Zavijava, Beta Virginis, aponta para o alto de sua cabeça, possivelmente já na altura da testa, com o Leão como testemunha; Zaniah  situa-se em um de seus peitos e Porrima, em sua cintura.   Caphir situa-se no cotovelo do braço esquerdo da Virgem e Vindemiatrix no ponto onde a mão esquerda segura seus longos cabelos, com a Cabeleira de Berenice como testemunha.  Heze situa-se na coxa da perna esquerda e Syrma, entre o joelho e a panturilha da perna direita.  Finalmente, Shambaliah situa-se ao pé da Virgem.  O Boeiro e a Cabeça da Serpente testemunham a perna esquerda e os pés da Virgem, respectivamente.

Existe também a interpretação de um Canil, formado pelas estrelas Beta, Eta, Gamma, Alpha, Zeta, Epsilon e Delta Virginis.  Eu diria que esta figura formada também pode ser compreendida como uma pandorga, papagaio, pipa soltada ao vento e ganhando os céus...





http://www.raremaps.com/gallery/detail/36417/La_Vierge_Virgo/Flamsteed-Fortin.html
Title: La Vierge (Virgo)      Map Maker: John Flamsteed /  MJ Fortin


Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, 
bem mais, 
entre o céu e a terra ...; 
bem como percebendo que o caos,
 vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado. 

 Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward