sexta-feira, 10 de março de 2017

Lua quase quase Cheia e beijando Regulus, o Pequeno Rei, estrela-alpha Leonis


Olá!

Regulus, estrela-alpha Leonis,

é a estrela mais proeminente da belíssima
constelação do Leão dos céus estrelados, Leo,
e situa-se bem próxima à Linha da Eclíptica.

Nesta noite, nossa Lua quase quase Cheia
estará beijando Regulus
e de tão próxima,
penso que teremos que recorrer
aos binóculos 
para bem podermos divisar
a estrela-alpha Leonis
denominada de O Pequeno Rei.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
estaremos trazendo um tantinho de informação
sobre esta estrela tão encantadora
- Regulus, o Pequeno Rei -
através questões apresentadas em comentários mais técnicos
como também contando um pouco de seus Mitos.

Estaremos trazendo alguma informação
sobre o Asterismo denominado de A Foice (Sickle)
- ponteado por Regulus -,
e ainda sobre
Estrelas e Objetos Celestes nas Patas dianteiras 
e Cabeça do Leão (A Foice).


Regulus era considerada 
como a estrela-guardiã do norte 
e do verão,
antiga estrela-real dos Persas
- sendo que as demais estrelas-reais
 eram Antares, Fomalhaut e Aldebaran,
guardiãs das demais três estações do ano.

Mais ao final desta Postagem, estaremos conversando
sobre as Quatro Estrelas-Reais dos antigos Persas,
sobre Eras e sobre as Estrelas Polares.

Em nossa próxima Postagem,
Caro Leitor,
e dando seguimento ao andamento da Lua
apresentando-se em seu momento 
de quase quase quase quase Cheia
e praticamente concluindo sua visita ao Leão,
estaremos comentando sobre
- Terceira Estrela mais próxima a nós e Objetos Celestes no centro do corpo do Leão
- Estrelas e Objetos Celestes nas Patas Traseiras e na Cauda do Leão
- De Estrelas desenhando um Leão a Galáxias, Grupos, Aglomerados e Superaglomerado
Aguarde!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Stellarium





Stellarium


Stellarium





LEO, O LEÃO


Posicionamento:
Ascensão Reta  9h18m / 11h56m    Declinação -6o.4 / +33o.3


Mito:
Esta constelação do Zodíaco representa o Leão de Neméia que se originava da Lua e que foi degolado por Hércules.


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

Constelação das primeiras conhecidas dos babilônios que, como todos os povos da antiguidade, associavam o Leão ao Sol.  

O Leão é, realmente, a mais notável de todas as constelações zodiacais, já que o Sol encontrava-se neste asterismo no solstício do verão, na época em que esse asterismo foi instituído.  

Realmente, esta antiga constelação era reconhecida por muitas civilizações antigas, incluindo aquelas na Babilônia, no Egito e na Grécia.

Para os egípcios, a entrada do Sol no asterismo do Leão correspondia às inundações do Nilo e servia, portanto, como importante referência  à atividade agrícola, pois a inundação trazia a fertilidade das margens do Nilo.


Fronteiras:
Leo situa-se entre as constelações Virgo, Coma Berenices, Ursa Major, Leo Minor, Câncer, Hydra, Sextans, Crater



 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações - CARJ



AS PERNAS DIANTEIRAS
E A CABEÇA DO LEÃO:


O Asterismo nomeado de Sickle, Foice,
é composto pelas estrelas 
Zeta (Adhafera), Eta (Al Jabhah) , Sigma, Mu (Rasalas)
e ainda Lambda ( Alterf) e Alpha Leonis (Regulus)


Excerto da Carta Celeste LEÃO - Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações - CARJ



Sempre que  olhamos para a constelação do Leão, aqui na roça
 ou em lugares de céus menos poluídos luminosamente,  
nos deparamos com a beleza da estrela-alpha Leonis, Regulus
e com o fato de que esta estrela quase que pontua uma figura
 que lembra uma clave de Fá ou um ponto de exclamação!  

Também podemos pensar que esta figura lembra uma Foice 
e é assim que, em nossa língua portuguesa, este Asterismo é nomeado
 - em inglês é Sickle.

 Aliás, na roça a foice é um insubstituível instrumento de trabalho
usado na lida do cotidiano, sem dúvida alguma!



Regulus, Alpha Leonis
Ascensão Reta 10h07,3m  -  Declinação +12o.4
Magnitude visual 1,34 - Distância 84 anos-luz

Regulus é o pé do Leão (também conhecida como o coração do Leão).
O Pequeno Rei.

Regulus  era uma estrela real e  guardiã do norte - juntamente com Fomalhaut, Aldebaran e Antares, consideradas todas estrelas reais do céu dos persas.  

Em virtude de um engano de Ptolomeu, que a nomeou de Pequeno Rei, hoje conhecemos esta estrela como Regulus. 

Por se situar extremamente próxima à linha da Eclíptica, podemos sempre apreciar a Lua e os Planetas visíveis passando bem próximos à Regulus.

 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
 - Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




Régulo (Regulus, α Leo, α Leonis, Alpha Leonis) é a estrela mais brilhante da constelação de Leão.

Etimologia

Régulo significa pequeno rei em latim, e, antigamente, era conhecida por Cor Leonis (em latim, o coração do leão), pela posição que ocupa no corpo da figura celestial.
Em grego é uma variante de basiliskos ou ainda basiliscus.
É conhecida como Qalb al-Asad, do árabe, ou seja, "o coração do leão". Como Kabelaced "também" se traduz para o latim como Cor Leonis.
Régulo é conhecida em chinês como, a décima quarta estrela de Xuanyuan, o Imperador Amarelo.
Na astronomia hindu Régulo corresponde ao Magha Nakshatra.1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regulus

Régulo A / B / C
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoLeão (Leo)
Asc. retaA: 10h 08m 22,3s
BC: 10h 08m 12,8/14s
DeclinaçãoA: +11° 58' 02"
BC: +11° 59' 48"
Magnitude aparente1,35/8,14/13,5
Características
Tipo espectralB7 V/K1-2 V/M5 V
Cor (U-B)−0,36/0,54
Cor (B-V)−0,11/0,87
Astrometria
Velocidade radial+5,9 km/s
Mov. próprio (AR)249 mas/a
Mov. próprio (DEC)mas/a
Paralaxe42,09 ± 0,79
Distância77 ± 1 anos-luz
23,8 ± 0,4 pc
Magnitude absoluta−0,52/4,2/9,5
Detalhes
Massa3,5/0,8/0,2 M
Raio3,15–4,15/0,5/? R
Luminosidade150/0,31 L
Temperatura10.300–15.400/? K
Rotação315 km/s
Idade5 x 107 anos
Outras denominações
Regulus, Alpha Leonis, 32 Leo, Cor Leonis, Basilicus, Lion’s Heart, Rex, Kalb al Asad, Kabeleced, GJ 9316, HR 3982, BD +12° 2149/2147, HD 87901/87884, GCTP 2384.00, LTT 12716/12714, SAO 98967/98966, FK5 380,HIP 49669, TD1 14585.
Régulo
Leo constellation map.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regulus



Ainda sobre Regulus:
Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 








http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Leo*.html

Richard Hinckley Allen, em seu famoso e importantíssimo livro
Star Names — Their Lore and Meaning -,
nos revela algumas informações interessantes sobre a nomeação de Regulus:
α, Triple, 1.7, 8.5, and 13, flushed white and ultramarine.
Regulus was so called by Copernicus, not after the celebrated consul of the 1st Punic war, as Burritt and others have asserted, but as a diminutive of the earlier Rex, equivalent to the Βασιλίσκος of Ptolemy. This was from the belief that it ruled the affairs of the heavens, — a belief current, till three centuries ago, from at least 3000 years before our era. Thus, as Sharru, the King, it marked the 15th ecliptic constellation of Babylonia; in India it wasMaghā, the Mighty; in Sogidana, Magh, the Great; in Persia, p256Miyan, the Centre; among the Turanian races, Masu, the Hero; and in Akkadia it was associated with the 5th antediluvian King-of-the-celestial-sphere, Amil-gal-ur, Ἀμεγάλαρος. A Ninevite tablet has:

If the star of the great lion is gloomy the heart of the people will not rejoice.

In Arabia it was Malikiyy, Kingly; in Greece, βασιλισκός ἀστήρ; in Rome, Basilica Stella; with Pliny [XVIII.235], Regia; in the revival of European astronomy, Rex; and with Tycho, Basiliscus.
.................................
And this title, the Lion's Heart, has been a popular one from early classical times, seen in the Καρδία λεόντος of Greece and the Cor Leonis of Rome, and adopted by the Arabians as Al Kalb al Asad, this degenerating into Kalbelasit, Kalbeleced, Kalbeleceid, Kalbol asadi, Calb-elez‑id, Calb-elesit, Calb-alezet, and Kale Alased of various bygone lists. Al Bīrūnī called it the Heart of the Royal Lion, which "rises when Suhail rises in Al ijāz."1
Bayer and others have quoted, as titles for Regulus, the strange Tyberone and Tuberoni Regia; but these are entirely wrong, and arose from a misconception of Pliny's Stella Regia appellata Tuberoni in pectore Leonis [XVIII.235], p257rendered "the star called by Tubero the Royal One in the Lion's breast"; Holland's translation reading:

The cleare and bright star, called the Star Royal, appearing in the breast of the signe Leo, Tubero2 mine author saith.

Naturally sharing the character of its constellation as the Domicilium Solis, in Euphratean astronomy it was Gus-ba-ra, the Flame, or the Red Fire, of the house of the East; in Khorasmia, Achir, Possessing Luminous Rays; and throughout classical days the supposed cause of the summer's heat, a reputation that it shared with the Dog-star. Horace expressed this in his Stella vesani Leonis [Carm. III.29.19].

It was of course prominent among the lunar-mansion stars, and chief in the 8th nakshatra that bore its name, Maghā, made up by all the components of the Sickle; and it marked the junction with the adjoining station Pūrva Phalgunī; the Pitares, Fathers, being the regents of the asterism, which was figured as a House. In Arabia, with γ, ζ, and η of the Sickle, it was the 8th manzil, Al Jabhah, the Forehead. In China, however, the 8th sieu lay in Hydra; but the astronomers of that country referred to Regulus as the Great Star in Heen Yuen, a constellation called after the imperial family, comprising α, γ, ε, η, λ, ζ, χ, ν, ο, ρ, and others adjacent and smaller reaching into Leo Minor. Individually it was Niau, the Bird, and so representative of the whole quadripartite zodiacal group.

In addition to the evidence, from its nomenclature, of the ancient importance of this star is the record, although perhaps questionable, of an observation of its longitude 1985 years before the time of Ptolemy; and of a still earlier one in Babylonia, 2120 B.C., Regulus then being in longitude 92°30′, but now over 148°. Its position, and that of Spica, observed by Hipparchos, when compared with the earlier records are said to have revealed to him the phenomenon of the precession of the equinoxes. It was then in longitude 119°50′. Smyth wrote of it:
The longitude of Regulus has, through successive ages, been made a datum-step by the best astronomers of all nations.
............................


2006 June 19
See Explanation.  Clicking on the picture will download
 the highest resolution version available.

http://apod.nasa.gov/apod/ap060619.html

Bright Star Regulus near the Leo 1 Dwarf Galaxy 
Credit & CopyrightRussell Croman
Explanation: The star on the upper left is so bright it is sometimes hard to notice the galaxy on the lower right. Both the star, Regulus, and the galaxy, Leo I, can be found within one degree of each other toward the constellation of Leo. Regulus is part of amultiple star system, with a close companion double star visible to the upper right of the young main sequence star. Leo I is a dwarf spheroidal galaxy in the Local Group of galaxies dominated by our Milky Way Galaxy and M31. Leo I is thought to be the most distant of the several known small satellite galaxies orbiting our Milky Way Galaxy. Regulus is located about 75 light years away, in contrast to Leo 1 which is located about 800,000 light years away.



OUTRAS ESTRELAS
QUE COMPÕEM O ASTERISMO DA FOICE:


Adhafera. Zeta Leonis. Estrela Dupla
A Juba do Leão, nome árabe.  Chamada também de Al Serpha, a Pira Funerária.

Al Jabhah. Eta Leonis. 
De Al Jeb’há, a Testa, situada na juba do Leão.

Algieba - Gamma Leonis - Estrela Dupla
AR 10h17m Dec + 20o.06
M 2,6 e 3,8  Distância entre estrelas 4”,30
A Testa do leão, nome de origem árabe; apesar desta designação, a estrela se situa no ombro do Leão.

Rasalas - Mu Leonis
Cabeça do Leão, a Testa do Leão, nome  árabe indicativo da posição da estrela na constelação - mesmo que esta se situe em seu ombro.

Alterf - Lambda Leonis
Extremidade


 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
 - Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




Zeta Leonis (ζ Leo, ζ Leonis) é uma estrela na constelação de Leo. Tem o nome tradicional Adhafera.4 Com uma magnitude aparente de 3,443,1 é facilmente visível a olho nu sendo a sétima estrela mais brilhante da constelação. Com base em medições de paralaxe, está localizada a aproximadamente 274 anos-luz (84 parsecs) da Terra.1
Outras denominações
Adhafera, 36 Leonis, HR 4031, BD +24°2209,HD 89025, FK5 384, HIP 50335, SAO 81265,GC 14107, NSV 4804, WDS 10167+2325A.1
Zeta Leonis
Leo constellation map.png
Zeta Leonis é uma estrela gigante com uma classificação estelar de F0 III. Desde 1943, seu espectro tem servido com base pela qual outras estrelas são classificadas.2 Estrelas desse tipo são raras pois estão numa fase muito breve de sua evolução. Apenas um milhão de anos atrás, Zeta Leonis era uma estrela de classe B da sequência principal, e em um milhão irá tornar-se uma gigante de classe K.4 Tem cerca de três vezes a massa do Sol4 e seis vezes o raio solar.5 Brilha com 85 vezes a luminosidade solar a uma temperatura efetiva de 6 792 K,5 o que lhe dá a coloração branca-amarela típica de estrelas de classe F.7
Zeta Leonis forma uma estrela dupla com 35 Leonis, uma estrela de sexta magnitude a 5 minutos de arco. As estrelas não estão fisicamente ligadas pois 35 Leonis está mais próxima da Terra 100 a anos-luz de distância.4
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zeta_Leonis


Eta Leonis (Al Jabhah, 30 Leonis) é uma estrela na direção da constelação de Leo. Possui uma ascensão reta de 10h 07m 19.95s e uma declinação de +16° 45′ 45.6″. Sua magnitude aparente é igual a 3.48. Considerando sua distância de 2131 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a −5.60. Pertence àclasse espectral A0Ib.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eta_Leonis


Gamma Leonis (Algieba, Al Gieba, Algeiba, 41 Leonis) é uma estrela binária na direção da constelação de Leo. Possui uma ascensão reta de 10h 19m 58.16s e umadeclinação de +19° 50′ 30.7″. Sua magnitude aparente é igual a 1,98. Considerando sua distância de 130 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a −0.92. O componente principal do sistema pertence à classe espectral K0III e possui um planetas confirmado e outro não confirmado.
Outras denominações
Algeiba, 41 Leo, BD +20°2467, HIP 50583,LTT 12764/12765, WDS 10200+1950.1
γ Leo AHD 89484, HR 4057, SAO 81298.
γ Leo B: HD 89485, HR 4058, SAO 81299.
Gamma Leonis
Leo constellation map.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gamma_Leonis



Mu Leonis (Rasalas, Ras Elased Borealis, Ras al Asad al Shamaliyy, Alshemali, 24 Leonis) é uma estrela na direção da constelação de Leo. Possui uma ascensão reta de 09h 52m 45.96s e uma declinação de +26° 00′ 25.5″. Sua magnitude aparente é igual a 3.88. Considerando sua distância de 133 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a 0.83. Pertence à classe espectral K0III.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mu_Leonis



Lambda Leonis (Alterf, Al Terf, 4 Leonis) é uma estrela na direção da constelação de Leo. Possui uma ascensão reta de 09h 31m 43.24s e uma declinação de +22° 58′ 05.0″. Sua magnitude aparente é igual a 4.32. Considerando sua distância de 336 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a −0.75. Pertence àclasse espectral K5IIIvar.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lambda_Leonis



ESTRELA E OBJETOS
PRÓXIMOS AO ASTERISMO DA FOICE
PORÉM A ESTE NÃO PERTENCENDO:

Omicron Leonis (ο Leo, ο Leonis), known also by its traditional name, Subra, is a binary star in the constellation of Leo, west of Regulus, some 130 light years from here, where it marks one of the lion's forepaws.
The two stars of Omicron Leonis (Subra-A and Subra-B) are given variably as type F9III giant for the primary and A5mV dwarf for the secondary[2] and subsequently as an F6II bright giant with a companion A7V dwarf star according to Kaler and others. Their combined apparent magnitude is +3.53.[1]
http://en.wikipedia.org/wiki/Omicron_Leonis


NGC 2903 - Galáxia Leo
Ascensão Reta 09h31m       Declinação +21o.36
Tipo SC                 Magnitude fotográfica aparente   9,48
Dimensões Angulares  16 X 6,8       Distância (milhões de anos-luz) 19,0


NGC 2903 é uma galáxia espiral localizada a cerca de vinte milhões e quinhentos mil anos-luz (aproximadamente 6,285 megaparsecs) de distância na direção da constelação do Leão. Possui uma magnitude aparente de 8,8, uma declinação de +21º 30' 07" e uma ascensão reta de 09 horas, 32 minutos e 09,9 segundos.
A galáxia NGC 2903 foi descoberta em 1784 por William Herschel.
http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_2903

http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_2903#mediaviewer/Ficheiro:NGC2903.jpg
NGC2903


NGC 2964 é uma galáxia espiral barrada (SBbc) localizada na direcção da constelação de Leo. Possui uma declinação de +31° 50' 49" e uma ascensão recta de 9horas, 42 minutos e 54,1 segundos.
A galáxia NGC 2964 foi descoberta em 7 de Dezembro de 1785 por William Herschel.
http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_2964

http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_2964#mediaviewer/Ficheiro:NGC2964-hst-R814GB40.jpg
NGC2964-hst-R814GB40
Fabian RRRR - Obra do próprio






Leo constellation map.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leo_A




Regulus nos lembra Antares 
que nos lembra Fomalhaut 
que nos lembra Aldebaran!

- Sobre o que estou falando?

- Sobre as Quatro Estrelas-Reais dos antigos Persas 
e que se posicionam em quatro cantos dos céus estrelados
 Há cerca de 5.000 anos, estas estrelas
ocupavam os tronos de marcação de Equinócios e de Solstícios, 
na chamada Era de Touro.
Eram conhecidas como as Guardiãs das Estações do Ano.



Vamos conhecer um tantinho sobre estas quatro reais estrelas?

Aldebaran.  Alpha Tauri. 
Ascensão Reta 04h34,8m - Declinação +16o 28’
Magnitude visual 1,06 - Distância 68 anos-luz
Uma estrela gigante alaranjada marcando o olho esquerdo e sul do Touro. 
Seu nome advém de Al Dabaran, Aquela que Segue. Aquela que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Pleiades. Formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus entre os persas cerca de 3.000 anos a.C, quando, enquanto Guardiã do leste, marcava o Equinócio Vernal - as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut





Regulus, Alpha Leonis
Ascensão Reta 10h07,3m  -  Declinação +12o.4
Magnitude visual 1,34 - Distância 84 anos-luz
Regulus é o pé do Leão (também conhecida como o coração do Leão).
O Pequeno Rei.
É uma estrela voltada para o mito de um  rei da Pérsia, Feridum que  era próspero mas que perdeu tudo em função de ter se envolvido com questões de vingança.
Regulus  era uma estrela real e  guardiã do norte - juntamente com Fomalhaut, Aldebaran e Antares, consideradas todas estrelas reais do céu dos persas.  Em virtude de um engano de Ptolomeu, que a nomeou de Pequeno Rei, hoje conhecemos esta estrela como Regulus.  Por se situar extremamente próxima à linha da Eclíptica, podemos sempre apreciar a Lua e os Planetas visíveis passando bem grudados à Regulus.





Antares.  Alpha Scorpii. Estrela Dupla e Variável
Ascensão Reta 16h28,2m   - Declinação -26o 23’
Magnitude visual 1,22 - Distância 520 anos-luz
Magnitude visual 1,1 e 6,5  Distância entre estrelas 2”,90
Uma estrela binária, intensamente avermelhada e verde-esmeralda, situada no corpo do Escorpião.  De Anti-Ares, similar ou Rival de Ares, Marte. Foi uma das quatro estrelas reais da Pérsia, cerca de 3.000 anos a.c., e atuava como a Guardiã do Oeste pois marcava o Equinócio de Outono. Muitas vezes chamada de Coração do Escorpião, Cor Scorpio.





Fomalhaut.  Alpha Piscis Australis. 
Ascensão Reta 22h 56,5m - Declinação -29o 44’
Magnitude visual 1,29 - Distância 22 anos-luz
Uma estrela avermelhada na boca do Peixe ao Sul. De Fum al Hut, a Boca do Peixe.  Foi uma das quatro estrelas reais da Pérsia, por volta de  3.000 anos a.c, atuando como a Guardiã do Sul e marcando o solstício de inverno.






- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




As Quatro Estrelas-Reais dos Persas 
ocupando os quatro cantos dos céus estrelados..... 
- nos dias de hoje:

Caro Leitor, observe nestas Ilustrações abaixo as mudanças que ocorreram em termos dos posicionamentos dos pontos dos Equinócios e dos Solstícios entre as estrelas mencionadas - as quatro estrelas-reais dos Persas - e a Linha da Eclíptica e do Equador Celeste nos dias de hoje.



Stellarium 



Vemos nesta Ilustração, a estrela-alpha Tauri, Aldebaran, trazendo a Primavera, a Guardiã do Leste, uma das quatro estrelas-reais dos Persas. 

 E vemos também a estrela-alpha Leonis, Regulus, trazendo o Verão, a Guardiã do Norte.








 Sellarium 


Vemos nesta Ilustração, a estrela-alpha Scorpii, Antares, trazendo o Outono, a guardiã do Oeste.  

E vemos também a estrela-alpha Piscis Austrinus, Fomalhaut, trazendo o Inverno, a Guardiã do Sul.

Sabemos que a estrela Fomalhaut não fez parte das constelações da Linha da Eclíptica.  Porém, esta é a estrela mais proeminente durante o céu do inverno, a partir do ponto de vista do hemisfério norte.







Earth precessionDomínio público
Robert Simmon, NASA GSFC - Earth Observatory / NASA


AS ERAS

Movimentos: tudo sempre se move

Estarei repetindo aquilo que recebi em Fórum na Internet, parte da Aula 2 sobre Movimentos do Céu, by dario.rostirolla@londrina.pr.gov.br:

“Como é sabido, a Terra apresenta dois movimentos básicos (e outros): rotação (em torno do próprio eixo, com período de 1 dia) e translação (movimento orbital ao redor do sol, com período de 1 ano). Enquanto gira ao redor do Sol, a Terra percorre em sua órbita cerca de um grau por dia - logo, as estrelas se adiantam um pouco com relação ao Sol (como um carro que se aproxima de uma esquina e obtém melhor visibilidade), cerca de 4 minutos. É esta a causa da pequena diferença entre o dia solar e o dia sideral.

No decorrer de um ano a Terra percorre 360 graus ao redor do Sol, de modo que as estrelas que se encontravam ocultadas pelo Sol, dentro de algum tempo se tornarão visíveis em função do deslocamento da Terra sobre sua órbita. Ao longo do ano, diferentes partes do céu vão se tornando visíveis em determinado horário fixo (digamos, logo após o pôr do Sol), de modo que toda a esfera celeste vai sendo avistada ao longo do ano, setor por setor. A cada ano, esse movimento se repete de modo que as constelações visíveis numa determinada data serão visíveis na mesma data dos anos subseqüentes.”

A precessão dos Equinócios é o movimento que estaria aglutinando, digamos assim, ambos os movimentos anteriores: o de rotação e o de translação. 

Não podemos nos esquecer que a Terra gira em torno de seu eixo sim, porém com uma inclinação de 23 graus....  Ao mesmo tempo, a Terra perfaz um passeio de 360 graus em sua órbita em torno ao Sol.  Ao mesmo tempo, também o Sol vai realizando seu próprio andamento e o faz em direção a um ponto próximo  à constelação Hercules.  Tudo no universo se movimenta... por que deixaria nosso Sol de fazer o mesmo?

Ao longo do período de 26 mil anos, esse eixo da Terra em movimento de rotação e de translação e atrelado ainda ao movimento próprio do Sol, vai imantando os direcionamentos norte e sul e deslocando, apontando então para diferentes pontos dessa região da esfera celeste! Esse grande círculo imaginário que se forma é o Grande Ano das Eras! Uma maneira simples de entender esse movimento é soltarmos um pião e o deixarmos girar, girar, girar..... é bem assim.  A estrela que denominamos de Polar, vem atuando como imantação Norte desde há muito tempo e ainda estará fazendo isso por bom tempo adiante.  Porém, um dia no futuro, teremos que renomeá-la... pois não estará mais reinante na posição de Estrela Polar.



É realmente interessante que possamos perceber
 as questões relativas às mudanças de Eras
 em termos de onde caem os Pontos de Equinócios e de Solstícios:

A Era de Gêmeos trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Primavera, Virgem ocupando o lugar do Solstício do Verão, Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.



Quadro sobre a Precessão dos Equinócios durante 4 Eras, mostrando o Caminho do Sol contra o pano de fundo das constelações do    Zodíaco.  As cores originais foram invertidas.
Inserido no Artigo “When the Zodiac Climbed into the Sky” por Alexander Gurshtein para a Revista Sky & Telescope edição de outubro de 1995, página 30,  publicada por Sky Publishing Corporation, Cambridge, MA, USA.



A Era de Touro trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Leão ocupando o lugar do Solstício do Verão; Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.

Permita-me lhe dizer, caro Amigo das Estrelas, que teria sido naquela Era que surgiu o conceito das Quatro Estrelas Reais, Guardiãs das Quatro Estações do Ano e da Vida:  em Touro, Aldebarã, o olho iluminado, guardiã do Leste; em Leão, Regulus, sua pata dianteira, guardiã do Sul; em Escorpião, Antares, a rival de Marte, Anti-Ars, gigante vermelha maravilhosa, guardiã do Oeste; e finalmente, Fomalhaut, em Pisces Austrinus, guardiã do Norte.

A Era de Áries trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Câncer ocupando o lugar de Solstício do Verão; Balança ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Capricórnio ocupando o lugar do Solstício de Inverno.



AS ESTRELAS POLARES

Vega,a estrela Alpha Lyrae, atuou como a estrela polar (há mais de 12 milênios).  Vega estará novamente ocupando o lugar de estrela polar mais uns tantos milênios à frente (14.000 anos DC, ou seja mais 12.000 anos à frente) - sempre a estrela polar mais brilhante!






A Precessão acontece porque as forças gravitacionais do sol e da lua atuam por sobre a Terra (que não é esférica) enquanto esta gira, vagarosamente mudando a orientação do eixo da Terra.  Este eixo, inclinado num ângulo de 23o, traça um caminho em torno da eclíptica ao longo de 25.800 mil anos terrestres na realização de todo seu círculo. Isso significa que Polaris - a estrela que viemos considerando nossa estrela polar  celestial do norte -, vagarosamente irá transmitir sua posição à Vega, a brilhante estrela da constelação da Lira. 

Extraído da revista Astronomy,  edição de junho de 2002, página 73.  Parte do texto foi traduzido literalmente por Janine e também a ilustração sobre o caminho do pólo norte celestial foi invertida, para melhor visualização.


Polaris.  Alpha Ursae Minoris. 
Ascensão Reta 02h10,0 - Declinação +89o 10
Magnitude visual 2,12 (variável) - Distância 680 anos-luz
Uma estrela dupla, amarelada topázio e de pálido branco, situada na cauda da Ursa Menor, e atuando como o pólo celeste norte. 
De acordo com a precessão dos equinócios, o pólo movimenta-se num circulo entre as estrelas e perfaz cerca de 26 mil anos de completa revolução. 
Atualmente, a estrela Polar encontra-se a 01o 14’ de distancia do pólo
e continuará nessa aproximação até o ano 2095,
quando  alcançará sua menor distância de 26’30’’.

Vega.  Alpha Lyrae.  Estrela Dupla
Ascensão Reta 18h 36,2m - Declinação +38o 46’
Magnitude visual 0,14 - Distância 26 anos-luz
Magnitude visual 0,1 e 10,5  Distância entre estrelas 62”,84
Uma estrela cor de safira pálido, situada na parte inferior da Lira.  De Al Wai, Aquela que Cai, e conhecida na antiguidade como o Corvo que Cai, Vultur Cadens.   A Águia que cai, nome latino assim registrado nas Tabuas Alfonsinas, mas cuja origem provém do vocábulo árabe Waki.  Também conhecida como a Águia mergulhando no Ar.

Thuban - Alpha Draconis
Dragão, nome de origem árabe

Em 3.000 AC, esta estrela ocupava o lugar de estrela polar norte porém a precessão dos equinócios movimentou aquilo que chamamos de Estrela Polar, Polaris, para esta posição.

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Pequeno Glossário:

Apex  -  um ponto central para onde outro objeto orbita e se move em direção a.
Apex do Caminho do Sol  -  o ponto na esfera celeste em direção ao qual nosso Sol viaja numa velocidade de cerca de 20 quilômetros por segundo.  A posição correta do apex do Sol pode variar entre os cientistas porém é quase acordado que seja em Hércules ou Lyra, Ascensão Reta de 18 horas ou 270 graus e Declinação 34 Norte. (3)
Eclíptica (plano da)  -  Plano da órbita terrestre.  Podemos definir também como o grande círculo de interseção deste plano com a esfera celeste.  O plano da eclíptica é inclinado de 23o27’ em relação ao Equador.
Ponto vernal  -  ponto da esfera celeste, situado na interseção da eclíptica com o equador, na qual o Sol, em seu movimento aparente anual, passa do hemisfério sul para o norte.(....) O ponto vernal é habitualmente designado pela letra y; equinócio da primavera, equinócio vernal, primeiro ponto de Áries.  (1)
Equinócio  -  Ponto da esfera celeste, interseção da eclíptica com o Equador.  O equinócio da primavera corresponde à passagem do Sol do hemisfério austral ao hemisfério boreal.  O equinócio do outono é o caso inverso.  Tais termos se aplicam também aos momentos em que estes fenômenos ocorrem.  Podemos dizer, também, que o equinócio é a data do ano na qual o dia é igual à noite (20-21 de março  -  22-23 de setembro)   (2)
Precessão dos Equinócios  -  o movimento do equinócio consiste em uma retrogradação (ou precessão) sobre a eclíptica, da ordem de 50.256 por ano, ou seja, de uma volta completa do equilíbrio em 26.000 anos  (2)
Solstício  -  é o instante no qual o Sol está mais afastado do Equador (22 ou 23 de junho e 22 ou 23 de dezembro)  (2)  -  Nessas datas, acontecem os solstícios de inverno e de verão.

(1)  -  Atlas Celeste
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
6ª edição  -  Editora Vozes, Petrópolis, RJ, Brasil – 1986
(2) -   Explicando o Cosmos
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
Editora Tecnoprint S.A.,  Rio, Brasil, 1984
(3) Norton’s Star Atlas
Arthur P Norton and J. Gall Inglis
Sky Publishing Co.
Cambridge, MA, USA



http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania20.jpg




Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, 
bem mais, 
entre o céu e a terra 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward