sexta-feira, 3 de março de 2017

Lua visitando as Irmãs que Choram (ou que dançam?), as Plêiades, Objeto Messier 45, em Touro




Olá!

A constelação do Touro é imensa
- mesmo que seja figurado somente a partir de sua metade dianteira,
incluindo peito e coração, patas dianteiras e cabeça e chifres.

A Lua demora cerca de bons três dias 
para bem realizar seu passeio através o Touro,
começando por seu abraço às Pleiades, 
as irmãs que choram, M45,
depois mergulhando nas Hyades 
e cumprimentando a belíssima Aldebaran, 
estrela-alpha Tauri;
finalizando ao roçar um dos chifres do Touro,
de um lado 
a maravilhosa M 1, a Nebulosa do Caranguejo,
e, de outro lado,
 El Nath, estrela-beta Tauri.

Estaremos também nós nos sentindo 
como se a Lua fôssemos
e visitando o Touro em três partes/Postagens
 acima comentadas.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium





http://www.raremaps.com/gallery/enlarge/37703

Map Maker: Elijah J. Burritt






http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania17.jpg



  Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações - CARJ




TAURUS, O TOURO

Posicionamento:
Ascensão Reta 3h20m / 5h58m    Declinação +0o.1 / +30o.9


Mito:

Júpiter ansiava por encontrar-se com Europa.  
Certa vez, disfarçou-se em touro e fez parte de uma manada 
até encontrar-se com a moça, numa praia.  
Europa sentiu-se encorajada com a placidez do touro
 e montou-o 
e foi quando Júpiter correu para o mar 
e levou a moça até a ilha de Creta.  

De acordo com outro mito, 
o touro representa Io 
a quem Júpiter transformou em vaca, 
para despistar o ciúme e a vigilância de Juno, sua mulher.



http://www.theoi.com/Gallery/K1.8.html
K1.8 EUROPA & THE BULL
Museum Collection: Kunst-historiches Museum, Vienna, Austria 
Museum Catalogue No.: TBA Beazley Archive No.: N/A 
Ware: Apulian Red Figure Shape: Kylix 
Painter: -- Date: ca 330 - 320 BC 
Period: Late Classical



Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

A mais antiga de todas as constelações e talvez a primeira a ser delimitada pelos babilônios, que a utilizaram para marcar o início do ano, pois o equinócio da primavera, há 4000 AC, localizava-se neste asterismo. 

 Aliás, o estudo de todos os antigos zodíacos mostram o seu início no Touro: o ano começava com o aparecer matinal das Pleiades na primavera, e o inverno, com o seu aparecimento vespertino no outono.  

O aparecimento das Pleiades em novembro era saudado como a festa dos mortos, que comemoramos até hoje. 
Povos da antiguidade, como os caldeus e hebreus, davam ao mês de novembro o nome de Pleiades.

No mais antigo de todos os zodíacos egípcios - o de Denderah -, a constelação do Touro está associada a Osíris, que era o deus especial do Nilo.

O nascer helíaco das Hyades, principal aglomerado do Touro, era associado à estação da chuva - donde a origem do seu nome, que significava ‘chover’.


Fronteiras:
Taurus situa-se entre as constelações de Gemini, Auriga, Perseus, Áries, Cetus, Eridanus e Orion

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986








http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4e/Pleiades_large.jpg
Origemhttp://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2004/20/image/a/
AutorNASA, ESA, AURA/Caltech, Palomar Observatory
The science team consists of: D. Soderblom and E. Nelan (STScI), F. Benedict and B. Arthur (U. Texas), and B. Jones (Lick Obs.)





AS PLEIADES




As Pleiades sempre me parecem figurar um tercinho, algo assim,

composto de estrelinhas bem delicadas, sutis, quase inefáveis,
e que somente se apresentam em lugares de céus mais escuros e transparentes.



Quando em noites de ausência de Lua
e em lugares de céus escuros e transparentes,as Pleiades ganham luminosidade, 

surgem de onde estiveram escondidas
e se apresentam magnificamente
e sempre nos emocionam muitíssimo,
nos trazendo o desejo de podermos rezar em suas continhas de terço celeste!


As Pleiades formam um aglomerado, 
com Alcyone como estrela principal, 
estrela situada no ombro do Touro.








  Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações (excerto) - CARJ


Pleiades - M45

Distância: cerca de 350 anos-luz.
Aglomerado de mais de 400 estrelas
 em uma área de um grau de diâmetro
 e facilmente visível a olho nu.

As Pleiades ou Atlântidas eram as sete filhas de Atlas e Pleione, 
seis das quais podem ser vistas a olho nu e uma invisível ou “perdida”. 

Elas eram as companheiras virgens de Diana 
e foram levadas para o céu 
para escaparem do Gigante Orion que as importunava. 


http://www.eso.org/public/archives/images/screen/potw1347a.jpg
http://www.eso.org/public/images/potw1347a/
Credit: ESO/B. Tafreshi (twanight.org)
Babak Tafreshi, one of the ESO Photo Ambassadors, has captured the antennas of the Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) in an enthralling image combining the beauty of the southern sky with the amazing dimensions of the biggest astronomical project in the world.
Thousands of stars are revealed to the naked eye in the clear skies over the Chajnantor Plateau. Its dry and transparent night sky is one of the reasons ALMA has been built here. Surprisingly bright in the upper left corner of the picture, there is a tightly packed bunch of young stars, the Pleiades Cluster, which was already known to most ancient civilisations. The constellation of Orion (The Hunter) is clearly visible over the closest of the antennas — the hunter’s belt is formed by the three blue stars just to the left of the red light. According to classic mythology, Orion was a hunter who chased the Pleiades, the beautiful daughters of Atlas. When seen through the thin atmosphere over the Atacama, it almost seems that this epic hunt is really happening.
http://www.eso.org/public/images/potw1347a/

(Minha humilde tradução literal para o texto explicativo acima acerca esta belíssima imagem realizada por Babak Tafreshi)
Milhares de estrelas nos são apresentadas a olho nu nos céus  límpidos do Plateau Chajnantor.  O céu noturno seco e transparente é uma das razões pelas quais ALMA foi ali construído.  Surpreendentemente iluminado no canto esquerdo ao alto da foto encontra-se um aglomerado de estrelas jovens bem compactadas, o Aglomerado das Pleiades (que também era conhecido nas antigas civilizações).  A constelação de Orion (O Caçador) é claramente visível e bem próximo às antenas - o Cinturão do Caçador sendo formado peles três estrelas azuladas bem à esquerda da luz vermelha.  De acordo com a mitologia clássica, Orion era um caçador que buscava alcançar as Pleiades, as belas filhas de Atlas.  Quando visto através a atmosfera delicada do Atacama, nos parece que esse épico de caçada está realmente acontecendo.




Atlas holding the sky. 7201: Atlante sostiene la volta celeste 2C AD. Collezione Farnese. National Archaeological Museum, Naples.  


De acordo com outro mito, 
as Pleiades foram para o céu por causa de suas tristezas
 com o destino de seu pai, Atlas, 
que carregava o mundo nas costas.



http://www.observatorio.ufmg.br/dicas10.htm


Os nomes das Irmãs que Choram e de seus pais  são:
Alcyone, Maia, Electra, Merope, Taygette, Celaeno e Sterope,
com a adição dos pais, Atlas e Pleione.

A Plêiade que se perdeu parece ser Merope, que casou-se com um mortal, Sisyplus, 
e por isso escondeu-se
 por ser a única filha que não foi casada com um deus.  

Outro mito diz que foi Electra quem desapareceu
 em função de sua dor pela destruição de Ilium, 
que foi fundada por seu filho Dardanos.

As Pleiades formam um aglomerado, com Alcyone como estrela principal, situado no ombro do Touro.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Estrelas mais brilhantes

As nove estrelas mais brilhantes nas Plêiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia gregaAsteropeMéropeElectraCelenoTaigeteMaia e Dríope, junto com seus pais, Atlas e Pleione. Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades. O nome do aglomerado é em si de origem grega, apesar da etimologia não estar clara. Algumas derivações incluem: de πλεîν plein, navegar, fazendo das Plêiades "as navegantes"; de pleos, cheio ou muitos; ou então de peleiades, bando de pombas. A seguinte tabela dá detalhes das estrelas mais brilhantes no aglomerado:

EstrelaDesignaçãolongitude em 2000classe espectral
Electra17 Tauri29TAU25B5
Celaeno16 Tauri29TAU26B7
Taygeta19 Tauri29TAU34B7
Maia20 Tauri29TAU41B9
Merope23 Tauri29TAU42B5
Asterope21 Tauri29TAU44B9
AlcyoneEta (25) Tauri00GEM00B7
Pais das Plêiades
Atlas27 Tauri00GEM21B9
Pleione28 (BU) Tauri00GEM23B8


http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades




F. E. Fillebrown engraving of The Dance of the Pleiades by Elihu Vedder



As Plêiades (Messier 45) são um grupo de estrelas na constelação do Touro. As Plêiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado abertoM45 são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades tem váriossignificados em diferentes culturas e tradições.
O cluster é dominado por estrelas azuis quentes, que se formaram nos últimos 100 milhões de anos. Há uma nebulosa de reflexão formada por poeira em torno das estrelas mais brilhantes que acreditava-se a princípio ter sido formado pelos restos da formação do cluster (por isto receberam o nome alternativo de Nebulosa Maia, da estrelaMaia), mas hoje sabe-se que se trata de uma nuvem de poeira não relacionada ao aglomerado, no meio interestelar que as estrelas estão atravessando atualmente. Os astrônomos estimam que o cluster irá sobreviver por mais 250 milhões de anos, depois dos quais será dispersado devido a interações gravitacionais com a vizinhança galática.
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Visualização

É um excelente objeto para a visualização, desde os mais simples binóculos até os maiores telescópios, mostrando mais de 100 estrelas em um diâmetro aparente de cerca de 72 minuto de arco. Contém inúmeras estrelas duplas ou múltiplas. A nebulosa de Mérope, em torno da estrela Mérope, pode ser vista com telescópios amadores de 4 polegadas de abertura em um céu noturno de excelente qualidade.


LEIA MAIS
em




Programa Stellarium - As Pleiades aproximadas


Quem não conhece As Pleiades?

Mesmo em lugares de céus extremamente iluminados 
- assim como acontece nas cidades -,
mesmo que esses moradores possam tão somente observar a olho nu 
Aldebaran, a estrela-alpha Tauri,o Olho Iluminado do Touro; 
mesmo que esses moradores jamais tenham visualizado As Pleiades....,
mesmo assim e mesmo por tudo isso e com tudo isso, 
moradores das urbes e das roças e das florestas,
todos já ouviram falar nas Pleiades!

Sempre o nome "Pleiades" nos faz lembrar da constelação do Touro, não é verdade?

No entanto, existe um outro conjunto estelar também denominado de Pleiades, você sabia?
A bem da verdade, essa denominação acontece como Pleiades do Sul ou Pleiades Austrais.

As Pleiades do Sul ou Austrais são um aglomerado aberto 
 conhecido como IC 2602
e que vêm encantando de tal maneira a visão de quem as observa
 (mesmo a olho nú e em lugares de céus escuros e transparentes!)
que também recebeu o nome de "Diamantes Celestes"!

As Pleiades do Sul moram bem pertinho (visualmente falando)
da Grande Nebulosa em Carina, a Quilha do Navio. 
(Veja nossa Postagem acessando

Vemos, portanto,
que existe um lugar de maravilhas que podem ser visualizadas a olho nú,
sempre em lugares de céus escuros e transparentes, é claro,
 um lugar fronteiriço entre as patas traseiras do Centauro
- não nos esquecendo que o Cruzeiro do Sul situa-se entre as patas traseiras e dianteiras -
e as partes que sobraram da Quilha e da Proa do Navio Argo
(no mito, pedras desabaram sobre estas partes e as destruíram

e o Navio foi levado ao céu estrelado do sul carente de Proa -
e isso será tema para outra conversa nossa!).




http://www.observatorio.ufmg.br/dicas10.htm





apod.nasa.gov

Astronomy Picture of the Day
M45: The Pleiades Star Cluster 
Credit & Copyright: Roberto Colombari
http://apod.nasa.gov/apod/ap130918.html




Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...,
 bem como percebendo que o caos,
 vagarosamente,
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita 
quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward