quarta-feira, 29 de março de 2017

Ursa Maior e Cruzeiro do Sul nos ajudando a determinar pontos cardeais e estações do ano



Olá!

A Postagem de hoje 
estará nos apontando
para dois momentos 
dos céus estrelados:
um, bem ao norte 
e sendo vivenciado pela Grande Ursa, 
a Ursa Maior;
outro, 
bem ao sul 
e sendo vivenciado pela Cruz, 
o Cruzeiro do Sul.

Nestes momentos próximos 
ao Equinócio da Primavera,
Caro Leitor,
podemos observar
que, por volta da meia-noite,
a linha do meridiano
assinala o rabo da Grande Ursa, ao norte,
e passa ao centro
da Cruz, ao sul.




Stellarium



Observe, Caro Leitor,
o apontamento para o Polo Norte
- assim como dizem acontecer 
com aquilo que é conhecido como 
Big Dipper, o Arado, o Carro:
 sete estrelas em fantástico desenho na Ursa Maior


Stellarium



http://apod.nasa.gov/apod/ap160331.html
http://apod.nasa.gov/apod/ap160331.html
Big Dipper to Southern Cross 
Image Credit & CopyrightPetr Horálek 






Observe, Caro Leitor,
a constelação do Cruzeiro do Sul
que os índios tupis-guaranis 
aprenderam a determinar os pontos cardeais, 
o intervalo de tempo transcorrido durante a noite 
e as estações do ano.

Stellarium



Estas duas constelações
também podem ser conhecidas 
pelo fato de apontarem
para as estações do ano ....

Convido, portanto, 
aos Leitores que vivem no hemisfério norte 
e que conseguem bem observar a constelação da Ursa Maior
e
aos Leitores que vivem no hemisfério sul 
e que conseguem bem observar a constelação do Cruzeiro do Sul
 a todos nós começarmos a pesquisar 
e a estudar mais profundamente 
sobre estas determinações
de conhecermos as horas da noite, 
os pontos cardeais e as estações do ano
e ainda como chegarmos até os Polos Norte e Sul....
- e tantos outros conhecimentos! -
através nossa simples observação dos céus que nos protegem.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward





http://apod.nasa.gov/apod/image/1106/2011-05Andreo_BigDipper7k.jpg

The Big Dipper 
Image Credit & CopyrightRogelio Bernal Andreo
Explanation: The best known asterism in northern skies, The Big Dipper is easy to recognize, though some might see The Plough. Either way, the star names and the familiar outlines will appear in this thoughtfully composed 24 frame mosaic when you slide your cursor over the image. Dubhe, alpha star of the dipper's parent constellation Ursa Major is at the upper right. Together with beta star Merak below, the two form a line pointing the way to Polaris and the North Celestial Pole off the top edge of the field. Notable too in skygazing lore Mizar, second star from the left in the dipper's handle, forms a vision-testing visual double star with apparently close Alcor. Also identified in the famous star field are Messier catalog objects. Download the higher resolution image to hunt for exquisite views of some of Messier's distant spiral galaxies and a more local owl.


http://apod.nasa.gov/apod/ap110624.html



As sete estrelas formando O Carro são uma rara exceção
 em não serem um grupo de estrelas puramente acidental. 
Com a exceção da estrela Dubhe, a estrela Alpha da Grande Ursa,
 e de Benetnash (a estrela Eta da Ursa Maior),
 as demais cinco estrelas brilhantes viajam juntas através o espaço
 e formam - juntamente com 12 outras estrelas em vários pontos do céu - 
um aglomerado de estrelas que se movimenta 
e que está mais próximo de nós do que todos os demais aglomerados estelares.  
Sua movimentação se faz em direção ao Sagitário em cerca de 14 km por segundo
.  A conexão física das estrelas do aglomerado 
são testemunhas de suas origens em comum 
- assim como acontece no aglomerado das Hyades, em Taurus, 
com uma formação similar.

As sete estrelas que formam o Asterismo de O Carro são:
Dubhe, Merak, Phekdo, Megrez, Alioth, Alcor e Mizar e Benetnash





2017 April 7
See Explanation.
Moving the cursor over the image will bring up an annotated version.
Clicking on the image will bring up the highest resolution version
available.
Castle Eye View 
Image Credit & CopyrightStephane Vetter (Nuits sacrees, TWAN)

Explanation: The best known asterism in northern skies, The Big Dipper is easy to recognize, even when viewed upside down, though some might see a plough or wagon. The star names and the familiar outlines appear framed in the ruined tower walls of the French Chateau du Morimont if you just slide your cursor over the image or follow this linkDubhe, alpha star of the dipper's parent constellation Ursa Major is at the lower left. Together with beta star Merak the two form a line pointing the way to Polaris and the North Celestial Pole, hidden from view by the stones. Since the image was captured on March 30, you can follow a line from dipper stars Phecda and Megrez to spot the faint greenish glow of Comet 41P/Tuttle-Giacobini-Kresak below center, still within the castle eye view. The periodic comet made a remarkable close approach to planet Earth on April 1.

Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes
Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



NA ANTIGUIDADE, 
MITOS E OBSERVAÇÃO SOBRE
A URSA MAIOR INDICANDO 
AS DIFERENTES ESTAÇÕES DO ANO:




http://burro.astr.cwru.edu/Academics/Astr201/Spring/Spring.html


A PONTA DA CAUDA DA URSA MAIOR
VAI SENDO OBSERVADA ATRAVÉS
SEU PERCURSO AO LONGO DE ANO E DAS QUATRO ESTAÇÕES:

SEMPRE PRÓXIMO À MEIA-NOITE,
QUANDO DO MOMENTO EXATO DE UM EQUINÓCIO 
OU DE UM SOLSTÍCIO,
O SOL ESTARÁ VISITANDO ESTE PONTO DA ECLÍPTICA
ENQUANTO A CAUDA DA URSA MAIOR ESTARÁ APONTANDO
PARA A OPOSIÇÃO DESTE PONTO!

Quer dizer, como na Ilustração abaixo,
podemos perceber
que bem próximo à meia-noite no dia do Equinócio da Primavera
(para o hemisfério norte)
quando o Sol está cruzando o chamado Ponto Vernal,
o rabo da Grande Ursa aponta para o ponto do Equinócio do Outono!


Programa Stellarium



Não existe dúvida que, em meio a todas as constelações,
 a mais conhecida é a Grande Ursa
cujas estrelas são confiáveis em nos ajudar
 a localizar Polaris, estrela Alfa da Ursa Menor, 
e a direção para o Polo norte celestial.


Asterismo dos Pointers, Apontadores,
 é formado pelas estrelas Alpha e Beta Ursae  Majoris.  
Essas estrelas são tomadas como pontos de referência 
em termos de uma distância e de uma direção.  
Percorrendo 5 vezes essa distância,
 encontramos a Estrela Polar, situada a 0.8o. do Pólo Norte celestial.



http://psient.blogspot.com.br/2012_04_01_archive.html


As sete estrelas que formam o Asterismo de O Carro são:
Dubhe, Merak, Phekdo, Megrez, Alioth, Alcor e Mizar e Benetnash


Dubhe - Alpha Ursae Majoris
Ascensão Reta 11h 02,5m - Declinação + 61o 52’
Magnitude visual 1,95 - Distância 105 anos-luz
O dorso da Ursa, nome que provém da expressão árabe Dhahr-al-Doubb.

Merak - Beta Ursae Majoris
Ascensão Reta 11h 00,6m - Declinação + 56o 30’
Magnitude visual 2,44 - Distância 78 anos-luz

Alcor - Zeta Ursae Majoris - Estrela Dupla
AR 13h21m  Dec.  + 55o.11
Magnitude visual 2,4 e 4,0  Distância entre estrelas 14’,43
A Fraca, designação árabe que indica ser o brilho desta estrela inferior ao de Mizar, com que forma um par visível à vista desarmada.

Mizar - Zeta Ursae Majoris - Estrela Dupla
Ascensão Reta 13h 23,1 - Declinação +55o 02’
Magnitude visual 2,40 - Distância 88 anos-luz
A Brilhante
As duas estrelas podem ser vistas a olho nu porém um bom telescópio resolve nos apresentar as estrelas componentes para Mizar e Alcor, ou seja, formando, então, um grupo de múltiplas estrelas.

Phecda - Gamma Ursae Majoris
Ascensão Reta 11h 52,7m - Declinação + 53o 49’
Magnitude visual 2,54 - Distância 90 anos-luz
A Coxa, nome árabe para designar a estrela situada na coxa da Ursa Maior.

Alioth - Epsilon Ursae Majoris
Ascensão Reta 12h 53,2 - Declinação +56o 04’
Magnitude visual 1,68 - Distância 68 anos-luz
A Cauda da Ursa.

Alkaid - Eta Ursae Majoris
Ascensão Reta 13h 46,8m - Declinação +49o 25’
Magnitude visual 1,91 - Distância 210 anos-luz
O Condutor, nome que os antigos árabes davam ao chefe das carpideiras que  choravam o morto do esquife, que era para eles o Carro da Ursa Maior.

Megrez - Delta Ursae Majoris
A Raíz, vocábulo árabe designativo do ponto de onde sai a cauda da Ursa Maior.


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



http://en.wikipedia.org/wiki/File:Starry_Night_Over_the_Rhone.jpg
TitleStarry night over the Rhône
Description
depicts the Rhône River at night
Date (Arles)
Mediumoil on canvas
Dimensions72.5 × 92 cm (28.5 × 36.2 in)



DO NORTE
 - Ursa Maior -

ao 

SUL
- Cruzeiro do Sul -





Description
English: Wide field photo of the Crux (Southern Cross) constellation. The Coalsack Dark Nebula can be seen as the dark area below-right in the constellation. This photo was taken under foggy skies, causing the stars to become large glowing orbs. Image was created using 15 × 182 second (45 mins total) sub exposures taken with a stock Canon EOS 5D Mark II and 100 mm f/2.8L IS Macro lens at f/4 and ISO 1600 mounted on an Astrotrac equatorial mount, stacked using Deep Sky Stacker and finished using Adobe Photoshop CS5.
Date
SourceOwn work
Previously published: http://www.iceinspace.com.au/forum/showthread.php?t=89854
AuthorNaskies
Permission
CC-BY-SA-3.0; Released under the GNU Free Documentation License.


Estrelas , em Cruzeiro do Sul:

Acrux.  Alpha Crucis.  Estrela Dupla
Ascensão Reta 12h 25,4 - Declinação -62o 59’
Magnitude visual 1,58  e 2,1- Distância 370 anos-luz
Distância entre estrelas 4”,29
A estrela mais brilhante no Cruzeiro do Sul.  É uma estrela tripla.

Becrux - Beta Crucis - Mimosa
Ascensão Reta 12h 46,6m - Declinação - 59o 04’
Magnitude visual 1,50 - Distância 490 anos-luz

Rubídea - Gamma Crucis
Denominação brasileira em virtude da sua coloração avermelhada.  É conhecida como Gacrux.

Pálida - Delta Crucis
Designação brasileira em virtude de constituir a mais fraca em brilho das quatro principais estrelas da Cruz.

Mu Crucis - Estrela Dupla
AR 12h51m Dec -56o.54
M 3,9 e 5,4 Distância entre estrelas 35”,19

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes




Segundo o Link do Site Scientific American - Brasil:

Mitos e Estações no céu Tupi-Guarani

Com astronomia própria, índios brasileiros definiam o tempo de colheita, a contagem de dias, meses e anos, a duração das marés, a chegada das chuvas. Desenhavam no céu histórias de mitos, lendas e seus códigos morais, fazendo do firmamento esteio de seu cotidiano.



A Hora pelo Cruzeiro do Sul

O Cruzeiro do Sul (Curuxu) fica em plena Via Láctea, sendo a constelação mais conhecida dos habitantes do Hemisfério Sul. Ela é formada, em sua parte principal, por cinco estrelas, quatro delas representando uma cruz, e uma quinta fora do braço da cruz. Essas estrelas, pela ordem de brilho, são conhecidas, popularmente, como Magalhães, Mimosa, Rubídea, Pálida e Intrometida. Magalhães (a mais brilhante) e Rubídea (avermelhada) formam o braço maior da cruz; Mimosa e Pálida compõem o menor. A Intrometida (a mais apagada) não consta da representação dessa constelação pelos tupis-guaranis.

O Cruzeiro do Sul está próximo do Pólo Sul Celeste (PSC), prolongamento do eixo de rotação da Terra no nosso céu, parecendo girar em torno dele de leste para oeste, devido ao movimento de rotação da Terra de oeste para leste. Assim, dependendo do dia e da hora, a cruz pode estar de cabeça para baixo, deitada, inclinada ou em pé, sempre fazendo uma circunferência em torno do Pólo Sul Celeste.

A posição da constelação do Cruzeiro do Sul é utilizada pelos tupis-guaranis para determinar os pontos cardeais, o intervalo de tempo transcorrido durante a noite e as estações do ano. Quando a cruz se encontra em pé, o prolongamento do seu braço maior aponta para o ponto cardeal Sul. Olhando para o Sul, às nossas costas temos o Norte, à direita o Oeste e à esquerda, o Leste.

Tendo em vista que o Cruzeiro do Sul efetua uma volta completa em cerca de 24 horas, o tempo gasto, por exemplo, para ir da posição deitada até a posição em pé é de 6 horas. Assim, podemos determinar o intervalo de tempo transcorrido em uma noite observando duas posições do Cruzeiro do Sul.
 


http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/mitos_e_estacees_no_ceu_tupi-guarani.html


O início de cada estação do ano é determinado pelos tupis-guaranis considerando a posição da cruz ao anoitecer: no outono ela fica deitada do lado esquerdo do Sul, isto é, para leste; no inverno, fica em pé apontando para o Sul; na primavera, ela se encontra deitada para o lado oeste e no verão de cabeça para baixo, abaixo da linha do horizonte, sendo visível somente após a meia-noite. 

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/mitos_e_estacees_no_ceu_tupi-guarani.html



POSIÇÃO DA CRUZ AO NOITECER DO DIA 20 DE MARÇO,
 EQUINÓCIO DO OUTONO, para nós, do hemisfério sul:



Programa Stellarium


POSIÇÃO DA CRUZ PRÓXIMO À MEIA-NOITE DO DIA 20 DE MARÇO,
 EQUINÓCIO DO OUTONO, para nós, do hemisfério sul:

Programa Stellarium



Apontando para o Polo Sul usando o Cruzeiro do Sul:

Markers

Since the southern sky lacks an easily visible pole star, Alpha and Gamma (known as Acrux and Gacrux respectively) are commonly used to mark south. Tracing a line from Gacrux to Acrux leads to a point close to the Southern Celestial Pole.[7] Alternatively, if a line is constructed perpendicularly between Alpha Centauri and Beta Centauri, the point where the above mentioned line and this line intersect marks the Southern Celestial Pole. The two stars of Alpha and Beta Centauri are often referred to as the "Southern Pointers" or just "The Pointers", allowing people to easily find the asterism of the Southern Cross or the constellation of Crux.

Description
English: I, Michael Millthorn is the author of this illustration. Published in 2007.
Date (original upload date)
SourceTransferred from en.wikipedia; transfer was stated to be made by User:Iceblock.
AuthorOriginal uploader was Micke (usurped) at en.wikipedia
Permission
(Reusing this file)
CC-BY-2.5; Released under the GNU Free Documentation License.


In the Southern Hemisphere, the Southern Cross is frequently used for navigation in much the same way that the Pole Star is used in the Northern Hemisphere.
The south celestial pole can be located from the Southern Cross (Crux) and its two "pointer" stars α Centauri and β Centauri. Draw an imaginary line from γ Crucis to α Crucis—the two stars at the extreme ends of the long axis of the cross—and follow this line through the sky. Either go four and a half times the distance of the long axis in the direction the narrow end of the cross points, or join the two pointer stars with a line, divide this line in half, then at right angles draw another imaginary line through the sky until it meets the line from the Southern Cross. This point is 5 or 6 degrees from the south celestial pole. Very few bright stars of importance lie between Crux and the pole itself, although the constellation Musca is fairly easily recognised immediately beneath Crux.[28]
A technique used in the field is to clench one's right fist and to view the cross, aligning the first knuckle with the axis of the cross. The tip of the thumb will indicate south.[28]



The Milky Way Near the Southern Cross
Credit & Copyright: Yuri Beletsky
Explanation: The glow of the southern Milky Way and the well-known Southern Cross are featured in this colorful skyscape recorded in April over La Frontera, Chile. The Southern Cross (Crux) itself is at the right of the 20 degree wide field of view, topped by bright, yellowish star Gamma Crucis. A line from Gamma Crucis through the blue star at the bottom of the cross, Alpha Crucis, points toward the south celestial pole. Against faint Milky Way starlight, the dark expanse of the Coal Sack Nebula lies just left of the cross, while farther left along the Milky Way are the bright stars Hadar and Rigil Kentaurus, also known as Beta and Alpha Centauri. Blazing in the lower left, Alpha Cen is the closest star to the Sun, a mere 4.3 light-years distant. In fact, yellowish Alpha Cen is actually a triple star system that includes a sun-like star. Seen from Alpha Cen, our own Sun would be a bright yellowish star in the otherwise recognizable constellation Cassiopeia. 

Os desenhos formados pelas estrelas 
- AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, 
bem mais, 
entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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