sexta-feira, 21 de abril de 2017

Monoceros, o Unicórnio, timidamente posicionando-se entre Sirius e Procyon, mas apresentando duas maravilhosas nebulosas, Roseta e Cone


Olá!

Monoceros, o Unicórnio,
 apresenta-se de maneira a ser (mal) divisado
pois que se insere 
entre as constelações Canis Majoris e Canis Minoris
- Cão Maior e Cão Menor -
e, certamente, as duas estrelas-alpha dessas constelações
- Sírius e Procyum, respectivamente -
atuam enquanto boas guias 
para bem encontrarmos o Unicórnio.

E é claro que a presença do Gigante Caçador Orion 
se faz marcante
principalmente através sua estrela Betelgeuse, 
estrela-alpha Orionis,
que aponta diretamente para o Unicórnio
bem como para a fantástica e emocionante Nebulosa Roseta.


No entanto,
 mesmo em lugares de céus escuros e transparentes

e em noites sem Lua..., 
penso que não é realmente muito fácil
divisarmos a olho nú o Unicórnio 
dentre as estrelinhas extremamente tímidas
que delineiam esta constelação.


Quer dizer, existe um aparente grande hiato 

de pontos estelares visíveis a olho nú
entre Sirius e Procyom e Betelgeuse
e nesse hiato, nessa escura parte dos céus,
refugia-se o Unicórnio, Monoceros.


(Pelo menos, é assim que eu consigo observar

através meu céu rural - ainda um tanto manchado
pela iluminação advinda da cidadezinha próxima. 
Talvez em lugares de céus realmente distanciados da civilização,
será possível identificarmos as estrelas na direção de Monoceros
e compreerdemos o porquê da nomeação de Unicórnio).


Monoceros é uma constelação que vem sendo bem comentada
em função de acolher, no focinho do Unicórnio,
a maravilhosa Nebulosa Roseta
- o aglomerado aberto NGC 2244 
circundado por uma nebulosa difusa, NGC 2237,
e ambos formando uma verdadeira rosa celeste.

Outro objeto celeste maravilhoso
encontrado na direção do Unicórnio
é NGC 2264,
conhecido como a Nebulosa do Cone.

O Objeto Messier 50
pode ser encontrado bem próximo à maravilhosa Sirius.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium

Stellarium






http://www.raremaps.com/gallery/detail/37703/The_January_February_and_March_Sky_Cancer_Perseus_Gemini_Taurus/Burritt.html
Title: [The January, February & March Sky -- Cancer, Perseus, Gemini, Taurus, Orion, Monceros, Canis Major, Lepus, Argo Navis, Hydra, Perseus, Lynx, etc.]
Map Maker: Elijah J. Burritt






Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



 MONOCEROS, O UNICÓRNIO



Posicionamento:
Ascensão Reta 5h54m / 8h8m     Declinação -11o.0 / +11o.9


História:
Constelação adicionada por Bartschius, 1624.


Fronteiras:
Monoceros faz fronteira com Canis Minor, Gemini, Orion, Lepus, Canis Major, Puppis e  Hydra




 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



https://www.raremaps.com/gallery/detail/49188/La_Licorne_Le_Gd_Chien_Monoceros_and_Canis_Major/Flamsteed-Fortin.html



Star Names
Their Lore and Meaning 

by
Richard Hinckley Allen 

as reprinted
in the Dover edition, 1963
The text is in the public domain.

Monoceros, the Unicorn,

das Einhorn in Germany, la Licorne in France, and il Unicorno or Licorno in Italy, lies in the large but comparatively vacant field between the two Dogs, Orion, and the Hydra, the celestial equator passing through it p290lengthwise from the Belt of Orion to the tail of the animal, just below the head of Hydra. Proctor assigned to it the alternative title Cervus.
Its 4.6‑magnitude S, or Fl. 15, marks the head of the figure, facing towards the west.
This is a modern constellation, generally supposed to have been first charted by Bartschius as Unicornu; but Olbers and Ideler say that it was of much earlier formation, the latter quoting allusions to it, in the work of 1564, as "the other Horse south of the Twins and the Crab"; and Scaliger found it on a Persian sphere.
Flammarion's identification of it with the still earlier Neper has already been mentioned under Microscopium.
Monoceros seems to have no star individually named, but the Chinese asterisms Sze Fūh, the Four Great Canals; Kwan Kew; and Wae Choo, the Outer Kitchen, all lay within its boundaries.
It contains 66 naked-eye stars according to Argelander, — Heis says 112, — and is interesting chiefly from its many telescopic clusters, and as being located in the Milky Way.
It comes to the meridian in February, due south from Procyon.
α, the lucida, is Fl. 30, of 3.6 magnitude.







Stellarium

Stellarium




A maravilhosa Nebulosa Roseta

NGC 2237 + 2244 - A Nebulosa Rosette
NGC 2237 é uma nebulosa difusa circundando o aglomerado aberto NGC 2244.  A Nebulosa Rosette é difícil de ser observada visualmente mas a parte central do aglomerado pode ser resolvida facilmente através binóculos.  O aglomerado é fisicamente conectado à nebulosa: é possível que duas estrelas muito quentes que fazem parte deste aglomerado tenham ‘varrido’ a região central da nebulosa e a deixado sem gás - o que poderia ser a razão da aparência da Nebulosa Rosette, como se fosse um anel.

 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986





http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_Roseta#mediaviewer/File:Rosette_nebula_s.jpg
Rosette nebula s
A Nebulosa Roseta (H-Alpha)
Rosette nebula. Original text: These images are released into the public domain for private use or for use in the promotion of the IPHAS survey. If any image or images are redisplayed or reproduced, please accompany the image or images with the following acknowledgement: "Image based on data obtained as part of the INT Photometric H-Alpha Survey of the Northern Galactic Plane, prepared by Nick Wright, University College London, on behalf of the IPHAS Collaboration".





Monoceros constellation map.png

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alpha_Monocerotis#/media/File:Monoceros_constellation_map.png
Monoceros constellation map
Copyright © 2003 Torsten Bronger.






Por NASA - en:Image:NGC 2264, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4207810


NGC 2264 é um aglomerado aberto com nebulosa na direção da constelação de Monoceros. O objeto foi descoberto pelo astrônomo William Herschel em 1784, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+4,1), é visível mesmo a olho nu, embora nas regiões distantes de cidades.

https://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_2264





Stellarium


Nebulosa do Cone é uma região HII na constelação de Monoceros. Foi descoberta por William Herschel em 26 de dezembro de 1785, no momento em que ele a designou de H V.27. A nebulosa está localizada a cerca de 2 600 anos-luz da Terra. A Nebulosa do Cone faz parte da nebulosidade em torno do Aglomerado Árvore de Natal. A designação de NGC 2264 no New General Catalogue refere-se a ambos os objetos e não apenas à nebulosa.
A Nebulosa do Cone, assim chamada devido à sua forma aparente, fica na parte sul de NGC 2264. Na parte norte se localiza o Aglomerado Árvore de Natal de magnitude 3,9. Esses dois objetos estão localizados na parte norte de Monoceros, ao norte do ponto médio de uma linha que vai da estrela Procyon à estrela Betelgeuse.
A forma do cone é proveniente de uma nebulosa de absorção escura composta de hidrogênio molecular frio e poeira na frente de uma nebulosa de emissão de hidrogênio ionizado. Esta nebulosa contém S Monocerotis, a estrela mais brilhante de NGC 2264. A nebulosa é fraca e tem aproximadamente sete anos-luz de comprimento (com um comprimento aparente de 10 minutos de arco), e está a 2 700 anos-luz da Terra.
A nebulosa é parte um grande complexo de formação de estrelas. O Telescópio Espacial Hubble foi usado para capturar imagens de estrelas em formação, em 1997.
A nebulosa é muitas vezes referida como a Nebulosa de Jesus Cristo por causa de sua semelhança com Jesus com as mãos em posição de oração.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Cone


CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1727941
A Nebulosa do Cone em NGC 2264,.











Messier 50

Open Cluster M50 (NGC 2323), type 'e', in Monoceros

[m50.jpg]
Right Ascension07 : 03.2 (h:m)
Declination-08 : 20 (deg:m)
Distance3.2 (kly)
Visual Brightness5.9 (mag) 
Apparent Dimension16.0 (arc min)


Possibly discovered by G.D. Cassini before 1711. Discovered independently by Charles Messier in 1772.

Open cluster Messier 50 (M50, NGC 2323) is a pretty and considerably bright object located in a rich part of stars and nebulae in constellation Monoceros, near its border to Canis Major.

This cluster was discovered on April 5, 1772 by Charles Messier, but possibly G.D. Cassini had already discovered it before 1711, according to a report by his son, Jacques Cassini, in his book of 1740, Elements of Astronomy.

LEIA MAIS
em
http://messier.obspm.fr/m/m050.html

Stellarium



Messier 50 é um aglomerado estelar aberto localizado a 3 200 anos-luz da Terra na constelação de Monoceros. Possivelmente foi descoberto por Giovanni Domenico Cassiniantes de 1711. Em 5 de abril de 1772 Charles Messier o descobriu independentemente.
Messier 50 tem um raio de 10 anos-luz e uma idade estimada em 78 milhões de anos. Possui cerca de 200 estrelas, sendo que a mais brilhante é de classe B e tem umamagnitude de 9,0 ou 7,85.

Messier 50
Messier 50, projeto 2MASS
Messier 50, projeto 2MASS
Descoberto porGiovanni Domenico Cassini
Data1711
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoMonoceros
Asc. reta07h 03,2m
Declinação-08° 20′
Distância3200 anos-luz (1000 pc)
Magnit. apar.5,9
Dimensões16,0 minutos de arco
Características físicas
Raio10
Idade estimada78 milhões de anos
Nº estrelas200
Outras denominações
NGC 2323
Messier 50
Monoceros constellation map.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Messier_50



http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania31.jpg



Os desenhos formados pelas estrelas 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente
 a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...; 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos
 e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward