sábado, 8 de abril de 2017

Uma Cruz nos céus do sul


Olá!

Quem não conhece o Cruzeiro do Sul?
(quem não conhece é porque não mora no hemisfério sul...).

O Cruzeiro do Sul nos traz um tom 
de pertecimento ao nosso lugar natal,
um aconchego,
quase como se pudéssemos nos sentir mais protegidos
pela cruz estelar.  

Sempre a Cruz está nos céus estrelados, sempre...
Basta olharmos mais ao sul, e eis que a visualizamos, que a observamos...
mesmo em momentos, como agora,
em que a Lua vem buscando seu momento de Cheia
e invadindo céu e terra com sua luminosidade,
 -  em nosso doce Outono
e em tempos antecipadores da Páscoa!

É sempre também observarmos a famosa Caixinha de Joias
bem como o famoso Saco de Carvão!
(Bem, nesse caso,
é preciso que estejamos sob céus escuros e transparentes
e em noites sem a doce presença de Selene.)

Sobre estas questões, Ronaldo Rogério Mourão nos diz
na sexta edição de seu Atlas Celeste:

"A Nebulosa Escura Saco do Carvão:
Esta é provavelmente a nebulosa escura mais conhecida, 
sempre visível a olho nu em lugares de céus escuros e límpidos, 
parecendo como um ‘buraco’ na Via Láctea, na vicinitude da Cruz. 
 Esta nebulosa escura apresenta-se de maneira mais intensa neste lugar 
em função da densidade excepcionalmente brilhante d
a nuvem de estrelas da Via Láctea."


"NGC 4755 - A Caixa de Jóias - Aglomerado Aberto, Kappa Crucis
Denominado por Herschell como a Caixa de Jóias, 
este aglomerado aberto está situado a 1o. a sudeste de Beta Crucis, 
parecendo uma estrela de magnitude 4 quando visto a olho nú.  
Seu núcleo principal é formado por estrelas de diferentes colorações
 que tomam a forma de um A, ao redor do qual se agrupam 50 estrelas de brilho menor.  
Com um simples par de binóculos, esse A é facilmente visível. 
No entanto, através uma luneta, 
podemos notar as diferentes colorações de estrelas,
 passando pelo verde, pelo azul e indo até o violeta."

Nesta Postagem, Caro Leitor,
estaremos comentando 
sobre a belíssima constelação Crux,
o Cruzeiro do Sul, a Cruz,
suas estrelas, 
a Caixa de Joias 
o Saco de Carvão
e ainda outros objetos celestes.

Bons Estudos e Boa Observação!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium

Stellarium

Stellarium


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes






CRUX, A CRUZ, O CRUZEIRO DO SUL

Posicionamento:
Ascensão Reta  11h53m / 12h55m    Declinação -55o.5 / -64o.5

História:
Normalmente atribuída a Royer, 1679, porém bem mais antiga.

(Eu, Janine, penso que o Cruzeiro não poderia de deixar de ter sido visto em latitudes do hemisfério norte mais próximas ao Equador terrestre - por se encontrar enroscado entre as patas dianteira e traseira do Centauro - porém de maneira bem espraiada ao sul, certamente.  
No entanto, quando as viagens de circum-navegação começaram a acontecer com os navios rumando para o sul, é certo que esta constelação pôde ser bem mais marcada).

Fronteiras:
Cruz situa-se entre as constelações Centaurus e Musca






http://www.iau.org/static/public/constellations/gif/CRU.gif



Estrelas , em Cruzeiro do Sul:

Acrux.  Alpha Crucis.  Estrela Dupla
Ascensão Reta 12h 25,4 - Declinação -62o 59’
Magnitude visual 1,58  e 2,1- Distância 370 anos-luz
Distância entre estrelas 4”,29
A estrela mais brilhante no Cruzeiro do Sul.  É uma estrela tripla.

Becrux - Beta Crucis - Mimosa
Ascensão Reta 12h 46,6m - Declinação - 59o 04’
Magnitude visual 1,50 - Distância 490 anos-luz

Rubídea - Gamma Crucis
Denominação brasileira em virtude da sua coloração avermelhada.  É conhecida como Gacrux.

Pálida - Delta Crucis
Designação brasileira em virtude de constituir a mais fraca em brilho das quatro principais estrelas da Cruz.

Mu Crucis - Estrela Dupla
AR 12h51m Dec -56o.54
M 3,9 e 5,4 Distância entre estrelas 35”,19

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Crux constellation map.svg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acrux#/media/File:Crux_constellation_map.svg




Alpha Crucis (α Cru, α Crucis), conhecida como Acrux e Estrela de Magalhães (em homenagem ao navegante português Fernão de Magalhães), é a estrela mais brilhante da constelação de Crux (Cruzeiro do Sul). Com uma magnitude aparente combinada de cerca de 0,8,[2] é também a 13ª estrela mais brilhante do céu. De acordo com sua paralaxe, está localizada a aproximadamente 320 anos-luz (99 parsecs) da Terra.[1]
Acrux é um sistema estelar múltiplo composto por pelo menos três estrelas das quais se pode distinguir visualmente α¹ Cru e α² Cru, separadas por 4 segundos de arco no céu, o que corresponde a uma separação física mínima de 400 UA e um período orbital mínimo de 1 300 anos. Com uma magnitude aparente de 1,3 e tipo espectral de B0.5 IV, α¹ Cru é por sua vez uma binária espectroscópica, cujos componentes têm 14 e 10 vezes a massa solar e estão separados por cerca de 1 UA, completando uma órbita a cada 75,78 dias. α² Cru é uma estrela de classe B da sequência principal com uma magnitude aparente de 1,8 e massa de 13 massas solares.[2]
Uma estrela subgigante de classe B4, Alpha Crucis C, está localizada a 90 segundos de arco das outras estrelas do sistema e possui um movimento pelo espaço similar, o que sugere que poderia estar gravitacionalmente ligada ao resto do sistema. No entanto, essa estrela parece ter uma luminosidade muito baixa para sua classe, o que indica que está mais distante da Terra que Acrux, não fazendo parte do sistema.[2]
Acrux é uma das estrelas da bandeira do Brasil, e representa o estado de São Paulo.[5]



Beta Crucis (β Cru, β Crucis), também conhecida como Becrux ou Mimosa,[6] é a segunda estrela mais brilhante da constelação de Crux e a 19ª do céu noturno, com uma magnitude aparente de 1,25. É parte do proeminente asterismo do Cruzeiro do Sul, que aparece em diversas bandeiras nacionais.[7][3] Localiza-se muito ao sul para ter um nome próprio tradicional, atribuído pelos povos antigos. O nome Becrux é uma contração da letra grega Beta e da palavra Crux, enquanto Mimosa é uma designação mais recente, possivelmente em referência à flor homônima.[7]

Propriedades

Com base em medições de paralaxe, Beta Crucis está localizada a aproximadamente 280 anos-luz (86 pc) da Terra.[1] Em 1957, o astrônomo alemão Wulff-Dieter Heintz descobriu que a estrela é uma binária espectroscópica com componentes que estão muito próximos um do outro para serem diferenciados por telescópio.[8] O par completa uma órbita a cada 5 anos com uma separação estimada que varia entre 5,4 e 12,0 UA.[4] O sistema possui uma idade de apenas 8 a 11 milhões de anos.[3]
A estrela primária, Beta Crucis A, é uma estrela massiva com cerca de 16 vezes a massa solar. Sua velocidade de rotação projetada é de cerca de 35 km/s, mas como a inclinação da estrela é baixa, a velocidade de rotação real é muito maior, cerca de 120 km/s. Com um raio de cerca de 8,4 vezes o raio solar, isso significa que a estrela tem um período de rotação de apenas 3,6 dias.[3]
Beta Crucis A é uma estrela variável do tipo Beta Cephei, variando alguns de milésimos de magnitude com períodos de 4,588, 4,028, 4,386, 6,805 e 8,618 horas.[7] Tem um tipo espectral incerto, com fontes indicando B0.5 III,[3] o que a tornaria uma estrela gigante, B0.5 IV,[1] uma subgigante, e até B2 V, uma estrela da sequência principal.[4][7] Sua atmosfera externa irradia 34 000 vezes a energia do Sol a uma temperatura efetiva de cerca de 27 000 K,[3] o que lhe dá um tom azul-branco característico de estrelas de classe B.[9] Está gerando um forte vento estelar e provavelmente está perdendo cerca de 10–8 vezes a massa do Sol por ano, o equivalente à massa do Sol a cada 100 milhões de anos O vento está saindo do sistema com uma velocidade de 2 000 km/s ou mais.[3]
O componente secundário do sistema pode ser uma estrela da sequência principal de classe B2.[4] Em 2007, um terceiro componente foi descoberto, que pode ser uma estrela pré-sequência principal de baixa massa. A uma separação de pelo menos 350 UA, leva no mínimo 1 600 anos para completar uma órbita.[3][7] Emissões de raio-X dessa estrela foram detectadas no Observatório de raios-X Chandra. Duas outras estrelas, localizadas a 44 e 370 segundos de arco, provavelmente são companheiras ópticas que não estão associadas fisicamente ao sistema. O sistema Beta Crucis pode ser membro do sub-grupo Centaurus Inferior-Crux da Associação Scorpius-Centaurus, uma associação estelar de estrelas que possuem origem similar.[3]

Na cultura

Em chinês十字架 (Shí Zì Jià), significando Crux, refere a um asterismo que consiste de β Crucis, γ Crucisα Crucis e δ Crucis.[10] β Crucis em si é conhecida como 十字架三 (Shí Zì Jià sān, a Terceira Estrela da Cruz.).[11]
Mimosa é representada nas bandeiras da AustráliaNova Zelândia e Papua-Nova Guiné como uma das cinco estrelas que compõem o Cruzeiro do Sul. Na bandeira do Brasil, ela representa o estado do Rio de Janeiro.[12]


Gamma Crucis (γ Cru, γ Crucis), também conhecida como Gacrux e Rubídea, é a terceira estrela mais brilhante da constelação de Crux (Cruzeiro do Sul) e a 24ª mais brilhante do céu noturno,[7] com uma magnitude aparente de 1,63.[2] De acordo com medições de paralaxe, está a uma distância de aproximadamente 88,6 anos-luz (27,2 parsecs),[1] sendo a gigante vermelha mais próxima da Terra.[6]

Propriedades físicas

Gacrux tem um tipo espectral de M3.5 III,[3] o que significa que já passou pela sequência principal e se tornou uma gigante vermelha. Está provavelmente no estágio do ramo de gigante vermelha.[6] Embora seja apenas 30% mais massiva que o Sol,[5] a esse estágio a estrela se expandiu para 84 vezes o raio solar.[6] Está irradiando 1 500 vezes a luminosidade do Sol[7] a uma temperatura efetiva de 3 626 K.[8] É uma estrela variável semirregular com múltiplos períodos que variam entre 12,1 e 104,9 dias.[3]
Existem evidências que Gacrux seja uma estrela binária. Sua atmosfera é rica em bário, o que geralmente é explicado pela transferência de material de uma estrela companheira mais evoluída que se tornou uma anã branca.[9] Entretanto, nenhuma estrela companheira foi detectada. Uma estrela de classe A da sequência principal (tipo espectral A3V) e magnitude 6,45, conhecida como Gamma Crucis B,[10] está situada a dois minutos de arco de Gacrux, mas está quatro vezes mais distante e portanto é apenas uma companheira óptica.[7]

Na cultura

Como Gacrux está a uma declinação de aproximadamente −60° e não é visível da maior parte do hemisfério norte, não possui um nome tradicional. No entanto, ela era conhecida pelos gregos e romanos antigos, quando era visível a norte da latitude 40° devido à precessão dos equinócios. O astrônomo Ptolomeu a listou como parte da constelação de Centaurus.[11]
Em chinês十字架 (Shí Zì Jià), significando Cruz, refere-se a um asterismo consistindo de γ Crucis, α Crucisβ Crucis e δ Crucis.[12] γ Crucis em si é conhecida como 十字架一 (Shí Zì Jià yī, a Primeira Estrela da Cruz)[13].
γ Cru é representada nas bandeiras da AustráliaNova Zelândia e Papua-Nova Guiné como uma das cinco estrelas que compõem o Cruzeiro do Sul. Também aparece na bandeira do Brasil, onde representa o estado da Bahia.[14]


Delta Crucis (δ Cru, δ Crux), também conhecida como Pálida, é uma estrela na constelação de Crux. Com uma magnitude aparente de 2,78, é a menos brilhante das quatro principais estrelas que compõem o proeminente asterismo do Cruzeiro do Sul.[6] De acordo com medições de paralaxe, está a aproximadamente 345 anos-luz (106 parsecs) da Terra. É uma estrela massiva, quente e de rotação rápida que está e

Propriedades
Delta Crucis tem um tipo espectral de B2 IV,[1] o que significa que é uma estrela subgigante que já passou pelo estágio de sequência principal. Agora está se desenvolvendo para uma gigante vermelha e vai um dia acabar como uma anã branca. Atualmente irradia cerca de 10 000 vezes a luminosidade do Sol[4] a uma temperatura efetiva de 22 570 K,[7] causando a estrela brilhar com um tom azul-branco.[9] É uma estrela massiva, com massa de 8,9 massas solares[5] e raio de 4,9 raios solares.[6] Delta Crucis é também uma variável Beta Cephei, variando a magnitude em alguns centésimos ao longo de um período de 3,7 horas.[3][6] Sua rotação é muito rápida, com uma velocidade de rotação projetada de 210 km/s.[8] Não possui estrelas companheiras conhecidas.[10]
Delta Crucis é membro do subgrupo Centaurus-Crux Inferior da Associação Scorpius-Centaurus, uma associação OB de estrelas massivas que têm uma origem e movimento pelo espaço parecidos.[4] Esta é a associação OB mais próxima do Sol, com o subgrupo Centaurus-Crux Inferior tendo uma idade na faixa de 16–20 milhões de anos.[11]

Na cultura

Em chinês十字架 (Shí Zì Jià), significando Cruz, refere-se a um asterismo consistindo de δ Crucis, γ Crucisα Crucis e β Crucis.[12] δ Crucis em si é conhecida como 十字架四 (Shí Zì Jià sì, a Quarta Estrela da Cruz).[13]
δ Cru é representada nas bandeiras da AustráliaNova Zelândia e Papua-Nova Guiné como uma das cinco estrelas que compõem o Cruzeiro do Sul. Também aparece na bandeira do Brasil, representando o estado de Minas Gerais.[14]


Description
English: Wide field photo of the Crux (Southern Cross) constellation. The Coalsack Dark Nebula can be seen as the dark area below-right in the constellation. This photo was taken under foggy skies, causing the stars to become large glowing orbs. Image was created using 15 × 182 second (45 mins total) sub exposures taken with a stock Canon EOS 5D Mark II and 100 mm f/2.8L IS Macro lens at f/4 and ISO 1600 mounted on an Astrotrac equatorial mount, stacked using Deep Sky Stacker and finished using Adobe Photoshop CS5.
Date
SourceOwn work
Previously published: http://www.iceinspace.com.au/forum/showthread.php?t=89854
AuthorNaskies
Permission
CC-BY-SA-3.0; Released under the GNU Free Documentation License.

Crux é uma constelação localizada no céu meridional em uma porção brilhante da Via Láctea. É uma das constelações mais facilmente reconhecíveis, uma vez que as suas quatro estrelas principais têm magnitude aparente visual menor (mais brilhante) que +2,8, apesar de ser a menor das 88 constelações modernas. Seu nome significa “cruz” em latim e ela é dominada por um asterismo em forma de pipa que é comumente conhecido como Cruzeiro do Sul.
Sobressaindo no asterismo está a mais meridional estrela de primeira magnitude e a estrela mais brilhante da constelação, a branco-azulada Alpha Crucis ou Acrux, seguida por quatro outras estrelas, decrescendo em magnitude no sentido horário: BetaGamma (uma das gigantes vermelhas mais próximas da Terra), Delta e Epsilon Crucis. Muitas dessas estrelas mais brilhantes são membros da Associação Scorpios-Centaurus, um grupo grande porém espalhado de estrelas branco-azuladas que parecem ter origens e movimentos comuns na Via Láctea meridional. A constelação contém quatro variáveis Cefeidas que são visíveis a olho nu em boas condições. Crux também contém o brilhante e colorido aglomerado estelar aberto conhecido como Caixa de Joias (NGC 4755) e, a sudoeste, inclui parcialmente a extensa nebulosa escura conhecida como Saco de Carvão.

História[

Crux era conhecida pelos gregos antigos devido a poder ser vista no sul do Egito; Ptolemeu considerou-a como parte da constelação Centaurus.[1][2] Ela era totalmente visível tão a norte quanto a Bretanha no quarto milênio a.C.. Entretanto, a precessão dos equinócios levou suas estrelas para baixo do horizonte europeu, e elas acabaram esquecidas pelos habitantes das latitudes setentrionais.[3] Em 400 d.C., a maior parte da constelação nunca aparecia acima do horizonte para os atenienses.
Representação de Crux por João Faras em maio de 1500.
O navegador veneziano do século XV Alvise Cadamosto registrou o que provavelmente era o Cruzeiro do Sul ao sair do rio Gâmbia em 1455, chamando-o de carro dell’ostro (“carruagem do sul”). Entretanto, o diagrama de Cadamosto era impreciso.[4][5] Os historiadores geralmente consideram João Faras (o Mestre João), astrônomo e médico do rei Manuel I de Portugal que acompanhava Pedro Álvares Cabral na descoberta do Brasil em 1500, o primeiro europeu a representá-lo corretamente. Faras desenhou e descreveu a constelação (chamando-a “Las Guardas”) em uma carta escrita nas praias do Brasil em 1º de maio de 1500 para o monarca português.[6][7]
O explorador Américo Vespúcio parece ter observado não apenas o Cruzeiro do Sul, como também a nebulosa vizinha Saco de Carvão, em sua segunda viagem, em 1501-02.[8]
Outra descrição inicial moderna claramente descrevendo Crux como uma constelação separada é atribuída a Andreas Corsali, um navegador italiano que viajou para a China e as Índias Ocidentais de 1515 a 1517, em uma expedição patrocinada pelo rei Manuel I. Em 1516, Corsali escreveu uma carta para o monarca descrevendo suas observações do céu meridional, com um mapa bastante rudimentar das estrelas em torno do polo sul celestial, incluindo o Cruzeiro do Sul e as duas Nuvens de Magalhães, vistos em uma orientação externa, como em um globo.[9]
Emery Molyneux e Petrus Plancius também foram citados como os primeiros uranógrafos a distinguir Crux como uma constelação separada; suas representações datam de 1592, a primeira mostrando-a no seu globo celestial e a segunda em um dos pequenos mapas celestiais em seu grande mapa mural. Ambos os autores, entretanto, dependeram de fontes não confiáveis e colocaram Crux em posição errada. Crux foi pela primeira vez mostrada na posição correta nos globos celestiais de Petrus Plancius e Jodocus Hondius em 1598 e 1600. Suas estrelas foram pela primeira vez catalogadas separadas de Centaurus por Frederick de Houtman em 1603.[10] Outros adotantes da constelação, mais tarde, foram Jakob Bartsch em 1624 e Augustin Royer em 1679. Royer é às vezes erroneamente citado como distinguindo Crux pela primeira vez.[2]

Características

Crux está cercada pelas constelações Centaurus (que a cerca em três lados: a leste, norte e oeste) e Musca a sul. Cobrindo 68 graus quadrados e 0,165% do céu noturno, é a menor das 88 constelações.[11] A abreviação de três letras para a constelação, como definido pela União Astronômica Internacional em 1922, é “Cru”.[12] Os limites oficiais da constelação, estabelecidos por Eugène Delporte em 1930, são definidos como um polígono de quatro segmentos. No sistema equatorial de coordenadas, as coordenadas de ascensão reta desses limites localizam-se entre 11h 56.13m e 12h 57.45m, enquanto as de declinação estão entre -55,68° e -64,70°.[13] A totalidade da constelação está visível para observadores a sul da latitude 25° norte.[14][nota 1]
Nas regiões tropicais Crux pode ser vista no céu de abril a junho. Crux é exatamente oposta a Cassiopeia na esfera celeste, portanto as duas não podem aparecer no céu ao mesmo tempo. Para locações a sul de 34° sul, Crux é circumpolar e, portanto, está sempre visível no céu noturno.
Crux é às vezes confundida com o asterismo próximo Falsa Cruz. Crux é assemelhada a uma pipa (uma cruz latina), e tem uma quinta estrela (ε Crucis). A Falsa Cruz tem forma de diamante (uma cruz grega), é em média mais tênue e não tem a quinta estrela, nem as importantes estrelas próximas “apontadoras”.

Visibilidade

Longa exposição de Crux, Nebulosa do Saco de Carvão e IC 2944.
Exposição de 2 minutos de Crux.
Crux está visível no hemisfério sul durante praticamente todo o ano. Ele também está visível próximo ao horizonte nas regiões tropicais do hemisfério norte por algumas horas durante o inverno e a primavera.[15][16] Devido à precessão, ele se moverá para mais próximo ao Polo Sul no próximo milênio, a até 67 graus de declinação sul para o meio da constelação. Mas no ano 18 000, estará a menos de 30 graus de declinação sul, tornando-se visível na Europa setentrional. Mesmo em 14 000, estará visível para a maior parte da Europa e em todos os Estados Unidos.

Uso na navegação

Localizando o polo sul celestial.
No hemisfério sul, o Cruzeiro do Sul é frequentemente usado na navegação, da mesma forma como a Polaris é usada no hemisfério norte. Alpha e Gamma (conhecidas como Acrux e Gacrux, respectivamente) são comumente usadas para marcar o sul. Traçando-se uma linha de Gacrux para Acrux, chega-se a um ponto próximo ao Polo Sul Celestial. Alternativamente, se uma linha for traçada perpendicularmente entre Alpha Centauri e Beta Centauri, o ponto onde esta linha encontra a linha anteriormente mencionada marca o Polo Sul Celestial. Outra forma é que, na linha entre Gacrux e Acrux, o sul está diretamente abaixo do ponto a 4 ½ vezes a distância entre essas estrelas. As duas estrelas Alpha e Beta Centauri são frequentemente conhecidas como “Apontadoras do Sul” ou simplesmente “As Apontadoras”, permitindo às pessoas encontrar facilmente o asterismo do Cruzeiro do Sul ou a constelação de Crux. Muito poucas estrelas brilhantes de importância se localizam entre Crux e o polo, embora a constelação Musca seja facilmente reconhecível imediatamente abaixo de Crux.

Objetos notáveis[editar | editar código-fonte]

A constelação Crux vista a olho nu.

Estrelas

Dentro dos limites da constelação, há 49 estrelas com brilho igual ou maior que a magnitude 6,5.[17][14] As quatro estrelas principais que formam o asterismo são Alpha, Beta, Gamma e Delta Crucis. Também conhecida como Acrux, Alpha Crucis é uma estrela tripla a 321 anos-luz da Terra. Azulada e com magnitude 0,8 para vista desarmada, ela possui dois componentes de magnitude 1,3 e 1,8, além de outro, mais afastado, de magnitude 5. Os dois componentes próximos são separáveis com um telescópio amador pequeno, enquanto o mais afastado é visível com binóculos. Beta Crux, chamada Mimosa, é uma gigante azulada de magnitude 1,3, a 353 anos-luz da Terra. Ela é uma variável Cefeida do tipo Beta Cephei, com uma variação de menos de 0,1 magnitude.[3] Gamma Crux, chamada Gacrux, é uma estrela dupla óptica. A primária é uma estrela gigante avermelhada de magnitude 1,6, a 88 anos-luz da Terra. A secundária tem magnitude 6,5, a 264 anos-luz da Terra. Delta Crucis é uma estrela branco-azulada de magnitude 2,8, a 364 anos-luz da Terra. É a mais tênue das estrelas do Cruzeiro do Sul[3] e, como Beta, é uma Beta Cephei.[11]
Há diversas estrelas mais tênues dentro dos limites de Crux. Epsilon Crucis é uma estrela gigante alaranjada de magnitude 3,6, a 228 anos-luz da Terra. Iota Crucis é uma estrela binária distante 125 anos-luz da Terra; a primária é uma gigante alaranjada de magnitude 4,6 e a secundária tem magnitude 9,5. Mu Crucis é uma estrela binária cujos componentes estão a cerca de 370 anos-luz da Terra; a primária e a secundária são estrelas branco-azuladas, tendo a primeira magnitude 4,0 e a segunda 5,1. Mu Crucis é divisível com pequenos telescópios amadores ou com binóculos grandes.[3]
Das 23 estrelas mais brilhantes, quinze são estrelas do tipo B branco-azuladas. Das cinco estrelas principais da cruz, Delta Crucis e provavelmente Acrux e Mimosa são membros da Associação Scorpius-Centaurus, a associação OB mais próxima do Sol.[18][19] Elas estão entre as estrelas de maior massa do subgrupo Centaurus Inferior-Crux da associação, com idades entre 10 e 20 milhões de anos.[20][21] Outros membros incluem as estrelas branco-azuladas ZetaLambdaMu1 e Mu2.[22]
Lambda Crucis e Theta2 Crucis são também estrelas variáveis Beta Cephei.[11]
Crux contém quatro variáveis Cefeidas visíveis a olho nu. BG Crucis varia entre magnitude 5,34 e 5,58 ao longo de 3,3428 dias,[23] T Crucis varia entre 6,32 e 6,83 ao longo de 6,73331 dias,[24] S Crucis varia entre 6,22 e 6,92 ao longo de 4,68997 dias[25] e R Crucis varia entre 6,4 e 7,23 ao longo de 5,82575 dias.[26] BH crucis, também conhecida como Variável Vermelha de Welch, é uma variável Mira que varia entre magnitudes 6,6 e 9,8 ao longo de 530 dias.[27] Descoberta em outubro de 1969, ela se tornou mais vermelha e mais brilhante (magnitude média mudando de 8,047 para 7,762) e seu período aumentou em 25% nos primeiros trinta anos desde sua descoberta.[28]
Descobriu-se que a estrela HD 106906 possui um planeta – HD 106906 b – cuja órbita é maior do que qualquer outro exoplaneta descoberto até o momento.

Objetos do céu escuro

Nebulosa do Saco de Carvão é a mais importante nebulosa escura do céu, facilmente visível a olho nu como uma evidente mancha escura no sul da Via Láctea. Ela é grande, com cinco por sete graus, e está a 600 anos-luz da Terra. Nem toda a nebulosa está nos limites de Crux; parte dela está tecnicamente em Musca e Centaurus.[3]
aglomerado aberto NGC 4755, mais conhecido como a Caixa de Joias ou Aglomerado Crux, tem magnitude total de 4,2 – a olho nu, parece uma estrela indistinta[3] – e está a cerca de 7600 anos-luz da Terra.[29]O nome do aglomerado foi atribuído por John Herschel.[3] Com cerca de sete milhões de anos, uma idade que o torna um dos aglomerados mais jovens da Via Láctea, ele parece ter a forma de uma letra A. A Caixa de Joias é um aglomerado Shapley classe g e Trumpler classe I 3 r; ele é um aglomerado muito rico, concentrado no centro e destacado do campo de estrelas circundantes. Ele possui mais de 100 estrelas, que variam significativamente em brilho.[29] As estrelas mais brilhantes são em sua maioria supergigantes azuis, embora o aglomerado contenha algumas supergigantes vermelhas brilhantes. Kappa Crucis é um membro do aglomerado e é uma das estrelas mais brilhantes, com magnitude de 5,9.[3]

Significado cultural

A mais importante característica de Crux é seu evidente asterismo conhecido como Cruzeiro do Sul. Ele tem grande relevância nas culturas do hemisfério sul, particularmente na Austrália e Nova Zelândia, cujos pioneiros eram coloquialmente tratados como filhos e filhas do Cruzeiro do Sul.[30]

Bandeiras e símbolos

Desde o início da época colonial, Crux foi utilizada como símbolo nacional por diversas nações meridionais. As estrelas mais brilhantes de Crux aparecem nas bandeiras da AustráliaBrasilNova ZelândiaPapua Nova Guiné e Samoa. Elas também estão nas bandeiras do estado australiano de Vitória, do Território da Capital da Austrália e do Território do Norte, assim como nas da região da Antártica e Magalhães Chilena, nos estados de Goiás e Paraná e de alguns municípios no Brasil, e de várias províncias argentinas, como por exemplo Terra do Fogo e Santa Cruz. A bandeira da zona de comércio Mercosul mostra as quatro estrelas mais brilhantes. Crux também aparece no brasão de armas do Brasil, bem como, desde julho de 2015, no passaporte brasileiro.
É curioso notar que apenas na bandeira do Brasil a constelação aparece "invertida" em relação ao que se vê no céu. Isso porque nessa bandeira o céu é representado considerando um hipotético observador fora da esfera celeste (tendo a Terra por centro), e não um observador na superfície de nosso planeta.
Outra curiosidade é que o Brasil, no meio a tantas nações austrais que também possuem bandeiras com o Cruzeiro do Sul, é o único preocupado com a exatidão das horas nas estrelas inseridas sobre a esfera azul.[31]
O Cruzeiro do Sul foi incluído na letra do Hino Nacional Brasileiro (1909): “A imagem do cruzeiro resplandece”. As cinco estrelas estão na logomarca do time de futebol Cruzeiro Esporte Clube e foi o nome da moeda nacional brasileira (“cruzeiro”) entre 1942 e 1986 e entre 1990 e 1994. O asterismo é mostrado em todas as moedas da atual série do Real.

Na astronomia não ocidental

Na astronomia aborígene australiana, Crux e o Saco de Carvão indicam a cabeça do “Emu no céu” em várias culturas aborígenes,[32] enquanto se diz que a própria Crux é um gambá sentado em uma árvore (povo Boorong da região Wimmera do noroeste de Vitória), uma representação da divindade do céu Mirrabooka (povo Quandamooka da ilha Stradbroke), uma raia (povo Yolngu da Terra de Arnhem) ou uma águia (povo Kaurna das planícies de Adelaide).[33] Duas constelações do Pacífico também incluíam Gamma Centauri. Os nativos do Estreito de Torres na moderna Austrália viam Gamma Centauri como o cabo e as quatro estrelas como o tridente da lança de pesca de Tagai. O povo Aranda da Austrália central via as quatro estrelas da cruz como a garra de uma águia e Gamma Centauri como sua perna.[34]
Diversos povos no Brasil e no sul e sudeste da Ásia viam as quatro estrelas principais como o corpo de uma raia.[34] Tanto na Indonésia quanto na Malásia ela é conhecida como Bintang Pari e Buruj Pari respectivamente (“estrelas da raia”).
Os povos javaneses da Indonésia chamavam esta constelação de Gubug pèncèng (“cabana inclinada”) ou lumbung (“o celeiro”), por causa da sua forma.[35]
O nome maori para o Cruzeiro do Sul é Te Punga (“a âncora”). Acredita-se que ele seja a âncora do waka (canoa) de Tama-rereti (a Via Láctea), enquanto as Apontadoras são a sua corda.[36] Em Tonga, ele é conhecido como Toloa (“pato”); ele é representado como um pato voando para sul, com uma de suas asas (δ Crucis) machucada porque Ongo tangata (“dois homens”, α e β) lhe atiraram uma pedra. O Saco de Carvão é conhecido como Humu (“peixe-porco”), por causa de sua forma.[37] Em Samoa, a constelação é chamada Sumu (“peixe-porco”), por causa de sua forma romboide, enquanto α e β Centauri são chamadas Luatagata (Dois Homens), exatamente como o são em Tonga. Os povos das Ilhas Salomão viam diversas figuras no Cruzeiro do Sul, como um protetor de joelho e uma rede usada para apanhar palolos, um tipo de anelídeo. Os povos vizinhos das Ilhas Marshall viam essas estrelas como um peixe.[34]
Em Mapudungun, o idioma dos mapuches patagônicos, o nome do Cruzeiro do Sul é Melipal, que significa “quatro estrelas”. Em quéchua, a língua da civilização inca, Crux é conhecida como “Chakana”, que literalmente significa “escada” (chaka, ponte, ligação; hanan, alto, acima), mas carrega um simbolismo profundo dentro do misticismo quéchua.[38] Acrux e Mimosa fazem um pé da Grande Ema, uma constelação abrangendo Centaurus e Circinus, juntamente com as duas estrelas brilhantes. A Grande Ema era uma constelação dos bororos do Brasil. O povo Mocoví da Argentina também via uma ema incluindo as estrelas de Crux. A sua ema é atacada por dois cachorros, representados por estrelas brilhantes em Centaurus e Circinus. As cabeças dos cachorros são marcadas por Alpha e Beta Centauri. O corpo da ema é marcado pelas quatro estrelas principais de Crux, enquanto sua cabeça é Gamma Centauri e seus pés são as estrelas brilhantes de Musca.[39] O povo Bacairi do Brasil tinha uma constelação vasta representando uma armadilha para pássaros. Ela incluía as estrelas brilhantes de Crux, a parte sul de Centaurus, Circinus, pelo menos uma estrela de Lupus, as estrelas brilhantes de Musca, Beta e Delta Chamaeleonis, Volans e Mensa.[40] O povo calapalo do Mato Grosso, no Brasil, via as estrelas de Crux como furiosas abelhas Aganagi saindo do Saco de Carvão, que era visto como a colmeia.[41]
Entre os tuaregues, as quatro estrelas mais visíveis de Crux são consideradas iggaren, isto é, quatro árvores Maerua crassifólia. O povo Tswana de Botswana viam a constelação como Dithutiwa, duas girafas – Acrux e Mimosa formando um macho e Gacrux e Delta Crucis formando a fêmea.[42]



Aglomerados e Nebulosa, em Cruzeiro do Sul


The Milky Way Near the Southern Cross
Credit & Copyright: Yuri Beletsky
Explanation: The glow of the southern Milky Way and the well-known Southern Cross are featured in this colorful skyscape recorded in April over La Frontera, Chile. The Southern Cross (Crux) itself is at the right of the 20 degree wide field of view, topped by bright, yellowish star Gamma Crucis. A line from Gamma Crucis through the blue star at the bottom of the cross, Alpha Crucis, points toward the south celestial pole. Against faint Milky Way starlight, the dark expanse of the Coal Sack Nebula lies just left of the cross, while farther left along the Milky Way are the bright stars Hadar and Rigil Kentaurus, also known as Beta and Alpha Centauri. Blazing in the lower left, Alpha Cen is the closest star to the Sun, a mere 4.3 light-years distant. In fact, yellowish Alpha Cen is actually a triple star system that includes a sun-like star. Seen from Alpha Cen, our own Sun would be a bright yellowish star in the otherwise recognizable constellation Cassiopeia. 





http://www.allthesky.com/constellations/preview/cruxm.jpg






Stellarium




NGC 4755 - A Caixa de Jóias - Aglomerado Aberto, Kappa Crucis
Denominado por Herschell como a Caixa de Jóias, este aglomerado aberto está situado a 1o. a sudeste de Beta Crucis, parecendo uma estrela de magnitude 4 quando visto a olho nú.  Seu núcleo principal é formado por estrelas de diferentes colorações que tomam a forma de um A, ao redor do qual se agrupam 50 estrelas de brilho menor.  Com um simples par de binóculos, esse A é facilmente visível.  No entanto, através uma luneta, podemos notar as diferentes colorações de estrelas, passando pelo verde, pelo azul e indo até o violeta.

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Wide Field Image of the Jewel Box.
This image of the well-known NGC 4755 cluster or Jewel Box was taken with the Wide Field Imager (WFI) on the MPG/ESO 2.2-metre telescope at ESO’s La Silla Observatory. It highlights the cluster and its rich surroundings in all their multicoloured glory.

http://www.allthesky.com/constellations/preview/cruxm.jpg
Wide Field Image of the Jewel BoxCC BY 3.0
ESO - ESO


NGC 4755 (também conhecido como Caixa de JoiasAglomerado Kappa Crucis e Caldwell 94) é um aglomerado estelar aberto localizado a 6 445 anos-luz da Terra naconstelação de Crux.1 2 Sua principal estrela é Kappa Crucis, de magnitude aparente 5,98.4
http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4755

The Jewel BoxKappa Crucis ClusterNGC 4755, is an open cluster in the constellation Crux, originally discovered by Nicolas Louis de Lacaille during 1751–1752. This famous cluster was later named the Jewel Box by Sir John Herschel when he described its telescopic appearance as "a casket of variously coloured precious stones." It is easily visible to the naked eye as a hazy star some 1.0° southeast of the first-magnitude star Beta Crucis. This hazy star (the core of the cluster) was assigned the Bayer star designation Kappa Crucis, from which the cluster takes one of its common names. The modern designation Kappa Crucis has been assigned to one of the stars in the central A-shaped asterism of the cluster, the third brightest cluster star (HD 111973, HIP 62931, HR 4890), located at the base of the right leg of the A. This is a blue supergiant of spectral type B3Iae, shining at the apparent visual magnitude of 5.94V. Two other cluster stars are brighter than κ Cru, namely, 5.77V magnitude star HD 111904 (HIP 62894), at the tip of the A, and HD 111613 (HIP 62732) at 5.75V, which is 15 arc minutes beyond the asterism toward Beta Crucis.[5]
This cluster is one of the youngest known, with an estimated age of 14 million years. It has a total integrated magnitude of 4.2, is located 6,440 light years from Earth, and contains around 100 stars.

Discovery and observation

The Jewel Box as a star cluster was first found by Nicolas Louis de Lacaille while doing astrometric observations for his 1751-1752 southern star catalogue Cœlum Australe Stelliferum at the Cape of Good Hope in South Africa. He saw this as a nebulous cluster in his small 12mm. (½-inch) telescope, but was first to recognise it as a group of many stars.[5][6] The name "Jewel Box" comes from John Herschel's own description it: "...this cluster, though neither a large nor a rich one, is yet an extremely brilliant and beautiful object when viewed through an instrument of sufficient aperture to show distinctly the very different colour of its constituent stars, which give it the effect of a superb piece of fancy jewellery"[5]
Herschel recorded the positions of just over 100 members of the cluster in 1834–1838.[7]

Prominent members

The central parts of the cluster is framed by bright stars making up an "A"-shaped asterism.[8] The upper tip of this asterism is HD 111904 (HR 4887, HIP 62894), a B9 supergiant and suspected variable star. It is the brightest member of the A asterism at magnitude 5.77. The brightest star in the cluster is the variable DS Cru (HD 111613, HR 4876), which lies well beyond the A asterism. It is a B9.5 α Cyg variable supergiant with an average visual brightness of magnitude 5.72, but is thought to be a foreground object.[9]
The bar of the "A" consists of a line of four stars. On the right (south) is BU Cru, a magnitude 6.92 B2 supergiant and eclipsing binary. Next to it is BV Cru, a magnitude 8.662 B0.5 giant and Beta Cephei variable. Next in line is DU Cru, an M2 red supergiant that varies irregularly between magnitude 7.1 and 7.6. The last of the four is CC Cru, a magnitude 7.83 B2 giant and ellipsoidal variable.[9]
Each leg of the base of the asterism's outline is marked by a blue supergiant star. HD 111990 (HIP 62953) is magnitude 6.77 and B1/2. The star κ Cru itself is magnitude 5.98 and B3.[9]

Physical characteristics

The Jewel Box cluster is one of the youngest known open clusters. The mean radial velocity of the Jewel Box cluster is −21 kilometres per second (−13 mi/s).[3] The brightest stars in the Jewel Box cluster are supergiants, and include some of the brightest stars in the Milky Way galaxy.[10]
Calculating its distance is difficult due to the proximity of the Coalsack Nebula, which obscures some of its light.[11]

Observation


The Jewel Box cluster is regarded as one of the finest objects in the southern sky.[12] It is visible to the naked eye as a hazy object of the fourth magnitude.[13] It can be easily located using the star Beta Crucis as a guide, and appears as a fourth magnitude object.[14] It is impressive when viewed with binoculars or a small or large telescopes. Three members along the crossbar of the A-shaped asterism lie in a straight line known as the 'traffic lights' due to their varying colours.[15]

http://en.wikipedia.org/wiki/Jewel_Box_(star_cluster)





http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4755#mediaviewer/Ficheiro:A_Hubble_gem_-_the_Jewel_Box.jpg
A Hubble gem - the Jewel Box
NASA/ESA and Jesús Maíz Apellániz (Instituto de Astrofísica de Andalucía, Spain) - http://www.spacetelescope.org/images/html/heic0913a.html (direct linkESO





http://archive.stsci.edu/cgi-bin/dss_search?e=J2000&c=none&h=15&w=15&f=GIF&r=193.400184873024&d=-60.33360174286596&v=all
http://www.messier45.com/index.html#s/NGC_4755



http://en.wikipedia.org/wiki/Jewel_Box_(star_cluster)#mediaviewer/File:A_Snapshot_of_the_Jewel_Box_cluster_with_the_ESO_VLT.jpg
A Snapshot of the Jewel Box cluster with the ESO VLTCC BY 3.0
ESO/Y. Beletsky - ESO





A Nebulosa Escura Saco do Carvão
Esta é provavelmente a nebulosa escura mais conhecida, 
sempre visível a olho nu em lugares de céus escuros e límpidos,
 parecendo como um ‘buraco’ na Via Láctea, na vicinitude da Cruz. 
 Esta nebulosa escura apresenta-se de maneira mais intensa neste lugar 
em função da densidade excepcionalmente brilhante da nuvem de estrelas da Via Láctea.

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Nebulosa do Saco de Carvão (ou simplesmente Saco de Carvão) é uma nebulosa escura na constelação de Crux. É facilmente visível a olho nu como uma mancha escura no céu. Ela era conhecida por povos pré-históricos do Hemisfério Sul e foi observada por Vicente Yáñez Pinzón em 1499. A Nebulosa do Saco de Carvão está a cerca de 600 anos-luz da Terra.

Crux constellation map.svg

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Saco_de_Carv%C3%A3o


The Coalsack Nebula can be seen as the large dark region near the top of the photo.

NASA



The Coalsack Dark Nebula (or simply the Coalsack) is the most prominent dark nebula in the skies, easily visible to the naked eye as a dark patch silhouetted against the southern Milky Way. It is located at a distance of approximately 600 light years away from Earth, in the constellation Crux.

General information

The Coalsack Dark Nebula covers nearly 7° by 5° and overlaps somewhat into the neighbor constellations Centaurus and Musca.[2] The first observation was reported by Vicente Yáñez Pinzón in 1499. It was named “il Canopo fosco” (the dark Canopus) by Amerigo Vespucci and was also called “Macula Magellani” (Magellan's Spot) or “Black Magellanic Cloud” in opposition to the Magellanic Clouds.
In 1970, Kalevi Mattila proved the Coalsack is not totally black. It has a very dim glow (10% of the brightness of the surrounding Milky Way), which comes from the reflection of the stars it obscures.
The Coalsack is not present in the New General Catalogue and in fact does not have an identification number (outside of the Caldwell Catalogue, in which it is C99).
In Inca astronomy this nebula was called Yutu meaning a partridge-like southern bird[4] or Tinamou.[5]The Coalsack is important in Australian Aboriginal astronomy, and forms the head of the Emu in the sky in several Aboriginal cultures. Amongst the Wardaman people, it is said to be the head and shoulders of a law-man watching the people to ensure they do not break traditional law. According to a legend reported by W.E. Harney, this being is called Utdjungon and only adherence to the tribal law by surviving tribe members could prevent him from destroying the world with a fiery star.[3] There is also a reference by Gaiarbau (1880) regarding the coalsacks replicating bora rings on earth. These astronomical sites allowed the spirits to continue ceremony similar to their human counterparts on earth. As bora grounds are generally located on the compass points north/south, the southern coal sack indicates the initiation/ceremonial ring.

https://en.wikipedia.org/wiki/Coalsack_Nebula




http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Saco_de_Carv%C3%A3o#mediaviewer/Ficheiro:Coal.sack.nebula.arp.300pix.jpg
Coal.sack.nebula.arp.300pixDomínio público
Don Pettit, ISS Expedition 6, NASA (prepared by Adrian Pingstone in December 2003) - http://apod.nasa.gov/apod/ap030507.html





NGC 4103 - Aglomerado Aberto
Medindo 9’ de diâmetro e mais tênue que NGC 3766 (em Centauro), 
este aglomerado aberto situa-se na Crux, a 2/3 da reta imaginária 
que vai de Alfa Centauri a Epsilon Crucis.  
Próximo a este aglomerado existem duas estrelas de magnitude 5 
que lhe servem de boa referência em sua localização.  
Para ser bem apreciado, é bom que se tenha em mãos uma boa luneta.

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


NGC 4103 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Crux. O objeto foi descoberto pelo astrônomo James Dunlop em 1826, usando um telescópio refletor com abertura de 9 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+7,4), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.

http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4103

http://archive.stsci.edu/cgi-bin/dss_search?e=J2000&c=none&h=10&w=10&f=GIF&r=181.67804134244247&d=-61.254344919641184&v=all
http://www.messier45.com/index.html#s/NGC_4103

NGC 4349 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Crux. O objeto foi descoberto pelo astrônomo James Dunlop em 1826, usando um telescópio refletor com abertura de 9 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+7,4), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.
http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4349


NGC 4439 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Crux. O objeto foi descoberto pelo astrônomo James Dunlop em 1826, usando um telescópio refletor com abertura de 9 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+8,4), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.
http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4439

NGC 4052 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Crux. O objeto foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1837, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+8,8), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.
http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4052



NGC 4609 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Crux. O objeto foi descoberto pelo astrônomo James Dunlop em 1826, usando um telescópio refletor com abertura de 9 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+6,9), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.
http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4609





Stellarium

Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward