sexta-feira, 7 de abril de 2017

Uma Mosca voando aos pés da Cruz

Olá!

A Lua vem inchando a cada noite
e certamente invadindo nossa madrugada
e trazendo mais e mais luminosidade
que espanta as estrelas mais tímidas.

Bem ao finalzinho 
da madrugada antecipadora da chegada do Sol, 
Caro Leitor,
convido você a trazer seu olhar
para o nosso Cruzeiro do Sul, Crux
(sempre entremeada pelas patas do Centauro),
e então perceber algumas estrelinhas
aos pés da Cruz
em um desenho que mais se assemelha
a uma Mosca!

É a Musca Australis, 
a Mosca do Sul,
assim nomeada por Lacaille,
porém hoje conhecida apenas por Musca, a Mosca.


Stellarium




 Caro Leitor,
abaixo você encontrará uma Ilustração bem antiga
ainda nomeando a Mosca de hoje como Apis, a Abelha,
e assim a desenhando.

No entanto, Lacaille, ao nomear esta pequena constelação 
de Musca Australis,
estaria diferenciado-a de Apus, a Ave-do-Paraíso, 
constelação que também foi introduzida
nestas paragens dos céus do sul.





Title: [Celestial Map of the Southern Hemisphere]   Map Maker: Ignace Gaston Pardies

Fine fully colored example of this rare 17th Century map of the Southern Celestial Hemisphere, originally issued in 1674 by Ignace Gastone Pardies in Paris and revised in 1690, based in part on the work of the French Jesuit mathematician and astronomer Thomas Gouye (1650-1725).





Em lugares de céus escuros e transparentes,
encontrarmos a Mosca não é tarefa difícil
pois situa-se bem abaixo do Saco de Carvão
que existe visualmente incrustado no Cruzeiro do Sul.

Nesta Postagem, 
Caro Leitor,
encontre alguma informação
sobre Musca, 
a Mosca que voa aos pés da Cruz
e nos fazendo sorrir diante das surpresas que nos revelam
os céus mais ao sul
- surpresas a nós oferecidas pelos astrônomos do passado
que agruparam estrelas e nomearam constelações 
que iam observando e criando
a partir de seus desejos e sonhos, 
de alguns instrumentos e objetos importantes da época 
e de suas vivências em terras paradisíacas tropicais,
distantes de suas terras-natais, no hemisfério norte.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes








Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes
 - excerto apresentando ALFABETO GREGO, CONVENÇÕES E USO DA CARTA CELESTE









MUSCA AUSTRALIS, A MOSCA DO SUL


Posicionamento:
Ascensão Reta 11h17m / 13h46m      Declinação -64o.5 / -75o.2


História:
Constelação formada por Bayer, 1604.


Fronteiras:
Esta constelação situa-se ainda ao sul do Saco de Carvão, 
famosa nebulosa escura, e da estrela Alpha Crucis.


Alpha Muscae - estrela variável
Magnitude 2.7  Distância 430 anos-luz


Beta Muscae - Estrela Dupla
AR 12h43m  Dec. -67o.50
Magnitude visual 3,9 e 4,2  Distância entre estrelas 1”,40
Distância 470 anos-luz


R Muscae - Estrela Variável Cefeida
Ascensão Reta 12h39m       Declinação -69o.08
Magnitudes: Max 5,2   Min 7,5      Período 7,2
Tipo CEF   Espectro G3v



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986





http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Musca_Australis*.html


Musca Australis vel Indica, the Southern, or Indian, Fly,

the French Mouche Australe ou Indienne, the German Südliche Fliege, and the Italian Mosca Australe, lies partly in the Milky Way, south of the Cross, and east of the Chamaeleon.
This title generally is supposed to have been substituted by La Caille, about 1752, for Bayer's Apis, the Bee; but Halley, in 1679, had called itMusca Apis; and even previous to him, Riccioli catalogued it as Apis seu Musca. Even in our day the idea of a Bee prevails, for Stieler'sPlanisphere of 1872 has Biene, and an alternative title in France is Abeille.
The modern Chinese translate Bayer's title as Meih Fung, and have so known it since the 16th century.
Julius Schiller united it with the Bird of Paradise and the Chamaeleon as mother Eve.
Gould assigned to it 75 stars, of magnitudes from 2.9 to 7; these culminating, with the Cross, about the middle of May.

http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Musca_Australis*.html 

http://www.iau.org/static/public/constellations/gif/MUS.gif


Musca

Suas fronteiras são com ApusCircinus, duas vezes com Centaurus separadas por CruxCarina e Chamaeleon.

    Objetos notáveis

    A estrela mais brilhante de Musca é Alpha Muscae, com uma magnitude aparente de 2,69.1
    transiente emissor de raio X Nova Muscae 1991 é um objeto binário consistindo de uma estrela e um buraco negro. Durante a explosão de raios-x de 1991 que levou a sua descoberta, radiação foi produzido através de um processo de aniquilamento de pósitron. Musca também contém as nebulosas NGC 5189, localizada a cerca de 3 000 anos-luz da Terra, e a Nebulosa da Ampulheta (MyCn 18), a 8 000 anos-luz. O aglomerado globular relativamente velho NGC 4833 perto de Delta Muscae está a uma distância de 21 200 anos-luz e é parcialmente obscurecido por nuvens de poeira próximas do plano galáctico. O aglomerado globular NGC 4372 perto de Gamma Muscae é menos brilhante e também parcialmente obscurecido por poeira, mas cobre uma área maior no céu.

    História

    Musca, com o nome original de Apis – a Abelha, foi introduzida no final do século XVI por Petrus Plancius para preencher a área previamente não catalogada perto do polo sul e para concordar com a constelação próxima Chamaeleon (mapas celestiais do século XVII claramente mostram a língua do camaleão tentando capturar o inseto). Em 1752 Nicolas Louis de Lacaille renomeou a constelação para Musca Australis, a Mosca do sul– Australis, uma vez que ela era a contraparte da antiga constelação Musca Borealis composta de algumas estrelas de Aries, e para evitar confusão com Apus. Atualmente o nome é apenas Musca.2



    Alpha Muscae (α Muscae, α Mus) é a estrela mais brilhante da constelação de Musca, com uma magnitude aparente de +2,69.2 Com base em seu paralaxe de 10,34milissegundos de arco,1 está a uma distância estimada de 315 anos-luz (97 parsecs) da Terra.
    Com um tipo espectral de B2 IV-V,3 Alpha Muscae parece estar saindo da sequência principal e tornando-se uma estrela subgigante, conforme o hidrogênio em seu núcleo se esgota. É maior que o Sol, com aproximadamente nove vezes a massa solar e quase cinco vezes o raio.3 6 Irradia cerca de 4 000 vezes mais energia que o Sol a uma temperatura efetiva de 21 400 K,5 dando à estrela um tom azul-branco típico de estrelas de classe B.8 Possui uma rotação rápida com uma velocidade de rotação projetada de 114 km/s e uma idade estimada de cerca de 18 milhões de anos.7 3
    Alpha Muscae parece ser uma estrela variável do tipo Beta Cephei, cujo brilho varia em 1% em um período de 2,2 horas.9 Telting et al (2006) considera a estrela como uma variável Beta Cephei com um alto grau de certeza,4 embora Stankov e Handler (2005) listem-na como um candidato fraco ou rejeitado em seu Catalog of Galactic β Cephei Stars.7 Alpha Muscae é um membro de movimento próprio do subgrupo Centaurus-Crux Inferior da associação OB Scorpius-Centaurus, a associação OB mais próxima do Sol.5 A estrela tem uma velocidade peculiar de 10 km/s, que, apesar de alta, não é suficiente para ser considerada uma estrela fugitiva.3
    Uma estrela de magnitude 13 está situada a cerca de 30 segundos de arco de Alpha Muscae. Não se sabe se as estrelas formam um verdadeiro sistema estelar binário ou se são apenas uma binária óptica.9
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Alpha_Muscae

    Stellarium

    Beta Muscae (β Muscae, β Mus) é uma estrela binária na constelação de Musca. Com uma magnitude aparente combinada de 3,07,2 é a segunda estrela mais brilhante (ou sistema estelar) na constelação. De acordo com seu paralaxe de 9,55 milissegundos de arco,1 está localizada a uma distância de cerca de 340 anos-luz(105 parsecs) da Terra.
    Esse sistema binário tem um período de cerca de 194 anos e uma excentricidade orbital de 0,6.7 Em 2007, as duas estrelas estavam separadas por 1,206 segundos de arco a um ângulo de posição de 35°.4 Ambos os componentes são estrelas da sequência principal de tamanho e aparência similar. O componente primário, β Muscae A, tem uma magnitude aparente de 3,51, uma classificação estelar de B2V,3 e cerca de 7,35 vezes a massa do Sol.4 O componente secundário, β Muscae B, tem uma magnitude aparente de 4,01, uma classificação estelar de B3V,3 e cerca de 6,40 vezes a massa solar.4
    Beta Muscae é um membro confirmado da Associação Scorpius-Centaurus,3 4 um grupo de estrelas com idade, localização e trajetórias pelo espaço similares. É considerado um sistema estelar fugitivo visto que tem uma alta velocidade peculiar de 43,9 km/s em relação à rotação normal da galáxia. Estrelas fugitivas podem ser produzidas de diversas maneiras, como através de um encontro com outro sistema estelar binário. Sistemas binários formam uma fração relativamente pequena da população total de estrelas fugitivas.8
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Beta_Muscae

    Gamma Muscae (γ Mus, γ Muscae) é a quinta estrela mais brilhante da constelação de Musca, com uma magnitude aparente de 3,83.1 Tem uma paralaxe anual de 10,04 milissegundos de arco, a qual corresponde a uma distância de aproximadamente 325 anos-luz (100 parsecs) da Terra.1
    Gamma Muscae é uma estrela peculiar com um tipo espectral de B5 V He-w,2 3 indicando que é uma estrela de classe B da sequêcia principal cujo espectro apresenta linhas de hélio mais fracas que o normal. Tem uma massa equivalente a 4,79 vezes a massa solar6 e um raio entre 3,3 e 4,6 vezes o raio solar.7 Irradia cerca de 790 vezes mais energia que o Sol6 a uma temperatura efetiva de 16 740 K,8 o que lhe dá o brilho azul-branco típico de estrelas de classe B.10 Sua idade foi estimada em aproximadamente 80 milhões de anos.6 Não possui estrelas companheiras conhecidas.11
    Gamma Muscae está girando rapidamente com uma velocidade de rotação projetada de 205 km/s9 e tem um campo magnético com uma força de 342,2 G.2 É também uma estrela variável, variando de magnitude por alguns centésimos, sendo classificada como uma estrela B pulsante lenta.4 Pertence ao subgrupo Centaurus-Crux Inferior da associação OB Scorpius-Centaurus, a associação OB mais próxima do Sol.5
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Gamma_Muscae

    Delta Muscae (δ Mus, δ Muscae) é a terceira estrela mais brilhante da constelação de Musca, com uma magnitude aparente de 3,62.1 Medições de paralaxe indicam que está a aproximadamente 91 anos-luz (27,9 parsecs) da Terra.1
    O sistema Delta Muscae é composto por duas estrelas que formam uma binária espectroscópica com um período orbital de 847 dias e uma excentricidade de 0,4.4 5A estrela principal é uma gigante laranja com um tipo espectral de K2 III.1 Seu raio foi calculado em cerca de 16 vezes o raio solar.3 Com base na classe espectral, tem uma temperatura efetiva entre 3 500 e 4 900 K.6
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Delta_Muscae

    Epsilon Muscae (ε Mus, ε Muscae) é uma estrela na constelação de Musca. Com uma magnitude aparente de 4,11, pode ser vista a olho nu em locais sem muitapoluição luminosa. Medições de paralaxe indicam que está localizada a aproximadamente 301 anos-luz (92 parsecs) da Terra.1 Essa distância é parecida à distância às estrelas AlphaBeta e Gamma Muscae, pertencentes à associação OB Scorpius-Centaurus, mas Epsilon Muscae não está relacionada a essa associação uma vez que se move a uma velocidade muito maior.2
    Epsilon Muscae é uma gigante vermelha com uma classificação estelar de M5 III e temperatura efetiva de 3 400 K.2 É uma estrela muito grande e brilhante, com raio equivalente a 130 vezes o raio solar (0,6 UA) e luminosidade de aproximadamente 2 000 vezes a solar.2 É também uma estrela variável semirregular, variando a magnitude entre 4,0 e 4,3 ao longo de um período de 40 a 45 dias.2
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Epsilon_Muscae



    Musca constellation map.png


    http://pt.wikipedia.org/wiki/Musca








    NGC 4833 é um aglomerado globular na constelação de Musca descoberto por Nicolas Louis de Lacaille em 1752.3 Posteriormente, foi observado e catalogado por John Herschel e James Dunlop.
    NGC 4833 está a aproximadamente 21 500 anos-luz (6 600 pc) da Terra2 e é parcialmente obscurecido por uma região com muita poeira do plano galáctico.

    NGC 4833 pelo Telescópio Espacial Hubble.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4833#/media/File:NGC_4833_Hubble_WikiSky.jpg




    NGC 4372 é um aglomerado globular na direção da constelação de Musca. O objeto foi descoberto pelo astrônomo James Dunlop em 1826, usando um telescópio refletor com abertura de 9 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+7,2), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.
    NGC 4372

    "NGC 4372 in Musca" por Roberto Mura - http://it.wikipedia.org/wiki/File:NGC_4372_in_Musca.jpg. Licenciado sob CC0, via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:NGC_4372_in_Musca.jpg#/media/File:NGC_4372_in_Musca.jpg





    NGC 4815 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Musca. O objeto foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1834, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+8,6), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4815








    NGC 4463 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Musca. O objeto foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1835, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+7,2), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_4463









    IC 4191 - Nebulosa planetária em Musca, descoberta em 1907 por Willhamina Fleming

    http://de.wikipedia.org/wiki/IC_4191

    Foto, opgeholl mam Hubble-Weltraumteleskop.
    http://lb.wikipedia.org/wiki/IC_4191#/media/File:IC_4191.jpg



    NGC 5189 (Gum 47IC 4274, apelidado de Nebulosa Planetária Espiral) é uma nebulosa planetária na constelação de Musca. Foi descoberta em 1835 por John Herschel. Vista com um telescópio, ela tem a forma de um S. NGC 5189 é uma nebulosa simétrica que está a cerca de 3 000 anos-luz da Terra.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_5189

    {{{legenda}}}

    NGC 5189 is a planetary nebula with an oriental twist. Similar in appearance to a Chinese dragon, these red and green cosmic fireworks are the last swansong of a dying star. At the end of its life, a star with a mass less than eight times that of the Sun will blow its outer layers away, giving rise to a planetary nebula. Some of these stellar puffballs are almost round, resembling huge soap bubbles or giant planets (hence the name), but others, such as NGC 5189 are more intricate. In particular, this planetary nebula exhibits a curious “S”-shaped profile, with a central bar that is most likely the projection of an inner ring of gas discharged by the star, seen edge on. The details of the physical processes producing such a complex symmetry from a simple, spherical star are still the object of astronomical controversy. One possibility is that the star has a very close (but unseen) companion. Over time the orbits drift due to precession and this could result in the complex curves on the opposite sides of the star visible in this image. This image has been taken with the New Technology Telescope at ESO’s La Silla Observatory in Chile, using the now decommissioned EMMI instrument. It is a combination of exposures taken through different narrowband filters, each designed to catch only the light coming from the glow of a given chemical element, namely hydrogen, oxygen and nitrogen.





    Os desenhos formados pelas estrelas 
    – As Constelações -
     são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
    e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
    entre o céu e a terra...;
     bem como percebendo que o caos,
     vagarosamente, 
    vai se tornando Cosmos 
    e sendo por nossa mente conscientizado.  

    Quer dizer, 
    nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

    COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
    Janine Milward