segunda-feira, 26 de junho de 2017

Jornada Estelar entre as Constelações das Coroas do Norte e do Sul

Olá!

Caro Leitor,

Nesses tempos de começo de Inverno
(no hemisfério sul)
quando o clima torna-se mais seco
e propício para nossas observações noturnas
dos céus estrelados,
por que não apreciarmos
verdadeiras joias acontecendo
nos céus desde o cair da noite
de céus escuros e transparentes
(e com a Lua recém Nova
 chegando
ao cair da noite
e longo se escondendo
por detrás do horizonte oeste)?

Existe uma Jornada Estelar
muitíssimo interessante
e que convido o Caro Leitor
a realizá-la
- se acaso encontrar-se em lugar distante
das luzes poluentes das cidades grandes, é claro! :
duas Coroas enfeitam os céus estrelados
- a Coroa do Norte e a Coroa do Sul,
Corona Borealis e Corona Australis -
e são duas reais preciosidades
a serem observadas a olho nú....

A Coroa Boreal posiciona-se entre o herói Hercules,o  Boieiro 
e a Serpente, em sua Cabeça.


A Coreal Austral é quase inteiramente envolvida pelo Sagitário
 porém ainda faz vizinhança com o Escorpião 
e com o Telescópio e também com Ara, o Altar.
Boa Observação e Boa Jornada Estelar, 
Caro Leitor!

A belíssima Corona Australis
 é uma constelação preciosa, delicadíssima, uma verdadeira jóia!
Sempre que a divisamos,
uma emoção imensa nos invade
o coração e a mente:
é uma verdadeira preciosidade visual!

Eu penso que também estes adjetivos cabem para descrever
a belíssima Corona Borealis!
Porém, o que a torna inteiramente interessante 
é o fato da proximidade real do asterismo 
formado por um retângulo com um ponto ao meio 
(estrelas bem pouco proeminentes), 
figura que representa a Cabeça da Serpente, 
a cabeça propriamente dita da serpente 
que o Ofiúco, o Serpentário, segura!  

Nesta Postagem,
Caro Leitor,
encontre informações sobre estas duas jóias
dos céus estrelados,
jóias que contam histórias mil,
jóias que escondem 
outras jóias,
outros tesouros!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium




A CORONA BOREALIS E A CORONA AUSTRALIS, 
AS COROAS DO NORTE E DO SUL, 
OS COLARES COMPOSTOS DE ESTRELINHAS TÍMIDAS!


O céu estrelado sempre nos proporciona agradáveis surpresas,
e, por vezes, essas surpresas se repetem tanto nos céus mais ao norte
quanto nos céus mais ao sul.

A agradável surpresa que vos falo neste momento
vem nos apresentar não apenas uma Coroa e sim duas Coroas,
 Coroas de Estrelas, 
Colares artesanalmente realizados por estrelas tímidas
 e que se apresentam nos céus estrelados 
somente em noites sem-lua 
e em lugares de céus escuros e transparentes..

Existe uma Coroa mais voltada para o norte 
e existe uma Coroa mais voltada para o sul
 - são as denominadas Corona Borealis e Corona Australis, 
respectivamente.

A Coroa Boreal se posiciona entre o herói Hercules,o  Boieiro 
e a Serpente, em sua Cabeça.

A Coreal Austral é quase inteiramente envolvida pelo Sagitário
 porém ainda faz vizinhança com o Escorpião 
e com o Telescópio e também com Ara, o Altar.




Elijah Hinsdale Burritt (1794-1838) (editor)
W.G. Evans (engraver)




CORONA BOREALIS,
A COROA BOREAL,
A COROA DO NORTE


Stellarium



http://www.geonames.de/constellations.html#CrB





Caro Leitor,


Existem algumas constelações nos céus estrelados
que nos parecem contar uma história interessante
e que não fazem parte de nossos costumeiros alfarrábios.

(Talvez façam parte de nosso imaginário, de nossa imaginação
quando estamos envolvidos por um céu tão estrelado
que não podemos deixar de imaginar histórias!).

Eu penso que a visão da constelação Corona Borealis, a Coroa do Norte,
é de uma beleza realmente sutil 
e surpreendente em sua delicadeza de estrelas tímidas tecendo as contas da jóia.

E penso também que Serpens Caput, a Cabeça da Serpente,
é um asterismo que realmente nos atrai a atenção
por seu desenho quase amedrontador, quase desafiador!

Num segundo momento,
parece que a delicadeza extremada de Corona Borealis
precisa de ser protegida, guardada....
e, então, Serpens Caput se faz presente!

É uma visão magnífica e ao mesmo tempo, aterrorizante!  

Eu diria que estas duas constelações  parecem se pertencer uma à outra,
parecem trazer um sentido uma à outra...
- ou apenas nos fazer contar uma história que não existe
ou que, se existe, existe apenas na imaginação, no imaginário

dos amantes das estrelas.








Celestial Charts - Antique Maps of the Heavens - Carole Stott - Crescent Books, NY, USA



EXTRACTED FROM
Urania’s Mirror is a boxed set of 32 constellation cards
 © Ian Ridpath




Eu moro num lugar de céus escuros e transparentes
e em noites sem Lua, 
certamente eu aprecio imensamente observar 
a região entre Escorpião e Sagitário, 
sendo que  o Serpentário, Ophicus, 
vem ocupando seu espaço um tantinho mais ao norte 
e sendo enlaçado, digamos assim,
 pela Cauda da Serpente e pela Cabeça da Serpente 
- a Cauda mais grudada a Escorpião e a Sagitário 
enquanto que a Cabeça se situa mais voltada para o Boieiro, Bootes, 
sempre apresentando sua belíssima estrela-alpha Arcturus, 
a mais bela do norte, 
e desafiando Hercules e... pasme!: 
protegendo a Coroa Boreal!

Confesso que tenho uma certa dificuldade 
em divisar exatamente o Serpentário, Ophiucus 
(ainda não estudei bem esse posicionamento de estrelinhas tímidas).  
No entanto, 
a Cauda da Serpente bem como sua Cabeça são bem delineadas.

A Cabeça propriamente dita da Serpente 
é de uma beleza extremamente rara,
 com suas cinco estrelas 
(pelo menos, é bem assim que as vejo e conto) 
fazendo acontecer um Asterismo 
quase realizando uma imagem de um papagaio, 
uma pandorga, um kite, uma pipa...




The Hamlyn Enciclopedia of Stars and Planets - Antonin Ruk




É uma visão magnífica e ao mesmo tempo, aterrorizante!  

Quer dizer, a Coroa Boreal é uma constelação de delicadeza ímpar 
em suas estrelinhas tímidas...  

Mais tímidas ainda são as estrelinhas que  compõem a Cabeça
 propriamente dita da Serpente...
 e é exatamente este fato que torna este conjunto de situações 
- Coroa Boreal e Cabeça da Serpente -
 como algo que realmente vale a pena ser observado...., 
sempre em lugares de céus escuros e transparentes
 e em noites sem Lua, de preferência.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




The Hamlyn Enciclopedia of Stars and Planets - Antonin Ruk

Map Maker: John Flamsteed /  MJ Fortin
Detailed star chart of the constellations Hercules and neighboring constellations, from Fortin's Atlas Celeste de Flamsteed . . , published in Paris.   
John Flamsteed was the first Astronomer Royal at the London Observatory, winning out over Edmund Halley and Isaac Newton


Algumas Informações Interessantes 
sobre Corona Borealis:



Esta constelação apresenta estrelas delicadas e pálidas e inclui sua estrela-Alpha (Gemma)  e suas estrelas Beta, Gamma, Delta, Epsilone, Iota, Upsilon formando o colar propriamente dito.

Corona Borealis Supercluster (Aglomerado de Galáxias) é famoso principalmente por ser um dos muitos aglomerados usados por Milton Humason e Edwin Hubble, na década dos anos de 1930, para demonstrar que o universo está em expansão.


Mito:
Representa o colar ofertado por Vênus a Ariadne quando de seu casamento com Baco, depois desta ter sido recusada por Teseu.


Fronteiras:
Corona Borealis situa-se entre Serpens, Hercules, Bootes


Estrelas e objetos interessantes, 
na constelação da Coroa Boreal:

Alphecca ou Gemma.  Alpha Coronae Borealis. 
Ascensão Reta 15h33,8 - Declinação +26o 47’
Magnitude visual 2,31 - Distância 76 anos-luz
Uma estrela branca e brilhante no laço do cordão.  De Al Na’ir al Fakkah. A Mais Bela da Coroa. 


Nusakan - Beta Coronae Borealis
O Indigente, expressão árabe Kasat al Masakin, o lançador indigente, usado para designar a constelação entre os persas.


S Coronae Borealis - Estrela Variável
Ascensão Reta 15h19         Declinação +31o.33
Magnitudes:  Max 6,0    Min 13,4     
Tipo PLG     Espectro M7e


R Coronae Borealis - Estrela Variável Irregular
Ascensão Reta 15h46m         Declinação +28o.18
Magnitudes:  Max 5,8     Min   13,8    Período 354,4
Tipo  IRR    Espectro G0p


T Coronae Borealis - Estrela Variável Irregular
Ascensão Reta 15h57m         Declinação +26o.04
Magnitudes:  Max 2,0    Min   10,6    Período
Tipo  IRR    Espectro Peculiar



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


http://www.iau.org/static/public/constellations/gif/CRB.gif
IAU - International Astronomical Union






 http://www.atlasoftheuniverse.com/superc/cbo.html
This website belongs to Richard Powell
(traduzido em excertos por Janine)


Aglomerado de Galáxias
Abell 2065

Na proximidade das estrelas Alpha e Beta,
encontra-se o Aglomerado de Galáxias em Corona Borealis.

Esta é a mais distante das famosas Famílias de Aglomerados, os Superclusters ou Superaglomerados de Galáxias.  Já por um bom tempo, reconhece-se que existe um imenso número de ricas galáxias nesta pequena constelação.  A2065 é muito possivelmente o aglomerado dominante neste lugar, porém existem outros nove ou dez imensos aglomerados que também se mostram bem ricos.  Dois desses, A2122 e A2124, são, na verdade, o mesmo aglomerado.  A2124 encontra-se ao centro do aglomerado enquanto A2122 é sua extensão.

Corona Borealis é um superaglomerado que dista cerca de 1 bilhão de anos-luz.
Numa área equivalente ao disco de nossa Lua existem muitas e muitas galáxias.

Abaixo, veja a imagem do centro do Aglomerado A2065.  Este aglomerado é frequentemente chamado de Aglomerado Corona Borealis.  Este é o mais rico aglomerado de galáxias no Superaglomerado Corona Borealis.  Este aglomerado é famoso principalmente pelo fato de ter sido um dos muitos aglomerados usados por Milton Humason e Edwin Hubble, na década dos anos 1930, para demonstrar que o universo encontra-se em expansão.




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Três cientistas publicaram seus Papers anunciando a presença de um outro Supercluster atrás do superaglomerado Corona Borealis (associado a A2034, A2029, A2062, A2069 e A2083) numa distância de 1.5 bilhões de anos-luz (redshift 0. 113).  Eles também acreditam que os aglomerados ao centro do Supercluster Corona Borealis estão colapsando em conjunto e, eventualmente, estão formando um imenso aglomerado.
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http://www.atlasoftheuniverse.com/superc/cbo.html
(traduzido em excertos por Janine)
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http://www.atlasoftheuniverse.com/superc.html
Corona Borealis Supercluster
The Corona Borealis SuperclusterThe most distant of the famous superclusters. It has long been recognised that there are a large number of rich galaxy clusters in this small constellation. A2065 is probably the dominant cluster here, but there are another nine or ten large clusters here which are also rich. The supercluster is about 1 billion light years away.
The 60000 brightest galaxies

An all-sky plot of the 60000 brightest galaxies shows how galaxies clump together into large supercluster formations. The positions of some of the major superclusters are marked although only the nearest superclusters are prominant. Only four of these galaxies are visible with the naked eye. The large, dark, circular band is the plane of our own Galaxy where it is difficult to see distant galaxies because of all the foreground gas, dust and stars.

http://www.atlasoftheuniverse.com/superc.html
This website belongs to Richard Powell





http://www.ilovemaps.co.uk/collections/antique-celestial-maps/products/antique-celestial-map-by-ignace-gaston-pardies-1693-plate-5-of-6
Antique Celestial Map by Ignace Gaston Pardies - 1693








CORONA AUSTRALIS,
A COROA AUSTRAL,
A COROA DO SUL



Stellarium



http://www.geonames.de/constellations.html#CrA




CORONA AUSTRALIS, A COROA AUSTRAL

Posicionamento:
Ascensão Reta 17h55m / 19h15m     Declinação -37o.0 / -45o.6

Mito:
Esta constelação poderia representar o colar usado pelo Sagitário ou a roda onde Ixiou sofreu tormentos por causa de seus insultos a Juno, mulher de Júpiter.


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Constelação que fazia parte do grupo original de 48 constelações
 formado por Ptolomeu no  século segundo DC.


Gamma Coronae A - Estrela Dupla
AR 19h03m  Dec. - 37o.08

Magnitude visual 5,0 e 5,1  Distância entre estrelas 1”,50


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



http://www.iau.org/static/public/constellations/gif/CRA.gif
IAU - International Astronomical Union



NGC 6541 é um aglomerado globular na direção da constelação de Corona Australis. O objeto foi descoberto pelo astrônomo Niccolò Cacciatore em 1826, usando umtelescópio refrator com abertura de 3 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+6,3), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.








Zooming in 

on a stellar nursery in Corona Australis

In this zoom sequence we start with a broad panorama of the central parts of Milky Way. As we close in on part of the small constellation of Corona Australis we start to see faint clouds and in the final part of the video the full glory of the dramatic star formation region NGC 6729 is revealed in a new image from the FORS1 instrument on ESO’s Very Large Telescope.
Credit:
ESO/S. Brunier/Loke Kun Tan (StarryScapes.com)/Sergey Stepanenko. Music: John Dyson (from the album "Darklight")









Stars and Dust Across Corona Australis 
Image Credit & CopyrightIgnacio Diaz Bobillo
Explanation: Cosmic dust clouds sprawl across a rich field of stars in this sweeping telescopic vista near the northern boundary of Corona Australis, the Southern Crown. Less than 500 light-years away the dust clouds effectively block light from more distant background stars in the Milky Way. The entire frame spans about 2 degrees or over 15 light-years at the clouds' estimated distance. Near center is a group of lovely reflection nebulae cataloged as NGC 6726, 6727, 6729, and IC 4812. A characteristic blue color is produced as light from hot stars is reflected by the cosmic dust. The dust also obscures from view stars in the region still in the process of formation. Smaller yellowish nebula NGC 6729 surrounds young variable star R Coronae Australis. Below it are arcs and loops identified as Herbig Haro objects associated with energetic newborn stars. Magnificent globular star cluster NGC 6723 is at the right. Though NGC 6723 appears to be part of the group, its ancient stars actually lie nearly 30,000 light-years away, far beyond the young stars of the Corona Australis dust clouds.







Description
English: Detailed map of the Corona Australis Cloud.
Date2010-09-21 (last update)
SourceOwn work
Author



In the north of the constellation is the 
a dark molecular cloud with many embedded reflection nebulae,[20] including NGC 6729,NGC 6726–7, and IC 4812.[36] A star-forming region of around 7000 M,[20] it contains Herbig–Haro objects (protostars) and some very young stars.[36] About 430 light years (130 parsecs) away, it is one of the closest star-forming regions to our solar system.[37] The related NGC 6726 and 6727, along with unrelated NGC 6729, were first recorded by Johann Friedrich Julius Schmidt in 1865.[38]





NGC 6729 is a reflection/emission nebula in the constellation Corona Australis. It was discovered by Johann Friedrich Julius Schmidt in 1861.[1]
This fan-shaped nebula opens from the star R Coronae Australis toward the star T CrA to the south-east. R CrA is a pre-main-sequence star in the Corona Australis molecular complex, one of the closer star-forming regions of the galaxy.[1]




NASA, Caltech - NASA, Caltech : PIA13064: Star Clusters Young and Old, Near and Far


NGC 6726 é uma nebulosa na direção da constelação de Corona Australis. O objeto foi descoberto pelo astrônomo Julius Schmidt em 1861, usando um telescópio refrator com abertura de 6,2 polegadas.

NGC 6727 é uma nebulosa na direção da constelação de Corona Australis. O objeto foi descoberto pelo astrônomo Julius Schmidt em 1861, usando um telescópio refrator com abertura de 6,2 polegadas.

IC 4812 is a bright nebula in Corona Australis







Corona Australic Molecular Cloud region: Top left (top down): Bright nebulae NGC 6727NGC 6726 and NGC 6729 Below center: Double star BSO 14 in dim nebula IC 4812

Photo by André Hartmann RC-203/1624, FOV:40'x31', 15 June 2012, Helmeringhausen, Namibia

Lying alongside the Milky Way, Corona Australis contains one of the closest star-forming regions to our Solar System—a dusty dark nebula known as the Corona Australis Molecular Cloud, lying about 430 light years away. Within it are stars at the earliest stages of their lifespan. The variable stars R and TY Coronae Australis light up parts of the nebula, which varies in brightness accordingly.





Os desenhos formados pelas estrelas 
- AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo 
que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos,
 vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO

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