segunda-feira, 5 de junho de 2017

Tycho Brahe e o Grande Cometa de 1577


Olá!

Quando sabemos que um Cometa está nos visitando,
corremos para buscar nossas informações
sobre o mesmo:
qual seu nome, 
onde se encontra,
é visível a olho nu 
ou apenas através instrumentos ópticos...

Se acaso tivermos a grande oportunidade
de presenciarmos a visita de um Grande Cometa,
céus,
que maravilha, 
não é verdade?

São denominados como Grandes Cometas
aqueles cometas que passam mais próximos
ou da Terra ou do Sol;
e são denominados simplesmente como Cometas
aqueles que passam mais distante
ou da Terra ou do Sol.

 Os requisitos para que isso (Grande Cometa) ocorra são: um grande e ativo núcleo, uma aproximação perto do Sol, e uma aproximação perto da Terra. Um cometa que cumpre todos os três destes critérios será certamente espetacular. Às vezes, um cometa falha em um critério e ainda é extremamente impressionante.




Quer dizer,
os Grandes Cometas são visíveis
a olho nú,
e deslumbram nossa visão
com seu risco esbranquiçado
percorrendo a abóbada celeste
durante algum tempinho.

Os Cometas (simples) são também interessantes,
é claro,
e também nos deslumbram, sim,
porém nos levando a observá-los
através simpáticos instrumentos ópticos.

Em tempo:
Quando da mais recente visita do Cometa Halley,
em 1986,
eu resolvi pegar carona
na cauda do cometa...,
e ir morar na Europa
por algum tempo...
Minha viagem foi fantástica,
porém o cometa
decepcionou muita gente,
por passar (quase) desapercebido.





Créditos:
Tycho Brahe 
Desenho de Brahe
Gemeinfrei, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1836840
The Great comet of 1577, seen over Prague on November 12. 
Engraving made by Jiri Daschitzky.
Por Jiri Daschitzsky - Zentralbibliothek Zürich, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1804607





Em uma noite
- mais precisamente em 13 de novembro de 1577 -,
Tycho Brahe retornava de uma pescaria
quando observou
um risco imenso cortando os céus estrelados:
estava diante de um Grande Cometa.

Daquele dia e até 26 de janeiro do ano seguinte,
Tycho trabalhou imensamente
em anotações e mais anotações
sobre esta visita auspiciosa
e que trazia consigo
um mundo de especulações
e mais um outro mundo de compreensões
e conclusões.







Certamente, podemos pensar
que Tycho Brahe foi um felizardo
em sua vida de astrônomo
sempre de olho nos céus estrelados,
pelo fato de ter presenciado
uma Supernova, 
em Cassiopeia, em 1572,
e também ter presenciado,
cinco anos mais tarde, 
já em 1577,
um Grande Cometa
visitando seus olhos deslumbrados.

Realmente,
eu diria que são duas observações
impressionantemente visíveis
e bastante raras
para serem divisadas
em uma só existência!

Penso que estes dois eventos
contribuíram imensamente
para atiçar mais combustível
à fornalha sempre fervente
da mente do mestre
já inteiramente imbuído
de sua missão de contribuir
mais e mais
para a Astronomia
recém acordando
de um sono letárgico
de mil e tantos anos
e abrindo espaço
para que outras mentes prodigiosas
dessem início
a uma era de ampliação 
de conhecimentos astronômicos
mais distanciados
das imposições eclesiásticas da época.
(mesmo que ainda aconteceriam situações
como as de Giordano Bruno
sendo queimado vivo em fogueira ardente
e de Galileo 
tendo que abjurar
suas afirmações
de maneira a poder dar continuidade
aos seus estudos e às suas observações,
de maneira mais privada, porém).


E é importante mencionarmos
que Tycho Brahe
- apesar de não exatamente se mostrar disposto
a contrariar de maneira enfática
os pressupostos cristãos da época 
e que estabeleciam que a Terra
 era o centro do Sistema Solar
e do universo visível -,
não se furtou a declarar
que, segundo suas observações,
aquele Grande Cometa estaria
para ainda muito, muito mais além
do plano lunar...


“Assim de tudo o que pode sair ate agora alem de qualquer controvérsia, que este nosso fenômeno não tem nada em comum com o Mundo Elementar [mundo sublunar], mas demonstrou uma rota longe da Lua, muito mais alto no Éter, [...] ademais me parece natural que designemos um lugar seguro dentro da grande capacidade do Éter, pelo qual poderíamos reconhecer por quais órbitas do Segundo móvel [do mundo etéreo] o cometa dirigiu sua trajetória. (BRAHE,T. 1984: pág. 173)




Tycho's observations of the new star of 1572 and comet of 1577, and his publications on these phenomena, were instrumental in establishing the fact that these bodies were above the Moon and that therefore the heavens were not immutable as Aristotle had argued and philosophers still believed. The heavens were changeable and therefore the Aristotelian division between the heavenly and earthly regions came under attack (see, for instance, Galileo's Dialogue) and was eventually dropped. Further, if comets were in the heavens, they moved through the heavens. Up to now it had been believed that planets were carried on material spheres (spherical shells) that fit tightly around each other. Tycho's observations showed that this arrangement was impossible because comets moved through these spheres. Celestial spheres faded out of existence between 1575 and 1625.


As observações de Tycho sobre a nova estrela de 1572 e o cometa de 1577, e suas publicações sobre estes fenômenos, foram instrumentos para estabelecer o fato de que estes corpos estavam além da Lua e que, portanto, os céus não eram imutáveis, assim como Aristóteles havia afirmada e que os filósofos continuavam acreditando.  Os céus eram mutáveis  e, dessa forma, a divisão aristotélica entre as regiões celestes e terrestres estêve sob ataque (veja, por exemplo, o Dialogo, de Galileo) e havia eventualmente sido derrubada.  Além disso, se os cometas estavam nos céus, eles se moviam através os céus.  Até aquele momento a crença era de que os planetas existiam em esferas  (conchas esféricas) que encontravam-se bem unidas umas às outras.  As observações de Tycho mostraram que este arranjo era impossível pelo fato de que os cometas moviam-se através essas esferas. As esferas celestiais desapareceram da crença entre 1575 e 1625.




Sabemos que Tycho Brahe
compôs e trabalhou
com a questão híbrida
em que fusionava a visão copérnica
de que todos os planetas, inclusive a Terra,
giravam em torno ao Sol
(ainda não levada em conta, na época)
com uma visão 
(não exatamente ou inteiramente aristotélica)
de que todos os demais planetas 
giravam em torno ao Sol,
porém tanto Sol quanto Lua 
giravam em torno da Terra.

Quer dizer, esta questão híbrida
fusionava o modelo heliocêntrico
com o modelo geocêntrico 
(modificado
e ainda egocêntrico, 
digamos assim)









Nesta Postagem,
Caro Leitor,
encontre alguma informação
sobre o Grande Cometa de 1577
assim como informações
sobre o que são os Cometas.

Ao final desta Postagem,
deixe-se maravilhar
pelas belíssimas e interessantes Ilustrações
realizadas de Grandes Cometas
do passado.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


P.S.  Caro Leitor,
Estamos trazendo a você
uma série de Postagens
sobre Tycho Brahe.  
Confira:

- Tycho Brahe trabalhando em seu Uraniburgo, 
o Castelo de Urânia, a Musa das Estrelas, 
e seu Encontro com Kepler, ao final de sua vida.

-  Tycho Brahe e a Cratera com seu Nome, no Umbigo da Lua

- Tycho Brahe e a Supernova por ele observada, em 1572

- Tycho Brahe e o Grande Cometa de 1577

- Tycho Brahe e o protótipo de uma Espaçonave com seu Nome, 
na Dinamarca




Observations by Brahe of the Great Comet of 1577



The Great Comet of 1577 (official designation: C/1577 V1) was a comet that passed close to Earth during the year 1577 AD. It was viewed by people all over Europe, including the famous Danish astronomer Tycho Brahe and Turkish astronomer Taqi ad-Din. From his observations of the comet, Brahe was able to discover that comets and similar objects travel above the Earth's atmosphere.[1] The best fit using JPL Horizons suggests that the comet is currently about 320 AU from the Sun (based on 24 of Brahe's observations spanning 74 days from 13 November 1577 to 26 January 1578).[2][3]


In November 2013 the distance between the Sun and comet C/1577 V1 was about 323 AU.[2]

Observations by Brahe and others


Tycho Brahe, who is said to have first viewed the comet slightly before sunset on November 13[4] after having returned from a day of fishing,[5] was the most distinguished observer and documenter of the comet's passing.
Sketches found in one of Brahe's notebooks seem to indicate that the comet may have travelled close to Venus. These sketches depict the Earth at the centre of the Solar System, with the Sun and moon in orbit and the other planets revolving around the Sun, a model that was later displaced by heliocentricity.[1] Brahe made thousands of very precise measurements of the comet's path, and these findings contributed to Johannes Kepler's theorising of the laws of planetary motion and realisation that the planets moved in elliptical orbits.[6] Kepler, who was Brahe's assistant during his time in Prague, believed that the comet's behavior and existence was proof enough to displace the theory of celestial spheres, although this view turned out to be overly optimistic about the pace of change.[7]
Brahe's discovery that the comet's coma faced away from the Sun was also significant.
One failing Brahe had in his measurements was in exactly how far out of the atmosphere the comet was, and he was unable to supply meaningful and correct figures for this distance;[8] however, he was, at least, successful in proving that the comet was beyond the orbit of the Moon about the Earth,[5] and, further to this, was probably near three times further away.[9] He did this by comparing the position of the comet in the night sky where he observed it (the island Hven, near Copenhagen) with the position observed by Thadaeus Hagecius (Tadeáš Hájek) in Prague at the same time, giving deliberate consideration to the movement of the Moon. It was discovered that, while the comet was in approximately the same place for both of them, the Moon was not, and this meant that the comet was much further out.[10]
Brahe's finding that comets were heavenly objects, while widely accepted, was the cause of a great deal of debate up until and during the seventeenth century, with many theories circulating within the astronomical community. Galileo claimed that comets were optical phenomena, and that this made their parallaxes impossible to measure. However, his hypothesis was not accepted.[8]

In art and literature


Cometographia, a book on the Great Comet of 1577, by Laurence Johnson
The literature resulting from the passing of the comet was prolific, and these works, as well as the ideas presented by many astronomers, caused much controversy. However, the idea that comets were heavenly objects became a respected theory, and many took this concept to be true.[8] Artwork inspired by the event was also made—artist Jiri Daschitzky made an engraving that was inspired by the passing of the comet over Prague on November 12, 1577. Cornelis Ketel painted the portrait of Richard Goodricke around 1578. Goodricke had reached adulthood in 1577 and apparently saw the comet as an omen and had it included in the painting. Roeslin also produced one of the more complex of the representations of the Great Comet, described as "an interesting, though crude, attempt".[13]

Contemporary references

This comet was mentioned in the book entitled "Sêfer Chazionot - The Book Of Visions - By Rabbi Chayim Vital: "1577. Rosh Hodesh Kislev (November 11), after sunrise, a large star with a long tail, pointing upward, was seen in the southwestern part of the sky. Part of the tail was also pointing eastward. It lingered there for three hours. Then it sank in the west behind the hills of Safed. This continued for more than fifty nights. On the fifteenth of Kislev, I went to live in Jerusalem".
In Ireland, the Great Comet was observed, and an account of its passing was later inserted in the Annals of the Four Masters:
  • A wonderful star appeared in the south-east in the first month of winter: it had a curved bow-like tail, resembling bright lightning, the brilliancy of which illuminated the earth around, and the firmament above. This star was seen in every part of the west of Europe, and it was wondered at by all universally. (Annals of the Four Masters (M1577.20))


The Great comet of 1577, seen over Prague on November 12. 
Engraving made by Jiri Daschitzky.
Por Jiri Daschitzsky - Zentralbibliothek Zürich, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1804607



Um grande cometa é um cometa que se torna excepcionalmente brilhante. Não existe uma definição oficial; muitas vezes o termo está ligado a cometas, como o cometa Halley, que são brilhantes o suficiente para ser observado por observadores casuais que não estão ativamente procurando por eles, e se tornam bem conhecidos fora da comunidade astronômica. Grandes cometas são raros; em média, apenas um irá aparecer em cada década. Embora os cometas são oficialmente nome de seus descobridores, grandes cometas às vezes são também referidos pelo ano em que aparecem grandes, usando a formulação "O Grande Cometa de ...", seguido do ano.


Causas

A grande maioria dos cometas nunca são brilhantes o suficiente para serem vistos a olho nu, e, geralmente, passam pelo Sistema Solar sem serem vistos por ninguém, exceto os astrônomos. No entanto, de vez em quando um cometa pode se iluminar o suficiente para ser visto olho nu, e ainda mais raramente pode se tornar tão brilhante quanto ou mais brilhante do que as estrelas mais brilhantes. Os requisitos para que isso ocorra são: um grande e ativo núcleo, uma aproximação perto do Sol, e uma aproximação perto da Terra. Um cometa que cumpre todos os três destes critérios será certamente espetacular. Às vezes, um cometa falha em um critério e ainda é extremamente impressionante. Por exemplo, o cometa Hale-Bopp tinha um núcleo excepcionalmente grande e ativo, mas não se aproximou do Sol perto o suficiente, no entanto, ainda se tornou um cometa extremamente famoso e bem observado. Igualmente, o cometa Hyakutake foi um pequeno cometa, mas apareceu brilhante, porque ele passou muito perto da Terra.

Tamanho e atividade do núcleo

Núcleos de cometas variam em tamanho de algumas centenas de metros de diâmetro ou menos para vários quilômetros de diâmetro. Quando eles se aproximam do Sol, grandes quantidades de gás e poeira são ejetados pelo núcleo de cometa, devido ao aquecimento solar. Um fator crucial na forma como um cometa brilhante se torna é o quão grande e quão ativo é o seu núcleo. Muitos retornam ao interior do Sistema Solar, quando os núcleos se esgotam em material volátil e, portanto, são muito menos brilhante do que os cometas que estão fazendo sua primeira passagem pelo Sistema Solar.
O brilho repentino do cometa 17P/Holmes em 2007, mostrou a importância da atividade do núcleo no brilho do cometa. Entre 23 a 24 de outubro de 2007 o cometa sofreu uma súbita explosão que causou a luminosidade pelo fator de cerca de meio milhão. A inesperadamente luminosidade a partir de um valor aparente de cerca de 17 a cerca de 2.8 em um período de apenas 42 horas, se tornando visível a olho nu. O cometa 17P/Holmes foi temporariamente o maior objeto (em raio) no Sistema Solar, embora seu núcleo é estimado em apenas cerca de 3.4 km de diâmetro.

Estreita aproximação do periélio

O brilho de um corpo varia de acordo com a distância do Sol. Isto é, se a distância de um objeto a partir do Sol é reduzido pela metade, seu brilho é quadruplicado. No entanto, cometas se comportam de maneira diferente, devido à erupção de grandes quantidades de gás volátil que em seguida também refletem a luz solar e podem também apresentam fluorescência. Seu brilho varia aproximadamente de acordo com a distância do Sol, o que significa que se a distância de um cometa do Sol é reduzido pela metade, ele vai se tornar oito vezes mais brilhante.
Isto significa que o brilho máximo de um cometa depende significativamente da sua distância a partir do Sol. Para a maioria dos cometas, o periélio de sua órbita se encontra fora da órbita da Terra. Qualquer cometa se aproxima do Sol para a menos de 0.5 UA pode ter a chance de se tornar um grande cometa.

Estreita aproximação com a Terra


Cometa Halley de 1986 foi bastante modesto em comparação com alguns dos mais brilhantes.
Para um cometa para se tornar espetacular, ele também precisa passar perto da Terra. Cometa Halley, por exemplo, é geralmente muito brilhante quando passa a cada 76 anos, mas durante a sua aparição de 1986, sua aproximação mais próxima de acordo coma a Terra foi quase o mais distante. O cometa se tornou visível a olho nu, mas foi definitivamente espetacular. Por outro lado, o pequeno e fraco intrinsecamente Cometa Hyakutake (C/1996 B2) apareceu muito brilhante e espetacular, devido à sua aproximação muito próxima à Terra em março de 1996. A sua passagem perto da Terra foi uma das aproximações de cometas mais próximas no registro.








CARO LEITOR,
VEJA FANTÁSTICAS ILUSTRAÇÕES
DE GRANDES COMETAS
DO PASSADO:


Flowers of the Sky


http://publicdomainreview.org/collections/flowers-of-the-sky/



A scene from the Bayeux Tapestry showing men staring at Halley’s Comet – Source.




From the Nuremberg Chronicles, 1493 – Source.



Augsburger Wunderzeichenbuch, Folio 28, c. 1552 – Source




Augsburger Wunderzeichenbuch, Folio 52 (erschrocklicher Comet, 1300) – Source



Augsburger Wunderzeichenbuch, Folio 52 (Comet mit einem grosen Schwantz, 1401) – Source.



Augsburger Wunderzeichenbuch, Folio ? (Comet, 1506) – Source..



The figure of a Fearful Comet, from Les oeuvres d’Ambroise Paré, 1579 – Source.



Astronomie & Komet by Erastus, Dudith, Squarcialupi and Grynaeus, 1580 – Source.




Comet of 1577, depicted by Georgium Jacobum von Datschitz, 1577 – Source.



Detail of a Comet, Frankfurt am Main, 1665 – Source.




Joseph Boll’s depiction of the 1704 comet over Catalonia, 1704 – Source.



Astronomy: a meteor shower in the night sky. Mezzotint, after 1783 – Source.



The comet, by Thomas Cornell (floruit 1792), published 1789 – Source.



Image from J.J. Grandville’s Un Autre Monde (1844) – Source.



Image from A Popular Treatise on Comets (1861) by James C. Watson – Source.



Image from A Popular Treatise on Comets (1861) by James C. Watson – Source.



Image from A Popular Treatise on Comets (1861) by James C. Watson – Source.



Contemporary drawing of the meteorite fall at Knyahinya (Ukraine) on June 9, 1866, by Wilhelm Ritter von Haidinger – Source.



Image of a combined meteor shower orbit, from Popular Science Monthly Volume 1, 1872 – Source



Image from Astronomy (1875) by J. Rambosson – Source.



Image from Astronomy (1875) by J. Rambosson – Source.



Image from Astronomy (1875) by J. Rambosson – Source.



Image from Astronomy (1875) by J. Rambosson – Source.



Image from Flowers of the Sky (1879) by Richard A. Proctor – Source.



The great comet of 1881 (Comet C/1881 K1). Observed on the night of June 25-26 at 1h. 30m. A.M. Plate XI from The Trouvelot Astronomical Drawings (1881) – Source.



Leonid Meteor Storm, as seen over North America on the night of November 12-13, 1833, from E. Weiß’s Bilderatlas der Sternenwelt (1888) – Source.



Morehouse’s Comet, Photographed at Yerkes Observatory, 1908 – Source.






Tycho Brahe. Bild im Rathaus von Kopenhagen.





Von Christian Bickel - Eigenes Werk, CC BY-SA 2.0 de, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2971003