sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Fim-de-semana observando a famosa chuva de meteoros Perseidas!


Olá!

Caro Leitor,
sempre uma chuva de meteoros
nos faz saltar da cama quentinha
para observamos os céus estrelados
recebendo, volta e meia,
uma rajada, uma seta iluminada,
uma estrela cadente,
um bólide prateado,
advindo de algum ponto
da abóbada celeste.

A Chuva de Meteoros Perseidas
- assim nomeada por ter seu radiante
advindo da constelação Perseus -
é considerada a mais famosa
e neste ano de 2017
terá seu momento de pico
acontecendo no dia 12 de agosto,
fazendo a melhor festa de nosso final de semana!

Sabemos que os melhores momentos
de observação
acontecem já de madrugada,
não é verdade?

No entanto,
neste ano de 2017,
a madrugada estará acolhendo
a Lua que nos brindou com seu plenilúnio
em 07 de agosto
(com direito a eclipse parcial lunar
para África, Ásia e Austrália!).
Quer dizer,
se o momento de pico
da Chuva de Meteoros Perseidas
está marcado para o dia 12,
é certo que a luminosidade 
ainda bem presente
da Lua
estará afetando nossa observação!

E observe, Caro Leitor,
que Selene estará passeando
bem na direção de um dos Peixes
(entre Cetus, a Baleia, e Pegasus, o Cavalo Alado),
ou seja,
fazendo parte do famoso Mito de Andromeda
no qual a Princesa Acorrentada e o Herói Perseus
são seus protagonistas
e encontram-se nas cercanias desse palco estelar!

Nesta Postagem,
encontre informações
sobre a Chuva de Meteoros Perseidas,
sobre o Cometa Swift-Tuttle,
sobre o Mito de Andromeda e Perseus
e ainda o texto sempre bem-vindo
de Richard H. Allen
sobre a mítica constelação Perseus.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium

Stellarium


Stellarium










https://pt.wikipedia.org/wiki/Perseidas#/media/File:Perseid_meteor_2007.jpg
Uma perseida sobre o fundo da Via Láctea


Perseidas ou Perséiades são uma prolífica chuva de meteoros[1] associada ao cometa Swift-Tuttle.[2] São assim denominadas devido ao ponto do céu de onde parecem vir, o radiante, localizado na constelação de Perseus. As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa um rastro de meteoros. Neste caso o rastro é denominado de nuvem Perseida e estende-se ao longo da órbita do cometa Swift-Tuttle. A nuvem consiste em partículas ejetadas pelo cometa durante a sua passagem perto do Sol. A maior parte do material presente na nuvem atualmente, tem aproximadamente 1.000 anos. No entanto, existe um filamento relativamente recente de poeiras neste rastro proveniente da passagem do cometa em 1862.

Observação

O fenômeno é visível anualmente a partir de meados de Julho, registrando-se a maior atividade entre os dias 8 e 14 de Agosto, ocorrendo o seu pico por volta do dia 12. Durante o pico, a taxa de estrelas cadentes pode ultrapassar as 60 por hora. Podem ser observadas ao longo de todo o plano celeste, mas devido à trajectória da órbita do cometa Swift-Tuttle, são observáveis essencialmente no Hemisfério Norte.
A famosa chuva de estrelas das Perseidas tem sido observada ao longo dos últimos 2.000 anos, com a primeira descrição conhecida deste fenômeno registrada no Extremo Oriente no ano 36.[3] Na Europa recém cristianizada, as Perseidas tornaram-se conhecidas como Lágrimas de São Lourenço.[4]
De forma a viver esta experiência ao máximo, a chuva deverá ser observada numa noite limpa e sem lua, a partir de um ponto afastado das grandes concentrações urbanas, onde o céu não se encontre afectado pela poluição luminosa. As Perseidas possuem um pico relativamente grande, pelo que o fenómeno pode ser observado ao longo de várias noites. Em qualquer uma destas, a atividade começa lentamente ao anoitecer, aumentando subitamente por volta das 23h, quando o radiante atinge uma posição celeste relativamente elevada. A taxa de meteoros aumenta de forma contínua ao longo da noite, atingindo o pico pouco antes do amanhecer, aproximadamente 1½ a 2 horas antes do nascer do sol.
As Perseidas são meteoros velozes e brilhantes que por diversas vezes deixam rastros que podem durar alguns segundos. Também são frequentes as aparições de meteoros muito brilhantes que geram clarões no céu, os chamados bólidos.


Perseids (PER)
Perseid meteor and Milky Way in 2009.jpg
A long, multicolored 2009 Perseid streaks across the sky, just to the left of the Milky Way.
Pronunciation/ˈpərsɪdz/
Discovery date36 CE (first record)[1][2]
Parent bodyComet Swift–Tuttle[3]
Radiant
ConstellationPerseus
Right ascension03h 04m[3]
Declination+58°[3]
Properties
Occurs duringJuly 17 - August 24
Date of peakAugust 12[3]
Velocity58[4] km/s
Zenithal hourly rate80[3]
https://en.wikipedia.org/wiki/Perseids


SAIBA MUITO MAIS
SOBRE A CHUVA DE METEOROS
PERSEIDAS
ACESSE




109P/Swift-Tuttle


cometa Swift-Tuttle (formalmente designado como 109P/Swift-Tuttle) é um cometa que foi descoberto independentemente por Lewis Swift em 16 de julho de 1862, em Marathon, Nova York, e por Horace Parnell Tuttle, da Universidade de Harvard, em 19 de julho de 1862.
cometa fez uma aparição de retorno em 1992, quando foi redescoberto pelo astrônomo japonês Tsuruhiko Kiuchi, podendo ser visto com binóculos.[1] O seu núcleo sólido tem aproximadamente 27 km (16,8 milhas) de extensão, consideravelmente maior que os 10 km do suposto asteróide que hipoteticamente dizimou os dinossauros na Extinção Cretáceo-Paleogeno.[2]
O cometa é o responsável pela chuva de meteoros Perseidas, talvez a chuva de meteoros mais conhecida e está entre as de desempenho mais confiável.
Um aspecto peculiar da sua órbita é que é atualmente captada em uma ressonância orbital de 1:11 com Júpiter. Ele completa uma volta para cada 11 voltas completadas de Júpiter.[3]

Uma ameaça potencial para a Terra

O cometa está em uma órbita que o coloca próximo da Terra e da Lua.[4] Desde a sua redescoberta em 1992, a data da passagem do periélio do cometa estava fora da previsão em 17 dias. Percebeu-se então que, se a próxima passagem do seu periélio (em 14 de agosto de 2126) também estiver fora da previsão em 15 dias, é muito provável que o cometa colida com a Terra ou com a Lua. Devido às dimensões do núcleo do Swift-Tuttle, este fato é de considerável preocupação. Isto levou o astrônomo amador e também escritor Gary W. Kronk a pesquisar todas as aparições anteriores deste cometa. Ele descobriu que o cometa provavelmente foi observado pelos chineses em 69 a.C. e em 188 d.C., fato que foi rapidamente confirmado por Brian G. Marsden.[5] Essas informações e observações posteriores levaram a uma reavaliação de sua órbita, indicando que a órbita do cometa é muito estável, não representando absolutamente nenhuma ameaça para os próximos dois mil anos.[6] Os astrônomos acreditam que em 2126 sua aparição provavelmente consistirá num grande cometa visível a olho nu como o Hale-Bopp.[1]

Um encontro com a Terra está previsto no retorno do cometa para o sistema solar interno, por volta de 15 de setembro de 4479 – a aproximação máxima é estimada em 0,03-0,05 UA (unidades astronômicas), com uma probabilidade de impacto de 1 x 10−6.[3] Após 4479, a evolução da sua órbita será mais difícil de ser prevista: a probabilidade de um impacto por órbita da Terra está estimada em 2 x 10−8.[3] Uma vez que o maior objeto do Sistema Solar que faz repetidas passagens próximas à Terra, a uma velocidade relativa de 60 km/s,[2][7] transportando uma energia de impacto estimada em ~27 vezes maior que a da extinção K-T,[8] o cometa Swift-Tuttle foi descrito como "o único objeto conhecido mais perigoso para a humanidade".[7]

Curiosidades

  • A cada julho e agosto a Terra cruza a órbita do cometa, dando origem à chuva de meteoros Perseidas.
  • O Cometa Swift-Tuttle é o maior de todos os objetos celestes que fazem repetidas passagens próximas à Terra.
  • O período de translação do cometa em torno do Sol é de aproximadamente 130 anos.
  • O cometa Swift-Tuttle é o mesmo que o cometa Kegler, que foi visto pela primeira vez em 1737.



CARO LEITOR,
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SOBRE O COMETA SWIFT-TUTTLE
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O Mito de Andromeda e Perseus



Andrômeda era a filha de Cefeus,  rei da Etiópia, e de Cassiopeia. 

 Por causa dos boatos espalhados por Cassiopéia 
de que a beleza de Andrômeda superava a das Nereidas,
 Netuno enviou um mostro marinho, Cetus, a Baleia, para devastar aquele país. 

 Porém, Netuno fez a promessa de libertar o país dessa devastação
 caso Andromeda fosse oferecida em sacrifício, 
sendo acorrentada a uma rocha, para ser devorada pelo monstro marinho.  

No entanto, Perseus soube desse caso
 e salvou Andrômeda de seu tormento 
matando o monstro
 e o transformando em pedra ao lhe mostrar a cara da Medusa. 

Ambos, Perseus e Andrômeda, alçaram vôo alto, 

montados sobre Pegasus, o cavalo alado,
 e se dirigiram para o altar onde se casaram.





http://www.raremaps.com/gallery/detail/36137/Andromede_Persee_Le_Triangle_Andromeda_Perseus_and_Triangle/Flamsteed-Fortin.html
Title: Andromede, Persee, Le Triangle (Andromeda, Perseus & Triangle)   Map Maker: John Flamsteed /  MJ Fortin


The text is in the public domain.
[image ALT: a blank space]
p329

There was the knight of fair-haired Danaë born, Perseus.
Elton's translation of the Shield of Hercules.

Perseus, even amid the stars, must take
Andromeda in chains aetherial!
Mrs. Browning's Paraphrases on Nonnus.
Perseus, the Champion,
is the French Persée, the Italian Perseo, and the German Perseus, formerly was catalogued as Perseus et Caput Medusae.

He is shown in early illustrations1 as a nude youth wearing the talaria, or winged sandals, with a light scarf thrown around his body, holding in his left hand the Gorgoneion, or head of Medusa-Guberna, the mortal one of the Gorgons, and in his right the ἅρπη, or falx, which he had received from Mercury. Dürer drew him thus, but added a flowing robe, a figuring that Bayer, Argelander, and Heis have followed, as they have, in the main, all of that great artist's constellation figures.
A title popular at one time, and still seen, was the Rescuer, for, according to the story, Perseus, when under obligations to furnish a Gorgon's head to Polydectes, found the Sisters asleep at the Ocean; and, using the shield of p330Minerva as a mirror, that he might not be petrified by Medusa's glance, cut off her head, which he then utilized in the rescue of Andromeda. Some one has written about this:
In the mirror of his polished shield
Reflected, saw Medusa slumbers take,
And not one serpent by good chance awake;
Then backward an unerring blow he sped,
And from her body lopped at once her head.
Aratos characterized the stellar hero as "stirring up a dust in heaven," either from the fact that his feet are in the celestial road, the Milky Way, or from the haste with which he is going to the rescue of Andromeda; and Manilius, describing his place in the sky, wrote:
Her Perseus joyns, her Foot his Shoulder bears
Proud of the weight, and mixes with her Stars.
His story probably was well known in Greece anterior to the 5th century B.C., for Euripides and Sophocles each wrote a drama based on Andromeda's history; and with them, as with the subsequent Greeks, he was Περσεύς, a word that may be derived from the Hebrew Pārāsh, a Horseman, although Ctesias, in his Περσικά of about 400 B.C., had Parsondas as a stellar name from Babylonia that may be this. Parasiea, current in late Indian astronomy, is only another form of the Greek original.

Ἱππότης, the Horseman, and Profugus, the Flying One, also are titles for these stars.

Classical poets called it Pinnipes, referring to the talaria; Cyllenius, the Hero having been aided by Mercury; Abantiades and Acrisioniades, from his grandfather and father; Inachides, from a still earlier ancestor, the first king of Argos; and Deferens caput Algol, Victor Gorgonei monstri, Gorgonifer, Gorgonisue, and Deferens cathenam, from the association of Perseus with Medusa and the chain of Andromeda.

Alove probably came, by some error in transcription, from Al Ghūl, more correctly applied to the star β; while Bershawish, Fersaus, and Siaushare plainly the Arabians' orthography of the Greek title, the letter P not being found in their alphabet. They, however, commonly called it Hāmil Rāʽs al Ghūl, the Bearer of the Demon's Head, which became Almirazgual in Moorish Spain, and was translated from Ulug Beg as Portans
 caput larvae, the same being still seen in the German Träger des Medusen Kopf.
The Celeub, Cheleub, and Chelub of the 1515 Almagest, Alfonsine Tables, and Bayer's Uranometria probably are from the Arabic Kullāb, the Hero's weapon, although Grotius and others have referred them to Kalb, a Dog, which would render intelligible the occasional title Canis.

p331La Lande identified the figure with the Egyptian Khem, and with Mithras of Persia, Herodotus having asserted [II.91] that Perseus, through his and Andromeda's son Perses, gave name to that country and her people, who previously were the Chephenes, as descended from Chepheus, the son of Belus, identified by some with the Cepheus of the sky. The kings of Cappadocia and of Pontus, similarly descended, represented the Hero on their coins.

Cacodaemona was the astrologers' name for this constellation, with special reference to Algol as marking the demon's head; while Schickard, Novidius, and the biblical school generally said that it was David with the head of Goliath; but others of the same kind made of it the Apostle Paul with his Sword and Book. Mrs. Jameson thought that the legend of Perseus and Cetus was the foundation of that of Saint George and the Dragon, one version making this saint to have been born at Lydda, only nine miles from Joppa, the scene of Perseus' exploit.b
The constellation is 28° in length, — one of the most extended in the heavens, — stretching from the upraised hand of Perseus nearly to the Pleiades, and well justifying the epithet περιμήκετος, "very tall," applied to it by Aratos. It offers a field of especial interest to possessors of small telescopes, while even an opera-glass reveals much that is worthy of observation. Argelander gives a list of 81 naked-eye stars, and Heis 136.

The former has suggested that within its boundaries may lie the possible central point of the universe, which Mädler located in the Pleiades and Maxwell Hall in Pisces, — all probably unwarranted conclusions.

δψσαγη, and others on the figure's right side, form a slight curve, open towards the northeast, that has been called the Segment of Perseus.  



https://pt.wikipedia.org/wiki/Perseu#/media/File:Pompejanischer_Maler_des_1._Jahrhunderts_001.jpg



Os desenhos formados pelas estrelas
- as constelações -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...  
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente,
 vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward



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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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